16 de maio de 2009

GRAVES


Um dos grandes nomes de vinho e única região em Bordeaux a fazer tanto tintos quanto brancos de primeira qualidade, Graves perdeu em 1987 seus melhores châteaux e terras para a nova appellation de Pessac-Léognan. Na Graves remanescente, os vinhos têm estilo e qualidade próprios.

A região de Graves encolheu durante um longo período. Antes da filoxera (Praga que destrói as folhas da videira diminuindo sua capacidade de fazer fotossíntese. Mas o que geralmente mata a planta é o apodrecimento de suas raízes após o ataque do inseto.) suas vinhas cobriam 10.000ha; hoje ocupam menos de 3.000ha. Parte das terras não foi replantada; em outra, perto da cidade, as vinhas deram lugar a casas e ao aeroporto Mérignac, de Bordeaux.

Historicamente, os tintos sempre foram menos comuns que os brancos, cujo o volume em 1961, era quatro vezes maior do que o tinto. Hoje para cada garrafa de branco há duas de tinto. Porém a qualidade do vinho branco aumentou, graças a produtores como Denis Dubourdieu, que com leveduras específicas fazem os mais sutis sabores da Sémillon e da Sauvignon Blanc aflorarem. Os melhores brancos Graves, como o Villa Bel Air podem suplantar um Pessac-Léognan.

MÉDOC


Médoc, nome da mais famosa região vinícola do mundo, deriva-se da frase latina "medio acquae", literalmente "entre as águas", numa referência direta ao Estuário da Gironde e ao Oceano Atlântico, suas fronteiras naturais ao norte, a leste e a oeste.
Constitui-se de uma estreita e longa faixa de vinhedos de enorme prestígio, que se estendem a noroeste da cidade de Bordeaux até a Pointe-de-Grave, seu limite ao norte. Em seu coração está a área clássica de Bordeaux, onde estão localizados a maioria dos mais famosos "châteaux", termo que designa as propriedades vinícolas daquela região da França.
É difícil de acreditar que esta região, hoje tão valorizada, tenha sido a última área de Bordeaux a ser utilizada para o cultivo de uvas, pois era constituída de solo pantanoso, de difícil acesso e onde a viticultura era praticamente impossível.O Médoc localiza-se na margem esquerda do Estuário da Gironde, que é formado pela confluência dos rios Dordogne e Garonne, no oeste do território francês, tendo como limites a cidade de Bordeaux ao sul e Soulac-Sur-Mer ao norte. Divide-se em duas partes: o Haut-Médoc ao sul e o Médoc ao norte. Esta última região era conhecida como Bas-Médoc, designação que foi abandonada pelos produtores, temerosos de uma possível conotação negativa para seus vinhos.

Somente vinhos tintos podem usar a apelação Médoc. A colheita mecânica das uvas é bastante comum e toda a produção é separada do engaço antes da fermentação do mosto, que é feita em tonéis e tanques de madeira. É cada vez mais freqüente o uso de modernos tanques de aço inoxidável, com controle de temperatura. O período de contato com as cascas (maceração) tem duração média de 1 a 2 semanas, sendo que alguns produtores chegam a prolongar este período para 4 semanas. As principais variedades de uvas cultivadas são a Cabernet Sauvignon, a Cabernet Franc e a Merlot. As variedades consideradas secundárias são a Petit Verdot, a Malbec e a Carmenère.

SAINT ÉMILION



Saint-Emilion (sub-região de Bordeaux) está localizada na margem direita do rio Dordogne, 50 quilômetros a leste da cidade de Bordeaux, na costa oeste da França. Lá, há mais de mil Châteaux e todos gostariam de ostentar nos rótulos de seus vinhos os dizeres "Premier Grand Cru Classé".


Os vinhos de Saint-Emilion são bem diferentes dos de Médoc, principal sub-região de Bordeaux, situada na margem esquerda do rio. Enquanto à esquerda a uva dominante é a Cabernet Sauvignon, em Saint-Emilion reina a Merlot, com importante presença também da Cabernet Franc. Como estas cepas são menos taninosas que a Cabernet Sauvignon, os vinhos de Saint-Emilion são geralmente mais fáceis de beber, mais carnudos, redondos, macios e amadurecem mais cedo que os do Médoc.





O clima em Saint-Émilion é menos marítimo e mais seco que o do Médoc, com maior gradiente diário de temperatura. Os solos são muito variados, com uma gama de terrenos que vai do rochoso, ao arenoso, calcário, argiloso, até solos de aluvião. É comum um mesmo vinhedo, de um mesmo Château, se estender por diferentes tipos de terreno. As melhores safras recentes que a região proporcionou foram: 1982, 1990, 1998, 2000, 2001 e 2003. Também foram boas: 1983, 1986, 1988, 1989, 1995, 1996 e 1999.


Apenas em 1955, Saint-Emilion viria a classificar seus vinhos. Os vinhos são classificados em quatro denominações de origem, ou appellations: Saint-Emilion, Saint-Emilion Grand Cru, Saint-Emilion Grand Cru Classé e Saint- Emilion Prémier Cru Classé.


Atenção especial aos "Saint-Emilion Grand Cru" e "Saint-Emilion Grand Cru Classé", já que apenas uma palavra os distingue.

VINHOS BORDEAUX


Não é um exagero classificar a França como o melhor país vinícola do mundo. Nenhum país possui tantos vinhos de excepcional qualidade.


A França possui cerca de uma dezena de grandes regiões vinícolas , algumas delas subdivididas em até mais de vinte regiões menores.



Perdidos nesse mar de vinhos, para conhecermos verdadeiramente os vinhos franceses, não nos resta alternativa senão provar alguns representantes de cada uma das suas regiões. Só assim é possível compreender a diversidade e a complexidade dos destes vinhos.



Bordeaux é, sem dúvida, a região vinícola francesa que mais se destaca por possuir o maior número de vinhos excepcionais (os famosos Grand Cru, Premier Cru, Deuxième Cru, etc.) muitos deles atingindo preços estratosféricos. Suas sub-regiões mais importantes são Médoc, Graves, Pomerol e Saint Emilion para os tintos, e Sauternes-Barsac, para os brancos.



Situa-se na região sudoeste, na costa da atlântica da França, junto à foz do rio Gironde e se estende em torno da cidade de Bordeaux que lhe empresta o nome.



As 57 sub-regiões AOC de Bordeaux distribuem-se em torno do "Y" formado pelo rio Gironde e seus afluentes, o rio Dordogne, ao norte, e o rio Garonne, ao sul.



Em tempo: APPELLATION DE ORIGINE CONTRÔLÉE (A.O.C.)


Vinhos de Denominação de Origem Controlada


São os vinhos de melhor qualidade, provenientes de regiões delimitadas, denominadas AOC, dentro das quais existem sub-regiões também AOC, cada uma com sua classificação hierárquica para seus vinhos. Existem cerca de 400 AOC e delas provêm os melhores vinhos da França que, no entanto, correspondem a apenas 29% da produção total do país.










15 de maio de 2009

MOSTARDA DIJON




História da Mostarda




O condimento já era utilizado por egípcios, gregos e romanos, esmagadas e salpicadas nas carnes e peixes. Estima-se que na idade média cozinheiros franceses foram os primeiros a elaborar o condimento, utilizando as sementes, rusticamente moidas e misturadas a mel e vinagre. Foi em Dijon que a Mostarda ganhou popularidade. Moinhos específicos serviam os mercadores e habitantes, da mesma forma que os moinhos de trigo, e sua mostarda se tornou comum, quase que obrigatória, nas mesas desta cidade. O registro mais antigo, datado de 1347, guarda informações sobre doze francos gastos com o envio de Mostarda a Rainha.
A mostarda de Dijon não é um condimento insípido, mas um condutor de apetite. Ela resulta da trituração dos grãos negros e marrons que, depois de passados em uma peneira, são misturados a uma emulsão de “verjus” (vinho branco bem verde). Os grãos vêm do Canadá e da Borgonha e quase toda a produção francesa de mostarda é feita em Dijon. Sua característica é de ser extremamente forte, bem diferente da dos hot-dogs americanos.



A mostarda pode ser misturada a diversos ingredientes como cassis, roquefort, pimenta etc. Mas a vedete das mostardas é a Moutarde à l’ancienne, sem ser peneirada, contendo os grãos inteiros.



TORTA FRANCESA DE CEBOLA

INGREDIENTES

Massa


350g Farinha de Trigo

100 g Manteiga

Sal a gosto

Água gelada para dar o ponto

Recheio


6 cebolas grandes

5 tomates maduros

Azeite

Sal a gosto

3 colheres de sopa de Mostarda Dijon

300 g de Queijo Ementhal francês ralado grosso para cobrir



Modo de Fazer


Massa


· Junte a farinha, a manteiga e o sal, utilize as pontas dos dedos para esfarelar.
· Acrescente a água aos poucos e vá unindo toda a massa até ficar homogênea.
· Deixe descansar por aproximadamente 20 minutos.
· Depois, forre uma assadeira redonda (30cm) e coloque para pré-assar.
· Em seguida, comece a fazer o recheio.


Recheio


· Corte 6 cebolas grandes em rodelas e abra todas elas.
· Em uma frigideira, refogue a cebola no azeite, depois acrescente os tomates cortados em tiras, sem pele e semente, e acrescente um pouco de sal, desligue o fogo.
· Por último, retire a massa pré-assada do forno, passe uma camada de Mostarda Dijon, coloque o recheio por cima e, por último, o Queijo Ementhal francês ralado e volte para o forno.
· Quando o queijo estiver derretido, retire do forno e sirva em seguida com um belo Bourdeaux.


14 de maio de 2009

CHRISTIAN LOUBOUTIN



Comecem a reparar nas fotografias tiradas nos “Red Carpets” ou os famosos tapetes vermelhos onde as celebridades param para ser clicadas. Reparem que as mulheres se viram de lado e erguem levemente o pé para mostrar um solado vermelho. Esta é a marca registrada que consagrou Christian Louboutin, um dos maiores designers de sapatos do momento. O francês é um dos nomes atuais que dita a moda nos pés das celebridades de Hollywood. E é fácil reconhecer à distância quem calça seus modelitos. Sola vermelha e saltos altíssimos aos quais nem Angelina Jolie, mesmo grávida, resiste. Além dela, a lista de clientes ilustres inclui a superfashion Victoria Beckham, Katie Holmes, Nicole Richie e Dita Von Teese. Todas mulheres lançadoras de tendências e que sabem se equilibrar com leveza em cima do salto.
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Antes que a maioria das mulheres comuns conseguisse decorar Manolo Blahnik, o peculiar nome que se transformou em sinônimo dos sapatos mais chiques do planeta, outro estilista, de nome mais complicado ainda, vai assumindo a posição de autor do salto agulha que toda consumidora louca por moda (e com a carteira recheada de dinheiro) precisa ter. Christian Louboutin, mistura de francês com vietnamita, não é novato no ramo, mas agora chegou ao topo, segundo as caprichosas preferências do mercado de luxo. Tem duas marcas registradas: o salto altíssimo (na faixa dos 12 a 13 centímetros) e a sola pintada de vermelho-sangue.-
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Em entrevista à apresentadora americana Oprah Winfrey, ele contou que a idéia de pintar a sola veio num momento em que ele achava que suas criações precisavam de um toque especial. “Uma funcionária minha sempre pintava as unhas. Um dia peguei o esmalte dela, passei na sola, e o sapato ganhou vida”. Depois disso, nunca mais os solados de um LOUBOUTIN passaram despercebidos. Em 1979, com apenas 15 anos, ele já conhecia a noite parisiense, as salas de música e teatro da cidade e, vidrado por esse universo sensual, decidiu criar sapatos para vender às dançarinas do Moulin Rouge e do Folies Bèrgere.--Fascinado por sapatos desde criança, o designer usou como base de suas primeiras coleções rascunhos de infância feitos em seus cadernos de escola. Sem loja, ele ia a cabarés e boates para vender seus sapatos. “As mulheres ficavam nuas, mas continuavam calçadas”, contou ele certa vez em uma entrevista à revista Marie Claire. Na época, porém, eram freqüentes os “nãos” de mulheres que alegavam não ter dinheiro. Ex-aprendiz do mestre Charles Jourdan (com ele aperfeiçoou os mais ou menos 100 passos para a confecção de um salto agulha perfeito) no começo da década de 80, Louboutin trabalhou para grandes grifes, como Christian Dior, Chanel e Yves Saint Laurent, e até como paisagista e colaborador da Vogue, antes de se estabelecer, com ajuda de dois amigos, por conta própria em Paris, no ano de 1992, com a inauguração de sua primeira loja na Galeria Vero-Dodat, uma elegante galeria parisiense próxima ao Museu do Louvre. -
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Um exemplar da sua primeira fornada foi direto para o acervo permanente do Instituto de Moda do Metropolitan Museum de Nova York. A segunda coleção, intitulada “Trash”, não tinha nada de lixo, mas utilizava como decoração bilhetes de ônibus, tampas de latinha de cerveja e outras traquitanas do cotidiano. Quatro meses após a inauguração da boutique, uma jornalista americana da W Magazine estava em Paris para descobrir novos endereços “trend” na cidade. Foi quando ela ouviu uma animada conversa de duas mulheres sobre os sapatos da boutique de Christian Louboutin; uma delas era a Princesa Caroline de Mônaco. A matéria foi publicada, o negócio decolou e o resto é história. -
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Os sapatos de Louboutin não são mesmo para qualquer uma. Dois anos mais tarde, em 1994, a grife inaugura uma loja na cidade de Nova York. Um modelo básico custa em torno de US$ 500, mas pode ultrapassar a cifra de US$ 1.000 dependendo do material com o qual é feito. O preço não é exatamente de obra de arte, mas o designer já transformou seus sapatos em peças dignas de exposição, literalmente. No ano passado, o cineasta David Lynch, de quem é amigo íntimo, fotografou os modelos e organizou uma mostra em Paris em 2007. Recentemente o estilista, famoso por seus sapatos de salto alto que viraram hit fashion, apresentou uma novidade que deixou muita gente surpresa: um tênis. O par de tênis, estampado e texturizado como um leopardo, estava a mostra em recente evento para a imprensa, organizado pela marca. -
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No dia 22 de abril de 2009, CHRISTIAN LOUBOUTIN inaugurou no shopping Iguatemi sua primeira loja na América Latina. Dividido em três salas, uma delas fechada por espelhos para atendimentos particulares, o novo local apresenta os sofisticados e inconfundíveis sapatos de solado vermelho-sangue. E, mesmo com a crise, o projeto de expansão iniciado em 2007 deve seguir em frente. Uma loja em Dubai, uma no Japão e outra em Miami estão nos planos de 2009. E uma segunda loja no Brasil nos próximos dois anos também não está descartada. Não à toa, que as exportações representam 95% de suas vendas, que, desde 2005, apresentam crescimento de 30% a 40% ao ano. Com perspectiva de aumentar ainda mais com o lançamento da linha de bolsas - cujo preço, na Europa, vai de 800 euros a 1,3 mil euros - e a previsão de inaugurar 15 lojas nos próximos três anos.-
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O estilista conquistou o mundo da moda com modelos completamente despojados, primando pelo design e pela combinação de cores e adornos arrojados, com saltos que já chegaram a 25 centímetros de altura, num modelo feito por encomenda. Nas lojas, o máximo à venda são 16 centímetros de altura, mas Louboutin revela que a média dos modelos fica com módicos sete ou oito centímetros. Há ainda, pasmem as apreciadoras das pequenas torres criadas pelo francês, os modelos rasteiros, totalmente no chão. Mas foi na esfera das festas, dos tapetes vermelhos, das ocasiões em que todo mundo comenta o que todo mundo usa que Louboutin se superou – como bem atestam freguesas fiéis como Caroline de Mônaco, Nicole Kidman e, surpresa, Sarah Jessica Parker. Seus sapatos são fabricados na Itália e criados no atelier do designer, em Paris. Seu modelo mais caro, chamado de Lady Rings, é de camurça com cristais, e tem preço de 1.290 euros (3.800 reais). O Pesce, fazendo jus ao nome, desenha com recortes de couro uma exótica carpa. O preço médio fica em torno dos 500 euros. Recentemente, dois modelos feitos em parceria com o bordador Jean-François Lesage, em homenagem a Maria Antonieta, prometem virar peça de museu. Produzidos em edição limitada de apenas 36 pares, as peças foram colocadas à venda por US$ 6.295 apenas na butique da Madison Avenue, em Nova York. -
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Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 1992
● Fundador: Christian Louboutin
● Sede mundial: Paris, França
● Proprietário da marca: Christian Louboutin
● Capital aberto: Não
● CEO: Christian Louboutin
● Estilista: Christian Louboutin
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 17
● Presença global: 50 países
● Presença no Brasil: Sim (1 loja)
● Funcionários: 300
● Segmento: Moda
● Principais produtos: Sapatos e bolsas
● Ícones: As solas vermelhas dos sapatos
● Website: www.christianlouboutin.com
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A grife CHRISTIAN LOUBOUTIN possui atualmente 17 lojas próprias e 150 pontos de venda (localizados dentro de famosas lojas de departamento) em 50 países ao redor do mundo. Suas lojas estão localizadas em cidades cosmopolitas como Paris, Londres, Nova York, Los Angeles, Moscou, São Paulo, Cingapura, Hong Kong e Jacarta. Os Estados Unidos, onde a marca possui 5 lojas, é responsável por 40% de suas vendas.
Na pele da personagem Carrie Bradshaw, da série Sex and the City, a atriz americana se tornou a maior propagandista de Manolo Blahnik, mas se casou na vida real usando um LOUBOUTIN – de sola azul, a cor exclusiva dos sapatos de noiva da marca.-
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