6 de maio de 2009

EDGAR DEGAS



Edgar Degas é um dos impressionistas que mais admiro. Sou apaixonada pela leveza dos movimentos de suas bailarinas.


Degas - O Homem


Os contemporâneos de Degas não foram muito indulgentes em seu confronto, considerando-o como, no mínimo, um homem ”extravagante” e "bizarro". Na verdade Degas não fazia nenhum esforço para conquistar a simpatia de estranhos e, menos ainda, dos críticos de Arte.
Desde jovem demonstrou ter um caráter difícil: era temperamental, irrequieto e inseguro. O seu olhar, como constatamos em seus auto-retratos juvenis, era triste e melancólico. A morte prematura de sua mãe, quando ele tinha apenas treze anos, assim como a severa educação familiar, contribuíram, certamente em modo não muito positivo, à formação de sua personalidade.
Pôr outro lado, ao que diz respeito ao seu caráter, até mesmo Degas admitia: "Era ou parecia duro com todos, pôr uma espécie de impulso à brutalidade que me vinha da incredulidade e mau humor. Me sentia tão inferior, tão frágil, tão incapaz, enquanto me parecia que os meus cálculos artísticos fossem tão precisos. Era mau humorado com todos e até comigo mesmo".
Degas era um solitário, mesmo se às vezes se queixava. Vivia quase todo o tempo fechado em seu estúdio, totalmente envolvido com seu trabalho e com as suas experiências com as mais diferentes técnicas de pintura. As únicas diversões que se concedia era freqüentar o teatro e alguns amigos mais íntimos como: Manet, Moreau, Paul Valpinçon, Boldini, os Rouart e os Halevy.
O seu relacionamento com as mulheres foi de simples tolerância; o que é estranho, porém, para um homem que das mulheres, pôr uma vida inteira, estudou os movimentos, as atitudes, com minuciosa, quase obsessiva atenção. Das mulheres, dizia aos amigos, que faziam elas muito bem em se interessar à banalidade da moda, porque ao contrário, na falta de tal interesse, renderiam mais difícil a vida dos homens.
A gradual perda da visão, pôr volta de seus sessenta anos, e os graves problemas econômicos, devidos a especulações financeiras erradas feitas pôr seu irmão Achille, o tornaram ainda mais fechado e solitário.


Degas - O Artista


Degas é universalmente reconhecido como o grande Mestre das figuras em movimento, um hábil desenhista e um grande inovador na arte do retrato. As suas obras são hoje celebradas, também, pela inigualável técnica e originalidade das composições.
Embora alguns críticos da época tivessem reconhecido bem cedo as qualidades artísticas daquele jovem "bizarro", o verdadeiro sucesso ele só obteve nos últimos anos de sua vida, mas a consagração veio depois de sua morte. Este reconhecimento tardio se deve principalmente ao fato de que Degas, arredio como era, expôs pouquíssimo a sua obra. Basta pensar que a única exposição individual foi realizada em 1893, quando ele tinha quase sessenta anos, onde ele apresentou umas trinta paisagens em pastel. Entre 1865 e 1870 expôs um ou dois quadros em cada ano no "Salon" e também participou a sete das oitos exposições feitas pelo grupo dos impressionistas.
A produção artística de Degas foi intensa, muitos de seus trabalhos restaram inacabados e são inúmeros os desenhos, rascunhos e esboços que ele fazia ao vivo, para depois realizar em seu estúdio a versão definitiva.
Desde jovem, freqüentando o Louvre e os grandes museus, especialmente os italianos, Degas foi atraído pelas obras de Poussin, Velasquez, Goya, David, Ingres, do qual último foi sempre um fervoroso admirador, assim como dos Quatrocentistas italianos.
Embora sendo enquadrado entre os impressionistas, Degas não pode ser considerado um impressionista, enquanto percorre uma estrada totalmente diversa do novo grupo. O que ele havia em comum com o movimento era o desejo de renovar a expressão artística em direção ao modernismo. Ao contrário dos demais impressionistas, Degas nunca quis destacar-se totalmente do passado e o seu empenho artístico foi sempre voltado para conciliar o "velho" e o "novo" . Famosa a tal propósito é a sua frase: "Ah! Giotto! Deixe-me ver Paris, e tu, Paris, deixe-me ver Giotto"
Degas amava se auto definir um "realista", tanto é que em ocasião da oitava exposição dos impressionistas, realizada em 1886, ele pretendeu que a mesma fosse apresentada como uma "exposição de um grupo de artistas independentes, realistas e impressionistas".
Mas vejamos de acompanhar o percurso artístico de Degas na sua evolução. Aos dezenove anos é aluno de Barrias e freqüenta assiduamente o Louvre e o "Cabinet des Estampes" da "Bibliothéque Nationale", copiando as obras dos grandes mestres do passado. Porém a freqüência de Degas ao estúdio de Barrias foi pôr pouco tempo, então foi discípulo de Louis Lamothe, que, pôr sua vez, tinha sido aluno de Ingres. E foi através do próprio Lamothe que Degas conheceu Ingres, se tornando um seu admirador fervoroso. Pela influencia, ainda que indireta, que Ingres exerceu sobre ele, Degas foi sempre um convicto defensor de que o desenho, com "linhas amplas e contínuas", deve ser a base de toda composição artística.
Porém o fascínio que exercitaram sobre ele seja Ingres, assim como outros grandes Mestres do passado, não impediram a Degas de buscar um novo caminho. O mundo flui, se renova e ele é atraído pôr esta nova realidade. Desde os seus primeiros retratos se nota a presença do relacionamento entre "passado" e "presente", que o acompanhará pôr toda a sua atividade futura.
Ao contrário dos Impressionistas, Degas não amava trabalhar "en plein air", preferindo decididamente a luz artificial de ambientes internos, que lhe dava uma maior liberdade e a possibilidade de manipular os sujeitos e modificar a pose como bem entendia, na qual nada, segundo ele mesmo dizia, deveria ser deixado ao acaso. Até os sujeitos ao externo, como as corridas de cavalos, os jóqueis, as cenas de caça e, também, as paisagens, mesmo sendo estudados no local nos mínimos detalhes mediante rascunhos e esboços, eram mais tarde reelaborados em seu estúdio.
Falamos que Degas se considerava um "realista", mas este seu contato com a realidade é bastante frio, estudado e meditado. Enquanto Manet adorava trabalhar seguindo o seu instinto, reproduzia tudo o que via, como ele mesmo dizia, Degas, ao contrário, colocando sempre em discussão o seu trabalho, dizia sempre: "Eu não sei nada a respeito da inspiração, da espontaneidade, do temperamento, o que eu faço é resultado da reflexão e do estudar os grandes Mestres".
Parece estranho que ele, que na sua vida inteira não teve algum relacionamento, que tivesse sido importante, com alguma mulher. Escolheu as mulheres como um dos temas principais da sua obra. Mas a "mulher" vista por Degas, as suas "bailarinas", as suas "mulheres tomando banho", as suas "passadeiras", as suas "lavadeiras", são figuras femininas nada exaltadas, nem um pouco românticas, são apenas objetos de escrupuloso, quase obsessivo, estudo de seus movimentos profissionais ou das suas mais íntimas atividades quotidianas.
As "bailarinas e as "mulheres tomando banho" parecem trabalhos feitos em seqüência cinematográfica, fascinantes pôr seus cortes totalmente inovadores , pelas empaginações descentradas, pelas angulações incomuns: evidente, em tal sentido, a influência do "orientalismo", naquela época em grande moda, e das estampas japonesas, das quais Degas era um apaixonado colecionador. Porém Degas se distingue também, pelo delicado traçado de seu desenho, assim como pela magistral interpretação da luz.
Degas não quer nos surpreender ou impressionar: a sua é uma narrativa sem trama. A situação que ele nos mostra , seja esta a evolução da bailarina ou o gesto da passadeira que aperta o ferro sobre a roupa, é pôr si só, e simplesmente, o momento estético fixado na tela, a sua representação harmônica. Mas quanto trabalho, quantas provas para representar aquilo que parece ser um simples gesto represo em uma fortunada visão instantânea! Degas, a tal propósito, anotou: "É preciso refazer dez vezes, cem vezes o mesmo sujeito. Nada na arte deve parecer casual, nem mesmo o movimento".
Antes de percorrermos juntos os mais importantes dados cronológicos da vida e obra de Degas, encerro estas anotações sobre Degas Artista, transcrevendo alguns juízos críticos de seus contemporâneos.
"Até este momento é a pessoa que melhor vi representar, na tradução da vida moderna, a alma desta vida"(E. de Goncourt, Journal, 13 de fevereiro de 1874)
Em 1876, Edmond Duranty, em ocasião da segunda exposição dos impressionistas, escreveu sobre Degas: "Assim a série das novas idéias se formou principalmente na mente de um desenhista, um dos nossos, um daqueles que expõem nestas salas, um homem dotado do mais raro talento e da mais rara inteligência. Diversas pessoas se aproveitaram de suas concepções e do seu desinteresse artístico, e é tempo que se faça justiça e se conheça a fonte que tantos pintores desfrutaram, pintores que jamais admitiriam revelá-la; faço votos de que este artista continue a exercitar as suas faculdades prodigiosas, como filantrópico da arte, não como um homem de negócios como tantos outros".
G. Rivière, em 1877, em ocasião da terceira exposição dos impressionistas, assim escreveu sobre a obra de Degas: "Não procura nos fazer acreditar em uma candura que não possui; ao contrário, a sua sabedoria prodigiosa se impõe onde quer que seja; a sua habilidade , tão atraente e peculiar, dispõe os personagens no modo mais imprevisível e prazeroso, permanecendo sempre verdadeiro e natural". E, se referindo sempre a Degas, continua: "É um observador; nunca busca exagerações; o efeito é conseguido sempre através da própria realidade, sem que seja forçada. Isto faz dele o histórico mais precioso das cenas que apresenta."
E, a propósito dos nus de Degas, J.K. Haysmans, em 1889, ecreveu: "...Não é mais a carne fria e lisa, sempre nua das deusas, ...mas é próprio carne despida, real, viva..."
Entre as anotações do próprio Degas a respeito de seu trabalho, recordamos algumas entre as mais famosas: "Feliz de mim, que não encontrei o meu estilo, coisa que me faria muita raiva!" "A pintura não é tão difícil, quando não se sabe... mas, quando se sabe...oh! então... é tudo outra coisa."
Em relação aos seus "nus femininos", Degas escreveu: "... O animal humano que cuida de si mesmo, uma gata que se lambe. Até o momento o nu tinha sido apresentado em poses que pressupunham um público; as minhas mulheres, ao contrário, são pessoas simples, honestas, que não se preocupam de outras coisas além do próprio cuidado com o corpo".
Enfim, em relação à Arte, Degas escreveu: "A arte é o vício: não se ama a esposa legitimamente, mas a violenta!"


Cronologia da Vida e das Obras


1834
-
Hilaire Germain Edgar de Gas nasce no dia 19 de julho em Paris, na Rua Saint Georges. Seu pai, Pierre Auguste Hyacinte. de Gas, é um banqueiro parisiense, e sua mãe,Célestine Musson é de família crioula, originária de New Orleans.



1845
-
Inicia o 1º grau na escola Louis-le-Grand. Visita o Louvre com o pai, amante da arte e da musica. Conhece os mais importantes colecionadores de arte, entre os quais Valpinçon, proprietário da "banhante" de Ingres.



1847
-
Morre sua mãe.



1853
-
Terminados os estudos do 2º grau, o jovem Degas começa a freqüentar assiduamente o Louvre e o "Cabinet des Estampes da Bibliotheque Nationale de Paris". Copia os grandes mestres do passado, entre os quais Dürer, Mantegna, Rembrandt, Goya, Giotto,Paolo Uccello, Luca Signorelli, François Clouet, Hans Holbein. Abre o seu primeiro atelier no apartamento paterno da Rua Mondovi, em Paris. Frequenta por poucos meses o atelier de Barrias.



1854
-
Torna-se aluno de Louis Lamothe, discípulo de Ingres, e das obras do qual, Degas restará, pela vida toda, um grande admirador. Primeira viagem à Itália para estudar. Vai até Nápoles para visitar o avô paterno.





Works:

Portrait of the Artist



1855
-
Apresentado pôr Lamothe, entra na "Ecole des Beaux-Arts", mas logo se cansa do ensino acadêmico. Conhece Ingres, que já tinha 75 anos.



1856
-
Retoma as viagens à Itália, indo à Roma, Nápoles, Florença, alternando com estadias em Paris, onde se torna assíduo freqüentador da Opera. Começa a pintar os retratos das primas Bellelli que viviam em Florença.



1857
-
Passa uma temporada em Roma; freqüenta a "Accadémie Français", onde conhece Gustave Moreau. Realiza numerosas cópias de obras do período quatrocentista italiano, alguns desenhos de modelo e rascunhos, a bico de pena, aquarela, de paisagens.





Works:

Portrait of René-Hiláire de Gas Roman Beggar Woman



1858
-
Viaja para Viterbo, Orvieto, Perugia, Assis e Florença, onde, no Café Michelangelo, freqüenta os"Macchiaioli".





Works:

The Bellelli Family



1859
-
Volta definitivamente para Paris, e, mesmo com a sua rica bagagem cultural do "passado", se imerge totalmente na realidade do "presente", vivaz, dinâmico, moderno. Os seus modelos são aqueles que a realidade parisiense lhe oferece; "cantoras de café-concerto", "bailarinas", "músicos deorquestras","lavadeiras", "passadeiras", "mulheres que fazem higiene pessoal", "prostitutas", e também se dedica aos"retratos de familiares".





Works:

The Daughter of Jephthah



1860
-
Works:

The Young Spartans Exercising Semiramis Building Babylon



1862
-
No Louvre conhece Manet, do qual se torna amigo e que o introduz no seu grande círculo de amizades.



1865
-
Degas expõe pela primeira vez no "Salon".





Works:

Medieval War Scene A Woman with Chrysanthemums



1866
-
Passa a freqüentar o "Café Guerbois", onde fervem as polemicas contra os "acadêmicos". No "Salon" expõe quadros representando "corridas de cavalos".





Works:

Race Horses Before the Grandstand



1867
-
Works:

Portrait of Joséphine Gaujelin



1868
-
Works:

Mr. and Mrs. Edouard Manet



1869
-
Hóspede de Manet, a Boulogne-sur-mer, Degas pinta uma série de "paisagens marinhas".





Works:

Beach with Sailing Boats Portrait of Yves Gobillard-Morisot Madamoiselle Dobigny Sulking A Woman Ironing



1870
-
Degas começa a ter problemas de vista. Explode a guerra franco-prussiana; Degas se alista como voluntário na Guarda Nacional. Reencontra, como seu comandante, o companheiro de escola Rouart, com o qual inicia uma amizade que durará pelo resto de sua vida. Ao "Salon" expõe o "Retrato de Madame Camus". .





Works:

At the Races in the Country Madame Camus The Orchestra of the Opera



1871
-
Freqüenta o Ballet da Opera e inicia o trabalho sobre a dança.





Works:

Dance Class



1872
-
Em outubro, juntamente com o irmão René, viaja para New Orleans, onde, com os parentes da mãe, vive o irmão Achille. Passa uma temporada de seis meses em Louisiana..





Works:

Seated Woman At Ballet Dance Lesson Children Sat Down in the House Door



1873
-
Retornado a Paris, começa a freqüentar os "Impressionistas" no "Café de la Nouvelle Athènes". Retoma o estudo das "bailarinas", "lavadeiras", "passadeiras" e inicia o das "modistas".





Works:

Seated Dancer The Pedicure



1874
-
Começa a trabalhar com os pastéis; as suas cores se tornam mais acesas e vivazes. Viaja para Nápoles para dar assistência ao pai que estava morrendo. Participa da 1ª exposição dos impressionistas.





Works:

Portrait of Léopold Levert The Rehearsal on the Stage The Dancing Class La répétition sur la scène Melancholy



1875
-
Degas enfrenta os primeiros problemas financeiros, seja pôr efeito de dívidas deixadas pelo pai, como também pôr investimentos errados feitos pelo irmão Achille.





Works:

The Absinthe Drinker Three Women Combing Their Hair Woman with Opera Glasses Aix Ambassedeurs Woman with Dog



1876
-
Em abril se inaugura a 2ª exposição dos impressionistas. Degas apresenta 24 obras. O crítico Edmond Duranty presta homenagens à Degas reconhecendo as suas idéias inovadoras na pintura e seu raro talento. Determinante é a contribuição de Degas para a afirmação do movimento impressionista e à continuidade das exposições do grupo até 1886.





Works:

Nude Woman Combing Her Hair Racecourse, Amateur Jockeys The Dance Class The Star Dancers Practicing at the Barre The Song of the Dog Cabaret



1877
-
Financiada por Caillebotte, se realiza a 3ª exposição dos impressionistas, à qual Degas participa com 27 quadros representando bailarinas, nus femininos e cenas de "café-concerto".





Works:

Dancer with Bouquet The Rehearsal Women in Front of a Café, Evening The Posers



1878
-
Works:

Singer with a Glove Portraits, at the Stock Exchange



1879
-
Se realiza, com a participação de Degas,a 4ª exposição dos impressionistas. Se acentuam os problemas da vista e Degas, em conseqüência, se dedica cada vez mais a esculpir estatuetas, em cera, de mulheres e de cavalos e a trabalhar com pastéis.





Works:

Halévy and Cavé Backstage at the Opera Dancer with a Fan



1880
-
Degas viaja para a Espanha. Participa da 5ª exposição dos impressionistas, onde expõe uns dez trabalhos. Se dedica cada vez mais aos "grandes nus" e aos pastéis. O sucesso de Degas é já consagrado.





Works:

Mary Cassatt at the Louvre The Little Dancer of Fourteen Years Seated Dancer Tying Her Slipper Before the Entrance on Stage Dancer Adjusting Her Slipper Dancer in Green Tutu



1881
-
Na 6ª exposição dos impressionistas, Degas apresenta trabalhos em pastéis e, pela primeira e única vez, uma escultura, "pequena bailarina de 14 anos" , que causará muita polêmica e que dividirá a crítica. Os adversários retêm que esta escultura, em cera vermelha e com uma saia verdadeira, seria mais digna de ser exposta em um museu de antropologia que em uma exposição de arte. A estatueta, depois da morte de Degas, assim como as outras cento e cinqüenta encontradas em seu estúdio, será fundida em bronze.



1882
-
Se acentuam os distúrbios na vista. Realiza-se a 7ª exposição dos impressionistas à qual Degas não participa.





Works:

Before the Race Waiting Chez la Modiste At the Milliner's



1883
-
Morre o amigo Manet e Degas, que fica muito ressentido, se fecha em um total isolamento. Agora se dedica quase exclusivamente aos pastéis (grandes nus, bailarinas, cavalos e jóqueis) e às esculturas.





Works:

Retiring Woman in Her Bath Washing Her Leg Chez la Modiste Reclining Nude The Morning Bath Race Horses



1884
-
Works:

Woman in the Tub



1885
-
Works:

The Tub Before the Mirror



1886
-
Degas faz uma breve viajem a Nápoles. Ao voltar para Paris, participa da 8ª e última exposição dos impressionistas. Expõe pastéis representando nus femininos e modistas. A exposição foi um fracasso total.





Works:

A Woman Having Her Hair Combed Woman Drying herself The Tub



1887
-
Works:

Seated Woman Combing Her Hair



1889
-
Visita a Espanha e Marrocos com o amigo Boldini.



1890
-
Breve viajem à Bolonha com o escultor Bartholomé. Inicia uma série de paisagens.





Works:

The Morning Bath Wheatfield and Row of Trees Landscape with Hills Ballet Dancers in the Wing



1892
-
Works:

Landscape Avant l'entrée en scene Seated Woman Having Her Hair Combed



1893
-
Degas realiza, aos 59 anos, a sua primeira e única exposição individual na Galeria Durand-Ruel. Expõe pastéis sobre monotipo representando paisagens realizadas durante a estadia em Borgonha.



1895
-
Works:

After yhe Bath, Woman Drying Her Nape Seated Bather Drying Herself Two Bathers on the Grass After the Bath Three Russian Dancers



1896
-
Works:

After the Bath Woman



1897
-
Em companhia do escultor Bartholomé, visita o "Musée Ingres" em Montauban. Freqüenta apenas os amigos Rouart e Halevy, se hospedando nas suas casas de campo durante o verão.



1898
-
Pôr causa da perda quase total da sua visão, Degas pinta pouquíssimo e se dedica exclusivamente às pequenas esculturas de bailarinas e cavalos.



1899
-
Works:

The Dancers Two Dancers in Blu



1905
-
Works:

Après le bain



1912
-
Devido à difícil situação financeira, se vê obrigado a abandonar a sua casa e o seu estúdio da "Rue Victor Massé" e se transfere para Boulevard de Clichy.



1917
-
Em 27 de setembro, Degas morre em Paris, com a idade de 83 anos.

5 de maio de 2009

HENRI TOULOUSE-LAUTREC



Inspirada no Museu d'Orsay fiz uma pequena pesquisa sobre três impressionistas. Esta página é dedicada a Henri Toulose - Lautrec.

Nascido na nobreza francesa possuía uma linha de ancestrais de nomes aristocráticos. Seu pai era o conde Aphonse de Toulouse-Lautrec-Monfa, Alf para os amigos, e sua mãe Adéle Tapié de Céleyran. Queriam seus pais que o filho seguisse com esmero o mesmo caminho nobre de toda a sua família, tanto materna quanto paterna.

Toulouse-Lautrec sofria de uma doença desconhecida em sua época. Certamente uma distrofia poli-hipofisária, ou seja, um desenvolvimento insuficiente de certos tecidos ósseos. Sofreu dois acidentes em sua juventude e acaba fraturando o fêmur esquerdo e direito respectivamente. Os ossos mal soldados fazem com que Henri não ultrapasse a altura de 1,52m. Porém, o jovem não se deixava abater por tal infortúnio. Em seus longos períodos de cama, Toulouse-Lautrec fazia desenhos e pintava aquarelas, abrindo espaço para seu incrível talento que ainda se desfraldaria.


Aos dezesseis anos, foi estudar pintura com Léon Bonnat, professor rígido que não o agradava. Logo depois foi estudar com Fernand Cormon, cujo estúdio ficava nas ladeiras suburbanas de Montmartre, em Paris. É lá que Lautrec descobriu a inspiração que lhe faltava. Mudou-se para aquele bairro de má fama e encontrou seu lugar entre trabalhadores, prostitutas e artistas de caráter duvidoso. Começava sua nova vida.

Frequentador assíduo do Moulin Rouge e outros cabarés, o pequeno nobre acaba se acomodando muito bem naquele ambiente tão estranho que seus pais nunca aceitaram em ter o filho. O tema principal das pinturas de Toulouse-Lautrec era a vida boemia parisiense, que ele representava através de um desenho que lembra a espontaneidade do desenho satírico de Honoré Daumier, e uma composição dinâmica que poderia ter sido influenciada pela fotografia e as gravuras japonesas, dois fatores grande importância cultural no fim do século XIX.



Testemunha da vida noturna de Montmartre, Henri não apenas faz pinturas, como também cartazes promocionais dos cabarés e teatros, fazendo-se presente na revolução da publicidade do século XIX. O cartaz litográfico colorido é uma nova ferramenta de divulgação de locais de lazer parisienses. Trilhando o caminho de Jules Chéret, assim como Alfons Mucha, Toulouse-Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes, definindo o estilo que seria conhecido como Art Nouveau.


A habilidade artística de Lautrec é bastante reconhecida, tanto pelos seus amigos da classe baixa quanto por críticos de arte. Participa do Salão dos Independentes em Paris, da exposição dos Vinte e das galerias de Boussod e Valadin.

Em 1899, a vida desregrada e o excesso de álcool finalmente cobram seu preço do artista. Lautrec sofre de crises e é internado numa clínica psiquiátrica. Ao sair é constantemente vigiado para que não beba e não volte a frequentar os bordéis, vigilância que ele consegue burlar. Sua saúde vai-se deteriorando cada vez mais, até que em 1901 não é mais capaz de viver sozinho. Henri despede-se de Paris com a certeza de que está com os dias contados. Sofre ataques de paralisia e quase não consegue mais pintar.

Em 9 de Setembro de 1901, Henri de Toulouse-Lautrec morre nos braços de sua mãe, no Castelo de Malromé, perto de Bordéus.

"Moulin Rouge - La Goulue" (1889) é uma das obras mais significativas do pintor e litógrafo francês Henri Toulouse-Lautrec. Este cartaz, que mostra a dançarina de cancã se apresentando para uma platéia masculina, consagrou uma nova ferramenta de divulgação das opções de lazer na vida noturna parisiense.

O estilo pessoal de Toulouse-Lautrec, de linhas livres e onduladas, transgride as proporções anatômicas e as leis da perspectiva em favor da expressividade. Cores intensas, em combinações rítmicas, a simplificação do contorno e o uso de grandes áreas em uma só cor sugerem movimento às litografias do artista

Nossa fotos no Museu D'Orsay









































































































































MUSEU D'ORSAY







O Museu de Orsay (musée d'Orsay em francês) é um museu na cidade de Paris, na França. Situa-se na margem esquerda do rio Sena no VII arrondissement. As coleções do museu apresentam principalmente pinturas e esculturas da arte ocidental do período compreendido entre 1848 e 1914. Entre outras, estão aí presentes obras de Van Gogh, Monet, Degas, Maurice Denis, Odilon Redon. Existem também exposições temporárias que decorrem paralelamente à exposição permanente.


O edifício, que atualmente alberga o museu, era originalmente uma estação ferroviária, Gare de Orsay, construída para o Chemin de Fer de Paris à Orléans (em português, Caminho de ferro de Paris a Orleães), no local onde se erguera até 1871 um antigo palácio administrativo, o Palais d'Orsay. Foi inaugurado em 1898, a tempo da Exposição Universal de 1900. O projecto foi do arquitecto Victour Laloux.


Em 1939, deixou de ser o terminal da linha que ligava Paris a Orleães devido ao comprimento reduzido do cais, passando a ser apenas uma estação da rede suburbana de caminhos de ferro; e mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial serviu de centro de correios. A estação foi fechada a 1 de Janeiro de 1973.


Em 1977, o Governo francês decidiu transformar o espaço num museu. Foi inaugurado pelo presidente de então, François Mitterrand, a 1 de Dezembro de 1986. Os arquitetos Renaud Bardon, Pierre Colboc e Jean-Paul Philippon foram os responsáveis pela adaptação da estação.



Coleções

As coleções do museu provêm essencialmente de três locais: do museu do Louvre, as obras de artistas nascidos a partir de 1820, ou que tenham emergido no mundo da arte com a Segunda República; do museu do Jeu de Paume, as obras impressionistas desde 1947; e do museu de arte moderna de Paris, as obras mais recentes. Estas coleções abrangem várias vertentes das artes plásticas tais como a pintura, a escultura, a fotografia entre outras.

4 de maio de 2009

Fotos nossas na Catedral










































































































Catedral de Notre Dame

Achei muito legal esse "lance" de blog. Então resolvi repartir com vocês minhas novas investidas na Internet. Comecei a pesquisar sobre os monumentos, museus, figuras importantes da História da França.

Catedral Notre Dame.


Embora a construção desta catedral tenha sido iniciada apenas no século XII, este monumento incorporou-se de tal forma a Paris que parece sempre ter estado ali. Desde a ocupação romana, já havia um templo dedicado a Júpiter neste mesmo local. Alguns séculos mais tarde, com o surgimento do Cristianismo, foi erguida no mesmo endereço uma basílica em estilo romanesco. Apenas em 1163 é iniciada a efetiva construção desta catedral. Na época, Luis VII era o imperador da França, e tinha como objetivo construir uma catedral a altura da importância da França e de sua capital. Para tanto fez questão até de convidar o Papa Alexandre III para vir a Paris colocar a pedra fundamental da obra. Em 1182, o coro da catedral já estava pronto e outros elementos arquitetônicos seriam executados com o passar das décadas e séculos seguintes.



A Nave da Catedral Notre Dame foi finalizada em 1208, a fachada oeste em 1225, a torre oeste em 1250. As capelas laterais foram sendo incorporadas sucessivamente entre 1235 e 1250, o domo entre 1296 e 1330, e o transepto entre 1250 e 1267. Quase 200 anos seriam necessários para que todos os elementos estivessem concluídos e que pudesse chegar-se à complementação da obra, o que só iria ocorrer em 1345. Infelizmente, após este período, a Catedral também conheceu tempos difíceis e de guerras, e durante as Cruzadas, era na Notre Dame que os cavaleiros medievais oravam e pediam proteção antes de partir para o Oriente. Notre Dame também presenciou tempos de dominação estrangeira. Durante a Guerra dos Cem Anos, quando a Inglaterra invadiu e conquistou grande parte da França, o rei Henrique VIII da Inglaterra é coroado na Catedral em 1430.



Durante a revolução francesa diversos tesouros são pilhados ou destruídos. Até os sinos da catedral são objeto da revolta popular, e escapam por pouco de serem retirados das torres e fundidos para ter seu metal aproveitado pelos revolucionários. O interior da catedral passa a ser utilizado como depósito de armas e provisões. Atos de vandalismo e obras de embelezamentos executadas por vaidosos políticos e religiosos que querem aparecer mais que a própria Catedral, também trazem danos ao projeto original, fazendo com que surgisse até mesmo um movimento pedindo sua demolição.



Felizmente estas violências não trazem danos irreparáveis, e passado os momentos difíceis, Notre Dame reassume sua vocação de principal templo religioso da cidade. Um dos momentos marcantes de sua história ocorre em 2 de dezembro de 1804, quando Napoleão Bonaparte é coroado Imperador da França no altar da Notre Dame.



Para quem duvida do poder da literatura, e de sua capacidade de motivar multidões, é interessante lembrar que foi graças ao famoso romance de Victor Hugo, O Corcunda de Notre Dame, lançado em 1831, contando a história de Quasímodo e de sua paixão impossível pela cigana Esmeralda, que a sorte da catedral mudou em definitivo. Victor Hugo tinha apenas 28 anos quando concluiu esta obra prima. E graças a seus adoráveis e eternos personagens, ressurge o interesse popular pela Catedral, pela sua arquitetura gótica, e inicia-se um movimento nacional pela reforma e preservação da Catedral, que viria a ser executada entre 1845 e 1865, sob o comando do genial arquiteto Eugène Emmanuel Viollet-le-Duc.



Foi na Notre Dame onde ocorreu a beatificação de Joana d’Arc, em 1909. E no parvis de Notre Dame, em 26 de agosto de 1944, é celebrada a missa pela libertação da cidade da tirania nazista, bem como é realizada a missa de corpo presente pelo falecimento do comandante geral da França durante os anos de resistência, o General de Gaulle, provas definitivas que não existe outro ponto na cidade com tanto prestígio e que represente de tanto a alma de Paris e da França. Pode-se dizer que a própria nação está simbolizada neste monumento com 130 metros de comprimento, 48 metros de largura, 35 metros de altura, pilares com 5 metros de diâmetro e sinos de 13 toneladas.



Ao visitar esta catedral comece observando as esculturas da Galeria dos Reis, ainda em sua fachada externa. Visite, também o tesouro, onde estão guardados vários itens sagrados, inclusive um relicário destinado a guardar a cruz de Jesus Cristo.Aprecie também cada uma de suas capelas e esculturas, cada detalhe de suas rosáceas de vidro colorido e seus portais, ou suas incontáveis Gárgulas, monstros encarapitados nas torres da catedral, e que tinham como função manter os demônios afastados.



Visitantes com mais disposição não devem também deixar de subir as escadas em espiral que conduzem às torres de 68 metros de altura, e apreciar uma das melhores vistas de Paris. Quem sabe ao chegar lá, você não terá a sorte de encontrar pela frente aquele famoso corcunda?...

Se um símbolo tivesse que ser escolhido para representar a Cidade Luz, a Catedral de Notre Dame seria, sem dúvida, o primeiro candidato. Foi exatamente aqui que Paris nasceu, e foi a partir deste núcleo situado no coração de uma ilha que Paris nasceu. Não por acaso, todas as estradas da França tem como marco zero e ponto inicial, a pequena placa de bronze incrustada no chão em frente a Notre Dame. Um pequeno e discreto símbolo, geralmente desapercebido pelas multidões de turistas que ali passam, mas que em sua simplicidade representa o reconhecimento do país pela importância desta catedral, e do que ele significa para a França.