27 de junho de 2009

CARTIER


Alianças famosas, anéis clássicos e relógios luxuosos fazem parte do universo chique da marca mais tradicional no segmento de joalherias: a CARTIER. O que não se pode negar jamais é a clientela fiel e seleta que a CARTIER conquistou pelo mundo. A grife, que segue a filosofia “Inovar sem perder a classe, transformar com bom gosto e ser a vanguarda da criação com a audácia da excelência”, é sinônimo de luxo desde que foi lançada.


A história da tradicional joalheria começou em 1847, quando Louis-François Cartier assumiu o controle da pequena oficina de jóias de seu tio, Adolphe Picard, localizada no número 29 da Rue Montorgueil, na rua mais cara e chique de Paris, e patenteou sua própria marca, o famoso coração entre suas iniciais L e C num losango. Surgia a Mason Cartier. Apenas quatro anos depois, Napoleão III subiu ao poder, e através da Condessa Nieuwerkerke, o jovem Cartier tornou-se fornecedor da Corte Real. Em 1853, implantou o atendimento personalizado e elitizado, abrindo suas portas para uma clientela privada e exclusiva. Em 1872 seu filho, Alfred, entrou como sócio no negócio. Em 1874 são lançados os relógios desenvolvidos por seu pai há anos atrás. Seu outro filho, Louis, também entrou na sociedade em 1898, e a loja passou a se chamar Alfred Cartier & Fils. No ano seguinte a loja mudou de endereço indo para a 13 Rue de La Paix, transformou o bairro Vendôme no coração internacional da joalheira.

A Cartier de Londres foi aberta em 1902 no número 4 da New Burlington Street, comandada por Pierre Cartier. Nesta época a grife recebeu um pedido de 27 tiaras e diademas para a cerimônia de coroação de Eduardo VII, o rei da Inglaterra, que declarou “Cartier, joalheiro dos reis, rei dos joalheiros”. Dois anos mais tarde, o rei honrou Cartier com o certificado de Fornecedor da Corte e a marca se impôs como a mais prestigiosa do mundo. Inovador, Cartier assina o primeiro relógio de pulso com pulseira de couro do mundo, desenvolvido especialmente para seu grande amigo, o brasileiro Santos Dumont, inventor do avião, em 1904. Porém, somente em 1911 esse relógio começa a ser comercializado e hoje, mais de 90 anos depois, a coleção de relógios Santos Dumont conserva todos os seus parafusos.

Em 1906, Louis e seu irmão mais novo, Pierre, fundaram a Cartier Fréres. Ainda nesse ano, Jacques Cartier assumiu a loja de Londres e a empresa produziu suas primeiras jóias em estilo Art Deco, com formas abstratas e geométricas. Em 1909, Pierre Cartier, abre loja em New York, localizada no número 712 da badalada Fifth Avenue. No ano seguinte a marca abriu lojas em Moscou e no Golfo Pérsico. No início dos anos 70, um grupo de investidores, liderados por Robert Hocq, comprou as três Maisons Cartier (Paris, Londres, Nova York) e assumiu a grife. Neste momento, a Cartier passou de uma empresa familiar para uma multinacional e a marca ganhou um sopro de juventude e de modernismo. Em 1973, foi criado o conceito Les Must de Cartier (desenvolvimento de produtos modernos, mas com a tradição CARTIER). Foi o momento da ampliação da oferta de produtos (artigos de couro, canetas e isqueiros) e, conseqüentemente de clientes. Em 1978 todo grupo é unificado em uma única empresa chamada Cartier Monde. A Maison continua a desenvolver-se sem perder seu refinamento e tradição. Aparece a linha de perfumes, novos modelos de relógios, artefatos em couro, além da “Colection Ancienne Cartier”, a qual reúne peças para mostrar a evolução histórica e artística da joalheria. Mais tarde tal coleção passa a se chamar “Cartier Collection”.

Nos anos seguintes a marca inaugura inúmeras lojas em cidades cosmopolitas. Entre as inaugurações de butiques pelo mundo, um dos destaques atuais foi a instalação, em 2003, na chique Avenue des Champs Elysées, número 154. Um novo cenário para o espírito CARTIER.








Clientes Famosos

Na história da CARTIER, há muitas pessoas famosas que foram clientes fiéis, como o Duque e a Duquesa de Windsor e o ator Richard Burton, comprou para Elisabeth Taylor o diamante Burton-Taylor, de 69,42 quilates. Hoje em dia, a atriz italiana Monica Bellucci (protagonista de filmes como Matrix Reloaded, Malena e A Paixão de Jesus Cristo) é a embaixadora internacional da marca.

26 de junho de 2009

HÔTEL CRILLON








O hotel do século XVIII fica na deslumbrante Place de La Concorde, próximo da rue Du Fabourg Saint Honoré e suas lojas sofisticadas.

















Cada quarto ou suíte tem decorações diferentes em tons pastel. Os banheiros, inteiros de mármore, são equipados com os exclusivos cosméticos Annick Goutal. Embora não tenha piscina nem SPA, oferece uma sala de fitness.













A antiga sala de baile dos duques de Crillon abriga um dos mais bonitos restaurantes de Paris, o Les Ambassadeurs, dirigido pelo jovem chef Jean François Piège, duas estrelas no Guia Michelin.









O hotel de cinco estrelas, com 103 quartos e 44 suites, foi freqüentado por Rainha Maria Antonieta e sua elite de amigos. (O hotel foi aonde ela chegou a ter aulas de piano).





Em 1788, François-Félix-Dorothee Berton des Balbes, o Conde de Crillon, adquiriu o hotel, mas foi confiscado pelo governo pouco depois da Revolução Francesa. Foi finalmente devolvido a família do Conde de Crillon em 1907. Nesse momento sofreu por um período de dois anos de duração uma reforma pela Société Du Louvre. Hoje, através da Concorde Hotels Group, o Crillon continua a fazer parte da Société Du Louvre cujas ações são cotadas na Bolsa de Valores de Paris e é controlada pela Holding da família Tattinger. O hotel é dirigido por Anne-Claire Tattinger, presidente do Conselho de Administração.



Todo ano, o Hôtel de Crillon promove o anual Bal des debutantes (Baile de Debutantes) para benefício de uma instituição de caridade. Este evento único e exclusivo, criado por Ophelie Renouard e sua equipe em 1991, é uma festa para vinte e quatro jovens internacionais, com idades entre 16 e 19, cujas famílias são membros da elite mundial. . As debutantes usam vestidos da alta costura francesa ou de estilistas internacionais.









Maria Tereza, neta de Carmem Mayrink Veiga já participou do baile quando tinha dezessete anos para orgulho da vovó...Ela é a de cabelos longos vestida de rosa..












25 de junho de 2009

CONFIT DE CANARD












O confit de canard é um prato francês feito com a perna de pato. Embora seja feito em toda a França, é visto como uma especialidade da Gasconha.










Confit também é vendido em latas, que podem ser conservados durante vários anos. A gordura do confit pode ser usada de muitas outras maneiras, como um meio para fritar legumes, aromatizar torradas, ovos mexidos ou omeletes.




As batatas assadas na gordura do pato são chamadas de "pommes de terre à la
sarladaise".
RECEITA (para 8 pessoas)
INGREDIENTES:
8 coxas de pato (bem gordas)
2 litros de gordura de pato
100 gramas de sal grosso
4 dentes de alho
pimenta poivre mignonettetomilho
folhas de louro e alecrim
MODO DE PREPARO:
Coloque as coxas de pato para marinar por no mínimo duas horas no sal, alho amassado, pimenta e com as ervas (tomilho, folhas de louro e alecrim). Após esse tempo limpe bem cada coxa com um pano limpo. Coloque a gordura em fogo baixo, para esquentar. Quando chegar a temperatura de 80º, coloque as coxas para cozinhar bem devagar dentro da gordura. Atenção, pois não deve ferver. Depois de 2:30 horas de cozimento, retire as coxas da panela. Coloque-as num pote com a gordura de forma que cubra-as. Tampe o pote e guarde na geladeira o maior tempo que puder.
Batata Anna
INGREDIENTES:
4 batatas
4 colheres da gordura de pato (já utilizada nas coxas)
sal e pimenta do moinho a gosto
MODO DE PREPARO:
Corte as batatas em rodelas bem finas (tipo batata chip). Tempere a mistura com pimenta, pouquíssimo sal e 4 colheres da gordura de pato. Numa forma pequena e redonda, do tipo Teflon, monte as rodelas de batata em forma de flor. Faça umas 4 camadas. Coloque para assar no forno, a uma temperatura de 180º, durante 20 minutos. Após esse tempo retire do forno e desenforme apenas virando a forminha num prato.
Retire as coxas de pato da gordura, tirando o excesso de gordura. Posicione-as num tabuleiro e coloque no forno por 30 minutos ou até ficar tostado. Retire-as e coloque uma coxa em cima de uma flor de batata. Sirva assim. Se preferir, faça uma bela salada frezée e trufas, temperada com sal, pimenta, vinagre balsâmico, azeite e azeite de trufas para acompanhar. E bom apetite.

No vídeo outra maneira de preparar um Confit de Canard






24 de junho de 2009

GIVENCHY








GIVENCHY é mais do que um estilista, é uma lenda. Seu nome está atrelado à sofisticação e ao requinte, ao corte perfeito, ao equilíbrio, acima de tudo. A extrema elegância sempre foi a principal marca das criações clássicas de Hubert de Givenchy, um francês reconhecido mundialmente por seu trabalho coerente e requintado.


O estilista Hubert-James Marcel-Taffin Givenchy nasceu no dia 21 de fevereiro de 1927 na cidade francesa de Bauvais. Filho do marquês Lucien Taffin de Givenchy e de Béatrice de Givenchy, seu avô dirigia uma oficina de tapetes na cidade. Muito cedo ele já demonstrava seu interesse pela moda. Aos dez anos, ao visitar uma exposição de figurinos dos mais famosos estilistas franceses, ele se identificou imediatamente com o universo luxuoso da alta-costura, contrariando o sonho de seus pais, que queriam vê-lo advogado. Não houve tempo para o Direito. Aos 17 anos ele foi direto para a Escola de Belas Artes de Paris e trabalhou com grandes nomes da moda - foi assistente de Jacques Fath, Robert Piguet (em 1946), Lucien Lelong, ao lado de Pierre Balmain e Christian Dior, e, mais tarde, em 1949, braço direito de Elsa Schiaparelli.-

Abriu sua própria maison em fevereiro de 1952, localizada no número 8 da rue Alfred de Vigny, na Monceau Plain, a oeste de Paris, e o reconhecimento foi quase imediato, fazendo soprar um vento de renovação, adaptado às novas exigências das elegantes em viagem, após anos de um monopólio quase absoluto de Dior e seu New Look. Muitas das criações de Givenchy eram feitas com tecido de camisaria.
Em sua primeira coleção apresentou a blusa Bettina, uma homenagem à modelo Bettina Graziani, nome da sua principal modelo e também relações públicas da marca, e que foi uma de suas criações de maior sucesso. A blusa tinha a gola larga e aberta, e mangas que terminavam em babados de bordado inglês. Com este sucesso, a fama de Givenchy se consolidou. No ano seguinte abriu lojas em Buenos Aires, Roma e Zurique. Suas criações eram luxuosas e com estilo, com nítida influência do estilista espanhol Cristóbal Balenciaga, e Givenchy jamais negou que o trabalho de Balenciaga o inspirava. Balenciaga e Givenchy se conheceram em 1953 e foram amigos até a morte do estilista espanhol, em 1972.




Foi também em 1953 que Hubert de Givenchy conheceu a sua musa inspiradora, a atriz Audrey Hepburn, e passou a criar modelos para seus filmes, como Sabrina (1954) e Cinderela em Paris (1957). O filme Sabrina ganhou o Oscar de melhor figurino, assinado por Edith Head - a designer mais requisitada de Hollywood na época -, a qual não deu o devido crédito a Givenchy pelo famoso vestido de baile, usado por Audrey Hepburn no filme. Em resposta, a atriz exigiu que, em seus próximos filmes todo seu guarda-roupa fosse todo feito pelo estilista francês. Mas a imagem mais inesquecível da atriz norte-americana é a do filme Bonequinha de luxo, de Blake Edwards (1961), com um vestido preto longo, piteira e colar de pérolas. Além de Audrey Hepburn, ele vestiu outras personalidades famosas, como Gloria Guinness, Dolores Guinness, Greta Garbo, Elizabeth Taylor, Marléne Dietrich, Jacqueline Kennedy, Grace Kelly e a duquesa de Windsor, representantes também de inquestionável elegância e glamour.--Durante os anos 50, ele criou vários modelos de vestidos “chemisier”, na forma saco, largos na parte superior e afunilando-se em direção à bainha. Também fez muito sucesso com a criação de peças independentes e coordenáveis - pois, até então, blusas e saias (ou calças) só podiam ser usadas como um conjunto - e com as suas famosas blusas de tecidos de camisas. Givenchy foi o primeiro estilista de alta-costura a apresentar uma coleção de prêt-à-porter feminino, intitulada “Givenchy Université”, em 1954. Em 1957, lançou o seu primeiro perfume feminino, chamado Le De. Originalmente vendido a poucos seletos clientes e amigos pessoais, atualmente ele só é encontrado em Paris, nas galerias Lafayette e Printemps, na Saks, em Nova York e na Harrods e Selfridges, em Londres. Ainda neste ano, criou o perfume L'Interdit, em homenagem a Audrey Hepburn; em 1959 o Monsieur Givenchy, seu primeiro perfume masculino; e, em 1973, entrou para o mundo da moda masculina, com o lançamento da linha “Gentleman Givenchy”. Ainda nesta década a grife iniciou uma enorme diversificação de produto com o lançamento de uma coleção de óculos, móveis, toalhas de mesa, sapatos e jóias. Marcou a década de 80 com a utilização de tecidos com estampas inspiradas em artistas como Miró, Matisse e Bérard.-
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Apesar do sucesso e do glamour da marca, a Maison se encontrava com sérios problemas financeiros, o que culminou com sua venda, em 1988, para a Louis Vuitton. A coleção de perfumes já havia sido vendida para a Veuve Clicquot em 1981, que depois seria comprada pela LV e formaria o poderoso grupo LVHM, atual proprietário da GIVENCHY. O estilista francês se despediu das passarelas em 11 de julho de 1995 com um desfile para poucos, sob os aplausos de toda sua equipe e dos mais importantes estilistas do mundo sentados na primeira fila. Foram convidados apenas amigos pessoais, estilistas e principais clientes. A aposentadoria de Monsieur Hubert abriu caminho para uma total reformulação da GIVENCHY, com a contratação de John Galliano, depois Alexander McQueen e, por último, Julien MacDonald - três jovens, britânicos, teatrais e nada convencionais. Galliano teve uma passagem rápida em 1996 e logo foi para a Dior, cedendo espaço para o recém-descoberto talento de McQueen, eleito na mesma época o melhor estilista do ano pelo Conselho Britânico de Moda, tornando-se o “queridinho” da mídia especializada. Em março de 2001, MacDonald fez sua elogiada estréia, com uma coleção que fundiu harmoniosamente a jovialidade e a extravagância de seus dois predecessores com a feminilidade e a sofisticação de Hubert de Givenchy.-
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Finalmente, em 2005, foi anunciada a chegada do italiano Riccardo Tisci à GIVENCHY, com a esperança de manter viva a tradição, o requinte e principalmente o prestígio de uma das maiores grifes da alta costura. Porque como dizia o próprio Givenchy, “Sucesso não é prestígio. O sucesso é passageiro, o prestígio é outro assunto. Ele persiste depois da gente. É preciso trabalhar para não ter trabalhado em vão”.










Em março de 2008 a marca inaugurou sua nova loja-conceito na Faubourg Saint-Honoré, ou seja, na rua mais chique de Paris, apresenta o novo espírito da marca que equilibra espaço e privacidade. Os especialistas acreditam que a nova loja pode render cerca de 6 milhões de euros durante o primeiro ano. Tudo em um momento que a GIVENCHY está comemorando o retorno à lucratividade e o aumento das vendas.-
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--Você sabia?● Todas as mulheres da família Kennedy usaram GIVENCHY no funeral do ex-presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy, assassinado em 1963. O vestido da viúva, Jacqueline Kennedy, foi enviado às pressas de Paris para a ocasião. Comenta-se que, na época, o ateliê de Givenchy tinha um tipo de tecido especial para cada mulher da família Kennedy.

23 de junho de 2009

JEAN BAPTISTE DEBRET



Jean Baptiste Debret nasceu em Paris, no ano de 1768, numa família de pessoas cultas e artistas. Foi discípulo de seu primo Jacques Louis David, líder do classicismo francês. Tornou-se conhecido em toda Europa após trabalhos realizados na Itália. Veio para o Brasil com a Missão de 1816 e aqui permaneceu por 15 anos, até a abdicação de D. Pedro I. Seus primeiros trabalhos realizados aqui foram "Retrato de D. João em trajes majestáticos" e "Desembarque da Arquiduquesa Leopoldina”. Debret chega ao Brasil, em 1816. Visto que tal feito coincidiu com a morte da então Rainha de Portugal, D. Maria I. O pintor francês estava incumbido, a partir de então, de retratar o funeral da Rainha e, evidentemente, a aclamação do novo monarca da Corte, inclusive o referido funeral. Paralelamente aos trabalhos de pintor e cenógrafo da monarquia, Debret exercia funções como membro fundador e pintor de história da Academia Imperial, conseguindo reunir condições no sentido de "produzir" novos artistas para o país.


Com Grandjean Montigny alugou uma casa no Centro do Rio de janeiro onde ministravam aulas. Percebendo que a demanda de alunos não parava de crescer, o Imperador decidiu por em prática o decreto que criaria a Academia Imperial de Belas Artes. Foi condecorado com a "Ordem de Cristo", pois eu trabalho muito agradava ao Imperador. Desgostoso e cansado das desavenças com Henrique José Silva, voltou a Paris em 1831 levando seu discípulo predileto, Araújo Porto Alegre. Deixou como seu substituto na cátedra de Pintura Histórica seu aluno Simplício Rodrigues Sá.

Em Paris publicou o álbum Voyage Pittoresque et Historique au Brésil, uma visão romântica de tudo o que registrou em terras brasileira, predominando as figuram humanas em habitat natural ou realizando alguma ação.
Nas obras realizadas no Brasil, Debret coloca-se como um narrador impessoal, cujo centro das atenções é a sociedade que age sobre a natureza, transformando-a. o álbum está dividido em três volumes que apresentam os selvagens, os aspectos da floresta, o trabalho agrário, a forte presença do negro escravo, os artesãos urbanos, os costumes populares e os acontecimentos costumeiros do Rio de Janeiro do início do século XIX. Sua contribuição foi, portanto, tanto para a percepção de paisagens quanto de cenários urbanos. Sua obra é uma verdadeira crônica ilustrada da cultura da época, feita com certa dose de humor e ironia. Debret faleceu na França em 1848.







CASTELO DE CHENONCEAU



O Castelo de Chenonceau (em francês, "Château de Chenonceau"), também conhecido como Castelo das Sete Damas, é um palácio localizado na comuna de Chenonceaux, departamento de Indre-et-Loire, na região do rio Loire, a Sul de Chambord, na França. O primeiro castelo foi construído no local de um antigo moinho, em posição dominante sobre as águas do rio Cher. O atual palácio foi construído pelo arquiteto Philibert Delome, e a sua história está associada a sete mulheres de personalidade forte, duas das quais rainhas de França.

A história do Chenonceau sur Ler Cher remonta ao século XIII, quando o senhor dos Marques, vassalo de Amboise, dominava o feudo onde a primitiva construção se localizava. Os ingleses ocuparam o castelo em duas ocasiões: no ano de 1360, sendo expulsos por Du Guesclin; e em 1412, quando foram retirados por Carlos II, que queimou a fortaleza. Ele mesmo iria autorizar Jean II Marques a reconstruir o castelo, o que seria concretizado em 1435.


Em 1460 morre Jean II. Pierre, seu filho primogênito, passa a dilapidar a já combalida herança, sendo observado de perto pelo nobre Thomas Bohier, financeiro da Coroa durante três reinados (Carlos VIII, Luís XII e Francisco I), que tinha interesse em adquirir Chenonceau. Incógnito, ele passou a adquirir dívidas e créditos dos feudos vizinhos, comprando diversas quintas; Civray, Francueil, Bléré, La Croix, Chissay, Chisseau e Saint-Georges, e depois o senhorio de Houdes. Em 3 de junho de 1946 Bohier obriga Marques a vender Chenonceau por 7.374 libras e 10 soldos (moeda de Tours) e toma posse da propriedade.

Depois de retornar de uma campanha na Itália, onde conheceu uma arquitetura voltada para o prazer aplicada nas moradias de campo, Thomas Bohier mandou demolir todo o castelo. No torreão que manteve, construiu uma escada dupla que leva a um terraço sob o qual se abre uma descida para a sala abobadada inferior. O aposento recebeu pilares, capitéis com sereias, gênios alados, frontão e duas lareiras que refletiam o novo gosto, de inspiração italiana, um trabalho executado por artesãos refinados. As janelas repartidas com pilares laterais estão abertas para o Cher.

Thomas Bohier, que voltou à Itália mais duas vezes, em 1515 e em 1524, ano em que morreria, deixou Katherine de Bohier praticamente comandando as obras do novo castelo. Ela contratou, além de pedreiros, escultores, artesãos e carpinteiros com formação na escola gótica tardia florentina na cidade real de Tours, todos muitos hábeis em absorver o estilo italiano difundido a partir de Carlos VII, tanto na parte ornamental como na concepção arquitetônica.

Para se chegar ao castelo era necessário o uso de barcos e para não dependerem disso, os Bohier solicitaram ao rei licença para construir uma ponte sobre o rio Cher, o que foi autorizado em dezembro de 1517. Mas a construção só seria efetuada em 1556, por Diane de Poitiers.

Viúva, Katherine morre logo depois, aos 26 anos de idade. O primogênito de seus nove filhos, Antoine segue a carreira do pai, mas foi vítima de uma operação efetuada pelo rei contra todos os seus financeiros e credores. Foi condenado a restituir ao tesouro 90 mil libras e teve todos os seus bens confiscados. O castelo foi cedido então a Francisco I, que aí se hospedava, o mesmo fazendo Carlos V. Posteriormente, ficou reservado para caças, até que Henrique II o presenteia a sua amante Diane. Ela passa a freqüentar o castelo, às vezes com o rei, às vezes sozinha. Em 1551 cria, na margem direita, em dois hectares acima do castelo, jardins e hortos protegidos por diques e circundados por fossos profundos. Para prepará-lo, consulta os grandes proprietários dos mais belos jardins e pomares de Touraine. Diane de Poitiers foi a inquestionável senhora do palácio, mas o título de propriedade manteve-se com a Coroa até 1555, quando anos de delicadas manobras legais finalmente a beneficiaram com a posse. No entanto, depois da morte de Henrique II, em 1559, a sua resoluta viúva e regente, Catarina de Médicis despojou Diane da propriedade.


A rainha fez grandes projetos para o castelo. De 1580 a 1585, é construída uma ala do primeiro pátio (atual galeria das cúpulas), três pavilhões reunidos por dois corpos de aposentos baixos, tudo coberto por uma estrutura com cúpulas. Posteriormente, Catarina mandou construir sobre ponte dois andares de galerias cobertas por uma mansarda com pequenas janelas. Outro pavilhão, que deveria fechar a ponte na margem esquerda, não chegou a ser construído. As estadias de Catarina no castelo foram numerosas e plenas de grandes festas, apesar da guerra civil.




A rainha Luísa de Lorena, que sucedeu Catarina em Chenonceau, soube ali a notícia do assassinato de seu marido, Henrique III, e vestiu o luto das rainhas, branco, que nunca mais deixou. Fechou-se em seus aposentos mobiliados e decorados com símbolos fúnebres. A morte veio libertá-la dos sofrimentos em 1601. Antes, ela tinha doado o castelo a César, duque de Vendôme, filho legítimo de Henrique IV com Gabrielle d'Estrée, e casado com Francisca de Lorena-Mercoeur, sobrinha de Luísa. A mãe desta, duquesa de Mercoeur, retira-se para Chenonceau após a morte de Henrique IV e aí viverá 12 anos, cuidando da propriedade.

Em 1733, o conde de Borbom Vendôme vende a propriedade por 180 mil libras para Claude Dupin e sua mulher Louise-Marie Madeleine de Fontaine, filha da amante do banqueiro Samuel Bernard. Com os Dupin, Chenonceau readquire seu esplendor. No castelo eles passaram todos ou outonos em companhia de amigos, pessoas do mundo das finanças, mas também artistas, escritores e cientistas. Lá estiveram Voltaire e Jean-Jacques Russeau, entre outros. O último herdeiro dos Dupin vendeu a propriedade, em 1863, para Madame Pelouze, que mandou restaurar o castelo de acordo com sua construção original.