11 de junho de 2009

O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN







O filme conta a história de Amélie, uma menina que cresceu isolada das outras crianças. Isso porque seu pai achava que Amélie possuia uma anomalia no coração, já que este batia muito rápido durante os exames mensais que o pai fazia na menina. Na verdade, Amélie ficava nervosa com este raro contato físico com o pai. Por isso, e somente por isso, seu coração batia mais rápido que o normal. Seus pais, então, privaram Amélie de freqüentar escola e ter contato com outras crianças. Sua mãe, que era professora, foi quem a alfabetizou até falecer quando Amélie ainda era menina. Sua infância solitária e a morte prematura de sua mãe influenciaram fortemente o desenvolvimento de Amélie e a forma como ela se relacionava com as pessoas e com o mundo depois de adulta.

Após sua maioridade, mudou-se do subúrbio para o bairro parisiense de Montmartre onde começou a trabalhar como garçonete. Certo dia, encontra no banheiro de seu apartamento uma caixinha com brinquedos e figurinhas pertencentes ao antigo morador do apartamento. Decide procurá-lo e entregar o pertence ao seu dono, Dominique, anonimamente. Ao notar que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e remodela sua visão do mundo.

A partir de então, Amélie se engaja na realização de pequenos gestos a fim de ajudar e tornar mais felizes as pessoas ao seu redor. Ela ganha aí um novo sentido para sua existência. Em uma destas pequenas grandes ações ela encontra um homem por quem se apaixona à primeira vista. E então seu destino muda para sempre...
- Recebeu 5 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Roteiro Original.
- Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.
- Ganhou 2 prêmios no BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Roteiro Original e Melhor Desenho de Produção.
Foi ainda indicado em outras 7 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Audrey Tautou), Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição.

- Recebeu 13 indicações ao César, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Audrey Tautou), Melhor Ator Coadjuvante (Rufus e James Debbouze), Melhor Atriz Coadjuvante (Isabelle Nanty), Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Desenho de Produção, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhor Roteiro.

- Ganhou o Prêmio da Audiência no Festival Internacional de Edimburgo.

- Ganhou o Prêmio do Público no Festival de Toronto.

- Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

- Ganhou o Prêmio Adoro Cinema 2002 de Melhor Atriz Revelação (Audrey Tautou).

10 de junho de 2009

RATATOULLIE




O ratatouille é uma receita do século XVIII e pode ser servida quente ou fria, sozinha ou como acompanhamento. Um prato rústico, típico da região da Pronvence em que se notam influências espanholas e italianas. O nome significa «picar, triturar», mas podemos traduzir também como «ragôut de legumes» ou «prato de berinjelas». [Pequeno Dicionário da Gastronomia]

Para preparar o ratatouille não podem faltar nem asbeerinjelas nem os tomates. Com os restantes ingredientes pode-se lidar mais à vontade. Não são obrigatórios os pimentões e as abobrinhas.


No original francês, "ratatouille" é um substantivo feminino, também chamado de "ragu grosseiro". Sopa de carne ou peixe picados com legumes cozidos longamente em azeite de oliva.

Receita

Ingredientes:

4 berinjelas médias;
sal grosso;
2 tomates;
2 pimentões;
4 abobrinhas mais ou menos do mesmo tamanho;
2 cebolas;
3 dentes de alho;
6 colheres de sopa de azeite de oliva;
2 ou 3 ramos de manjericão;
sal e pimenta-do-reino;





Utensílios:





Uma faca, uma tábua de cozinha, um garfo de cozinha com haste longa, uma colher de pau, uma frigideira grande, pesada e os pratos para dispor os ingredientes.





Modo de fazer:





Corte as berinjelas em fatias longitudinais de perto de um centímetro de espessura. Disponha numa assadeira e espalhe bastante sal grosso por cima. Deixe descansar durante uma hora. As berinjelas vão soltar bastante água e devem perder um pouco do amargor.

Enquanto isso prepare os demais ingredientes. Se quiser, descasque os pimentões. Sem as cascas, eles ficam mais fáceis de digerir. Para isso, espete num garfo de cozinha e leve diretamente à chama do gás. Vá virando até queimar, até deixar preta, toda a superfície. Retire a pele sob água corrente, esfregando com as mãos. Retire os talos, as sementes e corte em quadrados de uns dois centímetros.Corte a abobrinha em fatias e depois em cubos de mais ou menos uns dois centímetros.

Pique as cebolas, os dentes de alho. Corte com as mãos as folhas de manjericão.Passado o tempo de descanso no sal (uma hora), prepare a berinjela. Retire as fatias do sal e lave muito bem. É bom lavar umas duas vezes para retirar o sal. Seque com cuidado e corte em quadrados de uns dois centímetros.

Com todos os ingredientes preparados, esquente o azeite numa frigideira grande e pesada. Fogo baixo. Refogue rapidamente a cebola e o alho. A cebola deve apenas murchar, sem mudar de cor. Acrescente os demais ingredientes (berinjelas, abobrinhas e pimentões).

Vá refogando no fogo bem baixo, mexendo de tempo em tempo com a colher de pau, até cozinhar os vegetais. Deve secar o líquido que eles naturalmente soltam, o que leva de 20 a 30 minutos.
Salgue, apimente e retire do fogo. Espalhe por cima o manjericão e sirva.





Sugestões de vinhos








Admite tintos, brancos e rosados. De preferência os tintos aromáticos e meio robustos como os de Provence. Quem preferir os brancos, deve escolher exemplares bem secos e aromáticos, como alguns do Sul da França e das Côtes du Rhône. Em Provence, o rosado local muitas vezes acompanha a ratatouille. Escolha um rosado seco, de preferência do Sul da França, como Lirac, Tavel e Bandol.

TROMPE L'OEIL







Trompe-l'oeil é uma técnica artística que, com truques de perspectiva, cria uma ilusão ótica que mostre objetos ou formas que não existem realmente. Provém de uma expressão da língua francesa que significa “engana o olho” e é usada principalmente em pintura e arquitetura.

Embora a expressão tivesse sua origem no período barroco, onde os artistas a usavam muito, a técnica em si era antiga, já conhecida dos gregos e romanos, e utilizada em murais, como por exemplo os de Pompéia, onde o típico mural trompe-l'oeil mostrava uma janela, porta ou corredor, com a finalidade de visualmente aumentar o aposento.

Com o superior entendimento das técnicas de desenho e perspectiva alcançados após o Renascimento, os artistas passaram a usar essas técnicas em seus trabalhos, explorando os limites entre imagem e realidade.

Alguns arquitetos também utilizaram a técnica em seus edifícios, variando discretamente o tamanho de colunas e arcos, procurando aumentar visualmente o espaço arquitetônico. A partir daí ficou sendo mais uma técnica conquistada pelo uso, usada ou abusada, mais ou menos conforme o gosto do artista e da moda da época.

Modernamente o grafite se apropriou dessa técnica e das modernas tintas resistentes ao clima para dar realce a becos e paredes cegas de edifícios urbanos.

9 de junho de 2009

LE PARKOUR




Le-Parkour (por vezes abreviado como PK) ou l'art du déplacement (em português: arte do deslocamento) é uma atividade com o princípio de se mover de um ponto para outro da maneira mais rápida e eficiente possível, usando principalmente as habilidades do corpo humano. Criado para ajudar alguém a superar obstáculos que poderão ser qualquer coisa no ambiente circundante — desde ramo de árvores e pedras até grades e paredes de concreto — e pode ser praticado em ambas áreas rurais e urbanas. Homens que praticam parkour são reconhecidos como Traceur e mulheres como Traceuses.





O Le-parkour foi fundado pelo francês David Belle.




As inspirações para essa arte surgiram de várias partes, primeiramente pelo méthode naturelle (Método Natural de Educação Física) desenvolvido por Georges Hébert durante o vigésimo centenário. Soldados Franceses no Vietnã inspirados pelo trabalho de Georges Hébert criaram o treinamento militar: parcours du combattant. David Belle foi iniciado no treinamento militar e méthode naturelle por seu pai, Raymond Belle — um bombeiro Francês que praticava as duas disciplinas. David Belle continuou a praticar outras atividades como artes marciais e ginástica, buscando aplicar suas habilidades adquiridas de forma prática na vida.




Depois de se mudar para Lisses, David Belle continuou sua jornada com os outros. "Desde então nós desenvolvemos" disse Sébastien Foucan no documentário Jump London, "e realmente em toda a cidade lá estávamos; lá estava o parkour. Você precisa apenas olhar, você precisa apenas imaginar, igual uma criança" descrevendo a visão do parkour.




No final da década de 1990, David Belle e Sébastien Foucan, dois nomes importantes, foram divergindo seus ideais até que se separaram por completo. Para Foucan, parkour é uma atividade e está ligado mais as filosofias orientais e seus movimentos estão baseados na autonomia e nas energias positivas, além de ser aberto a outras influências, tais como break dance. Com o documentário Jump London se criou e popularizou o termo Free running. Desde então, o termo free running vem sendo usado para denominar a prática conforme divulgada por Foucan, ou seja, com inclusão de movimentos acrobáticos e ineficientes, do ponto de vista do conceito de utilidade, característico do método natural e parkour.




Sem limitações de espaços para ser praticado, o Parkour é acessível a todos, possibilitando o auto-reconhecimento do corpo humano e mente como o desenvolvimento da força, resistência, coordenação motora, , ao mesmo tempo que desenvolve a concentração, força de vontade, determinação e coragem. Qualidades que favorecem o bem estar e a qualidade de vida, educando jovens ávidos por novas experiências. Um traceur ou traceuse é potencialmente um ótimo praticante de outrasatividades físicas que necessitam de auto-controle,agilidade, destreza, força, raciocino rápido e observação.




Parkour oferece grande liberdade e custo minímo para ser praticado, sendo recomendados os seguintes acessórios: Calça leve, camiseta leve e tênis esportivo.



Todos os equipamentos ou acessórios são opcionais — possibilitando ser praticado com luvas ou até descalço e seminu.




No filme Casino Royale há cenas de parkour, com Sébastian Foucan logo nas primeiras cenas de ação.



Madonna exibiu extensivamente free running em seu videoclipe das músicas Hung Up e Jump.
Se quiserem ver os traceurs em ação vá para o link abaixo

FERRARI 275 GTB


Este post foi uma contribuição do meu irmão. Obrigada, Chico!!!!


Em agosto de 1978, o cineasta francês Claude Lelouch montou uma câmera giroscopicamente estabilizada na frente de uma Ferrari 275 GTB e convidou um amigo, piloto profissional de Formula 1, para fazer um trajeto no coração de Paris à maior velocidade que ele pudesse.
A hora seria logo que o dia clareasse,o filme só dava para 10 minutos e o trajeto era de Porte Dauphine, através o Louvre até a basílica de Sacre Coeur.Lelouch não conseguiu permissão para interditar nenhuma rua no trajeto.O piloto completou o circuito em 9 minutos, chegando a 324 km por hora em certos momentos.
O filme mostra ele furando sinais vermelhos, quase atropelando pedestres e entrando em ruas de mão única na contra-mão.Quando mostrou o filme em publico pela primeira vez, Lelouch foi preso. Ele nunca revelou o nome do piloto e o filme foi proibido, passando a circular só no underground.
Assista clicando o endereço abaixo. Se não valer pela Ferrari, vale por Paris...


http://www.youtube.com/watch?v=F0I6tJCJX1I

JACQUES-YVES COUSTEAU







Esse post é em homenagem a um grande homem - MEU PAI. Ainda me lembro quando ele colocava os netos em seu quarto para assistir aos filmes de Cousteau.






Jacques-Yves Cousteau, militar, oceanógrafo e explorador francês (1910-1997). Pioneiro na descoberta dos recursos do fundo do mar. Nasce em Saint-André-de-Cubzac. Entra para a Marinha francesa e chega ao posto de capitão-de-corveta, recebendo treinamento de piloto. Desenvolve veículos subaquáticos e, juntamente com o engenheiro Émile Cagnan, inventa o Aqualung - cilindro portátil de ar comprimido. Cria também a câmara de TV submarina e o escafandro autônomo. Seus estudos foram fundamentais para a exploração de petróleo no mar do Norte e para pesquisa de várias espécies de animais. Inúmeros filmes registram suas viagens a bordo do barco Calypso, do qual se torna comandante em 1950, como a série O Mundo Submarino de Jacques Cousteau. Faz vários documentários de longa-metragem, entre eles O Mundo do Silêncio (1955), co-dirigido pelo cineasta Louis Malle. O filme ganha o Oscar da Academia de Hollywood e a Palma de Ouro do Festival de Cannes. Outro documentário seu, O Mundo sem Sol (1964), também é premiado com o Oscar. Em suas pesquisas pelo mundo, que incluem viagens ao Brasil, demonstra extrema preocupação com a preservação das espécies e sentimento de solidariedade.

Cousteau, apesar de não ser formalmente um cientista, foi destinado para as explorações submarinas por suas duas paixões: o oceano e o mergulho. Graduou-se na academia naval da França em 1993. Após um acidente automobilístico quase fatal no qual quebrou os dois braços, ele deixou de lado os planos de se tornar um piloto da Marinha. Durante sua recuperação ele descobriu o mergulho, e sua fascinação pelo esporte o inspirou a desenvolver, junto com Émile Gagnan, o "Aqualung", também conhecido como Scuba, que se tornou disponível comercialmente em 1946. Cousteau ajudou a inventar várias outras ferramentas úteis para os oceanógrafos. Ele serviu na Segunda Guerra Mundial como um oficial de armas na França e também foi membro da Resistência Francesa. Mais tarde ele foi condecorado com a Legião da Honra por seu trabalho de espionagem. Os experimentos de Cousteau com filmagens submarinas começaram durante a guerra, e quando a guerra terminou, ele fundou e liderou o Grupo de Pesquisas Submarinas da Marinha da França, e com isso, continuou o seu trabalho. Para expandi-lo em exploração marinha, ele fundou inúmeras organizações de marketing, produção, engenharia e pesquisa, que foram incorporadas (1973) como o Grupo Cousteau. Em 1950, Cousteau transformou um navio britânico no Calypso, um navio de pesquisa oceanográfica no qual ele e seu grupo realizaram inúmeras expedições. Ele ganhou reconhecimento internacional com a publicação do livro: "O Mundo Silencioso” (1953), o primeiro de muitos livros.
Dois anos depois ele adaptou o livro para um documentário que ganhou a Palma de Ouro (1956) no Festival Internacional de Cannes e o Prêmio da Academia (1957), um dos três Oscars que seus filmes ganharam.
Aposentado da Marinha em 1956 com o título de capitão, Cousteau trabalhou como diretor do Instituto e Museu Oceanográfico de Mônaco.
No início da década de 1960 ele conduziu experimentos sobre "viver sob as águas" em laboratórios submarinos denominados: Conshelf I, II e III.
Cousteau produziu e atuou em muitos programas de televisão, incluindo a série americana: "O Mundo Submarino de Jacques Cousteau" (1968-76).
Em 1974 ele formou a Sociedade Cousteau, um grupo ambientalista sem fins lucrativos dedicado à conservação marinha. O seu último livro, "Man, the Octopus, and the Orchid", foi publicado postumamente.



“Sociedade Cousteau” - Site da Sociedade Cousteau, uma organização internacional sem fins lucrativos de pesquisa científica e ambiental. O site inclui a lista completa de filmes, livros e outras publicações impressas, a biografia do fundador: Jacques-Yves Cousteau; informações sobre expedições recentes, e dados das pesquisas do Calypso and Calypso II.

Texto extraído da: Biografia de Jacques-Yves Cousteau, extraído da Enciclopédia Britânica On-line.

Datas importantes de sua história:

Em 1910 nasce Jacques Yves Cousteau na cidade de Saint-Andrè-de-Cubzac.

Em 1920 faz seus primeiros mergulhos no lago no estado de Vermount.

Em 1943 inventa a válvula reguladora de demanda de ar junto com Emili Gangnan.

Em 1950 compra o navio Calypso e o transforma em base de operações oceanográficas.

Em 1953 Junto com o belga Jean de Vouters inventa a câmera fotográfica anfíbia.

Em 1973 recebe o prêmio do meio ambiente da ONU.

Em 1982 começa a expedição na Amazônia ficando 2 anos navegando na bacia Amazônica.

Em 1989 é eleito para a Academia Francesa por méritos culturais e científicos

Em 1993 é convidado para presidir o Conselho dos Direitos das Gerações Futuras (CDGF).

Em 1995 devido a retomada dos testes nucleares franceses nos Atóis de Mururoa e Fragautufa pede demissão da CDGF.

Em 1997 perdemos o maior oceanógrafo do mundo. Morreu em Paris devido a complicações cardíacas e respiratórias.



Jacques Cousteau disse certa vez que o homem já tinha ido da lua ao mais profundo dos abismos oceânicos, mas que a grande viagem do homem seria para dentro de si mesmo.