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2 de agosto de 2009

MERCI


Uma das lojas mais interessantes de Paris é a Merci. A loja está no Marais, perto da Place des Vosges. É uma espécie de butique-caridade. O lugar combina o que há de mais sofisticado na moda com ideais filantrópicos. Os produtos a venda incluem estilistas vintage e contemporâneos, criações personalizadas, re-edições para homens, mulheres e crianças e muitos acessórios.
A renda obtida com as vendas dos produtos é revertida para caridade, como ajudar crianças de um orfanato em Madagascar com dinheiro e mantimentos. Para apoiar o projeto, muitas marcas renomadas como YSL, Burberry, Martin Margiela e Stella McCartney fazem doações de peças da estação para a loja, e os clientes podem obter um desconto de até 40% em peças exclusivas!
Merci é um jeito de agradecer a todos – estilistas, clientes, colaboradores – todo mundo que tem o bom senso de ajudar.
Merci - 111 Boulevard Beaumarchais

75003 Paris - metro Sébastien Froissart.

16 de julho de 2009

PAPELARIAS



As mais belas papelarias parisienses estão numa mesma rua, que liga o Marais ao Rio Sena. A Papier + (9, Rue Du Pont Louis Philippe, metrô Hôtel de Ville, 33-1) é especialista em cadernos, caixas e álbuns cobertos de tecido de diversas cores e estampas.











Na Mélodies Graphiques (10, Rue Du Pont Louis Philippe, metrô Hôtel de Ville, Saint Paul ou Pont Marie, 33-1), o must são as espessas folhas de papel florentino com borda irregular que resistem à escrita da caneta de pena.

22 de junho de 2009

A HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA







A arte da fotografia nasceu em 1822, quando o físico francês Nicéphore Niepce (1765-1833), eternizou a primeira imagem da realidade em uma chapa de metal. Logo depois, uma coincidência: o francês Louis Daguerre (1787-1851) e o britânico William Henry Talbot (1800-1877), anunciaram, separadamente, em janeiro de 1839, suas descobertas sobre engenhocas que tiravam fotos de pessoas, cenas e paisagens.

Sempre houve polêmica em torno da paternidade das grandes invenções e com a fotografia não poderia ser diferente. Os ingleses, que reivindicam a invenção da máquina fotográfica, argumentam que o processo "negativo-positivo" criado por Talbot foi o único que atravessou os anos, tornando-se a base da moderna fotografia. Foi de Talbot a primeira foto reproduzida em papel (talbótipo), em 1834.

Para colocar mais calor na discussão, alguns historiadores brasileiros garantem ter provas irrefutáveis de que a fotografia foi inventada no Brasil, em 1833, por outro francês, Hercule Florence, que se utilizou de uma câmara escura. D Pedro II, o nosso Imperador fotógrafo, deu à fotografia o status de arte, sendo ele o responsável pela preservação de grande parte de nossa memória visual do século XIX.

Discussões à parte, não se pode contestar a criação de Niepce nem a importância de Daguerre, este considerado por muitos o precursor da fotografia, que se associou ao mesmo Niepce para aperfeiçoar a invenção. No ano de 1833 Niepce morreu e Daguerre continuou sozinho. Em 1838, obteve os seus primeiros "daguerreótipos". O sistema criado por Daguerre constava de uma fotografia, que era revelada sobre uma placa de cobre polida e que, depois de certo tempo, perdendo sua coloração, ficava brilhante, dando a impressão de ter sido revelada sobre uma lâmina de espelho. A primeira impressão que se tem ao olhar pela primeira vez para um daguerreótipo parece ser uma obra inacabada, assim como um negativo comum de filme.

O daguerreótipo caiu em desuso em 1854, quando o inglês Frederic Scott Archer inventou as placas de vidro recobertas por uma película transparente de colódio com iodeto, banhadas com nitrato de prata. Em 1864, B. J. Sayce e W.B. Bolton descobriram a preparação de uma emulsão de brometo de prata em colódio, o que representou um grande passo à frente nas pesquisas, com maior avanço na mesma década, quando C. Russell produziu as placas secas de brometo de prata.

Foi impressionante a evolução tecnológica das câmaras fotográficas. Desde o primeiro daguerreótipo, onde a chapa era batida e revelada dentro da máquina, até chegar às câmaras digitais de hoje, houve grande avanço industrial. Depois do daguerreótipo, surgiram as câmaras de Bertsch (1860), a Express Detective - câmara de reportagem usada por Félix Tourmachou Nadar, em 1890. Foi Nadar quem fez as primeiras fotos aéreas da história. Em 1870, surge o melanocromoscópio de Louis Ducos du Hauron, que inaugurou a fotografia a cores. Os irmãos Auguste e Louis Lumière, inventores do cinematógrafo (1895), foram também os criadores da placa autocromo, em 1903, o que fez surgir o primeiro processo comercial da foto a cores. Em 1914 a Eastman Kodak fabricou o primeiro filme pancromático, de emprego generalizado a partir de 1925. A evolução das câmaras não parava e logo o alemão Hans Hass criou uma máquina estanque e inaugurou a fotografia submarina. A barreira da transmissão foi vencida em 1930, quando foram inventados os belinógrafos portáteis que permitiram o envio das radiofotos. Não demorou muito a ciência passou a se utilizar da fotografia em suas pesquisas, o que aconteceu na mesma década de 1930, quando a luz negra, também conhecida como luz de Wood, foi inventada pelo físico norte-americano Robert Williams Wood (1868-1955).

Desde que foi inventada, a fotografia tornou-se responsável pela documentação e conseqüente memória de muitos acontecimentos e fatos históricos, registrando imagens importantes para a humanidade ou mesmo guardando os momentos felizes da família comum. Foi longo o caminho percorrido desde a foto em preto e branco da natureza morta Mesa Posta, em 1822, por Nadar, até a foto colorida dos sapatos de J.R Duran. Enquanto a foto de Nadar, obtida em positivo, teve que esperar mais de 8 horas para ser revelada numa solução de betume-da-judéia com óleo animal, sobre uma base de vidro, a fotografia de Duran foi revelada em poucos minutos, graças ao sistema Polaroid criado em 1948. Hoje, micro câmaras revelam segredos do interior do corpo humano e satélites orbitando no planeta Júpiter mandam imagens instantâneas e nítidas do espaço para a Terra. Mas, isso já não é mais história ...

20 de junho de 2009

FLOR DE LIS





A Flor de Lis é simbolicamente identificada à Íris e ao Lírio. Luís VII, o Jovem (1147), teria sido o primeiro dos reis da França a adotar a íris como seu emblema e a servir-se da mesma para selar as suas cartas-patentes, e como o nome Luís se escrevia na época Loys ou Louis, esse nome teria evoluído de “fleur-de-louis” para “fleur-de-lis” (flor de lis), representando com as três pétalas a Fé, a Sabedoria e o Valor.
A verdade, mesmo observando a grande semelhança entre os perfis da íris e da flor de lis, é que o monarca francês apenas adotou o símbolo de grande antiguidade na heráldica da França (refere-se á ciência e a arte de descrever os brasões e escudos), pois que ele já aparece em 496 d.C., quando um Anjo apareceu a Clovis, rei dos Francos, e lhe ofereceu um lírio, acontecimento que concorreu para a sua conversão ao Cristianismo.
No ano 1125 a bandeira de França apresentava o seu campo semeado de flores de lis, o mesmo acontecendo com o seu brasão de armas até ao reinado de Carlos V (1364), quando passaram a figurar apenas três. Conta-se que este rei teria adotado oficialmente o símbolo como emblema para honrar a Santíssima Trindade. Mas o lírio estilizado flor de lis é planta bíblica, anda associada ao pendão do rei David e igualmente à pessoa de Jesus Cristo (“olhai os lírios do campo...”); também aparece no Egito associado à flor de lótus, e igualmente entre os assírios e os muçulmanos. Cedo se torna símbolo de poder e soberania, da Realeza que se faz por investidura Divina o que leva a também simbolizar a pureza do corpo e da alma. Por isto, os antigos reis europeus eram divinos por sagração direta da Divindade na pessoa da Autoridade Sacerdotal, e para o serem teriam, em princípio, que ser justos e perfeitos ou puros, como o foi a Virgem Maria, “Lírio da Anunciação e Submissão”.

No reinado de Luís XVI de França, a flor de lis dos Bourbons tornou-se o símbolo das prostitutas e ladrões, e quando algum malfeitor era preso, marcavam-no a fogo com esse símbolo.






O símbolo foi apresentado na moderna ficção sobre temas históricos e místicos, como no best-seller O Código Da Vinci e outros livros discutindo o Priorado de Sião. Ela repete na literatura francesa, onde exemplos bem conhecidos incluem a flor-de-lis em personagens de O Corcunda de Notre Dame de Victor Hugo, e de referência em Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas ao antigo costume de marcar com um sinal o criminoso.

19 de junho de 2009

ASTÉRIX



O Gaulês mais famosos do mundo, Asterix (em francês Astérix), foi criado em 1959 na França pelo ilustrador Albert Uderzo e o escritor René Goscinny. Naquela época, os quadrinhos de super-heróis americanos faziam o maior sucesso na França. Por isso, Uderzo e Goscinny foram convidados por François Clotaud de revista chamada Pilote para criar uma história com personagens ligados a seu país. Para cumprir a tarefa, eles recorreram aos antigos habitantes da França, os gauleses.

Em 29 de outubro de 1959, foi editada na revista francesa de histórias em quadrinhos Pilote, desaparecida em 1989, os primeiros esboços do pequeno gaulês. Dois anos depois, a primeira história em quadrinhos das aventuras gaulesas vendeu apenas 6.000 exemplares. Porém, em 1963, a segunda, “A Foice de Ouro”, atingiu os 20 mil exemplares. Depois, as aventuras de Astérix foram conquistando cada vez mais adeptos.

Em 1967, aparece o primeiro longa de uma série de desenhos animados. A trama se passava no ano 50 a.C, onde toda a Gália (a atual França) tinha sido ocupada pelos romanos. Toda? Não! Uma aldeia, povoada por irredutíveis gauleses ainda resistia ao invasor. E a vida não era fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Babaorum, Aquarium, Laudanum e Petibonum. Para enfrentar essas legiões romanas, Asterix e sua turma contam com a ajuda de uma poção mágica, que lhes dá força sobre-humana, preparada pelo druida celta Panoramix. A exceção é a de Obelix, um escultor e distribuidor de menires, que caiu dentro de um caldeirão com a poção quando ainda era criança, e por isso adquiriu permanentemente a “super força”. Obelix tem como maior diversão atacar as legiões romanas causando enorme terror aos legionários. Seu maior prazer é comer javalis, que devora com enorme apetite. Desde o àlbum “Astérix e a volta à Gália” adotou Ideiafix, um cãozinho inteligente e ecologista.

Outros personagens da turma são: o bardo Chatotorix; Abracurcix, o chefe da vila, e sua mulher Naftalina; Veteranix, o guerreiro decano; Ornalfabetix, o peixeiro, e sua mulher, Yellowsubmarina; Automatix, o ferreiro; César, Brutus, Cleópatra e os azarados piratas, entre outros. Nas histórias ss nomes gauleses terminam todos em “ix” (Abracurcix, Veteranix, Chatotorix, Pneumatix, etc). Já os normandos (vikings) têm todos os nomes com “af” no final (Olaf, Epaf, Espirograf…), os romanos terminam em “us” e assim por diante. Após o falecimento de Goscinny em 1977, Uderzo deu continuidade ao trabalho, com a colaboração de Sylvie, filha de Uderzo.

Em 1989, foi inaugurado o parque temático Le Parc Asterix, à 30 quilômetros ao norte de Paris. Lá, foram erguidas edificações idênticas às casas da lendária vila gaulesa. Brinquedos como uma montanha-russa em que o carrinho atinge 80 km/h e um navio gaulês atraem mais público do que a Eurodisney. No ano de 2006 estreou o décimo primeiro filme de cinema, Astérix et les Vikings (Asterix e os Vikings).


Em seus mais de 40 anos de existência, Asterix já protagonizou 36 livros de histórias, inspiraram jogos de computador, CDs, uma peça de teatro, sete filmes de animação e três longas de sucesso (Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre, Astérix et Obélix contre César, tendo Gerard Depardieu, como Obélix, e Christian Clavier, e o mais recente Astérix et les Vikings). A página do personagem na Internet (http://www.asterix.tm.fr/) recebe mais de 40 mil visitas por dia.

CURIOSIDADE

* Desde sua primeira edição até hoje, cerca de 310 milhões de exemplares de álbuns do Asterix já foram vendidos. Traduzidas para 107 línguas e dialetos, suas aventuras ainda estão longe de acabar. Hoje, as últimas histórias do pequeno gaulês ultrapassam os dois milhões de exemplares vendidos. O recorde foi batido em 2001, com “Astérix e a Traviata”, publicado no mesmo dia em toda a Europa em oito milhões de exemplares, sendo três milhões na França e outros três na Alemanha, país onde Astérix é muito popular.

10 de junho de 2009

TROMPE L'OEIL







Trompe-l'oeil é uma técnica artística que, com truques de perspectiva, cria uma ilusão ótica que mostre objetos ou formas que não existem realmente. Provém de uma expressão da língua francesa que significa “engana o olho” e é usada principalmente em pintura e arquitetura.

Embora a expressão tivesse sua origem no período barroco, onde os artistas a usavam muito, a técnica em si era antiga, já conhecida dos gregos e romanos, e utilizada em murais, como por exemplo os de Pompéia, onde o típico mural trompe-l'oeil mostrava uma janela, porta ou corredor, com a finalidade de visualmente aumentar o aposento.

Com o superior entendimento das técnicas de desenho e perspectiva alcançados após o Renascimento, os artistas passaram a usar essas técnicas em seus trabalhos, explorando os limites entre imagem e realidade.

Alguns arquitetos também utilizaram a técnica em seus edifícios, variando discretamente o tamanho de colunas e arcos, procurando aumentar visualmente o espaço arquitetônico. A partir daí ficou sendo mais uma técnica conquistada pelo uso, usada ou abusada, mais ou menos conforme o gosto do artista e da moda da época.

Modernamente o grafite se apropriou dessa técnica e das modernas tintas resistentes ao clima para dar realce a becos e paredes cegas de edifícios urbanos.

9 de junho de 2009

FERRARI 275 GTB


Este post foi uma contribuição do meu irmão. Obrigada, Chico!!!!


Em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de uma Ferrari 275 GTB e convidou um amigo, piloto profissional de Formula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris à maior velocidade que ele pudesse.
A hora seria logo que o dia clareasse,o filme só dava para 10 minutos e o trajeto era de Porte Dauphine, através o Louvre até a basílica de Sacre Coeur.Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto.O piloto completou o circuito em 9 minutos, chegando a 324 km por hora em certos momentos.
O filme mostra ele furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres e entrando em ruas de mão única na contra-mão.Quando mostrou o filme em publico pela primeira vez, Lelouch foi preso. Ele nunca revelou o nome do piloto e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.
Assista clicando o endereço abaixo. Se não valer pela Ferrari, vale por Paris...


http://www.youtube.com/watch?v=F0I6tJCJX1I