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27 de junho de 2009

CARTIER


Alianças famosas, anéis clássicos e relógios luxuosos fazem parte do universo chique da marca mais tradicional no segmento de joalherias: a CARTIER. O que não se pode negar jamais é a clientela fiel e seleta que a CARTIER conquistou pelo mundo. A grife, que segue a filosofia “Inovar sem perder a classe, transformar com bom gosto e ser a vanguarda da criação com a audácia da excelência”, é sinônimo de luxo desde que foi lançada.


A história da tradicional joalheria começou em 1847, quando Louis-François Cartier assumiu o controle da pequena oficina de jóias de seu tio, Adolphe Picard, localizada no número 29 da Rue Montorgueil, na rua mais cara e chique de Paris, e patenteou sua própria marca, o famoso coração entre suas iniciais L e C num losango. Surgia a Mason Cartier. Apenas quatro anos depois, Napoleão III subiu ao poder, e através da Condessa Nieuwerkerke, o jovem Cartier tornou-se fornecedor da Corte Real. Em 1853, implantou o atendimento personalizado e elitizado, abrindo suas portas para uma clientela privada e exclusiva. Em 1872 seu filho, Alfred, entrou como sócio no negócio. Em 1874 são lançados os relógios desenvolvidos por seu pai há anos atrás. Seu outro filho, Louis, também entrou na sociedade em 1898, e a loja passou a se chamar Alfred Cartier & Fils. No ano seguinte a loja mudou de endereço indo para a 13 Rue de La Paix, transformou o bairro Vendôme no coração internacional da joalheira.

A Cartier de Londres foi aberta em 1902 no número 4 da New Burlington Street, comandada por Pierre Cartier. Nesta época a grife recebeu um pedido de 27 tiaras e diademas para a cerimônia de coroação de Eduardo VII, o rei da Inglaterra, que declarou “Cartier, joalheiro dos reis, rei dos joalheiros”. Dois anos mais tarde, o rei honrou Cartier com o certificado de Fornecedor da Corte e a marca se impôs como a mais prestigiosa do mundo. Inovador, Cartier assina o primeiro relógio de pulso com pulseira de couro do mundo, desenvolvido especialmente para seu grande amigo, o brasileiro Santos Dumont, inventor do avião, em 1904. Porém, somente em 1911 esse relógio começa a ser comercializado e hoje, mais de 90 anos depois, a coleção de relógios Santos Dumont conserva todos os seus parafusos.

Em 1906, Louis e seu irmão mais novo, Pierre, fundaram a Cartier Fréres. Ainda nesse ano, Jacques Cartier assumiu a loja de Londres e a empresa produziu suas primeiras jóias em estilo Art Deco, com formas abstratas e geométricas. Em 1909, Pierre Cartier, abre loja em New York, localizada no número 712 da badalada Fifth Avenue. No ano seguinte a marca abriu lojas em Moscou e no Golfo Pérsico. No início dos anos 70, um grupo de investidores, liderados por Robert Hocq, comprou as três Maisons Cartier (Paris, Londres, Nova York) e assumiu a grife. Neste momento, a Cartier passou de uma empresa familiar para uma multinacional e a marca ganhou um sopro de juventude e de modernismo. Em 1973, foi criado o conceito Les Must de Cartier (desenvolvimento de produtos modernos, mas com a tradição CARTIER). Foi o momento da ampliação da oferta de produtos (artigos de couro, canetas e isqueiros) e, conseqüentemente de clientes. Em 1978 todo grupo é unificado em uma única empresa chamada Cartier Monde. A Maison continua a desenvolver-se sem perder seu refinamento e tradição. Aparece a linha de perfumes, novos modelos de relógios, artefatos em couro, além da “Colection Ancienne Cartier”, a qual reúne peças para mostrar a evolução histórica e artística da joalheria. Mais tarde tal coleção passa a se chamar “Cartier Collection”.

Nos anos seguintes a marca inaugura inúmeras lojas em cidades cosmopolitas. Entre as inaugurações de butiques pelo mundo, um dos destaques atuais foi a instalação, em 2003, na chique Avenue des Champs Elysées, número 154. Um novo cenário para o espírito CARTIER.








Clientes Famosos

Na história da CARTIER, há muitas pessoas famosas que foram clientes fiéis, como o Duque e a Duquesa de Windsor e o ator Richard Burton, comprou para Elisabeth Taylor o diamante Burton-Taylor, de 69,42 quilates. Hoje em dia, a atriz italiana Monica Bellucci (protagonista de filmes como Matrix Reloaded, Malena e A Paixão de Jesus Cristo) é a embaixadora internacional da marca.

24 de junho de 2009

GIVENCHY








GIVENCHY é mais do que um estilista, é uma lenda. Seu nome está atrelado à sofisticação e ao requinte, ao corte perfeito, ao equilíbrio, acima de tudo. A extrema elegância sempre foi a principal marca das criações clássicas de Hubert de Givenchy, um francês reconhecido mundialmente por seu trabalho coerente e requintado.


O estilista Hubert-James Marcel-Taffin Givenchy nasceu no dia 21 de fevereiro de 1927 na cidade francesa de Bauvais. Filho do marquês Lucien Taffin de Givenchy e de Béatrice de Givenchy, seu avô dirigia uma oficina de tapetes na cidade. Muito cedo ele já demonstrava seu interesse pela moda. Aos dez anos, ao visitar uma exposição de figurinos dos mais famosos estilistas franceses, ele se identificou imediatamente com o universo luxuoso da alta-costura, contrariando o sonho de seus pais, que queriam vê-lo advogado. Não houve tempo para o Direito. Aos 17 anos ele foi direto para a Escola de Belas Artes de Paris e trabalhou com grandes nomes da moda - foi assistente de Jacques Fath, Robert Piguet (em 1946), Lucien Lelong, ao lado de Pierre Balmain e Christian Dior, e, mais tarde, em 1949, braço direito de Elsa Schiaparelli.-

Abriu sua própria maison em fevereiro de 1952, localizada no número 8 da rue Alfred de Vigny, na Monceau Plain, a oeste de Paris, e o reconhecimento foi quase imediato, fazendo soprar um vento de renovação, adaptado às novas exigências das elegantes em viagem, após anos de um monopólio quase absoluto de Dior e seu New Look. Muitas das criações de Givenchy eram feitas com tecido de camisaria.
Em sua primeira coleção apresentou a blusa Bettina, uma homenagem à modelo Bettina Graziani, nome da sua principal modelo e também relações públicas da marca, e que foi uma de suas criações de maior sucesso. A blusa tinha a gola larga e aberta, e mangas que terminavam em babados de bordado inglês. Com este sucesso, a fama de Givenchy se consolidou. No ano seguinte abriu lojas em Buenos Aires, Roma e Zurique. Suas criações eram luxuosas e com estilo, com nítida influência do estilista espanhol Cristóbal Balenciaga, e Givenchy jamais negou que o trabalho de Balenciaga o inspirava. Balenciaga e Givenchy se conheceram em 1953 e foram amigos até a morte do estilista espanhol, em 1972.




Foi também em 1953 que Hubert de Givenchy conheceu a sua musa inspiradora, a atriz Audrey Hepburn, e passou a criar modelos para seus filmes, como Sabrina (1954) e Cinderela em Paris (1957). O filme Sabrina ganhou o Oscar de melhor figurino, assinado por Edith Head - a designer mais requisitada de Hollywood na época -, a qual não deu o devido crédito a Givenchy pelo famoso vestido de baile, usado por Audrey Hepburn no filme. Em resposta, a atriz exigiu que, em seus próximos filmes todo seu guarda-roupa fosse todo feito pelo estilista francês. Mas a imagem mais inesquecível da atriz norte-americana é a do filme Bonequinha de luxo, de Blake Edwards (1961), com um vestido preto longo, piteira e colar de pérolas. Além de Audrey Hepburn, ele vestiu outras personalidades famosas, como Gloria Guinness, Dolores Guinness, Greta Garbo, Elizabeth Taylor, Marléne Dietrich, Jacqueline Kennedy, Grace Kelly e a duquesa de Windsor, representantes também de inquestionável elegância e glamour.--Durante os anos 50, ele criou vários modelos de vestidos “chemisier”, na forma saco, largos na parte superior e afunilando-se em direção à bainha. Também fez muito sucesso com a criação de peças independentes e coordenáveis - pois, até então, blusas e saias (ou calças) só podiam ser usadas como um conjunto - e com as suas famosas blusas de tecidos de camisas. Givenchy foi o primeiro estilista de alta-costura a apresentar uma coleção de prêt-à-porter feminino, intitulada “Givenchy Université”, em 1954. Em 1957, lançou o seu primeiro perfume feminino, chamado Le De. Originalmente vendido a poucos seletos clientes e amigos pessoais, atualmente ele só é encontrado em Paris, nas galerias Lafayette e Printemps, na Saks, em Nova York e na Harrods e Selfridges, em Londres. Ainda neste ano, criou o perfume L'Interdit, em homenagem a Audrey Hepburn; em 1959 o Monsieur Givenchy, seu primeiro perfume masculino; e, em 1973, entrou para o mundo da moda masculina, com o lançamento da linha “Gentleman Givenchy”. Ainda nesta década a grife iniciou uma enorme diversificação de produto com o lançamento de uma coleção de óculos, móveis, toalhas de mesa, sapatos e jóias. Marcou a década de 80 com a utilização de tecidos com estampas inspiradas em artistas como Miró, Matisse e Bérard.-
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Apesar do sucesso e do glamour da marca, a Maison se encontrava com sérios problemas financeiros, o que culminou com sua venda, em 1988, para a Louis Vuitton. A coleção de perfumes já havia sido vendida para a Veuve Clicquot em 1981, que depois seria comprada pela LV e formaria o poderoso grupo LVHM, atual proprietário da GIVENCHY. O estilista francês se despediu das passarelas em 11 de julho de 1995 com um desfile para poucos, sob os aplausos de toda sua equipe e dos mais importantes estilistas do mundo sentados na primeira fila. Foram convidados apenas amigos pessoais, estilistas e principais clientes. A aposentadoria de Monsieur Hubert abriu caminho para uma total reformulação da GIVENCHY, com a contratação de John Galliano, depois Alexander McQueen e, por último, Julien MacDonald - três jovens, britânicos, teatrais e nada convencionais. Galliano teve uma passagem rápida em 1996 e logo foi para a Dior, cedendo espaço para o recém-descoberto talento de McQueen, eleito na mesma época o melhor estilista do ano pelo Conselho Britânico de Moda, tornando-se o “queridinho” da mídia especializada. Em março de 2001, MacDonald fez sua elogiada estréia, com uma coleção que fundiu harmoniosamente a jovialidade e a extravagância de seus dois predecessores com a feminilidade e a sofisticação de Hubert de Givenchy.-
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Finalmente, em 2005, foi anunciada a chegada do italiano Riccardo Tisci à GIVENCHY, com a esperança de manter viva a tradição, o requinte e principalmente o prestígio de uma das maiores grifes da alta costura. Porque como dizia o próprio Givenchy, “Sucesso não é prestígio. O sucesso é passageiro, o prestígio é outro assunto. Ele persiste depois da gente. É preciso trabalhar para não ter trabalhado em vão”.










Em março de 2008 a marca inaugurou sua nova loja-conceito na Faubourg Saint-Honoré, ou seja, na rua mais chique de Paris, apresenta o novo espírito da marca que equilibra espaço e privacidade. Os especialistas acreditam que a nova loja pode render cerca de 6 milhões de euros durante o primeiro ano. Tudo em um momento que a GIVENCHY está comemorando o retorno à lucratividade e o aumento das vendas.-
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--Você sabia?● Todas as mulheres da família Kennedy usaram GIVENCHY no funeral do ex-presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, assassinado em 1963. O vestido da viúva, Jacqueline Kennedy, foi enviado às pressas de Paris para a ocasião. Comenta-se que, na época, o ateliê de Givenchy tinha um tipo de tecido especial para cada mulher da família Kennedy.

16 de junho de 2009

CHRISTIAN DIOR


DIOR é um ícone da moda de alta-costura. Inventou o chamado “New Look”, que ao longo de sua história fez a própria tradução física dos sonhos e da fantasia humana através de seus vestidos.
A marca DIOR é, talvez, a mais influente, chique e glamurosa do fascinante e extravagante mundo da alta-costura. Fruto da cabeça criativa e inovadora, que adora romper e quebrar tendências, do estilista Christian Dior.


Considerado o new look da moda internacional até hoje, Christian Dior era uma pessoa de temperamento difícil, complicado, mas conhecia seu ofício quando desenhava seus croquis para a alta costura francesa. O estilista nasceu em Granville (cidade portuária de Mancha) em 21 de janeiro de 1905. Na época, a família Dior tinha uma boa situação financeira, o que lhe garantiu uma infância e juventude tranqüila. Mesmo com o grande interesse em artes, especialmente o desenho, estudou ciências políticas – por influência de seu pai –, com a intenção de seguir a carreira diplomática.
Após terminar o curso, gastou seu tempo viajando pela Europa, até que, em 1927, abriu uma galeria de artes, em sociedade com o amigo Jacques Bonjean. Chegaram a expor alguns trabalhos de amigos como Christian Bérard. Em meados de 1934, Dior enfrentou uma grave doença. E o que é pior, não podia contar mais com o dinheiro da sua família que, desde 1931, atravessava vários problemas financeiros.
Em 1935, recuperado e disposto, começou a desenhar croquis para o Figaro Illustre, jornal parisiense que os publicava semanalmente na seção de alta-costura. Depois de conseguir vender uma coleção de desenhos de modelos de chapéus, o inventivo Dior elaborou croquis de roupas e acessórios para várias maisons de Paris, até que, em 1938, ingressou de cabeça no mundo da alta costura com a função de ser assistente do estilista suíço Robert Piguet. Nesse ínterim, explodia a II Guerra Mundial na Europa e Dior foi convocado para a batalha, na qual atuou como soldado do corpo de engenheiros.-

Em 1941, já trabalhando na maison do estilista francês Lucien Lelong, conheceu o francês Pierre Balmain, que depois se tornaria um grande e importante estilista francês. Nessa altura, o estilista almejava ter a sua própria maison e conseguiu concretizar o sonho com a ajuda financeira do então magnata e empresário de tecidos, Marcel Boussac, em 1946 com a fundação da The House of Dior.
O lendário endereço, em Paris, o número 30 da Avenida Montaigne é o mesmo até os dias de hoje. No dia 12 de fevereiro do ano seguinte lançou sua primeira coleção chamada “Carolle Line” que contava com a revolucionária saia na altura do tornozelo, apelidada pela redatora da revista Harper's Bazaar americana, Carmel Snow, de “New Look” (novo visual).
Contendo inúmeras variações e novidades para época, a coleção se tornou um sucesso imediato, principalmente pelos ombros arredondados, cinturas acentuadas, saias rodadas, vestidos suntuosos, fartos, com cintura bem fininha e ombros à mostra que a coleção possuía em seus modelos. O modelo que se tornou o símbolo do “New Look” foi o tailleur Bar, um casaquinho de seda bege acinturado, ombros naturais e ampla saia preta plissada que vinha quase até a altura dos tornozelos. Luvas, sapatos de saltos altos e chapéu completavam o figurino. Além de causar fascínio pela sua elegância e luxo, o conceito do New Look vinha carregado de extravagância e exagero: vestidos tradicionalmente feitos com 5 metros de tecido, agora usavam até 40 metros. Ele conquistou de cara o mundo da alta-costura pela ousadia e por causar impacto com suas roupas – afinal, para ele, “as peças eram feitas não somente para serem bonitas, mas também para chocar”.
O estilista conseguiu mudar o conceito de praticidade e simplicidade das roupas femininas, até então uma necessidade dos tempos de guerra e uma tendência da moda criada por Chanel. Após alguns anos de reclusão, a mulher pós-guerra queria se sentir novamente feminina e estava ansiosa em recuperar a elegância e o luxo verdadeiro. Nos bailes, que à época se sucediam aos jantares, as mulheres ricas e célebres compareciam usando Dior.
O estilista acertou e criou modelos extremamente femininos, luxuosos, sofisticados e elegantes, inspirados na moda da segunda metade do século XIX. Os vestidos eram mais longos, o busto mais acentuado, a cintura bem marcada e as saias amplas.
Ainda em 1947 foi fundada a divisão de perfume (conhecida como Parfums Christian Dior) com o lançamento do Miss Dior, um verdadeiro clássico até os dias de hoje. Em apenas um ano, a coleção New Look teve mais de dez mil encomendas.
A volta por cima da beleza feminina fez a cabeça de mulheres célebres como Eva Perón, Grace Kelly e Marlene Dietrich. Em 1949, dois anos após a inauguração, a maison Dior já era responsável por mais de 5% das exportações francesas.
Nesta época, Christian Dior já tinha uma casa de prêt-à-porter de luxo em Nova York, além de estar bem estabelecido para assinar contratos de licenças com sociedades americanas. No ano de 1954, ele mudou tudo com a linha H (H de haricot vert, uma vagem comprida): chega de busto e cintura apertada. Dior inovou novamente ao imprimir estilo com vestidinhos tubulares que escondiam as formas.
O vestido-saco revolucionou de forma surpreendente cabeças e corpos. Também criou neste ano, modelos luxuosos com muita seda e tule bordado, além dos vestidos de tecidos transparentes, com saias sobrepostas e comprimentos dos mais diversos.

A linha Y surgiu em 1955 e mostrava um corpo longo com a parte superior mais pesada, com golas grandes que se abriam em forma de V. A linha A trouxe vestidos e saias que se abriam a partir do busto ou da cintura para formar os dois lados de um A.
Com apenas 52 anos de idade e dez anos depois de abrir a maison, Christian Dior morreu precocemente em 24 de outubro de 1957 após sofrer um ataque cardíaco. Deixou um verdadeiro império do luxo, com 28 ateliês e 1.200 empregados. Os números impressionam: em dez anos de existência, foram vendidos mais de 100 mil vestidos, um milhão e quinhentos mil metros de tecido decorados e 16 mil croquis realizados.
Para assumir a direção de criação da grife, após sua morte, foi escolhido o então jovem e talentoso Yves Saint-Laurent, que provocou protestos dos discípulos de Dior por ter criado peças poucos tradicionais para a marca, como jaquetas de couro e vestidos curtos. Em 1962, Saint-Laurent resolveu abrir sua própria maison, e em seu lugar assumiu Marc Bohan, um estilista francês mais experiente.
Seus modelos mais influentes foram apresentados em 1966, baseados no filme Dr. Jivago, com casacos amplos de cintura apertada, vestidos longos e botas. A partir de 1989, o italiano Gianfranco Ferré – em uma tentativa de renovação da Maison – foi escolhido como o novo nome Christian Dior.
Logo na primeira coleção ganhou o Dedal de Ouro oferecido pela companhia Helena Rubinstein ao melhor estilista de cada temporada.--Desde 1997, o inglês John Galliano é o designer da grife e nomeado o criador das coleções de alta-costura e prêt-à-porter feminino. E chegou para “incendiar” a maison. O estilista assumiu a marca com o respaldo de nada menos que Bernard Arnault, o todo-poderoso do grupo LVMH (Môet-Henessy Louis Vuitton), primeira empresa mundial do comércio do luxo, e que também detém os direitos dos perfumes Miss Dior e Poison, ambos da marca Christian Dior. Ao colocar Galliano – um rebelde, inglês e iniciante – à frente da Maison Dior, os franceses ficaram chocados. Porém, apenas um ano depois, a grife voltou a lucrar. John Galliano causou uma reviravolta na DIOR. Houve dois escândalos que fizeram com que a marca voltasse aos bons tempos: a simples contratação de John Galliano e a coleção dos mendigos, que causou frisson ao desfilar modelos vestidos como mendigos na passarela. O estilista é convencido de que o esquisito, mesmo chocante, vende. Já colocou nas passarelas trapezistas, acrobatas chineses, monges Shaolin, freiras e esfinges. Considerado um gênio rebelde, o estilista comandante da DIOR fala pouco em público, mas não precisa disso para virar notícia. Em um dos seus últimos desfiles de alta-costura, modelos exibiram vestidos em estilo império, recobertos de bordados preciosos. Enquanto isso, uma banda de hard rock tocava e destruía seus instrumentos a chutes e pauladas.


A marca no Brasil
A marca desembarcou no Brasil oficialmente em 1999 com a inauguração da loja na Rua Haddock Lobo em São Paulo. Com a abertura da Villa Daslu, a segunda butique da DIOR, também em São Paulo, foi inaugurada. O luxo está presente por todos os lados, a começar pelo mármore do piso, que veio da Turquia. Os móveis são italianos, o carpete é da Tailândia e o sofá e as poltronas são Luis XV, da França. A butique tem nada menos do que 190 metros quadrados e é a loja DIOR mais moderna do mundo.

Acesse o site abaixo para assistir o desfile de outono/inverno 2008/2009

13 de junho de 2009

COCO CHANEL








Um verdadeiro mito. Responsável por grande parte das principais mudanças no vestuário feminino ocorridas no século XX. Considerada uma das forças do movimento feminista do começo do século passado, Mademoiselle Coco Chanel criou uma moda atemporal e elegante, ostentada até os dias de hoje, fazendo de sua marca, sinônimo de elegância e conforto.

A estilista francesa, que se tornou símbolo de uma revolução nos costumes e na postura da mulher no cenário social, adquiriu a elegância e simplicidade como formas de sobrevivência. Mitômana, nunca quis admitir sua origem pobre. Foi apenas após a sua morte, em 1971, que os reais fatos de sua infância ficaram conhecidos do público.





Nascida no interior da França, na cidade de Saumur em 19 de agosto de 1883, Gabrielle Bonheur Chanel ficou órfã de mãe aos seis anos de idade. Seu pai, Albert Chanel, a mandou para um pensionato da cidade francesa de Auvergne, onde permaneceu até sua adolescência. Porém, a vida simples da cidade interiorana não condizia com a ânsia de Coco Chanel. Trabalhou como balconista e até em um cabaré, onde cantava a música ”Qui qu´a vu Coco dans le trocadero?” (de onde originou seu apelido Coco). Mas o intuito de vencer na vida era mais forte e, para isso, decidiu sair à caça de amantes, de preferência homens ricos, que pudessem lhe ajudar. Esse foi o primeiro grande confronto de Coco Chanel com a sociedade machista do início do século XX. O envolvimento com o milionário oficial de cavalaria Etienne Balsan levou-a a Paris, aos 16 anos, e a inseriu na alta sociedade da capital francesa. Com a ajuda do cobiçado playboy inglês Arthur Capel (que muitos dizem ter sido o grande amor da estilista e morreu jovem em um acidente automobilístico em 1924), montou sua primeira loja, a Casa Chanel (Chanel Modes) em 1910. No começo, vendia chapéus para mulheres. O estilo simples, sem grandes adornos de flores, encantou as parisienses que freqüentavam o jóquei clube da cidade. Quem era aquela mulher que ousava nos trajes simplistas, com misturas entre vestimentas femininas e masculinas? A partir desse momento, Chanel decidiu dedicar-se à costura.
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Seus cortes simples encantaram e, em 1913 (antes da 1ª Guerra Mundial) abre, simultaneamente, duas boutiques de moda, em Deauville (um dos elegantes centros da França na época) e em Paris. Em 1916, abre uma loja de Alta Costura em Biarritz e, em 1920, fixa-se definitivamente no n.º 31 da Rue Cambon, onde a Maison Chanel existe até hoje. Coco Chanel costumava dizer que no mundo da moda havia um excesso de homens que não sabiam como proporcionar o conforto às mulheres. Foi por isso que o estilo criado por ela revolucionou o século XX: ao libertar a mulher das faixas e corpetes apertados em saias com muitos babados, permitiu que a mulher se sentisse livre e poderosa vestida de maneira simples e prática. “Não há mulheres feias, há mulheres mal cuidadas”, costuma dizer.




Com essa filosofia, queria atingir o maior número de mulheres que pudesse, com roupas de cortes retos e elegantes. Não se importava em ser copiada por outros estilistas; o que mais a alegrava era ver mulheres vestindo suas inovações.


- - Jérsei, Cardigans, sapatos sem salto, vestidos de corte a direito e sem mangas, jaquetas, saias plissadas, tailleurs, bolsas com alça de corrente dourada: a renovação do guarda-roupa feminino, para servir ao bel-prazer da mulher de bom gosto e poucos recursos, estava disponível na criatividade de Chanel. Era o chic minimalista que seria adotado por aquelas que estavam cansadas dos costumes da Belle Epoque e do vestuário excessivamente ornamentado. O vestido preto (“Little Black Dress”) seria outra de suas grandes invenções que se tornaria célebre. Saindo das festas de gala e dos momentos de luto, se transformaria no curinga e, de antemão, marcaria o perfil da mulher moderna, preparada para ser uma profissional e parecer feminina e elegante em qualquer situação. Utilizado pela primeira vez em 1926, o modelo foi chamado pela Vogue como o ”Ford dos vestidos” (uma alusão aos carros da marca americana que eram vendidos em massa).


-- No auge de sua fama, durante a década de 30, empregou 4.000 funcionários e chegou a vender 28.000 peças em um único ano. O segredo do sucesso de Chanel era simples: apenas desenhava roupas que gostava de vestir. Não colocava seus esboços no papel, criava-os em cima do tecido, no corpo da modelo. Isso porque era a roupa que deveria se adequar ao corpo, e não ao contrário, como gostava de dizer. Neste período, Coco Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como: Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo. Seus modelos vestiram estrelas como a princesa Grace Kelly, atrizes como Marlene Dietrich e Ingrid Bergman, a primeira-dama americana Jacqueline Kennedy, entre outros grandes nomes. Durante a Segunda Guerra Mundial Chanel chegou a trabalhar como enfermeira, uma vez que os negócios relativos à moda estavam em baixa. Nesta época envolveu-se com um oficial nazista, o que lhe custou o exílio na Suíça. Em 1954 voltou a Paris e retomou seus negócios na alta costura. Sua carreira teve um renascimento nesta época. O Cardigan, o vestido preto e as pérolas tornaram-se marca registrada do estilo CHANEL. Quando apresentou a coleção de 1958, as francesas ficaram maravilhadas. A revista ELLE escreveu em destaque: “Dez milhões de mulheres votam CHANEL”. Suas inovações, de fato, retocaram toda a silhueta feminina. O novo comprimento de suas saias mostrou os tornozelos das mulheres, cujos pés passaram a contar com sapatos confortáveis de bicos arredondados. Pérolas em especial, e bijuterias em geral, ganharam lugar de destaque entre os acessórios, cachecóis enrolaram-se com classe nos pescoços das mulheres e seu corte de cabelo tornou-se simétrico, reto, mostrando a nuca - o eterno corte CHANEL.


- - No ano de sua morte, em 1971, aos 87 anos, no luxuoso Hotel Ritz de Paris, Coco Chanel ainda trabalhava ativamente, desenhando uma nova coleção. Assim como toda a história de sua vida, o momento da morte também foi marcado por glamour e boatos. Sozinha, no quarto do Hotel Ritz, onde viveu por cerca de 33 anos, a estilista teria dito a uma camareira que estava em seu quarto: “Vê? É assim que se morre. Sozinha, mas sempre chique”. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que vestiam suas roupas em sinal de homenagem. O ano de 1983 foi marcado pela chegada de Karl Lagerfeld à empresa como diretor artístico da marca tanto para a linha de alta-costura quanto para a de prêt-à-porter. O estilo clássico criado por mademoiselle Chanel, revitalizado por Lagerfeld, atravessou o século 20 e se tornou atemporal.







Vejam o trailer do filme que está para estrear nos cinemas



26 de maio de 2009

RUE ST. HONORÉ E ARREDORES





Para a maioria das pessoas, quando se pensa em Paris, imagina-se a própria definição do luxo e do bem viver: homens e mulheres lindamente vestidos bebericando às margens do Sena, tendo como pano de fundo a esplêndida arquitetura francesa, ou fazendo compras em lojas especializadas. No que diz respeito ao requinte, a rue du Faubourg St. Honoré é insubstituível com suas vitrines fantásticas.




Veremos a seguir os mais famosos lugares para compras na capital francesa.







Moda Feminina



Paris é o centro da alta costura. Roupas originais de alta costura são criações únicas desenhadas por vinte e três casas inscritas na Féderation Française de La Couture. As regras que determinam a classificação “haute-couture” são rígidas, e muitos estilistas conceituados não estão incluídos.







A maior parte das casas de alta costura estão na rue Du Faubourg St.-Honoré ou perto.



Chanel, Christian Lacroix, Nina Ricci, Yves Saint-Laurent e Christian Dior são algumas.



Grifes italianas e até brasileiras como Carlos Miele podem ser encontradas na rue du Faubourg St. Honoré.

A franco-brasileira Anne Fontaine também tem presença com sua loja de camisaria e um SPA no sub-solo.


14 de maio de 2009

CHRISTIAN LOUBOUTIN



Comecem a reparar nas fotografias tiradas nos “Red Carpets” ou os famosos tapetes vermelhos onde as celebridades param para ser clicadas. Reparem que as mulheres se viram de lado e erguem levemente o pé para mostrar um solado vermelho. Esta é a marca registrada que consagrou Christian Louboutin, um dos maiores designers de sapatos do momento. O francês é um dos nomes atuais que dita a moda nos pés das celebridades de Hollywood. E é fácil reconhecer à distância quem calça seus modelitos. Sola vermelha e saltos altíssimos aos quais nem Angelina Jolie, mesmo grávida, resiste. Além dela, a lista de clientes ilustres inclui a superfashion Victoria Beckham, Katie Holmes, Nicole Richie e Dita Von Teese. Todas mulheres lançadoras de tendências e que sabem se equilibrar com leveza em cima do salto.
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Antes que a maioria das mulheres comuns conseguisse decorar Manolo Blahnik, o peculiar nome que se transformou em sinônimo dos sapatos mais chiques do planeta, outro estilista, de nome mais complicado ainda, vai assumindo a posição de autor do salto agulha que toda consumidora louca por moda (e com a carteira recheada de dinheiro) precisa ter. Christian Louboutin, mistura de francês com vietnamita, não é novato no ramo, mas agora chegou ao topo, segundo as caprichosas preferências do mercado de luxo. Tem duas marcas registradas: o salto altíssimo (na faixa dos 12 a 13 centímetros) e a sola pintada de vermelho-sangue.-
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Em entrevista à apresentadora americana Oprah Winfrey, ele contou que a idéia de pintar a sola veio num momento em que ele achava que suas criações precisavam de um toque especial. “Uma funcionária minha sempre pintava as unhas. Um dia peguei o esmalte dela, passei na sola, e o sapato ganhou vida”. Depois disso, nunca mais os solados de um LOUBOUTIN passaram despercebidos. Em 1979, com apenas 15 anos, ele já conhecia a noite parisiense, as salas de música e teatro da cidade e, vidrado por esse universo sensual, decidiu criar sapatos para vender às dançarinas do Moulin Rouge e do Folies Bèrgere.--Fascinado por sapatos desde criança, o designer usou como base de suas primeiras coleções rascunhos de infância feitos em seus cadernos de escola. Sem loja, ele ia a cabarés e boates para vender seus sapatos. “As mulheres ficavam nuas, mas continuavam calçadas”, contou ele certa vez em uma entrevista à revista Marie Claire. Na época, porém, eram freqüentes os “nãos” de mulheres que alegavam não ter dinheiro. Ex-aprendiz do mestre Charles Jourdan (com ele aperfeiçoou os mais ou menos 100 passos para a confecção de um salto agulha perfeito) no começo da década de 80, Louboutin trabalhou para grandes grifes, como Christian Dior, Chanel e Yves Saint Laurent, e até como paisagista e colaborador da Vogue, antes de se estabelecer, com ajuda de dois amigos, por conta própria em Paris, no ano de 1992, com a inauguração de sua primeira loja na Galeria Vero-Dodat, uma elegante galeria parisiense próxima ao Museu do Louvre. -
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Um exemplar da sua primeira fornada foi direto para o acervo permanente do Instituto de Moda do Metropolitan Museum de Nova York. A segunda coleção, intitulada “Trash”, não tinha nada de lixo, mas utilizava como decoração bilhetes de ônibus, tampas de latinha de cerveja e outras traquitanas do cotidiano. Quatro meses após a inauguração da boutique, uma jornalista americana da W Magazine estava em Paris para descobrir novos endereços “trend” na cidade. Foi quando ela ouviu uma animada conversa de duas mulheres sobre os sapatos da boutique de Christian Louboutin; uma delas era a Princesa Caroline de Mônaco. A matéria foi publicada, o negócio decolou e o resto é história. -
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Os sapatos de Louboutin não são mesmo para qualquer uma. Dois anos mais tarde, em 1994, a grife inaugura uma loja na cidade de Nova York. Um modelo básico custa em torno de US$ 500, mas pode ultrapassar a cifra de US$ 1.000 dependendo do material com o qual é feito. O preço não é exatamente de obra de arte, mas o designer já transformou seus sapatos em peças dignas de exposição, literalmente. No ano passado, o cineasta David Lynch, de quem é amigo íntimo, fotografou os modelos e organizou uma mostra em Paris em 2007. Recentemente o estilista, famoso por seus sapatos de salto alto que viraram hit fashion, apresentou uma novidade que deixou muita gente surpresa: um tênis. O par de tênis, estampado e texturizado como um leopardo, estava a mostra em recente evento para a imprensa, organizado pela marca. -
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No dia 22 de abril de 2009, CHRISTIAN LOUBOUTIN inaugurou no shopping Iguatemi sua primeira loja na América Latina. Dividido em três salas, uma delas fechada por espelhos para atendimentos particulares, o novo local apresenta os sofisticados e inconfundíveis sapatos de solado vermelho-sangue. E, mesmo com a crise, o projeto de expansão iniciado em 2007 deve seguir em frente. Uma loja em Dubai, uma no Japão e outra em Miami estão nos planos de 2009. E uma segunda loja no Brasil nos próximos dois anos também não está descartada. Não à toa, que as exportações representam 95% de suas vendas, que, desde 2005, apresentam crescimento de 30% a 40% ao ano. Com perspectiva de aumentar ainda mais com o lançamento da linha de bolsas - cujo preço, na Europa, vai de 800 euros a 1,3 mil euros - e a previsão de inaugurar 15 lojas nos próximos três anos.-
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O estilista conquistou o mundo da moda com modelos completamente despojados, primando pelo design e pela combinação de cores e adornos arrojados, com saltos que já chegaram a 25 centímetros de altura, num modelo feito por encomenda. Nas lojas, o máximo à venda são 16 centímetros de altura, mas Louboutin revela que a média dos modelos fica com módicos sete ou oito centímetros. Há ainda, pasmem as apreciadoras das pequenas torres criadas pelo francês, os modelos rasteiros, totalmente no chão. Mas foi na esfera das festas, dos tapetes vermelhos, das ocasiões em que todo mundo comenta o que todo mundo usa que Louboutin se superou – como bem atestam freguesas fiéis como Caroline de Mônaco, Nicole Kidman e, surpresa, Sarah Jessica Parker. Seus sapatos são fabricados na Itália e criados no atelier do designer, em Paris. Seu modelo mais caro, chamado de Lady Rings, é de camurça com cristais, e tem preço de 1.290 euros (3.800 reais). O Pesce, fazendo jus ao nome, desenha com recortes de couro uma exótica carpa. O preço médio fica em torno dos 500 euros. Recentemente, dois modelos feitos em parceria com o bordador Jean-François Lesage, em homenagem a Maria Antonieta, prometem virar peça de museu. Produzidos em edição limitada de apenas 36 pares, as peças foram colocadas à venda por US$ 6.295 apenas na butique da Madison Avenue, em Nova York. -
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Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 1992
● Fundador: Christian Louboutin
● Sede mundial: Paris, França
● Proprietário da marca: Christian Louboutin
● Capital aberto: Não
● CEO: Christian Louboutin
● Estilista: Christian Louboutin
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 17
● Presença global: 50 países
● Presença no Brasil: Sim (1 loja)
● Funcionários: 300
● Segmento: Moda
● Principais produtos: Sapatos e bolsas
● Ícones: As solas vermelhas dos sapatos
● Website: www.christianlouboutin.com
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A grife CHRISTIAN LOUBOUTIN possui atualmente 17 lojas próprias e 150 pontos de venda (localizados dentro de famosas lojas de departamento) em 50 países ao redor do mundo. Suas lojas estão localizadas em cidades cosmopolitas como Paris, Londres, Nova York, Los Angeles, Moscou, São Paulo, Cingapura, Hong Kong e Jacarta. Os Estados Unidos, onde a marca possui 5 lojas, é responsável por 40% de suas vendas.
Na pele da personagem Carrie Bradshaw, da série Sex and the City, a atriz americana se tornou a maior propagandista de Manolo Blahnik, mas se casou na vida real usando um LOUBOUTIN – de sola azul, a cor exclusiva dos sapatos de noiva da marca.-
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10 de maio de 2009

LOUIS VUITTON





Pense em uma marca luxuosa. Agora pense em bolsas e malas. Certamente a marca que lhe veio à cabeça é a francesa LOUIS VUITTON. Assim, de maneira simples, apenas com duas palavras, pode ser resumido o conceito que envolve duas das letras mais famosas do alfabeto conhecido por viajantes há mais de um século: L e V. Duas letras poderosas capazes de levar mulheres do mundo todo a ficar em uma fila de espera para comprar uma bolsa em valor que passam facilmente dos três dígitos. Ou ainda fazer duas mil japonesas passarem a noite em claro, na calçada, aguardando a inauguração de uma loja. O segredo de seu sucesso é aliar qualidade e exclusividade, criar objetos de desejo em número limitado, que muitas sonham ter, mas nem todas conseguem. Muito mais do que uma grife: uma lenda.
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Tudo começou em 1851, quando para cada viagem do imperador francês Napoleão III, era trazido ao Palais des Tuilleries um jovem aprendiz de cofreiro para embalar a bagagem da imperatriz Eugénie. O rapaz chamava-se Louis Vuitton, um suíço criado em Paris e filho de um marceneiro, que em 1854 fundou a MAISON LOUIS VUITTON no centro da capital francesa em plena Place Vendôme. E mesmo depois de aberta a loja ainda produzia sob encomenda produtos exclusivos e únicos como um baú que virava cama, sob solicitação de um explorador europeu, outro baú que virava charrete, para um viajante muito especial, e ainda, um baú flutuante para os praticantes de balonismo que volta e meia caíam no mar.
Quase ao mesmo tempo, lançou as primeiras malles plates - um novo formato de baús, que facilitava a arrumação nos porões dos navios e o empilhamento nos trens - e o revestiu com sua assinatura em cinza. Tudo para atender às madames da época que viajavam de navio e precisavam de uma mala que pudesse ao mesmo tempo transportar de tudo e com muita classe. O material utilizado era sempre o mesmo: madeira, zinco, cobre e lonas impermeáveis.--A ferramenta: seu apuro artesanal que conquistou ricos e nobres. As famosas caixas de chapéus eram feitas especialmente para estas viagens. Seus produtos despertavam inveja e inspiravam imitadores. Para boicotar as cópias, os baús se tornaram o primeiro produto manufaturado a levar uma assinatura do lado de fora: “marque L.Vuitton”. Foi em vão. A primeira utilização dos tradicionais monogramas das letras LV, granulados e nas cores ocre e café, que hoje é a marca registrada da LOUIS VUITTON, foi em 1896, quando Georges Vuitton, filho de Louis que morreu alguns anos antes, tentava diferenciar seus produtos das inúmeras imitações que eram produzidas. Rapidamente, os baús e malas com o monograma da marca caracterizavam as pessoas ricas e de bom gosto nas viagens de trens e navios. E, depois, nas primeiras classes dos aviões.
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O The Louis Vuitton Building foi inaugurado em 1914 na cidade de Paris, no luxuoso endereço da Champs-Elysees, como a maior loja de produtos para viagem do mundo. Com a Segunda Guerra Mundial, a família Vuitton se divide. Parte se alia aos Nazistas para garantir que a empresa continue funcionando. Em 1977, Henry Recamier, genro da matriarca Renée Vuitton, assume o comando da empresa e inicia a verticalização dos negócios. A empresa, então com apenas duas lojas, alcança vendas de US$ 12 milhões e lucro de US$ 1.2 milhões. Até meados dos anos 80, a LOUIS VUITTON parecia fadada a vender bolsas clássicas para um público pequeno, porém muito fiel. Em 1987, o magnata francês Bernard Arnault comprou a grife da família Vuitton e, com ela, ergueu os pilares do LVMH (Louis Vuitton Moët Henessy), maior conglomerado de marcas de luxo do planeta. Em um mundo globalizado, enxergou o potencial que um nome com a tradição da LOUIS VUITTON teria entre um público ansioso por consumir luxo de qualidade. Cultuada por esta qualidade, a marca começou a se preocupar em lançar tendências em 1996, quando convocou sete estilistas renomados - Helmut Lang, Azzedine Alaïa, Vivienne Westwood, Isaac Mizrahi, Romeo Gigli, Manolo Blahnik e Sybilla - para reinventar seus acessórios, em uma homenagem aos 100 anos do famoso monograma.






Mas a injeção de dinheiro não foi suficiente.--Em 1997, Arnault contratou o estilista americano Marc Jacobs para renovar a LV e criar sua primeira coleção de roupas. Reconhecido nos Estados Unidos por sua modernidade, ele desembarcou em Paris como um quase desconhecido, mas mostrou a que veio logo na primeira temporada. Transformou as bolsas LV em coqueluche. Disposto a inovar, a célebre combinação do logotipo marrom e amarelo sobre o fundo de couro marrom, dando um ar contemporâneo com símbolos da cultura pop e cores novas, o americano vem convidando artistas para experiências mais ousadas.







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Em 2001, Stephen Sprouse emplacou as bolsas grafitadas. Depois vieram o trabalho em patchwork da artista inglesa Julie Verhoeven, as cores fluorescentes do diretor teatral Bob Wilson, do plástico Richard Prince, e os mangás do desenhista Takashi Murakami. Em outra prova de ousadia, convidou a atriz Jennifer Lopez para ser garota-propaganda da grife, logo ela, que, com seus decotes exagerados e combinações esdrúxulas, já foi eleita uma das mais mal-vestidas mulheres de Hollywood. Para o estilista, ela representa uma mulher influente, poderosa e glamurosa, do jeito que a cliente LOUIS VUITTON se sente com as criações da marca. Os méritos de Marc Jacobs são reconhecidos por todos. Sob seu comando, a marca cresceu 80%. Há mais de 150 anos que a LOUIS VUITTON conserva intacto o seu poder de atração, quer sobre as cabeças coroadas quer sobre as estrelas de Hollywood, de Cary Grant a Marlene Dietrich, de Sharon Stone a Jennifer Lopez. E agora como última “garota propaganda” da marca, nada menos que Madonna e acompanhada de Jesus (modelo brasileiro).




















-1872● Estampas com listras verticais nas cores marrom e vermelho foram introduzidas.

1888● As tradicionais estampas quadriculadas em marrom e bege são introduzidas.

1924● Keepall Bag, a tradicional mala de mão, o item mais vendido da marca, e a primeira com tecido impermeável flexível.

1932● Bolsa NOÉ (estilo saco), um dos maiores sucessos da marca, que foi desenvolvida com a finalidade de carregar garrafas de champanhe.

1993● Taïga, uma linha masculina de malas e pastas em couro para homens de negócios e executivos.

1997● Linha de canetas, desenvolvida por Anouska Hempel.

1998● Coleção de roupas, assinada pelo estilista Marc Jacobs, ingressando de vez no mundo fashion.● Também lançou sua linha de sapatos e a linha de bolsas e carteiras envernizadas.

2001● Linha de jóias. Além da introdução da linha de estampas Graffiti.

2002● Linha de relógios.



--Visite qualquer uma das mais de 340 lojas da LOUIS VUITTON espalhadas pelo mundo e encontrará exatamente a mesma disposição na vitrine principal. Cada mês, exatamente no mesmo dia, o visual é alterado conforme o manual global de montagem de vitrines da marca. O grupo LVHM coloca toda sua ênfase no aspecto visual da marca LOUIS VUITTON. Tudo é cuidadosamente controlado, da maçaneta das portas à textura das paredes, o impecável chão de mármore italiano e às embalagens. Os balcões são feitos em bronze, com tampos de cristal “clear” - -usado nas maiores joalherias do mundo. E até o controle de iluminação é minuciosamente projetado. Uma equipe, com cerca de 30 arquitetos, é responsável por criar as novas lojas. De suas mais de 400 lojas no mundo, 50 são consideradas “global stores”, como são chamadas as lojas que oferecem a linha completa da marca (composta por mais de 1.200 produtos).

--A principal loja da marca é a Louis Vuitton Champs-Elysées, situada em uma das avenidas mais cobiçadas de Paris, e instalada em um prédio da década de 30 considerado patrimônio histórico da França. As outras lojas estão localizadas nas principais cidades cosmopolitas do mundo como Nova York, Milão, Londres, São Paulo, Rio de Janeiro, San Francisco, Los Angeles, Miami, Toronto, Vancouver, Praga, Madrid, Barcelona, Lisboa, Canes, Lyon, Marselha, Berlin, Munique, Hong Kong, Dublin, Roma, Tóquio, Kuala Lumpur, Amsterdã, Cingapura, Zurique, Genebra, Dubai e Abu Dhabi.--A grife possui 14 fábricas espalhadas pelo mundo. Uma visita à primeira fábrica da LOUIS VUITTON, localizada em Asniéres, no subúrbio de Paris, dá uma pequena amostra de como esse modelo de sucesso funciona. Construído em 1859, atrás da casa que já abrigou sete gerações da família Vuitton, o imenso galpão foi reformado em 2005. Mas, apesar de ainda ser chamado de oficina, e os funcionários, de artesões, o clima interno é o mesmo de uma linha de produção, e o sistema de lá foi igualmente adotado nas outras 13 fábricas ao redor do mundo. Cada unidade tem, no máximo 250 funcionários, que trabalham em um esquema inspirado no modelo Toyota de produção.

--O processo de produção é de primeira. Os testes para avaliar a resistência dos produtos, por exemplo, são feitos em máquinas de raio ultravioleta a equipamentos que abrem e fecham o zíper das bolsas 5.000 vezes. Em vez de um artesão fazer uma bolsa do começo ao fim, como acontecia antes, as finções foram divididas. Cada bolsa é feita por um grupo de seis a doze funcionários. Além de tornar mais ágil a produção e ajudar a reduzir os defeitos, o novo modelo permitiu que a LOUIS VUITTON lançasse mais produtos a cada ano (em 2008 foram 71 modelos de bolsas lançados). O tempo para a chegada de produtos às lojas também foi reduzido à metade. Para isso, também foi importante a construção de um novo centro logístico. Localizado na cidade de Cergy, a 30 quilômetros de Paris, dali saem os produtos que serão enviados a seis centros regionais de distribuição espalhados pelo mundo. A marca LOUIS VUITTON ostenta o título de campeã de falsificações no mundo. Duas batidas policiais são feitas a cada semana no mundo, a pedido da empresa para tentar conter a falsificação de seus produtos.

--O grupo LVMH sempre soube que o glamour de Jennifer Lopez e Scarlett Johanssen não cativaria todo o mercado masculino da LOUIS VUITTON. Baseada nisso, a casa francesa contratou em 2007 o ex-presidente russo, Mikhail Gorbachev, para protagonizar uma campanha publicitária de malas de viagem, fotografada pela renomada Annie Leibovitz. Na imagem, repleta de simbolismo, Gorbachev aparece sentado no banco de trás de uma limusine com uma mala LOUIS VUITTON ao lado, enquanto contempla, com nostalgia, o que resta do muro de Berlim. A forte imagem era complementada pela frase. Com esta nova campanha, mais sóbria e realista, a empresa visava chegar ao mercado masculino "A journey brings us face to face with oursekves" e a países mais emergentes como a China e a Rússia. O ex-líder soviético, inicialmente reticente à idéia, aceitou o papel em troca de uma doação da LOUIS VUITTON à sua organização de proteção ao meio ambiente, Green Cross International. O enorme sucesso da campanha levou a marca a contratar outros garotos-propaganda famosos como os ex-campeões de tênis André Agassi e Steffi Graf; a atriz francesa Catherine Deneuve; o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards (que posa com sua guitarra em cima de uma cama em um quarto de hotel onde lenços negros com desenhos de caveiras obscurecem a luz de uma lâmpada decorada com caveiras); o ator Sean Connery (fotografado perto de sua casa nas Bahamas); e a família Coppola.--



Dados corporativos


● Origem: França

● Fundação: 1854

● Fundador: Louis Vuitton

● Sede mundial: Paris

● Proprietário da marca: LVHM Group

● Capital aberto: Não

● Chairman & CEO: Bernard Arnault (LVHM)

● Presidente: Yves Carcelle● Estilista: Marc Jacobs

● Faturamento: US$ 9 bilhões (estimado)
● Lucro: Não divulgado

● Valor da marca: US$ 21.60 bilhões (2008)

● Lojas: 414

● Fábricas: 14

● Presença global: + 65 países

● Presença no Brasil: Sim (5 lojas)

● Maiores mercados: Estados Unidos, Japão, China e França

● Funcionários: 14.000

● Segmento: Roupas e acessórios

● Principais produtos: Bolsas, sapatos, canetas, jóias, relógios, roupas e acessórios
●Ícones: Os monogramas e a tradicional bolsa Keepall Bag



-O valorSegundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca LOUIS VUITTON está avaliada em US$ 21.60 bilhões, ocupando a posição de número 16 no ranking das marcas mais valiosas do mundo.-A marca no mundoA marca tem atualmente 414 lojas exclusivas e 14 oficinas de produção, empregando cerca de 14 mil pessoas e estando presente em mais de 65 países ao redor do mundo. Para se ter idéia do poder da marca, cerca de 70% do faturamento de US$ 16.47 bilhões em 2005 do Grupo LVMH (que possui marcas como Fendi, Moët et Chandon, e Christian Dior, entre outras) provém dos produtos da LOUIS VUITTON.-


Você sabia?● Existe uma lenda acerca dos baús de viagem da LOUIS VUITTON: muitos que estavam a bordo do Titanic foram encontrados intactos, preservando inclusive seu conteúdo.-



9 de maio de 2009

Bolsas Birkin X Bolsas Kelly - Hermès








Em 1984 a atriz inglesa Jane Birkin viajava ao lado de Jean-Louis Dumas, herdeiro e então presidente da HERMÈS, num vôo entre Paris e Londres. Jane reclamou que não existia no mercado uma bolsa grande e prática o suficiente para a vida da mulher moderna. Meses mais tarde surgiria a Birkin, baseada em um modelo original do fim do século 19- o mesmo que deu origem à bolsa Kelly, uma homenagem à princesa Grace Kelly e campeã de vendas da Maison.


Uma Birkin custa pelo menos 5,5 mil euros. Apenas cinco exemplares são feitos por semana no ateliê da cidade francesa de Patin. Um único artesão leva 25 horas para construir o modelo, que deve apresentar duas alças, fecho com logotipo gravado, cadeado, correia de couro horizontal e tachas na base. O tipo de couro e a cor têm impacto no preço. Laranja, o tom símbolo da maison, é um fetiche.

Jane Birkin declarou certa vez que a fama da bolsa tinha ultrapassado a sua própria: "Agora, quando minha filha (a atriz Charlotte Gainsbourg) vai para a América, eles perguntam-lhe se ela é a filha da bolsa."


Nos últimos anos a bolsa ficou cada vez mais conhecida (e desejada) por causa do grande número de celebridades que a usam (dizem que Victoria Beckham tem uma coleção com cerca de 100 Birkins em diferentes cores e tipos de couros e ganhou uma em crocodilo e diamantes no último Natal).







Há grande dificuldade de adquirir uma, não apenas pelo preço (entre cerca de U$9.000,00 a U$148.000,00 – (a Birkin de couro de crocodilo com diamantes) mas também pelas lendárias listas de espera.










Na quarta temporada do seriado Sex and the City a personagem Samantha briga com Lucy Liu (interpretando ela mesma) por comprar uma Birkin Bag em seu nome, fingindo que a bolsa era para a atriz (e por isto "furando a fila").


O americano Michael Tonello, comprava e vendia produtos no eBay e ficou sabendo da saga desesperada de muitas mulheres atrás de uma Birkin para chamar de sua. Ele conseguiu driblar a tal "lista" ao descobrir uma tática: ia numa loja HERMÈS, pedia vários outros ítens no valor de cerca de US$ 2 mil a US$ 3 mil, e só perguntava se a loja tinha alguma Birkin na hora de pagar.

Voilá, num piscar de olhos a cobiçada bolsa aparecia, bolsa esta que era revendida bem mais cara para suas clientes loucas em conseguir uma. Ele fez este "esquema" durante alguns meses, até que a HERMÈS descobriu e ele se tornou persona non grata nas lojas da grife. A história se tornou livro Bringing Home the Birkin (Levando a Birkin para Casa), que ainda não saiu no Brasil, mas dizem que é uma delícia. Nele ele afirma que comprou 130 peças!

A história

A tradicional e chique marca francesa HERMÈS, que ficou conhecida mundialmente pela cor laranja, começou sua história em 1837 quando um seleiro, Thierry Hermès, abriu uma loja em Paris onde vendia acessórios em couro como baús para carruagens, selas, estribos, malas, cintos com porta-moeda, botas e luvas (longas e curtas). A oficina foi chamada inicialmente de Caléche, que depois daria nome a um dos mais conhecidos perfumes da grife. Uma das novidades da década de 20 foi o lançamento, em 1923, das bolsas com zíper, uma grande novidade para época. Ainda nesta década, seu neto, Émile-Maurice, começou a desenhar roupas feitas de couro de veado. Isto culminou com o lançamento da primeira coleção feminina no ano de 1929.

O principal negócio da empresa era a produção artesanal de peças de couro, apesar de ter-se tornado famosa por dois produtos: lenços de cabeça com motivos eqüestres e a bolsa de couro em forma de trapézio chamada “Kelly”. Esta bolsa deve a Grace Kelly a fama internacional. A bolsa de couro Grace Kelly foi criada em 1935 e tinha um formato que lembrava um trapézio e a alça curta. O nome, adotado oficialmente em 1956, foi uma homenagem da marca à princesa de Mônaco porque ela jamais se separava da sua bolsa da HERMÈS, principalmente em suas freqüentes aparições na cultuada revista Life.
Em 1940, quando a Segunda Guerra Mundial fez sumir o estoque do fornecedor, a embalagem de cor bege utilizada pela grife, precisou ser trocada pela única cor disponível: o laranja. Era o início do surgimento de um símbolo da marca. Quando Émile-Maurice morreu em 1951, seu genro Robert Dumas assumiu o comando da marca. Ele foi o responsável pela introdução das gravatas, malas de viagens, toalhas de praia e perfumes da marca no mercado.



A tradição de criar objetos para a casa vem desde a origem da marca, em 1837. No início, eram produzidas apenas pequenas peças: cinzeiros, toalha. Em 1974, surge o departamento Maison, na loja de Faubourg, em Paris, com a venda dos primeiros conjuntos de toalhas impressas, conhecidas como Léopards. Atualmente, o departamento de lifestyle do grupo desenvolve coleções de mobiliário para escritório, mesa e tapeçarias. Depois de uma passagem gloriosa do designer belga Martin Margiela, a HERMÈS contratou em 2003 o renomado Jean-Paul Gaultier para assumir o posto de estilista da grife.




A chave do sucesso da grife sempre foi à elegância e a sobriedade em suas coleções. HERMÈS não é uma marca que segue qualquer estilo. Na verdade, dita tendências, faz estilo. Sua união entre tradição é inovação, entre tecnologia e talento, é o segredo que confere tamanho frescor a uma marca nascida no século 18. Atualmente, a quinta geração da família está no comando da empresa, o atual presidente, Jean-Louis Dumas, é tataraneto do fundador.




A linha do tempo



1923 ● Lançamento da bolsa Boldie, primeiro modelo a ter zíper como fecho.



1930 ● Lançamento da bolsa Plume, com seu retângulo clássico carregado por Catherine Deneuve.


1935 ● Lançamento da bolsa Kelly.



1958 ● Lançamento da bolsa Trim, feita de lona com bordas de couro, uma das preferidas de Jack Kennedy.



1961 ● Lançamento do perfume Caléche, um dos mais famosos da história, que possuía uma flagrância deliciosa, suave e refrescante, resultado de uma combinação de essências de néroli, bergamota, limão, lírio-do-vale, sândalo e vetiver.



1969 ● Lançamento da bolsa Constance, modelo a tiracolo com fecho em forma de H na Ferragem.



1970 ● Lançamento da coleção de sapatos masculinos e femininos.


1984 ● Lançamento da bolsa Birkin, uma criação conjunta da cantora Jane Birkin e do presidente da empresa Jean-Louis Dumas. Um dos maiores sucessos até os dias de hoje.



2005 ● Lançamento do comércio on-line para a venda de seus produtos sofisticados. Os produtos somente são entregues na França, Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha.



2007 ● Foi responsável pela criação do helicóptero mais sofisticado do mercado. Tendo como base o elegante modelo EC135 da Eurocopter, o interior do veículo aéreo da grife francesa foi concebido pelo designer italiano Gabriele Pezzini, seguindo a tradição de luxo e sobriedade da marca até o último detalhe. Equipado com bancos forrados de pele, frigobar e oferecendo um grande conforto, o helicóptero se torna o transporte ideal para viagens aéreas de pequena e média distância. Tendo a produção limitada a seis unidades anuais, o EC135 HERMÈS poderá ser personalizado pelo cliente, não só na cor do exterior, como igualmente nos materiais utilizados na cabine.



O símbolo




O primeiro lenço de seda HERMÈS, inspirado nos modelos usados pelos cavaleiros, foi lançado em 1928 e rapidamente se tornou objeto de desejo de milhares de mulheres que o ostentavam como um sinal de classe e poder. Para a promoção desta peça de 90 centímetros e pintada à mão, muito contribuíram nomes famosos como a rainha Isabel II da Inglaterra, Grace Kelly, Audrey Hepburn, Catherine Deneuve, Jacqueline Bouvier Onassis e mais recentemente Sharon Stone, Sarah Jessica Parker, Hillary Clinton, Elle Macpherson e a cantora Madonna.



Desenhados por artistas conhecidos, os lenços seguem um longo processo de fabricação, que pode chegar a 30 meses, e necessitam em média de 24 cores diferentes (são vários modelos, longos, triangulares e quadrados, e o mais famoso é o carré Hermes, de 90×90 cm). Um luxo tipicamente francês. O sucesso destes lenços não se mede apenas por quem os usa mas também pelo número de pessoas que os compram: a cada 25 segundos é vendido um novo exemplar no mundo.



Por ano são lançadas duas coleções contendo 12 lenços que custam em média US$ 325.




A produção




Cada produto HERMÈS é exclusivo. Ainda hoje, mais de 165 anos depois de sua fundação, a empresa continua trabalhando com o mesmo padrão de qualidade e sempre primando pelo trabalho artesanal, pela exclusividade dos produtos e pelo valor agregado em cada peça.


A marca se orgulha de ser uma empresa moderna, atual, mas que nunca deixou perder sua identidade e sua preocupação em elaborar produtos que sejam fruto do talento humano, muito mais que da tecnologia. Diariamente, cada um dos 620 artesões que trabalham nas 33 fábricas do grupo se dedica a produção de uma única peça, do começo ao fim do processo.


A HERMÈS definitivamente não foi afetada pelas idéias do americano Henry Ford, que criou a linha de montagem. Cada artefato que sai dos ateliês da marca é assinado pelo profissional que o fez, permitindo rastrear com precisão eventuais defeitos de cada peça.


A produção escassa é o que garante a HERMÈS uma aura de exclusividade. Essa situação é mais evidente no segmento de bolsas, o produto de maior sucesso da empresa.




Para ter acesso a alguns dos modelos Birkin ou Kelly, os mais cobiçados do planeta, é preciso esperar dois anos e pagar cerca de R$ 20.000. Apesar de relativamente pequena, a HERMÈS tem conseguido se destacar em meio a um universo dominado por poderosos e gigantescos conglomerados de luxo. Para garantir este status, os proprietários da empresa matém uma intransigência quase visceral em relação aos padrões exigidos para as matérias-primas empregadas na confecção de seus artigos.




No início de 2007, os diretores da empresa dispensaram um lote inteiro de pele de crocodilo simplesmente porque a tonalidade apresentada pelo couro do animal, levemente amarelada, não condizia com a cor esperada pela empresa.



As clientes que estavam na fila à espera de uma bolsa feita com o material, uma das mais caras da grife francesa, estimada em R$ 80.000, tiveram que se conformar com um novo prazo de entrega, daqui a dois anos. Apesar deste incidente, não houve desistência nos pedidos. Por isso, hoje em dia, existem filas de espera quilométricas para alguns desses produtos, com destaque para os acessórios de equitação e as bolsas Kelly e Birkin. Uma bolsa HERMÈS que precise de conserto será reparada pelo mesmo artesão que a confeccionou.


Da mesma forma, os perfumes são pensados, elaborados e produzidos como verdadeiros poemas. São criados a partir da inspiração do perfumista Jean Claude Ellena e de seu talento para transformar, como ninguém, mensagens em aromas. São viagens de sensações e de alma.



O valor Segundo a consultoria britânica InterBrand, somente a marca HERMÈS está avaliada em US$ 4.57 bilhões, ocupando a posição de número 76 no ranking das marcas mais valiosas do mundo.


A marca no mundo


A marca está presente em mais de 60 países com 283 lojas próprias (+ 39 espaços em outras lojas - chamadas Store In Store) que vendem artigos de couro, perfumes, bolsas, lenços, roupas, jóias, relógios, gravatas, sapatos, entre outros produtos. O Japão representa o maior mercado para a marca que fatura €1.76 bilhões anualmente.



● Desde sua inauguração a grife francesa nunca fechou uma loja no mundo inteiro.