24 de maio de 2009

PINOT GRIS



É misteriosa a história de como um vinho alsaciano veio a partilhar o nome de uma área vinícola húngara, mas, segundo lenda local, em 1565, o barão Lazare de Schwendi, general alsaciano, recebeu quatro mil tonéis de vinho e algumas mudas de vinhas Pinot Grois da cidade húngara de Tokay, como recompensa pela expulsão dos turcos. Hoje a cepa não existe na Hungria, mas ocupa 4% dos vinhedos da Alsácia, produzindo alguns dos vinhos locais de mais estilo, entre o potencialmente ácido Riesling e o possivelmente doce Gewürztraminer. Os alsacianos o chamam de “sultão” e bebem exemplares do vinho, de vendages tardives e sélectionde grains nobles, com foie grãs. Os rótulos registram Tokay-Pinot Gris ou Pinot Gris e, às vezes, o ilegal “Tokay d’Alsace”.





Maiores produtores: Ernest Burn, Bott-Geyl, Dopff et Irion, Kreydenweiss, Ostertag, Schleret, Sorg, Weinbach (Laurence Faller), Zind Humbrecht



Melhor acompanhamento: Foie Grais


PINOT BLANC



Prima não aromática da Pinot Gris – exceção à regra local, em sua melhor forma e sem superprodução, pode originar atraentes vinhos cremosos. Muitos vinicultores locais usam um clone dessa cepa, Gros Pinot Blanc, que, em certa época, integrou com Chassselas corte para vinhos rotulados como Edelzwicker. A Pinot Blanc pode ser tão pouco característica, que as regras de appellation contôllé permitem vender vinhos feitos, total ou parcialmente, de Pinot Grois, Pinor Auxerrois, Charnonay ou mesmo Pinot Noir como Pinot Blanc ou como os similares Klevner ou Clevner. Esse desleixo, gerou confuso aumento de rótulos parecidos, mas também propiciou fazer vinhos mais interessantes do que os que a Pinot Blanc pura permite. A Pinot Auxerrois, em particular, introduz bem-vinda nota de especiaria alsaciana.





Maiores produtores: Paul Blanck, Henri Brecht, Kuenttz-Bas, Meyer-Fonné, Cave de Turckheim, Zind Humbrecht, Ostertag, Hugel, Weinbach-Faller, Marcel Deiss.




Melhor acompanhamento: Tarte á l’oignon (torta de cebola)

MUSCAT



Uma das surpresas da Alsácia, cujos vinhos em geral são doces, é a secura do seu Muscat – nome associado à sensualidade. É impreciso, porém, referir-se à Muscat como cepa única. Dela, os alsacianos cultivam três tipos: Muscat á Petis Grains (branca e rosada) e Muscat Ottonel, sem consenso sobre quem faz o melhor vinho. Apesar da potencial qualidade deliciosa da Muscat alsaciana, as vinhas estão sendo arrancadas em escada alarmante e cobrem hoje, extensão pouco maior do que a da Chasselas.




Manter a produção baixa e colher na época certa, garantindo acidez suficiente ao vinho final, exigem dedicação, mas, felizmente, há produtores conscientes disso e que permitem ao Muscat revelar seu perfume e sabores de uva, maçã, laranja e tangerina.



Maiores produtores:Ernest Burn, Hugel, Andre Kientzler, Meyer-Fonné, René-Muré-Clos St. Landelin, Bruno Sorg, Schoffit, Marcel Deiss.



Melhor acompanhamento: Tarte Alsacienne (Sobremesa tradicional de Alsácia, feita com maçãs, damascos ou ameixas embebidos em Kirsch e açúcar. Um manjar aromatizado com canela cobre a massa.

GEWÜRZTRAMINER



O termo Gewürztraminer refere-se a cepa chamada de “Traminer”. Os alsacianos talvez acreditem que a Reiesling faz vinhos mais refinados e longevos, mas nem o melhor deles é páreo para essa cepa de casca rósea, inconfundível quando se trata de sedução e excitação.
O caráter do Gewürztraminer da Alsácia varia de acordo com o lugar de cultivo, o amadurecimento da colheita e a habilidade e técnica do vinicultor.
Nas mãos de produtores cuidadosos, como Faller, Ostertag, Trimbach e Zind Humbrecht, que usam uvas de baixa produção, cultivadas nos melhores vinhedos grand crus, a Gewürztraminer pode produzir vinhos secos e sensuais de colheita tardia que têm todo o aroma e atração orientais e irresistíveis dos mais finos perfumes.

Para acompanhar: Queijo Munster

VINHOS DA ALSÁCIA



A Alsácia é a única apelação clássica da França que construiu sua reputação apoiando-se no conceito de vinhos varietais ( vinho identificado com o nome da variedade da uva no rótulo). A região produz vinhos brancos muito ricos, com ênfase no caráter frutado, que são adequados tanto quando consumidos na refeição como quando degustados isoladamente.

Localização
A Alsácia situa-se no nordeste da França, sendo delimitada pelas Montanhas de Vosges a oeste e pelo rio Reno e pela Floresta Negra da Alemanha a leste. Do alto das Montanhas de Vosges nascem seis rios, que atravessam cerca de 97 quilômetros de magníficos vinhedos. A região da Alsácia alternou-se entre França e Alemanha ao longo de talvez 2000 anos.

Viticultura e Vinificação

As principais variedades de uvas cultivadas na Alsácia são as germânicas Riesling e Gewürztraminer, a francesa Pinot Gris e a exótica Moscatel, em suas quatro principais variedades, entre elas as Moscatel branca e rosé "à petit grains" e a Moscatel "otonell". Também encontramos a Sylvaner, a Pinot Noir, a Pinot Blanc, a Auxerrois e a Chasselas. Deve-se ressaltar que na Alsácia, a Gewürztraminer e a Pinot Gris (que é uma uva neutra em todas as outras regiões), assumem um caráter decididamente "spicy" (picante, pungente e com toques de especiarias).

Muito pouco vinho tinto, particularmente de Pinot Noir, é produzido na Alsácia, sendo brancos 90% dos vinhos produzidos na região. Tradicionalmente, a produção de vinhos na Alsácia é de vinhos brancos secos, bastante frutados, apesar dos vinhos produzidos com a Gewürztraminer serem menos secos do que os produzidos com as demais varietais.

Os Grand Crus da Alsácia

A legislação que instituiu os "grands crus" na Alsácia data de 1975, porém somente em 1983 é que surgiu a primeira relação de 25 vinhedos classificados como "grand cru". Três anos mais tarde, 25 novos vinhedos entraram na lista, totalizando 50 "grands crus", apesar deste número ser alvo de intensa controvérsia, não apenas por excluir um dos mais famosos e conceituados vinhedos da Alsácia, um verdadeiro e reconhecido "grand cru", o grandioso Kaefferkopf, em Ammerschwihr.

Principais Produtores

Os principais produtores da Alsácia são: Domaine Zind-Humbretch, Domaine Weinbach, E.F.Trimbach, Marcel Deiss, Albert Mann, Dopff au Moulin, Hugel & Fils, Kuentz-Bas, Bruno Sorg, Paul Blanck, entre outros.

23 de maio de 2009

TORRE EIFFEL



Torre Eiffel é uma torre de ferro construída no Champ-de-Mars ao lado do Rio Sena em Paris. A torre tornou-se um ícone mundial da França e uma das mais conhecidas estruturas do mundo.


Inaugurada em 31 de março de 1889, a Torre Eiffel foi construída para honrar o centenário da Revolução Francesa.


Era para ser uma estrutura temporária, mas posteriormente tomaram a decisão de não desmontá-la. O Governo da França planejou uma Exposição Mundial e anunciou uma competição de Design arquitetônico para um monumento que seria construído no Champ-de-Mars no centro de Paris. Mais de cem designs foram submetidos ao concurso. O comitê do Centenário escolheu o projeto do engenheiro Gustave Eiffel (1832-1923), de quem herdaria o nome, da torre com uma estrutura metálica e se tornaria, então, a estrutura mais alta do mundo construída pelo homem. Com seus 317 metros de altura possuía 7300 toneladas quando foi construída, sendo que atualmente deva passar das 10000, já que são abrigados restaurantes, museus lojas, entre muitas outras estruturas que não possuía na época de sua construção.


Eiffel, um notável construtor de pontes, era mestre nas construções metálicas e havia desenhado a armação da Estátua da Liberdade erguida pouco antes no porto de Nova York. Quando o contrato de vinte anos do terreno da Exposição Mundial (de 1889) expirou, em 1909 a Torre Eiffel quase que foi demolida, mas o seu valor como uma antena de transmissão de rádio a salvou. Os últimos vinte metros desta magnífica torre correspondem a antena de rádio que foi adicionada posteriormente.

A torre manteve-se como o monumento mais alto do mundo ao longo de mais de quarenta anos. Foi destronada em 1930 com o Chrysler Building de Nova York de 319 metros.

Ao todo, desde a abertura já recebeu um total de 244 milhões de visitantes.

Hoje, a torre é visitada anualmente por 6,9 milhões de pessoas.

Os nomes de setenta e dois cientistas, engenheiros e franceses notáveis estão gravados em reconhecimento a suas contribuições por Gustave Eiffel. Estas gravações foram cobertas de tinta no começo do século XX, e restauradas em 1986-1987 pela Société Nouvelle d'exploitation de la Tour Eiffel, uma companhia contratada para negócios relacionados à Torre.

Este ano será redesenhada a plataforma panorâmica do último andar e conferir uma nova silhueta à torre, o projecto expandirá a área acessível ao público de 280 para 580 metros quadrados numa estrutura em Kevlar (fibra sintética) com projeto do arquiteto francês David Serero.