
Jean Baptiste Debret nasceu em Paris, no ano de 1768, numa família de pessoas cultas e artistas. Foi discípulo de seu primo Jacques Louis David, líder do classicismo francês. Tornou-se conhecido em toda Europa após trabalhos realizados na Itália. Veio para o Brasil com a Missão de 1816 e aqui permaneceu por 15 anos, até a abdicação de D. Pedro I. Seus primeiros trabalhos realizados aqui foram "Retrato de D. João em trajes majestáticos" e "Desembarque da Arquiduquesa Leopoldina”. Debret chega ao Brasil, em 1816. Visto que tal feito coincidiu com a morte da então Rainha de Portugal, D. Maria I. O pintor francês estava incumbido, a partir de então, de retratar o funeral da Rainha e, evidentemente, a aclamação do novo monarca da Corte, inclusive o referido funeral. Paralelamente aos trabalhos de pintor e cenógrafo da monarquia, Debret exercia funções como membro fundador e pintor de história da Academia Imperial, conseguindo reunir condições no sentido de "produzir" novos artistas para o país.

Com Grandjean Montigny alugou uma casa no Centro do Rio de janeiro onde ministravam aulas. Percebendo que a demanda de alunos não parava de crescer, o Imperador decidiu por em prática o decreto que criaria a Academia Imperial de Belas Artes. Foi condecorado com a "Ordem de Cristo", pois eu trabalho muito agradava ao Imperador. Desgostoso e cansado das desavenças com Henrique José Silva, voltou a Paris em 1831 levando seu discípulo predileto, Araújo Porto Alegre. Deixou como seu substituto na cátedra de Pintura Histórica seu aluno Simplício Rodrigues Sá.
Em Paris publicou o álbum Voyage Pittoresque et Historique au Brésil, uma visão romântica de tudo o que registrou em terras brasileira, predominando as figuram humanas em habitat natural ou realizando alguma ação.
Nas obras realizadas no Brasil, Debret coloca-se como um narrador impessoal, cujo centro das atenções é a sociedade que age sobre a natureza, transformando-a. o álbum está dividido em três volumes que apresentam os selvagens, os aspectos da floresta, o trabalho agrário, a forte presença do negro escravo, os artesãos ur
banos, os costumes populares e os acontecimentos costumeiros do Rio de Janeiro do início do século XIX. Sua contribuição foi, portanto, tanto para a percepção de paisagens quanto de cenários urbanos. Sua obra é uma verdadeira crônica ilustrada da cultura da época, feita com certa dose de humor e ironia. Debret faleceu na França em 1848.
