
Uma enorme estrutura neo-clássica construída por Luis XV para ser o templo de Santa Genoveva, a padroeira de Paris.
Após à Revolução virou Mausoléu dos "Grandes Homens da França", como Mirabeau, Voltaire, Rousseau, Braille, Victor Hugo, Emile Zola e outros.
O Panthéon de Paris é um monumento em estilo neo-clássico situado no monte de Santa Genoveva, no 5.º arrondissement de Paris, em pleno Quartier Latin. À sua volta dispõem-se alguns edifícios de importância, como a igreja de Saint-Étienne-du-Mont, a Biblioteca de Santa Genoveva, a Universidade de Paris-I (Panthéon-Sorbone), a prefeitura do 5.º arrondissement e oLiceu Henrique IV. Da rua Soufflot consegue-se uma perspectiva f

Tem 110 metros de comprimento e 84 metros de largura. O edifício é coroado por uma cúpula de 83 metros de altura.
O Panthéon é, indubitavelmente, monumental. Iniciadas em 1764, as obras do edifício foram encomendadas pelo monarcaLuís XV, o qual, após recuperar-se de uma grave doença, ordenou ao arquiteto Soufflot o erguimento de uma basílica em tributo à Santa Genoveva, em substituição à antiga abadia ali existente.
Concluído em 1790, o edifício quedou-se pelos movimentos revolucionários burgueses, transformando-o em Panthéon nacional. Hoje, na cripta, 67 célebres personagens da história francesa repousam – tais como escritores, cientistas, generais e políticos –, motivo pelo qual o frontão contém, inscrito, o interessante brocardo “Aux grands hommes, la patrie reconnaissante”, junto ao interessante baixo-relevo, de David d’Angers, alusivo à homenagem da pátria francesa a seus imponentes heróis.
Soufflot baseou-se no Pantheón romano para o erguimento do pórtico, que contém 22 colunas coríntias; a cúpula, por sua vez, remonta à britânica Catedral de São Paulo (Londres) e ao Dôme des Invalides.
Algumas das Individualidades homenageadas ao serem sepultadas no Panteão
A primeira mulher a ser sepultada no Panteão de Paris foiSophie Berthelot, não pelo que fez em vida, mas para não separa-la do marido,Marcellin Berthelot. Os túmulos (67 até à data) situam-se na cripta do monumento.
Marcellin Berthelot
Claude Louis Berthollet
M. F. Xavier Bichat
Louis Braille
Sadi Carnot
René Cassin
René Descartes (restos mortais foram transladados da Suécia)
Marie Curie
Pierre Curie
Georges Cuvier
Jacques-Louis David
Alexandre Dumas

Fénelon
Victor Hugo
Jean Jaurès
Marquês de La Fayette
Marquês de Laplace
Chrétien-Guillaume de Lamoignon de Malesherbes
André Malraux
Mirabeau
Gaspard Monge
Jean Monnet
Jean Moulin (em memória, já que o seu corpo nunca foi reencontrado)
Jean-Jacques Rousseau
Victor Schœlcher
Voltaire
Émile Zola
Encontramos também no Panthéon:

Um pêndulo de Foucault assim chamado em referência ao físico francês Jean Bernard Léon Foucault, é uma experiência concebida para demonstrar a rotação da Terra em relação a um referencial, bem como a existência daforça de Coriolis.
A primeira demonstração data de1851, quando um pêndulo foi fixado ao teto do Panthéon deParis. A originalidade do pêndulo reside no fato de ter liberdade de oscilação em qualquer direção, ou seja, o plano pendular não é fixo. A rotação do plano pendular é devida (e prova) a rotação da Terra. A velocidade e a direção de rotação do plano pendular permitem igualmente determinar a latitude do local da experiência sem nenhuma observação astronômica exterior.