18 de julho de 2009

CARÊME



O homem que foi muito mais que um cozinheiro da elite. Reverenciado por Napoleão Bonaparte e pelo czar Alexandre I, da Rússia, Carême tinha trânsito livre entre os Rothschilds, famosos milionários da época que entretinham seus salões com figuras como o escritor Victor Hugo e o músico Chopin. Enquanto saciava o paladar da nobreza, Carême criou clássicos da gastronomia: vol-au-vent, merengues, suflês e alguns molhos básicos, como o bechamel. Fora os conhecimentos técnicos e a experiência com a química dos ingredientes, ele tinha uma visão da cozinha como um todo, dos bastidores ao serviço.
Defensor de melhores condições de trabalho junto ao fogão estendia suas preocupações à higiene. Introduziu a roupa branca e o conhecido chapéu de chef, hoje uniforme obrigatório nas cozinhas do mundo inteiro.
O mais desconcertante na história de Carême é sua origem. Abandonado pelo pai nas ruas de Paris aos 8 anos, começou como auxiliar numa taberna pouco recomendável. Aos 15, passou a ajudante de cozinha e, aos 17, ingressou como aprendiz na Chez Bailly, a mais importante pâtisserie da cidade. A casa era freqüentada pelo príncipe de Talleyrand, ministro de Relações Exteriores de Napoleão, que se encantou com seus dotes. Daí à fama tudo aconteceu muito rápido. Num tempo em que as viagens não faziam parte do cotidiano dos chefs, Carême era quase um globe-trotter: serviu a monarquia inglesa, o arquiduque da Rússia, organizou banquetes memoráveis em palácios. De quebra, ainda escreveu cinco livros. O mais importante, L’Art de la Cuisine au XIXe Siècle (A Arte da Cozinha no Século XIX), tem três volumes e é uma espécie de bíblia da alta cozinha. Morreu aos 49 anos, vítima de doenças respiratórias provocadas por fogões a carvão e, ironicamente, das más condições de trabalho que combatia.



Esse delicado quitute é um cilindro de massa folhada recheado com uma guarnição ligada com um molho. Em termos de confeitaria, essa massa é uma das mais leves e difíceis de fazer. Sua base é de farinha de trigo, água, sal e manteiga. Dizem que, ao adaptar uma antiga receita medieval e obter impressionante leveza, Carême gritava 'Elle volle, elle volle' – daí o nome 'voa ao vento', vol-au-vent.

INGREDIENTES:
2 colheres de sopa de cebola picada
1 colher de sopa de azeite de oliva
45g de tomate sem pele e sem sementes picado
1 colher de sopa de salsinha picada
1/2 colher de chá de coentro picado
40g de cogumelo fresco em fatias finas
100g de camarão pequeno limpo
1/2 colher de sopa de suco de limão
1 colher de sopa de farinha de trigo
120ml de leite
1/2 colher de chá de sal
2 vol-au-vent assados (60g)
MODO DE PREPARO:
Refogue a cebola no azeite, em fogo baixo, mexendo às vezes, até ficar macia. Acrescente o tomate, a salsinha e o coentro e refogue, mexendo às vezes, até o tomate ficar tenro. Junte o cogumelo, o camarão e o suco de limão e cozinhe, mexendo às vezes, até o camarão ficar rosado. Dissolva a farinha de trigo no leite, junte ao creme de camarão, tempere com o sal e cozinhe, mexendo sempre, até engrossar um pouco. Transfira para um refratário pequeno, espere esfriar, cubra com filme plástico e reserve na geladeira. Na hora de servir, aqueça o forno a 180ºC. Distribua o recheio entre os vol-au-vents e leve-os numa assadeira pequena ao forno até aquecer bem.

TOUR DE FRACE - DÉCIMA QUARTA ETAPA


Russo leva 14ª etapa do Tour de France e Nocentini segue em 1º no geral
O ciclista russo Serguei Ivanov faturou a 14ª etapa do Tour de France, entre as cidades de Colmar e Besançon, e o italiano Rinaldo Nocentini permanece com a liderança. Ivanov, da equipe Katusha, fez os 199 quilômetros do estágio deste sábado em 4h37min47s, superando um pelotão que fechou 16 segundos atrás, com o francês Nicolas Roche (AG2R-La Mondiale) em segundo e o neozelandês Hayden Roulston, da Cervelo, na terceira posição. Rinaldo Nocentini foi apenas o 46º colocado, mas seguiu com a camisa amarela de líder geral. Ele está com um tempo total de 58h13min52s e ganhou um novo perseguidor imediato: o americano George Hincapie, da Team Columbia, a cinco segundos. O espanhol Alberto Contador, campeão do Tour em 2007, caiu para terceiro, a seis segundos, enquanto o americano Lance Armstrong está em quarto, a oito. Ambos são da Astana.
Neste domingo acontece a 15ª etapa, uma das mais esperadas da edição 2009 do Tour. O pelotão chega aos Alpes Franceses. O percurso de 207,5 quilômetros entre Pontarlier e Verbier tem muitos trechos em subida e termina em uma escalada difícil. Os especialistas apostam em grandes mudanças na classificação geral em virtude do perfil do estágio.

17 de julho de 2009

ATELIER POPULAIRE




Em Maio de 1968, Paris assistiu a uma revolução de trabalhadores e estudantes contra o poder instituído e contra um sistema de educação tradicionalista.

Os estudantes da Escola de Belas Artes juntaram-se em greve sobe o nome de Atelier Populaire. Produziram imensos cartazes colocando-os nas ruas como forma de protesto.



Os cartazes foram produzidos em vários ateliers (anonimamente) através de técnicas como o stencil, a litografia e a serigrafia. Estas técnicas permitiram a produção em grande número por um preço reduzido.
São cartazes de grande vitalidade plástica e conceitual. As ilustrações são simples localizando-se em manchas de cor. Existe a utilização de uma tipografia baseada em fonts existentes assim como a utilização de uma tipografia manual.
Os slogans aparecem sempre em caixa alta, de forma a chamar mais atenção ao espectador.

São cartazes cromáticamente restritas onde é utilizado só uma cor (igual para a ilustração e para o texto) como o vermelho, o azul e o negro sobre um fundo branco.

O objetivo principal deste Atelier era a rejeição da cultura burguesa e o desenvolvimento de uma cultura artistica ao serviço da sociedade.
Crédito ao blog: Sebenta de Design

TOUR DE FRANCE - DÉCIMA TERCEIRA ETAPA


Haussler vence 13ª etapa
Com uma determinação impressionante, o alemão Heinrich Haussler venceu nesta sexta-feira a 13ª etapa do Tour de France 2009, disputada debaixo de chuva. Foi a primeira vitória da carreira de Haussler na Volta da França e a segunda da equipe Cérvelo no Tour 2009, depois do triunfo de Thor Hushovd no estágio entre Girona e Barcelona.O estágio desta sexta-feira foi disputado quase todo sob chuva e, ao contrário do que estava programado, foi permitido o uso de rádios para a comunicação entre ciclistas e equipes – a UCI voltou atrás ontem, depois do protesto dos ciclistas durante a etapa da última terça-feira. Integrante de uma fuga de sete atletas desde o terceiro quilômetro da etapa, Haussler conseguiu se manter entre os ponteiros quando o mau tempo e as dificuldades de relevo dos 200km entre Vittel e Colmar começaram a fazer estragos. Depois de três metas de montanha, incluindo uma difícil subida de categoria 1, só Haussler e o francês Sylvain Chavanel continuaram escapados. A 44km da chegada, o ciclista da Cervelo deixou seu companheiro de fuga para trás e foi para o ataque solitário, tendo outras duas escaladas ainda pela frente. Haussler não se intimidou, foi mais rápido que o pelotão nas duas subidas e fez sua vantagem para o pelotão subir de 5min para 7min a 20km do final. Alguns atletas ainda tentaram uma perseguição, como Brice Feillu e Amets Txurruka, mas sem sucesso. O esforço recompensado fez Heinrich Haussler cruzar a linha de chegada chorando. Quem mais lucrou no estágio foi o italiano Franco Pellizotti, da Liquigas. Lado a lado com o rival Egoi Martinez na maioria das subidas da etapa, Pelizotti deixou o adversário para trás na última escalada do dia e acumulou pontos suficientes para tomar do espanhol da Euskatel-Euskadi a liderança na classificação dos montanhistas – o placar agora aponta 98 a 95 para o italiano. Como os quilômetros finais da etapa foram em descida, houve condição de recuperação para aqueles que fraquejaram nas subidas. A AG2R protegeu muito bem o italiano Rinaldo Nocentini, que chegou junto com o pelotão e manteve por mais um dia a camisa amarela de líder na classificação geral. Sua vantagem segue inalterada em relação aos principais concorrentes, que também chegaram juntos no estágio desta sexta-feira.

Ruim para Lance - Se em termos de resultado na etapa nada mudou para a Astana, antes da largada o time teve uma má notícia, que doeu principalmente em Lance Armstrong: o também norte-americano Levi Leipheimer, abandonou o Tour depois de sofrer um tombo ontem a poucos quilômetros da chegada. Nesta manhã, Leipheimer passou por exames que diagnosticaram uma fratura no escafóide, o osso do punho – lesão idêntica à que tirou do brasileiro Murilo Fisher as chances de ser escalado pela Liquigas para participar da prova deste ano. Com isso, Levi foi obrigado a abandonar o Tour e Lance vai ter que encarar o trecho mais difícil da Volta da França sem o seu principal braço direito.

16 de julho de 2009

PAPELARIAS



As mais belas papelarias parisienses estão numa mesma rua, que liga o Marais ao Rio Sena. A Papier + (9, Rue Du Pont Louis Philippe, metrô Hôtel de Ville, 33-1) é especialista em cadernos, caixas e álbuns cobertos de tecido de diversas cores e estampas.











Na Mélodies Graphiques (10, Rue Du Pont Louis Philippe, metrô Hôtel de Ville, Saint Paul ou Pont Marie, 33-1), o must são as espessas folhas de papel florentino com borda irregular que resistem à escrita da caneta de pena.

TOUR DE FRANCE - DÉCIMA SEGUNDA ETAPA


Sorensen vence pela primeira vez no Tour de France

Com um brilhante ataque solitário a menos de 5km para o fim da etapa, o dinamarquês Nicki Sorensen venceu nesta quinta-feira a 12ª etapa do Tour de France. Ele completou o percurso de 211,5 quilômetros entre Tonnerre e Vittel em 4h52min24s.Sete ciclistas foram responsáveis pela fuga do dia e distribuíram entre si praticamente todos os pontos das metas volantes e de montanha do estágio. A briga mais interessante foi pelos pontos de escalador, uma vez que no grupo da frente estavam Egoi Martinez e Franco Pellizotti, líder e vice-líder na briga pela camisa branca com bolinhas vermelhas. O italiano levou a melhor sobre o espanhol nas disputas de hoje e diminuiu a diferença entre eles na classificação desta disputa de 20 para 17 pontos – 88 a 71 para o atleta da Euskatel-Euskadi.


A cerca de 21km da chegada, dois dos integrantes da fuga fizeram um ataque: o dinamarquês Nicki Sorensen e o francês Sylvain Calzati escaparam e chegaram a abrir 15 segundos de vantagem sobre o quinteto de perseguidores. A cinco quilômetros do fim, as pernas de Calzati acabaram e Sorensen tentou um último ataque solitário em busca da vitória. O esforço valeu a pena e o dinamarquês cruzou a linha de chegada 5min58s à frente do pelotão onde estava o camisa amarela, Rinaldo Nocentini, acompanhado dos demais favoritos ao título do Tour. O resultado da prova fez Sorensen dar um salto na classificação geral. Ele começou o dia em 35º lugar, a 8min06s de Nocentini e agora é o 26º, com uma desvantagem de 4min38s. De quebra, o bom resultado de Sorensen fez a Saxo Bank ultrapassar a AG2R e assumir a liderança na classificação por equipes. Não houve grandes alterações na classificação geral de nenhum dos outros principais prêmios. A camisa amarela continua em poder do italiano Rinaldo Nocentini, que tem seis segundos de vantagem para Alberto Contador e oito para Lance Armstrong. Mark Cavendish, melhor entre os sprinters na linha de chegada da etapa de hoje, ampliou para dez pontos sua vantagem sobre Thor Hushovd - 200 a 190. Tony Martin, da Columbia, continua liderando entre os competidores até 25 anos, com uma vantagem de 49s sobre Andy Schleck.