19 de maio de 2009

CAMEMBERT



Macio, não molenga. As bordas da casca amareladas, sem pontos pretos ou verdes. O aroma característico lembra amêndoas. Com estas pistas, você está no caminho do camembert, o mais francês dos queijos.


Pasta mole, casca aveludada, fabricado com leite de vaca, sabor intenso, levemente picante, e textura suave. Casca de cor branca.
Sua produção é feita a partir de pequenos volumes de leite com cuidados bastante artesanais. Geralmente se apresentam em formas cilíndricas pequenas.

Depois de enformados, os queijos são pulverizados externamente por Penicillium Candidum e são mantidos em câmaras, sobre prateleiras adequadas (com fios de aço inox ou alumínio). Após 6 ou 7 dias começa a aparecer uma fina camada de mofo branco. Os queijos então são virados cuidadosamente, para que o mofo cresça homogêneo por toda a superfície. Após 12 dias em média, podem então ser embalados em papel especial de alumínio, que mantêm intacta sua aveludada superfície branca. Como o Brie, o queijo Camembert está no ponto ideal para ser consumido entre 25 e 40 dias após sua fabricação. Sua massa interna estará então cremosa, com “coração” e sua casca terá a aparência lisa e aveludada do mofo branco que o caracteriza. Seu sabor será ligeiramente amoniacal. Para aqueles que apreciam sabores mais fortes e pronunciados, recomenda-se saborear um Camembert com até 60 dias de maturação.


Em uma entrevita de Philippe Faure-Brac, um craque, eleito o melhor sommelier do mundo. Ele disse que Champagne e Camembert se dão muito bem. A lógica é evidente. O Champagne não é agressivo e tem um a acidez que se acomoda com muitos queijos.


E agora uma receita tipicamente francesa:


Camembert Empanado
Ingredientes:

• 200g de queijo tipo camembert
• 1 ovo
• 1 xícara (chá) de azeite de oliva
• 3 colheres (sopa) de farinha de rosca
• 3 colheres (sopa) de nozes moídas

Modo de preparo:Corte o queijo em 4 pedaços iguais e reserve. Em uma tigela, bata o ovo com o azeite. Passe os pedaços de queijo na farinha de rosca misturada com as nozes. Em seguida, no ovo e novamente na farinha.

Reserve. Aqueça o restante do azeite em uma frigideira, coloque os pedaços de queijo e frite por 4 minutos, ou até dourar. Retire e coloque sobre papel toalha para escorrer o excesso de óleo.

18 de maio de 2009

QUEIJO BRIE





Aclamado como um dos melhores queijos do mundo, o Brie é conhecido por sua superfície branca e interior de cor cremosa e consistência macia que espalha quando o queijo atinge o pico de sua maturação. Produzido em diversos países, o verdadeiro - e melhor - Brie vem da França, primeiramente da cidade de mesmo nome (a 50 km de Paris) e posteriormente de Meaux.



Fabricado desde o século XVII, quando era levado para as feiras de queijos em Paris, o Brie pode ser feito tanto do leite de vaca cru quanto pasteurizado e de leite integral como de leite desnatado. O Brie de Meaux, tal como muitos dos "bens enogastronômicos" franceses, tem sua própria appellation d'origine controlée (AOC) desde 1980, da mesma forma que o Brie produzido nas cidades de Nangis e Melun. Uma boa maneira de saber se o Brie é de boa qualidade e está em maturação adequada para o consumo é verificar se ele está robusto e resistente ao toque. A casca deve ter cor de palha nas bordas. Na França, é consumido especialmente depois do vencimento do prazo de validade (cerca de 50 a 60 dias da data de fabricação), quando atinge a personalidade ideal e odor ligeiramente amoníaco.


Puristas não admitem o consumo de brie com geléias, como a de pimenta, mas o hábito é bastante difundido entre os franceses. Outras boas companhias para o queijo são frutas verdes (como maçãs, uvas e peras), frutas secas (nozes, damascos e pistaches) e pães.


A delicadeza do Brie só admite combinações com vinhos tintos menos intensos e com menos corpo. Os brancos fazem, na verdade, o melhor casamento, assim como os espumantes (desde que sejam secos). Para servi-lo à maneira francesa numa refeição, encaixe o queijo entre o prato principal e a sobremesa.


E agora uma receita com o queijo brie para saborear com um vinho branco leve e seco. Segundo Jacques Orhon (sommelier canadense dos mais respeitados), o ideal seria um Savennières da Região do Vale do Loire.



Risoto de Brut com Amêndoas e Queijo Brie


2 xícaras Arroz arbóreo
2 lt Caldo de frango

1 taça de Champagne Brut

2 colheres de sobremesa de Cebola picada

1 triângulo pequeno de Queijo Brie picado

200 ml de Creme de leite

2 colheres de sobremesa

Amêndoas laminadas

90 g Manteiga
Sal a gosto

Preparo - Dourar a cebola. Em uma panela rasa, cozinhar o arroz com o caldo de frango, a cebola e a manteiga, mexendo sempre com uma colher de pau para evitar grudar. Após cozido o arroz, acrescentar o Brut, deixando reduzir. Misture o queijo e o creme de leite, retire do fogo e sirva quente.

17 de maio de 2009

A ARTE NOS RÓTULOS DOS VINHOS MOUTON-ROTHSCHILD

Mas vamos ao que interessa, que é explicar porque o Mouton Rothschild é tão badalado e detém o recorde de vinho mais caro do mundo, já que em 2006 um lote de 12 garrafas da safra de 1945 foi arrematado por 228,5 mil euros (ou US$ 290 mil), o que equivale a 22.650 por garrafa, num leilão da Christie's.

O Château Mouton Rothschild é um Premier Grand Cru Classé, de acordo com a classificação oficial dos vinhos de Bordeaux 1855. Ele compartilha essa rara distinção, ou seja, o topo do topo, com Château Margaux, o Château Latour, o Château Lafite Rothschild e Château Haut-Brion.Mas nem sempre foi assim: o Mouton Rothschild não constava da relação original de 1855. Era um Deuxième Grand Cru Classé e sua promoção só foi obtida em 1973, quando o Ministério da Agricultura francês promoveu uma revisão na classificação dos vinhos da região.A promoção, no entanto, não caiu do céu. Foi fruto de uma obstinada luta da família Rothschild.

O barão Phillipe de Rothschild nunca se conformou em ver sua cria fora da elite dos vinhos de Bordeaux e estampou durante anos nos rótulos de seus vinhos a seguinte frase “Premier ne puis, second ne daigne Mouton suis” (Primeiro não posso ser, segundo não me chamarei, Mouton eu sou).

Depois de 1973, o bordão inconformado passou a ser “Premier je suis, second je fus, Mouton ne change” (Primeiro eu sou, segundo eu fui, Mouton não muda).

Outra peculiaridade dos vinhos elaborados pelo Château Mouton Rothschild é que, desde a safra de 1945, o rótulo é diferente em cada ano, muitas vezes ilustrado por personalidades e artistas plásticos de primeira grandeza como Chagall, Miró e Picasso, por exemplo.
O Château Mouton Rothschild é particularmente famoso pelos seus rótulos, que são realizados anualmente por um artista diferente. Em 1945, o barão decidiu comemorar a vitória na Segunda Guerra Mundial, rotulando o Mouton Rothschild com um V de Vitória desenhado por Philippe Jullian. A tradição perdura até hoje, mas a partir de 1955 esses rótulos passaram a ser produzidos por artistas que não são pagos pelo trabalho, mas recebem vinhos de duas diferentes colheitas, incluindo uma que ele tenha ilustrado.

Abaixo está o site com todos os rótulos já produzidos, clique em cada um e saiba quem foi o artista e veja a imagem ampliada.



O meu eleito foi o rótulo da safra de 1982 - O ator, diretor e talentoso aquarelista Jonh Huston (1906-1987) foi quem o ilustrou. Uma das suas últimas pinturas, o rótulo mostra o carneiro de Mouton saltando de alegria com seus companheiros, o sol e a vinha.

HARMONIZAÇÃO COM OS VINHOS BORDEAUX


As combinações que se seguem não são necessariamente aquelas com as quais todo sommelier concordaria; são porém fruto de experiência pessoal de algum deles.


Peixe de rio: Todos os “Boredaux branco seco” são compatíveis.


Peixe do mar: Os “Bordeaux branco seco” funcionam bem com a maioria dos peixes do mar.






Ostras: Tanto as nativas quanto as cultivadas estão disponíveis em Bordeaux, em geral consumidas cruas, com pão e suco de limão, acompanhadas pelo Bordeaux branco seco.











Carneiro: O Bordeaux tinto é a melhor escolha.







Vísceras: Fígado e rins (especialmente St. Émilion e Pomerol) combinam com Bordeaux tinto.







Queijos: Queijos duros e de sabor estimulante como o parmesão, a melhor harmonização é com um Bordeaux tinto jovem.


Sobremesa com creme: Os melhores vinhos doces para acompanhar essa sobremesa não são os mais frutados, portanto opte por um Bordeaux branco doce.

Abbaye de Belloc - Queijo atualmente produzido no País Basco, é feito das ovelhas manech de nariz vermelho e tem gosto forte, persistente e bem curado. Combinação perfeita com um Bordeaux tinto.

OUTROS BORDEAUX



Em geral pensa-se em Bordeaux como região que só faz tintos e brancos, mas na verdade ela também produz vinhos rosés e espumantes. Bordeaux inclui várias appellations pequenas cujos vinhos raramente são vistos fora da região. À medida que a vinicultura se aprimora, pode valer a pena procurá-los pelo excelente investimento que representam.
Abaixo estão demonstradas as sub-regiões de Bordeaux onde algumas foram citadas anteriormente neste blog.




PAUILLAC


Aqui estão os Premiers Crus Latour, Lafite-Rothschild e Monton-Rothschild. Também presents estão os Château Lynch-Bages, Pontet-Canet, Clere-Milon, Grand-Puy-Lacoste e D’Armailhac – todos, com regularidade, ocupando o espaço dos vencedores em competições mundo afora.

Por que Pauillac é tão especial? Como explicar a intensidade dos sabores de cassis e caixa de charutos, e reunião de veludo e discreto aço, e a longevidade que permite ao melhor desses vinhos ter sabor novo 50 anos após a colheita?

A sabedoria convencional responde: pela combinação da cepa Cabernet Sauvignon, solo de cascalho e morros suaves para cultivar as vinhas.
Mas Pauillac tem bons proprietários também. Rothschild, Borie, Cazes. Tesseron e de Lencquesaing extraem o melhor de suas terras. Seus vinhos têm suavidade que os torna agradáveis mesmo quando jovens; e tendo na adega o tempo que merecerem, desenvolvem camadas de sabores frutados e animais, que apesar dos esforços de imitadores por todo o mundo, permanecem ausentes em qualquer outro lugar.