7 de maio de 2009

MUSEU DO LOUVRE



O Museu do Louvre (Musée du Louvre), instalado no Palácio do Louvre, em Paris, é um dos maiores e mais famosos museus do mundo. Localiza-se no centro de Paris, entre o rio Sena e a Rue de Rivoli. O seu pátio central, ocupado agora pela pirâmide de vidro, encontra-se na linha central dos Champs-Élysées, e dá forma assim ao núcleo onde começa o Axe historique (Eixo histórico).


É onde se encontra a Mona Lisa, a Vitória de Samotrácia, a Vênus de Milo, enormes coleções de artefatos do Egito antigo, da civilização greco-romana, artes decorativas e aplicadas, e numerosas obras-primas dos grandes artistas da Europa como Ticiano, Rembrandt, Michelangelo, Goya e Rubens, numa das maiores mostras do mundo da arte e cultura humanas.


O Louvre é gerido pelo estado francês através da Réunion des Musées Nationaux. Foi o museu mais visitado do mundo em 2007, com 8,3 milhões de visitantes.


O edifício

O primeiro real "Castelo do Louvre" neste local foi fundado por Filipe II em 1190, como uma fortaleza para defender Paris a oeste contra os ataques dos Vikings. No século seguinte, Carlos V transformou-o num palácio, mas Francisco I e Henrique II rasgaram-no para baixo para construir um palácio real; as fundações da torre original da fortaleza estão sob a Salle des Cariatides (Sala das Cariátides) agora. Mais tarde, reis como Luís XIII e Luís XIV também dariam contribuições notáveis para a feição do atual Palácio do Louvre, com a ampliação do Cour Carré e a criação da colunata de Perrault.


As transformações nunca cessaram na sua história, e a antiga fortaleza militar medieval acabaria por se tornar um colossal complexo de prédios, hoje devotados inteiramente à cultura. Dentre as mais recentes e significativas mudanças, desde o lançamento do projeto "Grand Louvre" pelo presidente François Mitterrand, estão a transferência para outros locais de órgãos do governo que ainda funcionavam na ala norte, abrindo grandes espaços novos para exposição, e a construção da controversa pirâmide de vidro desenhada pelo arquiteto chinês I. M. Pei no centro do pátio do palácio, por onde se faz agora o acesso principal. O museu reorganizado reabriu em 1989.



O Museu




Histórico


O Palácio do Louvre foi a sede do governo monárquico francês desde a época dos Capetos medievais até o reinado de Luís XIV. A transformação do complexo de edifícios em museu iniciou em 1692, quando Luís XIV ordenou a criação de uma galeria de esculturas antigas na Sala das Cariátides. No mesmo ano, o palácio, então desabitado, tendo a corte se transferido para Versalhes, recebeu a Academia Francesa, e logo a Academia de Belas Letras e a Academia Real de Pintura e Escultura também ali se instalaram. No prédio também aconteceram, a partir de 1699, os tradicionais salões de arte promovidos pela Academia de Pintura e Escultura, que atraíam multidões. De início organizados na Grande Galeria, os salões de 1725 em diante passaram a acontecer do Salão Quadrado (Salon Carré), de onde derivou o nome destas exposições - Salão.


Por outro lado, entre 1750 e 1785 espaços no Palácio de Luxemburgo foram reservados para exibição de obras-primas selecionadas das coleções reais, numa exposição que teve grande sucesso. Em vista disso, o Marquês de Marigny, Superintendente Geral dos Edifícios do Rei, e seu sucessor, o Conde de Angivillier, desenvolveram a idéia de tornar o Louvre um museu permanente. O projeto se transformou em lei em 6 de maio de 1791, quando a Assembléia Revolucionária decretou que o palácio deveria ser um repositório de todos os monumentos das ciências e das artes.


Assim, foi o museu inaugurado como Museu Central das Artes em 10 de agosto de 1793, com um acervo formado principalmente por pinturas confiscadas à família real e aos aristocratas que haviam fugido da Revolução Francesa, exibidas na Grande Galeria e no Salão Quadrado. O público tinha acesso gratuito, mas apenas nos fins de semana, ficando os outros dias reservados para o trabalho dos artistas que desejavam ali estudar as obras dos grandes mestres, determinação que ficaria em vigor até 1855. Gradualmente a coleção foi expandida e ocupou muitas outras salas do complexo.


No período imperial o museu adotou o nome de Museu Napoleão, sendo Dominique-Vivant Denon seu primeiro diretor. Napoleão ordenou reformas e embelezamentos no edifício, e suas conquistas sobre outros países renderam uma grande quantidade de novas peças para o Louvre, embora com a queda do imperador em 1815 as nações espoliadas reclamassem seus tesouros, despovoando as galerias do museu.


Em 1824 foi criado o Museu da Escultura Moderna na Galeria d'Angoulême, com cinco salas para exibição de peças provenientes do Museu dos Monumentos Franceses e do Palácio de Versalhes. Em 1826 Champollion se tornou o diretor do novo Departamento de Antigüidades Egípcias. No ano seguinte foi criado o Museu Carlos X no primeiro pavimento da ala sul do Cour Carré, com uma coleção de antigüidades egípcias, bronzes antigos, vasos etruscos e artes decorativas medievais e renascentistas, ao mesmo tempo em que na ala norte se instalava o Museu da Marinha.


Por um breve período, entre
1838 e 1848, uma importante coleção mais de 400 pinturas espanholas foi mostrada na Galeria Espanhola, criada por Luís Filipe, até ser vendida em Londres poucos anos depois. Não obstante, a presença desta coleção na França, que pouco conhecia da arte espanhola, foi uma influência decisiva sobre artistas como Corot e Manet.


Com o desenvolvimento da arqueologia e novas escavações e aquisições no Oriente, uma quantidade de relíquias da antigüidade foi transportada para o museu, dando origem à fundação no Louvre do primeiro museu de Assiriologia da Europa, inaugurado em 1847. Este foi seguido em breve pela criação do Museu Mexicano, do Museu Etnográfico e do Museu da Argélia, atendendo ao gosto pelo exótico que se tornava uma voga na época, e ao crescente interesse dos estudiosos pelas artes tradicionais de outros povos, sendo instalados no Pavilhão de Beauvais. Também nesta época se acrescentaram três novas grandes galerias ricamente decoradas.


Sob
Napoleão III foi aberto o Museu dos Soberanos na Colunata de Perrault, dedicado a exibir as relíquias da monarquia francesa desde Childerico I até Napoleão, constituindo um acréscimo importantíssimo ao Departamento de Artes Decorativas. Também foi terminada a ala norte, ligando o Louvre e o Palácio das Tulherias, incluindo outras alas menores internas e pátios, conformando o Cour Napoleon, finalizado em 1857, com decoração acabada em 1861. Outro acréscimo importante foi a aquisição da coleção do Marquês de Campana, com mais de 11 mil peças de pintura, artes decorativas, esculturas e antigüidades, formando o Museu Napoleão III. Durante a Comuna de Paris o Palácio das Tulherias, um grande símbolo da monarquia, foi incendiado, e o fogo chegou a ameaçar o Louvre.


Depois de longa hesitação entre a reconstrução do palácio perdido ou sua demolição, decidiu-se por esta, marcando o início do Louvre moderno. Foram reconstruídas as extremidades do antigo Palácio das Tulherias, hoje os Pavilhões de Flora e Marsan, e duplicou-se a ala norte. Escavações no Oriente trouxeram novas peças para o Departamento de Antigüidades do Oriente Próximo recentemente criado, sendo apresentadas ao público em 1888 em salas novas.


O início do
século XX viu nascer o Museu de Artes Decorativas, criado em função das Exposições Universais de Paris. Na seqüência, uma grande doação da Baronesa Delort d e Gléon, e mais a reunião de outras peças similares anteriormente dispersas nas seções de artes decorativas, levou em 1922 à abertura de uma galeria exclusivamente para Arte Islâmica no Pavilhão do Relógio, e logo o diretor dos Museus Nacionais, Henri Verne, lançou um plano ambicioso de expandir os espaços disponíveis para arte no palácio, que até então abrigava também diversos escritórios da administração pública. Assim foram reorganizadas várias galerias para escultura antiga, escultura européia, pinturas, arte egípcia e do Oriente Próximo, e artes decorativas.


Com a eclosão da II Guerra Mundial as coleções foram evacuadas, com exceção das peças mais pesadas, que permaneceram protegidas por sacos de areia. O acervo foi inicialmente depositado no Castelo de Chambord e a seguir foi disperso entre vários locais, permanecendo constantemente em mudança, por medidas de segurança. Mesmo esvaziado, o museu reabriu ao público em 1940 com uma coleção de cópias em gesso de estátuas célebres. Em 1943, com a coleção ampliada, o Museu da Marinha foi transferido para o Palácio de Chaillot.


Depois da guerra se iniciou um plano para reorganização geral de todas as coleções estatais de arte. A coleção de arte asiática do Louvre foi designada para o Museu Guimet, e foi incorporado o pavilhão do Jeu de Paume como Museu do Impressionismo. Com a saída do Ministério das Finanças do Pavilhão de Flora em 1961, tornou-se livre um grande espaço adicional, possibilitando a melhor acomodação de seções de pintura, desenhos e do Departamento de Escultura, instalando-se também laboratórios de restauro e oficinas. Os espaços liberados foram inaugurados oficialmente em 1968 com uma exposição de arte gótica da Europa.


A década de 70 foi marcada pela crescente necessidade de adequar os espaços de exposição aos novos conceitos museológicos e de se oferecer melhores instalações para os visitantes. Destarte, em 1981 o presidente François Mitterrand lançou o projeto do Grande Louvre, para devotar o palácio do Louvre em sua inteireza às artes. Como conseqüência, os escritórios do Ministério das Finanças que ainda permaneciam na Ala Richelieu foram deslocados para outros edifícios e finalmente o Louvre pôde dispor de todos os seus espaços. Foram iniciadas grandes renovações em todo o museu, cujo coroamento visível é a Grande Pirâmide que ora serve de entrada principal. A reestruturação do acervo, mais coleções do Museu Nacional de Arte Moderna, deram origem ao Museu d'Orsay.


Enquanto isso, as reformas continuavam no complexo principal em torno do Cour Carré, com a reforma da Ala Richelieu, a inauguração da Ala Sackler para antigüidades do Oriente Próximo e a abertura de grandes espaços novos para as antigüidades egípcias. Em 1996 foi anunciada a criação de um museu para a arte étnica, inaugurado em 2000 no Pavillon des Sessions com cerca de 100 peças representativas de suas culturas, e continua em curso a reacomodação de todo o Departamento de Arte Islâmica.


As coleções



O acervo do Museu do Louvre possui mais de 380 mil itens e mantém em exibição permanente mais de 35 mil obras de arte, distribuídas em oito departamentos. A seção de pintura é a segunda maior do mundo, logo atrás da do Museu Hermitage, com quase 12 mil peças, sendo que delas 6 mil estão em exposição permanente.



Artes decorativas


Este departamento cobre desde a Idade Média até meados do século XIX, tendo sido criado como uma subseção do Departamento de Esculturas, e incorporando obras confiscadas na Revolução e outras oriundas da
Basílica de Saint-Denis, o mausoléu da monarquia francesa. O departamento recebeu grandes acréscimos com a aquisição das coleções Durand, Revoil, Sauvageot e Campana.


As peças são exibidas no primeiro pavimento da Ala Richelieu e na Galeria de Apolo. Dentre seus itens mais preciosos estão a coroa de Luís XV, o cetro de
Carlos V, o bronze Nesso e Djanira de Giambologna, o Vaso Suger, a tapeçaria A caça de Maximiliano, a coleção de vasos de Sèvres da Madame de Pompadour e a decoração dos apartamentos de Napoleão III.



Antiguidades egípcias


Com mais de 50 mil objetos, que atestam o profundo interesse francês na área da
egiptologia no século XIX, abrange os períodos desde o Antigo Egito até a arte copta, incluindo os períodos helenístico, romano e bizantino, e seu conjunto oferece uma ampla visão da cultura e sociedade egípcias em todos os seus aspectos. Este departamento foi criado em 1826 por decreto de Carlos X, impressionado pela atuação do egiptólogo Jean-François Champollion. O acervo cresceu com as remessas de achados arqueológicos das expedições francesas ao Egito.
Instalado na Ala Denon e em salas do Cour Carré, a coleção inclui arte,
papiros, múmias, amuletos, vestuário, joalheria, instrumentos musicais, jogos e armas. Dentre as peças mais interessantes estão o famoso Escriba sentado, uma faca de pedra e marfim de Gebel-el Arak com punho decorado com cenas de guerra e de caça, a Estela do Rei Serpente, a cabeça do rei Djedefre, a estátua de Amenemhatankh, o Portador de oferendas, o busto de Akhenaton, e a estátua da deusa Hator, além de sarcófagos ricamente pintados, frascos para cosméticos e objetos votivos.


Arte grega, romana e etrusca


Sua coleção inclui peças de toda a região do Mediterrâneo desde o Neolítico até o Helenismo, passando pela civilização cicládica e a cultura cipriota. O conjunto começou a ser formado no tempo de Francisco I, e neste início se concentrava em esculturas. Mais tarde passou a receber vasos, cerâmicas, marfins, afrescos, mosaicos, vidros e bronzes de várias procedências. Pontos altos deste vasto departamento são a Dama de Auxerre, a Vitória de Samotrácia, a Vênus de Milo, os retratos de Agripa, Marcellus e Marco Aurélio, o Gladiador Borghese, o Apolo de Piombino, a Diana de Versalhes, o Hermes amarrando as sandálias, e o vaso Hércules e Anteu, de Eufrônio.


Arte islâmica


É o departamento mais recente do museu, mas sua coleção de mais de 6 mil itens cobre 13 séculos de história da arte islâmica da Europa, Ásia e África, entre vidros, metais, madeiras, tapetes, cerâmicas e miniaturas. Das suas peças se destacam como principais a Píxide de al-Mughira, uma caixa de marfim da Andaluzia; o Batistério de Saint-Louis, uma bacia de metal do período Mamluk; fragmentos do Shahnameh, um poema épico de Ferdowsi escrito em persa, e o Vaso Barberini, um vaso de metal da Síria.


Antiguidades do Oriente Próximo


Este departamento se concentra na história e arte do Oriente Próximo desde as primeiras civilizações até antes da presença muçulmana na região, e seu desenvolvimento acompanhou o desenvolvimento da arqueologia oriental na França. As primeiras aquisições ocorreram por obra de Paul-Émile Botta, que em 1843 realizou uma expedição a Khorsabad, e seus achados deram origem ao Museu Assírio do Louvre. O conjunto foi ampliado com as peças encontradas por Claude Schaeffer em Ras-Shamra e por André Parrot em Mari, na Síria. A coleção é particularmente notável pelas peças da Suméria e da cidade de Akkad, como a Estela dos Abutres, as estátuas de Gudea e de Ebih-il, touros alados de Khorsabad, capitéis tauromorfos e painéis de azulejos esmaltados de Susa, e o Código de Hamurabi.






Pintura


Sua grande coleção de pinturas enfatiza a arte francesa, que compõe cerca de dois terços do total, mas as seções de pintura do norte da Europa e da Itália são extremamente significativas. O conjunto começou a ser reunido por Francisco I, ainda no tempo em que o Louvre era uma fortaleza, com a aquisição de obras-primas de Rafael e Michelangelo, além de ter atraído Leonardo da Vinci para sua corte.






A reorganização das coleções do museu na década de 80 dividiu o conjunto de pinturas, e as peças produzidas após 1848 foram transferidas para o Museu d'Orsay. O restante permanece exposto na Ala Richelieu, no Cour Carré e na Ala Denon.






Da seção de pintura francesa são especialmente notáveis a Pietá de Avignon, de Enguerrand Quarton; o Retrato do Rei João, o Bom, de Jean Fouquet; o Retrato de Luís XIV de Hyacinthe Rigaud; a Coroação de Napoleão e O Juramento dos Horácios, de Jacques-Louis David, a Grande banhista de Ingres, e A Liberdade guiando o Povo, de Eugene Delacroix. Outros autores de nomeada presentes nesta seção são Nicolas Poussin, com grande número de peças em cinco salas exclusivas para sua produção, Georges de La Tour, Charles Le Brun, François Boucher, Antoine Watteau, Jean-Honoré Fragonard, Jean-Baptiste Chardin, Jean-Baptiste Greuze, Horace Vernet, Camille Corot, Jean-François Millet e Antoine-Jean Gros.



Do norte da Europa há um grande conjunto, e são célebres O astrônomo e A rendeira, de Vermeer, a Nau dos Insensatos, de Hieronymus Bosch, a Virgem do Chanceler Rolin de Jan van Eyck, A Ceia de Emaús e o Auto-retrato de Rembrandt, o grande ciclo de pinturas sobre Maria de Médici, de Rubens, além de peças de Rogier van der Weyden, Frans Post, Hans Holbein, o Jovem, Albrecht Dürer, Hans Memling, Antoon van Dyck, Quentin Massys, Pieter Brueghel o velho, Gérard David, Petrus Christus, Lucas van Leyden, Frans Hals, Meindert Hobbema e Gerard ter Borch.


Na pintura italiana se destacam o Calvário de Mantegna, As bodas de Caná de Paolo Veronese, a Mona Lisa e a Virgem das Rochas de Da Vinci, e a Morte da Virgem, de Caravaggio, e composições de Sandro Botticelli, Paolo Uccello, Domenico Ghirlandaio, Bernardino Luini, Fra Angelico, Giovanni Bellini, Lorenzo Lotto, Alesso Baldovinetti, Benozzo Gozzoli, Giotto, Cimabue, Pietro Perugino, Vittore Carpaccio, Ticiano, Jacopo Pontormo e Guido Reni. A pequena seção de pintura espanhola, embora menos importante, possui obras expressivas de El Greco, Velásquez, Ribera e Zurbarán.


Gravuras e desenhos


A origem deste grande departamento, com mais de 100 mil peças, está nas coleções reais. Foi sendo aumentado com aquisições e doações, e foi primeiro aberto ao público em 1797. Hoje está organizado nas seguintes seções: o antigo Cabinet du Roi e seus acréscimos posteriores; as gravuras em metal, e a grande doação de Edmond de Rothschild, com mais de 40 mil obras, hoje exibidas no Pavilhão de Flora. Em virtude da sensibilidade do papel à luz, apenas uma pequena parte desta coleção se encontra em exposição, e as peças são constantemente substituídas, mas consultas podem ser efetuadas mediante agendamento. Alguns autores importantes com obras em desenho ou gravura são Antoine Louis Barye, Dürer, Leonardo da Vinci, Rembrandt, Jacques-Louis David, Jean-Baptiste Chardin, Claude Gellée, Fragonard, Ingres, Delacroix e Charles Le Brun.


Concentrado nas peças de escultura criadas antes de 1850 que não se enquadram no departamento de antigüidades etruscas, gregas e romanas. Desde o início o Palácio do Louvre foi um depósito de obras escultóricas, mas a sistematização de suas peças só aconteceu depois de 1824. Seu acervo primitivo era na verdade reduzido a cerca de 100 peças, por causa da mudança da corte para Versalhes, e assim permaneceu até 1847, quando Léon Laborde assumiu o controle do departamento, ampliando a seção de arte medieval, mas nesta época as obras ainda faziam parte do Departamento de Antigüidades. Somente na administração de Louis Courajod, a partir de 1871, a representação de esculturas cresceu, especialmente em peças francesas. Com a criação do Museu d'Orsay parte do acervo recolhido até então foi transferida para lá, permanecendo no Louvre as criadas antes de 1850. Atualmente as peças francesas estão expostas na Ala Richelieu, e as estrageiras na Ala Denon.


O conjunto de escultura da França oferece um painel amplo e farto desta modalidade de arte desde a Idade Média até meados do século XIX, com uma grande seção de retratos e bustos oficiais. A Idade Média é ricamente ilustrada com fragmentos de arquitetura e estatuária sacra, em grande parte anônima, e onde a Tumba de Philippe Pot, o par representando Carlos V e Joana de Bourbon, a Tumba de Philippe Chabot, a Fonte de Diana, e o magnífico conjunto de Madonnas góticas são pontos altos.



Expansão


Em
2004 o Louvre iniciou um programa de expansão extra-muros, a fim de aliviar o excesso de obras depositadas no complexo principal, abrindo então alguns museus-satélite. As cidades escolhidas foram Lens, para onde está prevista a instalação de cerca de 600 obras, e em 2007 foi selecionada Abu-Dabi, nos Emirados Árabes, que deve inaugurar a sua sucursal do Louvre em 2012 em troca de 1,3 bilhões de dólares americanos, recebendo de 200 a 300 obras de arte do Louvre e de outros museus franceses em caráter rotativo.

PAUL GAUGUIN

Paul Gauguin

A pedido do meu filho Henrique farei um breve comentário sobre Gauguin. Recentemente li um livro de Mario Vargas LLosa chamado " O Paraíso na Outra Esquina", onde o autor relata sobre Gauguin e sua avó Flora Tristán. Ela assim como o neto, ousaram sonhar com um paraíso sobre a Terra. Quem se interessar, posso emprestar o livro. É um romance envolvente.


"Quando a tua mão direita estiver hábil, pinta com a esquerda; quando a esquerda ficar hábil, pinta com os pés." Essa frase só poderia ser de Gauguin, um dos principais pintores do pós-impressionismo, que exerceu profunda influência em toda a arte moderna voltada para o exótico e o primitivo.

Eugène-Henri-Paul Gaugin era filho de um jornalista francês e de uma escritora peruana. Viveu em Lima de 1851 a 1855. Aos 17 anos, entrou para a Marinha Mercante, onde permaneceu por cinco anos e teve a oportunidade de visitar o Panamá e o Pacífico.

Aos 23 anos, esteve no Brasil, passando um mês no Rio de Janeiro.Em 1871, Gauguin retornou a Paris e começou a trabalhar como corretor de valores e a pintar nas horas livres. Casou-se com uma dinamarquesa, Mette Sophie Gad, com quem teve cinco filhos.

Foi em uma exposição impressionista, em 1874, que confirmou o seu desejo de ser pintor. Logo seus quadros também começaram a ser aceitos em exposições. Pissarro teve um interesse especial por suas obras, e o apresentou a Cézanne.

Em 1883, um colapso econômico o ajudou na decisão de tornar-se um artista em tempo integral. Estabeleceu-se em Ruen, com a mulher e os filhos, mas a experiência não deu certo. Mudaram-se então para Copenhagen, terra natal de sua esposa. Na Dinamarca ele não era feliz e retornou sozinho a Paris, em 1885. Instalou-se depois em Pont-Aven, na Bretanha, conhecido reduto de artistas.

Entre 1885 e 1886 encontrou Degas, Charles Laval, Emile Bernard e Van Gogh. Com Laval viajou a Martinica. Após um breve período com Vincent Van Gogh em Arles (1888), Gauguin abandonou cada vez mais a arte imitativa para a expressão com a cor. Graças ao dinheiro conseguido com uma exposição de seu grupo no café Volpini em Paris, em 1891, partiu para o Taiti, onde pintou o cenário primitivo e luminoso da região, as formas opulentas de suas mulheres e a exuberância tropical.

"Duas Mulheres na Praia" (figura abaixo) foi uma de suas primeiras obras no Taiti. Dois anos mais tarde, retornou a Paris na esperança de suas telas fazerem sucesso. Frustrado, voltou ao Taiti em 1895.

Hospitalizado com freqüência por uma condição sifilítica não diagnosticada, tentou em vão o suicídio em 1898. Em 1901, estabeleceu-se nas Ilhas Marquesas, morrendo dois anos depois.
















6 de maio de 2009

EDGAR DEGAS



Edgar Degas é um dos impressionistas que mais admiro. Sou apaixonada pela leveza dos movimentos de suas bailarinas.


Degas - O Homem


Os contemporâneos de Degas não foram muito indulgentes em seu confronto, considerando-o como, no mínimo, um homem ”extravagante” e "bizarro". Na verdade Degas não fazia nenhum esforço para conquistar a simpatia de estranhos e, menos ainda, dos críticos de Arte.
Desde jovem demonstrou ter um caráter difícil: era temperamental, irrequieto e inseguro. O seu olhar, como constatamos em seus auto-retratos juvenis, era triste e melancólico. A morte prematura de sua mãe, quando ele tinha apenas treze anos, assim como a severa educação familiar, contribuíram, certamente em modo não muito positivo, à formação de sua personalidade.
Pôr outro lado, ao que diz respeito ao seu caráter, até mesmo Degas admitia: "Era ou parecia duro com todos, pôr uma espécie de impulso à brutalidade que me vinha da incredulidade e mau humor. Me sentia tão inferior, tão frágil, tão incapaz, enquanto me parecia que os meus cálculos artísticos fossem tão precisos. Era mau humorado com todos e até comigo mesmo".
Degas era um solitário, mesmo se às vezes se queixava. Vivia quase todo o tempo fechado em seu estúdio, totalmente envolvido com seu trabalho e com as suas experiências com as mais diferentes técnicas de pintura. As únicas diversões que se concedia era freqüentar o teatro e alguns amigos mais íntimos como: Manet, Moreau, Paul Valpinçon, Boldini, os Rouart e os Halevy.
O seu relacionamento com as mulheres foi de simples tolerância; o que é estranho, porém, para um homem que das mulheres, pôr uma vida inteira, estudou os movimentos, as atitudes, com minuciosa, quase obsessiva atenção. Das mulheres, dizia aos amigos, que faziam elas muito bem em se interessar à banalidade da moda, porque ao contrário, na falta de tal interesse, renderiam mais difícil a vida dos homens.
A gradual perda da visão, pôr volta de seus sessenta anos, e os graves problemas econômicos, devidos a especulações financeiras erradas feitas pôr seu irmão Achille, o tornaram ainda mais fechado e solitário.


Degas - O Artista


Degas é universalmente reconhecido como o grande Mestre das figuras em movimento, um hábil desenhista e um grande inovador na arte do retrato. As suas obras são hoje celebradas, também, pela inigualável técnica e originalidade das composições.
Embora alguns críticos da época tivessem reconhecido bem cedo as qualidades artísticas daquele jovem "bizarro", o verdadeiro sucesso ele só obteve nos últimos anos de sua vida, mas a consagração veio depois de sua morte. Este reconhecimento tardio se deve principalmente ao fato de que Degas, arredio como era, expôs pouquíssimo a sua obra. Basta pensar que a única exposição individual foi realizada em 1893, quando ele tinha quase sessenta anos, onde ele apresentou umas trinta paisagens em pastel. Entre 1865 e 1870 expôs um ou dois quadros em cada ano no "Salon" e também participou a sete das oitos exposições feitas pelo grupo dos impressionistas.
A produção artística de Degas foi intensa, muitos de seus trabalhos restaram inacabados e são inúmeros os desenhos, rascunhos e esboços que ele fazia ao vivo, para depois realizar em seu estúdio a versão definitiva.
Desde jovem, freqüentando o Louvre e os grandes museus, especialmente os italianos, Degas foi atraído pelas obras de Poussin, Velasquez, Goya, David, Ingres, do qual último foi sempre um fervoroso admirador, assim como dos Quatrocentistas italianos.
Embora sendo enquadrado entre os impressionistas, Degas não pode ser considerado um impressionista, enquanto percorre uma estrada totalmente diversa do novo grupo. O que ele havia em comum com o movimento era o desejo de renovar a expressão artística em direção ao modernismo. Ao contrário dos demais impressionistas, Degas nunca quis destacar-se totalmente do passado e o seu empenho artístico foi sempre voltado para conciliar o "velho" e o "novo" . Famosa a tal propósito é a sua frase: "Ah! Giotto! Deixe-me ver Paris, e tu, Paris, deixe-me ver Giotto"
Degas amava se auto definir um "realista", tanto é que em ocasião da oitava exposição dos impressionistas, realizada em 1886, ele pretendeu que a mesma fosse apresentada como uma "exposição de um grupo de artistas independentes, realistas e impressionistas".
Mas vejamos de acompanhar o percurso artístico de Degas na sua evolução. Aos dezenove anos é aluno de Barrias e freqüenta assiduamente o Louvre e o "Cabinet des Estampes" da "Bibliothéque Nationale", copiando as obras dos grandes mestres do passado. Porém a freqüência de Degas ao estúdio de Barrias foi pôr pouco tempo, então foi discípulo de Louis Lamothe, que, pôr sua vez, tinha sido aluno de Ingres. E foi através do próprio Lamothe que Degas conheceu Ingres, se tornando um seu admirador fervoroso. Pela influencia, ainda que indireta, que Ingres exerceu sobre ele, Degas foi sempre um convicto defensor de que o desenho, com "linhas amplas e contínuas", deve ser a base de toda composição artística.
Porém o fascínio que exercitaram sobre ele seja Ingres, assim como outros grandes Mestres do passado, não impediram a Degas de buscar um novo caminho. O mundo flui, se renova e ele é atraído pôr esta nova realidade. Desde os seus primeiros retratos se nota a presença do relacionamento entre "passado" e "presente", que o acompanhará pôr toda a sua atividade futura.
Ao contrário dos Impressionistas, Degas não amava trabalhar "en plein air", preferindo decididamente a luz artificial de ambientes internos, que lhe dava uma maior liberdade e a possibilidade de manipular os sujeitos e modificar a pose como bem entendia, na qual nada, segundo ele mesmo dizia, deveria ser deixado ao acaso. Até os sujeitos ao externo, como as corridas de cavalos, os jóqueis, as cenas de caça e, também, as paisagens, mesmo sendo estudados no local nos mínimos detalhes mediante rascunhos e esboços, eram mais tarde reelaborados em seu estúdio.
Falamos que Degas se considerava um "realista", mas este seu contato com a realidade é bastante frio, estudado e meditado. Enquanto Manet adorava trabalhar seguindo o seu instinto, reproduzia tudo o que via, como ele mesmo dizia, Degas, ao contrário, colocando sempre em discussão o seu trabalho, dizia sempre: "Eu não sei nada a respeito da inspiração, da espontaneidade, do temperamento, o que eu faço é resultado da reflexão e do estudar os grandes Mestres".
Parece estranho que ele, que na sua vida inteira não teve algum relacionamento, que tivesse sido importante, com alguma mulher. Escolheu as mulheres como um dos temas principais da sua obra. Mas a "mulher" vista por Degas, as suas "bailarinas", as suas "mulheres tomando banho", as suas "passadeiras", as suas "lavadeiras", são figuras femininas nada exaltadas, nem um pouco românticas, são apenas objetos de escrupuloso, quase obsessivo, estudo de seus movimentos profissionais ou das suas mais íntimas atividades quotidianas.
As "bailarinas e as "mulheres tomando banho" parecem trabalhos feitos em seqüência cinematográfica, fascinantes pôr seus cortes totalmente inovadores , pelas empaginações descentradas, pelas angulações incomuns: evidente, em tal sentido, a influência do "orientalismo", naquela época em grande moda, e das estampas japonesas, das quais Degas era um apaixonado colecionador. Porém Degas se distingue também, pelo delicado traçado de seu desenho, assim como pela magistral interpretação da luz.
Degas não quer nos surpreender ou impressionar: a sua é uma narrativa sem trama. A situação que ele nos mostra , seja esta a evolução da bailarina ou o gesto da passadeira que aperta o ferro sobre a roupa, é pôr si só, e simplesmente, o momento estético fixado na tela, a sua representação harmônica. Mas quanto trabalho, quantas provas para representar aquilo que parece ser um simples gesto represo em uma fortunada visão instantânea! Degas, a tal propósito, anotou: "É preciso refazer dez vezes, cem vezes o mesmo sujeito. Nada na arte deve parecer casual, nem mesmo o movimento".
Antes de percorrermos juntos os mais importantes dados cronológicos da vida e obra de Degas, encerro estas anotações sobre Degas Artista, transcrevendo alguns juízos críticos de seus contemporâneos.
"Até este momento é a pessoa que melhor vi representar, na tradução da vida moderna, a alma desta vida"(E. de Goncourt, Journal, 13 de fevereiro de 1874)
Em 1876, Edmond Duranty, em ocasião da segunda exposição dos impressionistas, escreveu sobre Degas: "Assim a série das novas idéias se formou principalmente na mente de um desenhista, um dos nossos, um daqueles que expõem nestas salas, um homem dotado do mais raro talento e da mais rara inteligência. Diversas pessoas se aproveitaram de suas concepções e do seu desinteresse artístico, e é tempo que se faça justiça e se conheça a fonte que tantos pintores desfrutaram, pintores que jamais admitiriam revelá-la; faço votos de que este artista continue a exercitar as suas faculdades prodigiosas, como filantrópico da arte, não como um homem de negócios como tantos outros".
G. Rivière, em 1877, em ocasião da terceira exposição dos impressionistas, assim escreveu sobre a obra de Degas: "Não procura nos fazer acreditar em uma candura que não possui; ao contrário, a sua sabedoria prodigiosa se impõe onde quer que seja; a sua habilidade , tão atraente e peculiar, dispõe os personagens no modo mais imprevisível e prazeroso, permanecendo sempre verdadeiro e natural". E, se referindo sempre a Degas, continua: "É um observador; nunca busca exagerações; o efeito é conseguido sempre através da própria realidade, sem que seja forçada. Isto faz dele o histórico mais precioso das cenas que apresenta."
E, a propósito dos nus de Degas, J.K. Haysmans, em 1889, ecreveu: "...Não é mais a carne fria e lisa, sempre nua das deusas, ...mas é próprio carne despida, real, viva..."
Entre as anotações do próprio Degas a respeito de seu trabalho, recordamos algumas entre as mais famosas: "Feliz de mim, que não encontrei o meu estilo, coisa que me faria muita raiva!" "A pintura não é tão difícil, quando não se sabe... mas, quando se sabe...oh! então... é tudo outra coisa."
Em relação aos seus "nus femininos", Degas escreveu: "... O animal humano que cuida de si mesmo, uma gata que se lambe. Até o momento o nu tinha sido apresentado em poses que pressupunham um público; as minhas mulheres, ao contrário, são pessoas simples, honestas, que não se preocupam de outras coisas além do próprio cuidado com o corpo".
Enfim, em relação à Arte, Degas escreveu: "A arte é o vício: não se ama a esposa legitimamente, mas a violenta!"


Cronologia da Vida e das Obras


1834
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Hilaire Germain Edgar de Gas nasce no dia 19 de julho em Paris, na Rua Saint Georges. Seu pai, Pierre Auguste Hyacinte. de Gas, é um banqueiro parisiense, e sua mãe,Célestine Musson é de família crioula, originária de New Orleans.



1845
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Inicia o 1º grau na escola Louis-le-Grand. Visita o Louvre com o pai, amante da arte e da musica. Conhece os mais importantes colecionadores de arte, entre os quais Valpinçon, proprietário da "banhante" de Ingres.



1847
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Morre sua mãe.



1853
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Terminados os estudos do 2º grau, o jovem Degas começa a freqüentar assiduamente o Louvre e o "Cabinet des Estampes da Bibliotheque Nationale de Paris". Copia os grandes mestres do passado, entre os quais Dürer, Mantegna, Rembrandt, Goya, Giotto,Paolo Uccello, Luca Signorelli, François Clouet, Hans Holbein. Abre o seu primeiro atelier no apartamento paterno da Rua Mondovi, em Paris. Frequenta por poucos meses o atelier de Barrias.



1854
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Torna-se aluno de Louis Lamothe, discípulo de Ingres, e das obras do qual, Degas restará, pela vida toda, um grande admirador. Primeira viagem à Itália para estudar. Vai até Nápoles para visitar o avô paterno.





Works:

Portrait of the Artist



1855
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Apresentado pôr Lamothe, entra na "Ecole des Beaux-Arts", mas logo se cansa do ensino acadêmico. Conhece Ingres, que já tinha 75 anos.



1856
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Retoma as viagens à Itália, indo à Roma, Nápoles, Florença, alternando com estadias em Paris, onde se torna assíduo freqüentador da Opera. Começa a pintar os retratos das primas Bellelli que viviam em Florença.



1857
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Passa uma temporada em Roma; freqüenta a "Accadémie Français", onde conhece Gustave Moreau. Realiza numerosas cópias de obras do período quatrocentista italiano, alguns desenhos de modelo e rascunhos, a bico de pena, aquarela, de paisagens.





Works:

Portrait of René-Hiláire de Gas Roman Beggar Woman



1858
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Viaja para Viterbo, Orvieto, Perugia, Assis e Florença, onde, no Café Michelangelo, freqüenta os"Macchiaioli".





Works:

The Bellelli Family



1859
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Volta definitivamente para Paris, e, mesmo com a sua rica bagagem cultural do "passado", se imerge totalmente na realidade do "presente", vivaz, dinâmico, moderno. Os seus modelos são aqueles que a realidade parisiense lhe oferece; "cantoras de café-concerto", "bailarinas", "músicos deorquestras","lavadeiras", "passadeiras", "mulheres que fazem higiene pessoal", "prostitutas", e também se dedica aos"retratos de familiares".





Works:

The Daughter of Jephthah



1860
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Works:

The Young Spartans Exercising Semiramis Building Babylon



1862
-
No Louvre conhece Manet, do qual se torna amigo e que o introduz no seu grande círculo de amizades.



1865
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Degas expõe pela primeira vez no "Salon".





Works:

Medieval War Scene A Woman with Chrysanthemums



1866
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Passa a freqüentar o "Café Guerbois", onde fervem as polemicas contra os "acadêmicos". No "Salon" expõe quadros representando "corridas de cavalos".





Works:

Race Horses Before the Grandstand



1867
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Works:

Portrait of Joséphine Gaujelin



1868
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Works:

Mr. and Mrs. Edouard Manet



1869
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Hóspede de Manet, a Boulogne-sur-mer, Degas pinta uma série de "paisagens marinhas".





Works:

Beach with Sailing Boats Portrait of Yves Gobillard-Morisot Madamoiselle Dobigny Sulking A Woman Ironing



1870
-
Degas começa a ter problemas de vista. Explode a guerra franco-prussiana; Degas se alista como voluntário na Guarda Nacional. Reencontra, como seu comandante, o companheiro de escola Rouart, com o qual inicia uma amizade que durará pelo resto de sua vida. Ao "Salon" expõe o "Retrato de Madame Camus". .





Works:

At the Races in the Country Madame Camus The Orchestra of the Opera



1871
-
Freqüenta o Ballet da Opera e inicia o trabalho sobre a dança.





Works:

Dance Class



1872
-
Em outubro, juntamente com o irmão René, viaja para New Orleans, onde, com os parentes da mãe, vive o irmão Achille. Passa uma temporada de seis meses em Louisiana..





Works:

Seated Woman At Ballet Dance Lesson Children Sat Down in the House Door



1873
-
Retornado a Paris, começa a freqüentar os "Impressionistas" no "Café de la Nouvelle Athènes". Retoma o estudo das "bailarinas", "lavadeiras", "passadeiras" e inicia o das "modistas".





Works:

Seated Dancer The Pedicure



1874
-
Começa a trabalhar com os pastéis; as suas cores se tornam mais acesas e vivazes. Viaja para Nápoles para dar assistência ao pai que estava morrendo. Participa da 1ª exposição dos impressionistas.





Works:

Portrait of Léopold Levert The Rehearsal on the Stage The Dancing Class La répétition sur la scène Melancholy



1875
-
Degas enfrenta os primeiros problemas financeiros, seja pôr efeito de dívidas deixadas pelo pai, como também pôr investimentos errados feitos pelo irmão Achille.





Works:

The Absinthe Drinker Three Women Combing Their Hair Woman with Opera Glasses Aix Ambassedeurs Woman with Dog



1876
-
Em abril se inaugura a 2ª exposição dos impressionistas. Degas apresenta 24 obras. O crítico Edmond Duranty presta homenagens à Degas reconhecendo as suas idéias inovadoras na pintura e seu raro talento. Determinante é a contribuição de Degas para a afirmação do movimento impressionista e à continuidade das exposições do grupo até 1886.





Works:

Nude Woman Combing Her Hair Racecourse, Amateur Jockeys The Dance Class The Star Dancers Practicing at the Barre The Song of the Dog Cabaret



1877
-
Financiada por Caillebotte, se realiza a 3ª exposição dos impressionistas, à qual Degas participa com 27 quadros representando bailarinas, nus femininos e cenas de "café-concerto".





Works:

Dancer with Bouquet The Rehearsal Women in Front of a Café, Evening The Posers



1878
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Works:

Singer with a Glove Portraits, at the Stock Exchange



1879
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Se realiza, com a participação de Degas,a 4ª exposição dos impressionistas. Se acentuam os problemas da vista e Degas, em conseqüência, se dedica cada vez mais a esculpir estatuetas, em cera, de mulheres e de cavalos e a trabalhar com pastéis.





Works:

Halévy and Cavé Backstage at the Opera Dancer with a Fan



1880
-
Degas viaja para a Espanha. Participa da 5ª exposição dos impressionistas, onde expõe uns dez trabalhos. Se dedica cada vez mais aos "grandes nus" e aos pastéis. O sucesso de Degas é já consagrado.





Works:

Mary Cassatt at the Louvre The Little Dancer of Fourteen Years Seated Dancer Tying Her Slipper Before the Entrance on Stage Dancer Adjusting Her Slipper Dancer in Green Tutu



1881
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Na 6ª exposição dos impressionistas, Degas apresenta trabalhos em pastéis e, pela primeira e única vez, uma escultura, "pequena bailarina de 14 anos" , que causará muita polêmica e que dividirá a crítica. Os adversários retêm que esta escultura, em cera vermelha e com uma saia verdadeira, seria mais digna de ser exposta em um museu de antropologia que em uma exposição de arte. A estatueta, depois da morte de Degas, assim como as outras cento e cinqüenta encontradas em seu estúdio, será fundida em bronze.



1882
-
Se acentuam os distúrbios na vista. Realiza-se a 7ª exposição dos impressionistas à qual Degas não participa.





Works:

Before the Race Waiting Chez la Modiste At the Milliner's



1883
-
Morre o amigo Manet e Degas, que fica muito ressentido, se fecha em um total isolamento. Agora se dedica quase exclusivamente aos pastéis (grandes nus, bailarinas, cavalos e jóqueis) e às esculturas.





Works:

Retiring Woman in Her Bath Washing Her Leg Chez la Modiste Reclining Nude The Morning Bath Race Horses



1884
-
Works:

Woman in the Tub



1885
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Works:

The Tub Before the Mirror



1886
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Degas faz uma breve viajem a Nápoles. Ao voltar para Paris, participa da 8ª e última exposição dos impressionistas. Expõe pastéis representando nus femininos e modistas. A exposição foi um fracasso total.





Works:

A Woman Having Her Hair Combed Woman Drying herself The Tub



1887
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Works:

Seated Woman Combing Her Hair



1889
-
Visita a Espanha e Marrocos com o amigo Boldini.



1890
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Breve viajem à Bolonha com o escultor Bartholomé. Inicia uma série de paisagens.





Works:

The Morning Bath Wheatfield and Row of Trees Landscape with Hills Ballet Dancers in the Wing



1892
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Works:

Landscape Avant l'entrée en scene Seated Woman Having Her Hair Combed



1893
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Degas realiza, aos 59 anos, a sua primeira e única exposição individual na Galeria Durand-Ruel. Expõe pastéis sobre monotipo representando paisagens realizadas durante a estadia em Borgonha.



1895
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Works:

After yhe Bath, Woman Drying Her Nape Seated Bather Drying Herself Two Bathers on the Grass After the Bath Three Russian Dancers



1896
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Works:

After the Bath Woman



1897
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Em companhia do escultor Bartholomé, visita o "Musée Ingres" em Montauban. Freqüenta apenas os amigos Rouart e Halevy, se hospedando nas suas casas de campo durante o verão.



1898
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Pôr causa da perda quase total da sua visão, Degas pinta pouquíssimo e se dedica exclusivamente às pequenas esculturas de bailarinas e cavalos.



1899
-
Works:

The Dancers Two Dancers in Blu



1905
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Works:

Après le bain



1912
-
Devido à difícil situação financeira, se vê obrigado a abandonar a sua casa e o seu estúdio da "Rue Victor Massé" e se transfere para Boulevard de Clichy.



1917
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Em 27 de setembro, Degas morre em Paris, com a idade de 83 anos.