10 de abril de 2009

HÔTEL DES INVALIDES, TORRE EIFFEL E VEDDETES DE PARIS




Após acordar, fazer as higienes de praxe, desci para o lobby do hotel para aguardar Amanda se arrumar.



Fui para a Internet e fiquei comovida ( chorei, mas ninguém viu). Tinha um e-mail do Henrique dizendo estar com saudades de mim ao ver o computador na sala sem eu teclando e a cozinha vazia sem eu jantando em pé lendo jornal. (Voltei a chorar escrevendo isso).

Achei aqui na recepção um folheto sobre passeios de bicicleta. Estou levando para o "ogrinho" do meu irmãozinho.


Aproveitei vi também os passeios de Bateaux. Diz aqui que o último é as 18 horas e custa 9 euros por pessoa. Amanda chegou e se apoderou do computador. Diz estar vendo sobre os Veddetes de Paris ( nome do barco), então enquanto isso vou comentar sobre o hotel.




É um BW. Best Western Tower Notre Dame. Limpo e bem arrumadinho. Os quartos são muito pequenos. Não cumpre todas as exigências da BW. Para começar não tem frigobar. Então aquele papo de deixar a disposição do hóspede não sei quantas garrafas de água - "no way".



De amenidades, somente shampoo, condicionador, sabonete e touca de banho. Cumpre a Internet free e o café da manhã, que não é atrelado a diária, possue o mínimo exigido.


Partimos para o Torre Eiffel. Antes porém tomamos o café da manhã em um bistrô. Pedimos um misto com café com leite. O misto é frio, mas é do tamanho de uma bisnaga.



Fomos de metrô. Acertamos dessa vez. Ficamos uma hora e meia na fila para poder comprar o ingresso. A todo o momento éramos abordadas por vendedores de "mini torres", "torres iluminadas". Os vendedores eram procedentes de alguma parte da África.




Enfim conseguimos subir na torre! Que espetáculo! Que vista! Tiramos fotos de norte, sul, leste e oeste. Entramos na fila mais uma vez (agora para descer). FILA ERRADA!!!!! Estávamos na fila para subir para o terceiro andar. Quando fomos comprar o ingresso o terceiro andar estava fechado por conta da ventania. Portanto só pagamos para ir até ao segundo. Depois de quinze minutos na fila é que fomos informadas, por acaso, que era a fila errada. Achamos rapidamente, também por acaso o elevador para descer.




Assim que chegamos ao térreo resolvemos comprar os bilhetes para o passeio de barco. Decidimos que iríamos a noite, pois veríamos os monumentos iluminados. Marcamos para as 21 horas e pagamos 22 euros pelas duas.



Como tínhamos tempo mais do que suficiente, fomos andando até o Hotel des Invalides. É onde está a tumba de Napoleão.



Só que antes resolvemos almoçar. Sentamos em um restaurante, daqueles típicos de Paris, com mesinhas do lado de fora... Um charme!!! Gastamos 58 euros. Comemos muito bem, diga-se de passagem. Um entrecot com molho de mostarda e pimenta e Amanda um steak tartar. Aliás deve ter muita gente que pede steak tartar sem saber o que é. Eles insistem em explicar o prato. De sobremesa saboreamos um sorvete muito bom. Um espetáculo!



Partimos para ver o Napoleão na tumba. Lembrei demais do Henrique. Como ele gostaria de estar ali!!!! (ATENÇÃO: Observação feita pela Juaninha. O Henrique gostaria de estar vendo a tumba do Napoleão, e não de estar nela. Foi mal, a forma como redigi). O pensamento deve ter sido tão forte que ele me ligou. Acredita?????? Perguntou onde eu estava.



Fomos expulsas do museu. Não por mal comportamento. Foi porque já estava na hora de fechar. Eram 18 horas. Fiquei realmente penalizada, pois perdemos a melhor parte. A Segunda Guerra.



Fomos andando de volta pelos Champs de Mars. Começou a chover. Paramos num supermercado compramos adoçante (não há nos restaurantes) e "papri".





Liguei para a Julia. Ela me contou que a Sunshine fez xixi duas vezes na cama dela. Fiquei contente em saber que ela estava bem (apesar das mijadas). Me contou que tinha ido à praia cedo e no Rio estava um calor infernal.

Fomos ao Palais de Chaillot ver a vista de Paris. Muito interessante também, mas estávamos muito apertadas para ir ao banheiro. Fomos a um café, pedimos dois expressos e pudemos usar o toilete. Uffa!!!!!!!

Depois disso fomos caminhando para o Cais. Chegamos por volta de 20:10 hrs. Entramos então no barco das 20:30, pois já estava escurecendo e o frio estava aumentando.....





Vimos realmente muitos monumentos iluminados. Tudo muito lindo. Mas se há uma coisa que jamais vou esquecer é a Torre Eiffel iluminada.

Fomos pegar o metrô para retornar para perto do hotel e jantarmos. Nos perdemos..... Mas quando voltamos a nos localizar a Torre estava ainda mais bonita com uma iluminação estroboscópica.

Estávamos com vontade de comer massa. fomos então a um restaurante italiano. O vinho era muito bom. Foi o melhor da noite. St. Emilion. Voltamos para o hotel. Amanhã - Arco do Triunfo.

















9 de abril de 2009

VERSAILLES

Antes de começar a relatar o dia de hoje farei um comentário do que aconteceu ontem após saírmos do Museu D'Orsay.



Li na Internet sobre compra de passe para os museus. Este nos garante de não ficarmos naquelas filas quilométricas. Pois bem... Quando saímos do D'Orsay vimos que havia uma bilheteria especial para a compra do tal passe... E nos posicionamos nela. Aliás este passe é de uma mais-valia sem fim, se não fosse ele ainda estaríamos na fila ou do LOUVRE ou de VERSAILLES.



Uma japonesa nos atendeu. Amanda se dirigiu a ela para perguntar se ela teria realmente que pagar pelo tal passe uma vez que ela tinha 26 anos e era cidadã da Comunidade Européia. Pra quê????? A japonesa não sabia fazer conta. Ela insistia que Amanda tinha 27 anos, e apesar da Amanda dizer que só faria 27 no dia 29 de maio, ela mostrava a Amanda como fazer conta.... Veja: 2009 menos 1982. Viu? você já tem 27. Isso durou "alguns longos" minutos... Até que por nossa conta lemos que para o adquirir o passe não tem essa de gratuidade, pois a vantagem é chegar e entrar logo sem ficar nas filas intermináveis. Uma para comprar a entrada, ou comprovar idade, outra para ser revistada, e outras que eles inventarem... pois eles lá adoram uma fila...



Bem.. Agora vou prosseguir a narrativa do meu dia de hoje.




Tomamos café no hotel novamente. Pedimos informações ao recepcionista do hotel pelo trem que nos levaria a VERSAILLES.




PEGAMOS O TREM ERRADO!!!!!!!!



Amanda ficou estressada... EhEhEhEh!!!!!!




Pegamos o trem de volta, saltamos na estação seguinte e "Voi-lá" - o trem correto apareceu!



Chegamos a VERSAILLES!




Vocês tinham que ver o tamanho da fila!!!! Salve nossos passes!!!!



O Palácio estava entupido! Muita gente MESMO!!!!!! Aqueles grupos que lotam uma sala e você não tem como entrar e nem como sair.



Depois de ver os dormitórios dos reis, rainhas, príncipes e princesas fomos aos Jardins. Estavam sem flores e cheios de esterco. Mesmo assim muito lindo... Até que tivemos a idéia de comprar bilhetes para o trenzinho que nos levaria ao Petit Trianon ( 13 euros as duas). Estávamos loucas para ver onde Maria Antonieta dava as suas noitadas!!!!



Visitamos o Petit Trianon. Lá fomos ao banheiro. Limpíssimo e de granito e ... Vazio.



Saímos de lá e ficamos aguardando o "maldito" trenzinho para nos levar de volta. Todos os que passavam estavam lotados, e a fila só aumentando.... Pensamos na possibilidade de voltar a pé, mas era longe pra caramba... Amanda resmungava mais do que uma velha. Estava com fome, sede, dor no joelho, na lombar e sei lá mais aonde... Até que finalmente chegou um trem onde pudemos entrar.








Até que ele para numa estação onde o lugar era tão bonito.... Um lago com barcos a remo, um restaurante sob umas videiras... Lindo, Lindo..... Resolvemos saltar.....



Bem... Aí vocês retirem o que eu disse anteriormente sobre a educação, atenciosidade e amabilidade do povo francês....




Assim que entramos no restaurante a Amanda pediu ao garçom uma mesa para duas pessoas. Ele responde: - Entra e procura. Obedecemos. Só que Amanda ficou uma "arara"... Nisso, acenamos para outro garçom que simplesmente nos ignorava. Assim que o malcriado retornou, o outro garçom nos apontou informando que queríamos ser servidas. O que o "abestado" respondeu... - Elas que esperem, acabaram de chegar... ( já devíamos estar lá há uns 10 minutos). Ficamos boquiabertas. Amanda cismou que o garçom não teria ido com a nossa cara e provavelmente cuspiria na nossa comida. Era melhor saírmos. E assim foi feito. Ah... Detalhe... Ela reparou que o garçom tinha um chifre... Não sei bem o que isso quer dizer....



E assim voltamos andando 500 mil léguas.



Paramos numa creperia e comemos uns crepes e umas taças de vinhos... (40 euros).



O humor dela melhorou... Pelo menos um dos sintomas foi restabelecido para as condições normais.



Pegamos o trem de volta. - O certo.



Saímos com a intenção de fazer o tour pelo Rio Sena. Todas as bilheterias já estavam fechadas. Vimos o Bateaux Mouche passando com algazarra total. Deve ser bem divertido! Tentaremos amanhã..



Então fomos jantar na Ile de Saint Louis. Gostamos muito! Amanda comeu sopa de lentilha com fois gras e eu comi ravioli de fois gras. Comemos também sorvete de coco e chocolate. ( 62 euros).



Voltamos para o hotel e estamos combinando de partir para a Torre Eiffel amanhã. Se a fila estiver monstruosa... Estou fora....



8 de abril de 2009

D'ORSAY E LOUVRE



Hoje acordamos e fomos tomar café da manhã no hotel.

Partimos para o Museu D'Orsay. Ficamos 40 minutos na fila. Amanda não pagou entrada. Integrante de país da Comunidade Européia com menos de 27 anos não paga. Eu paguei 8 euros.


Adorei "milhões"!!!!!


Compramos o passe para entrar direto nos demais museus e não precisar entrar em fila.

Fomos almoçar num restaurante em frente ao museu. Amanda tomou cerveja - Kronenburg 1664 (aqui custa 6,20 euros). Não gostou. Diz não ter gosto de cerveja. No rótulo diz que tem laranja e coentro. Mas deve estar fazendo um efeito legal, pois está chamando o garçom de "fofinho".


Quando eu falei que estava fazendo anotações para posteriormente colocar num blog, ela retirou o caderno da minha mão e foi xeretar o que eu tinha escrito.

Lembrou que eu não mencionei que o motivo que tanto ríamos na fila por conta da japonesa-velha-sonsa na Catedral. Foi pelo fato que a dita cuja tinha a cabeça cheia de cocô de pombo.

E por falar em ataques de risos... Hoje na fila do Museu havia uma pessoa de nacionalidade desconhecida vendendo guarda-chuva. Ele gritava - " PAPRI" ... "PAPRI" o tempo todo. De uma hora para outra, com o vento, a guarda-chuva da Amanda dobrou molhando todo mundo da fila.

Achei que fosse hora de chamar o "PAPRI" ... mas ela consertou o guarda-chuva a tempo sob os olhares mal humorados dos "encharcados" da fila.


Depois do almoço ao invés de pegarmos o ônibus para ir ao LOUVRE, decidimos andar até lá a pé. Andamos por uns jardins ainda sem flores, mas com muito esterco ( o que Amanda pensou que tinha pisado em "merda"). Deve ficar lindo quando estiver florido.

Chegamos ao LOUVRE. Filas imensas. Ainda bem que temos o passe. Fomos primeiramente para a parte do Egito. Depois de apreciarmos os sarcófagos, tumbas, múmias, etc e tal, fomos procurar pela Vênus de Milo.


Após tirarmos fotos e apreciarmos a escultura, fomos procurar "La Gioconda."


Só que antes passamos pelo apartamento do Napoleão. Aproveitamos e fomos ao banheiro do apartamento dele. Melhor banheiro do LOUVRE e ainda por cima vazio.

Enfim, encontramos a Monalisa que para conseguir tirar uma foto era disputada a cotoveladas e empurrões.
Saímos do LOUVRE e resolvemos andar pelas ruas. Andamos bastante. Entramos numa loja de departamentos e fiquei maravilhada com umas facas de cozinha. Todas as cores!!!!! Cada uma mais linda que a outra. 38 euros cada uma. O que me fez resistir de comprar. Até o momento só comprei três lápis para minha coleção. Um do Museu D'Orsay e dois do LOUVRE a 1,50 euros cada.


Paramos em um restaurante para jantar - Pavris. Comi um crepe com queijo, presunto, ovo e uma salada. Amanda comeu um spaguetti a bolonhesa. O garçom era uma figura. Falava e brincava com todos nas diversas linguas dos clientes. Sabia um pouco de todas... Inglês, alemão, espanhol e até o português.... Não sei como podem dizer que os franceses são antipáticos. Até agora todos foram muito agradáveis conosco. Do restaurante viemos andando até o hotel. O restaurante ficava na Ile de Saint Louis.

Voltamos para o hotel. Fui para o computador ver se havia mensagens. A Julia respondeu ao e-mail que eu tinha passado de manhã. Passei outro para todos. Deixei Amanda no computador e vim tomar banho. Amanhã tentaremos Versailles. Ah.... O jantar custou 48 euros.

7 de abril de 2009

CATEDRAL NOTRE DAME E CITY TOUR

CHEGUEI EM PARIS!!!!!!!!


Assim que liguei o telefone já havia um torpedo da Amanda avisando que estava aguardando as malas dela.
Saí do avião, andei "horrores" e ainda tive que pegar um trem para ir de encontro a minha bagagem.
Deu tudo certo. Assim que saí do portão de desembarque já encontrei Amanda me esperando.
Pegamos um taxi até o hotel que nos custou 65 euros.
Ao chegarmos ao hotel o quarto não estava disponibilizado. Deixamos as malas no bagageiro e "fomos a luta".
Começamos a "lutar" com um café com leite e croissants.
Depois, andando, encontramos a CATEDRAL DE NOTRE DAME. Ficamos numa fila "sem fim" para entrar. Enquanto isso observávamos os "colegas" de fila que eram de infinitas nacionalidades.

Ríamos com uma japonesa velha "sonsa" que ia passando a frente de todos cada vez que a fila andava.




Visitamos a Catedral, tiramos fotos e voltamos ao hotel para ver se o quarto já estava arrumado.
Ficamos aguardando um pouco no lobby enquanto Amanda se apoderava do único computador do "Business Center".



Nos instalamos, arrumamos alguns pertences e partimos para almoçar num restaurante que tínhamos visto a caminho da Catedral. O menu era 15 euros por pessoa. A conta ficou em 65 euros, pois tomamos vinho e repartimos uma sobremesa. (Pedimos água mineral - uma fortuna).
O nome do restaurante é L' Aparte. Comi uma salada com fígado de ganso e tartar steak e Amanda comeu carpaccio e steak ao poivre. Estava divino!!!!!
Saímos do restaurante e fomos fazer o city tour naquele ônibus de turismo que a parte superior é ao ar livre. Foi bom para dar uma geral do que vamos começar a conhecer amanhã. O tour custa 32 euros por pessoa para dois dias.





À noite andamos pelos lados da Sorbonne. Ruas bastante frequentadas e divertidas. Tirei foto de um bar com soutiens pendurados no lustre. Jantamos num lugar meio "ogro", mas estava boa a comida. Sopa de cebola de entrada e eu comi cordeiro.

6 de abril de 2009

RIO - PARIS (NO AVIÃO)

Estou a caminho de Paris. Já tomei champagne e comi uns biscoitinhos muito dos sem graça. Aguardo o jantar, pois com a correria de hoje fiquei sem almoçar.
Ao meu lado estão dois gordos "babacas" que não consegui identificar a nacionalidade. Foi por conta deles que resolvi começar a escrever (para evitar qualquer tipo de conversa). Avançam na pobre da aeromoça sempre que esta passa, para pegar bebidas e/ou comidas do carrinho.
Não sei que horas devem ser. Esqueci de trazer relógio e a única forma de ver seria através do celular, que logicamente não posso ligar.
Os "dementes" pediram whisky - DUPLO. Agora falam alto pra caramba!!!
Não adiantou a tentativa de concentração na minha narrativa. Os gordos querem "puxar papo". São gregos. E pelo visto querem me embebedar. Assaltaram o carrinho em três vinhos e me entregaram um.
Pediram conhaque para a aeromoça e estão fazendo ela me servir também. Só que meu olhar denunciou e ela disse que iria me servir um "licor de madame".
Pelo video estou vendo que estamos saindo de Recife.
Começaram a passar os filmes.....
Maldita hora que pedi "janela". Os gordos embebedados e com tapa olhos estão dormindo, roncando e engasgando. Não tenho como ir ao banheiro.
Ligaram as luzes!!!!! Como?????? Eu não dormi!!!!! E os gordos não acordam. E o que não poderia faltar.... Criança berrando no avião. DUAS!!!!!!
Lá embaixo já dá para ver umas ilhotas iluminadas.