6 de junho de 2009

BÊTES DE MODO - HELMO


Mais um post em homenagem a minha filha linda, maravilhosa Julia. De quem eu estou morrendo de saudades....

Helmo é um estúdio de dois designers gráficos franceses: Thomas Couderc e Clément Vauchez. Os artistas criaram para a loja de departamentos Galeries Lafayette, em Paris, uma linda demonstração fotográfica intitulada “Bêtes de Mode”. Constitui de 13 retratos humanos sobrepostos em imagens de animais que foram reveladas através de diferentes filtros coloridos.
Confira os demais trabalhos do estúdio no site: www.helmo.fr

MARCHA DOS PINGUINS




"A Marcha dos Pingüins", de Luc Jacquet, se tornou o filme francês de maior bilheteria da história do cinema americano, desbancando o lendário "O Quinto Elemento", de Luc Besson, e "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", de Jean-Pierre Jeunet.

Tudo começou modestamente para "A Marcha dos Pingüins", que estreou nos Estados Unidos em apenas quatro salas e se sustentou unicamente com o boca-a-boca contra as dezenas de milhões de dólares que os gigantes de Hollywood gastam para promover seus filmes.

Com o apoio de uma excelente crítica, depois dos primeiros três dias de exibição, o filme arrecadou cinco vezes mais por sala que o número um do momento "Batman Begins", antes de ver seu êxito aumentar em todos os cantos do país.

Na versão original, os atores franceses Charles Berling e Romane Bohringer emprestam suas vozes a um casal de pingüins.

Na versão em inglês, o ator Morgan Freeman comenta a história "em off''.

O filme Documentário, na versão brasileira, é narrado por Patrícia Pillar e Antonio Fagundes e foi sucesso inesperado e extraordinário de crítica e público em todo o mundo. Nos EUA obteve mais de US$ 77 milhões.

SINOPSE

Em um cenário de gelo desértico, surge uma bela história da natureza que se repete há milênios e da qual depende a manutenção da espécie: a marcha de milhares de pingüins imperadores em busca do par perfeito.

Por instinto, enfileirados aos montes, machos e fêmeas deixam seu habitat natural em direção ao deserto gelado da Antártica em uma maratona de bravura e sobrevivência até realizar seu ritual de acasalamento.
O documentário mostra a inversão de papéis entre pingüins machos e fêmeas, onde o casal se separa após um breve tempo suficiente para a fecundação. A fêmea deixa o ovo para ser chocado pelo macho, enquanto retorna para o mar em busca de alimento.

Meses se passam e os pingüins machos têm a árdua tarefa de aquecer e proteger o rebento, à espera do retorno de suas fêmeas. A nova família de pingüins terá que se reunir no prazo máximo de 48 horas para que o novo membro receba comida, caso contrário, não sobreviverá.

O reencontro com as fêmeas dá largada à corrida dos machos em direção às águas do Oceano Antártico, a marcha dos famintos. Caberá agora, às fêmeas, a tarefa de preparar os filhos para a vida adulta, até que possam se arriscar sozinhos no mar. Assim, o ciclo se fecha até chegada do próximo Outono.

O DIRETOR

Cineasta premiado, documentarista, operador de câmera e diretor de fotografia, Luc Jacquet é conhecido por seu trabalho em documentários sobre natureza e vida selvagem. Formado em biologia, Jacquet agrega valor a seus filmes devido a sua formação científica e a seu grande talento para filmes narrativos. A Marcha dos Pingüins foi seu primeiro longa-metragem.

VELIB




Velib é um programa de aluguel de bicicletas públicas em Paris, França. A iniciativa foi do prefeito Bertrand Delanoe do Partido Socialista Francês. O sistema foi lançado em 15 de Julho de 2007. Dez mil bicicletas foram colocadas na cidade com 750 estações automatizadas. Este número tem crescido, hoje são 20.000 bicicletas e 1.450 estações de serviço, cerca de uma estação a cada 300 metros ao longo de todo o centro da cidade, tornando Vélib o maior sistema do seu gênero no mundo.

Cada estação Velib está equipada com um terminal de aluguel automático e estandes para dezenas de bicicletas. Mapas mostram as estações disponíveis por toda a cidade.

As robustas bicicletas cinzentas foram produzidas pela empresa francesa de bicicletas Mercier, na Hungria O valor da bicicleta foi de € 300 cada uma, inicialmente. A bicicleta possui três velocidades, cada uma pesa 22,5 kg, tem iluminação com Led alimentada por um dínamo, e na frente uma cestinha.

Se um usuário chega com uma bicicleta alugada em uma estação sem vagas disponíveis, o terminal concede quinze minutos a mais de gratuidade no aluguel.
O terminal também exibe informações sobre os terminais vizinhos, incluindo a localização, número de bicicletas disponíveis. Uma frota de vinte veículos é utilizada durante a noite para redistribuir bicicletas para estações de alta demanda para a manhã seguinte.
Para utilizar o sistema, os usuários precisam pagar uma assinatura, que permite ao assinante um número ilimitado de aluguéis. Um cartão de crédito com chip é necessário para se inscrever no programa de aluguel para as bicicletas. No primeiro ano, três pessoas morreram em acidentes com as bicicletas alugadas; alguns automobilistas se queixam de que os usuários das bicicletas não seguem todas as regras de trânsito. Pelo menos 3.000 bicicletas foram roubadas no primeiro ano de funcionamento, muito mais do que se tinha estimado inicialmente.

Representantes da JCDecaux, empresa responsável por administrar o projeto, deram uma entrevista à BBC dizendo que está inviável manter as bikes conservadas devido aos roubos e ao vandalismo.

A empresa informa que bicicletas foram jogadas no Rio Senna, levadas para o Leste Europeu ou se tornaram inutilizáveis por terem sido usadas como BMX em praças e circuitos.

A Prefeitura de Paris informou que já aceitou pagar 400 euros para cada bike roubada, valor acima do previsto inicialmente.

CHARLES AZNAVOUR


Este post é em homenagem a minha mais assídua leitora - Juaninha.

Aznavour nasceu Shahnour Vaghinagh Aznavourian (em armênio: Շահնուր Վաղինակ Ազնավուրյան), filho dos imigrantes armênios Michael e Knar Aznavourian. Seus pais, que eram artistas, o introduziram ao mundo do teatro em tenra idade.

Ele começou a atuar aos nove anos de idade e logo assumiu o nome artístico Charles Aznavour. Seu grande estouro aconteceu quando a cantora Èdith Piaf o ouviu cantar e o levou consigo numa turnê pela França e pelos Estados Unidos.

Freqüentemente descrito como o Frank Sinatra da França, Aznavour canta principalmente o amor. Ele escreveu musicais e mais de mil canções, gravou mais de 100 álbuns e apareceu em 60 filmes, incluindo Atirem no Pianista e O Tambor. Aznavour canta em muitas línguas (francês, inglês, italiano, espanhol, alemão, russo, armênio e português) o que o ajudou a se apresentar no Carnegie Hall e noutras casas de espetáculos mundo afora.
Ele gravou pelo menos uma canção do poeta Sayat Nova, doséculo XVIII, em armênio. "Que c'est triste Venise", cantada em francês, em italiano ("Com'è triste Venezia"), espanhol ("Venecia sin tí"), inglês ("How sad Venice can be", "The Old-Fashioned Way") e alemão ("Venedig im Grau") estão entre as mais famosas canções poliglotas de Aznavour. Nos anos 70, Aznavour tornou-se um grande sucesso no Reino Unido, onde sua canção "She" saltou para o número um nas paradas de sucessos.

Em 1988, Charles Aznavour foi eleito "artista do século" pela CNN e pelos usuários da Time Online espalhados pelo mundo. Aznavour foi reconhecido como notável performer do século com cerca de 18% da votação total, desbancando Elvis Presley e Bob Dylan. Após a morte de Frank Sinatra, Charles Aznavour é o último dos crooners tradicionais.

A lista de artistas que já cantaram Aznavour abrange deFred Astaire e Bing Crosby, de Ray Charles a Liza Minelli. Elvis Costello
gravou "She" para o filme Notting Hill.

Curiosidades

Aznavour sempre foi consciente de sua baixa estatura — 1,60m. Por causa disso, no entanto, ele desenvolveu uma tremenda presença de palco e comando.

5 de junho de 2009

PIERRE PAULIN




Esse post é em homenagem a Julia. Como este vários outros designers franceses virão. Selecionei Pierre Paulin, pois estamos colocando poltronas no Mar Ipanema e me veio a curiosidade de saber quem desenhou a Cadeira Tulipa. A foto desta cadeira está neste post. Ela é a de cor preta.

Pierre Paulin (1927) é considerado um dos mais importantes designers franceses de meados do século XX. Em 1956 Paulin encontrou o apoio necessário para realizar a produção de seus projetos. Em sua busca pela simplicidade e recusa a efeitos líricos, sua inovação encorajou a adoção de um estilo de vida. Paulin foi responsável pela criação do mobiliário do gabinete presidencial de Françoies Mitterrand, em 1983.

Depois de completar 80 anos em 2007, Pierre Paulin revela-se ao mundo como um expoente máximo do Design contemporâneo francês.

Só tardiamente foi reconhecido, apesar de uma carreira invejável de colaborações profissionais ao mais alto nível.

Naturalmente tímido, exageradamente humilde e lúcido sobre a qualidade do seu trabalho, recusou sempre publicidade cujo deslumbramento poderia ofuscar a grandeza e simplicidade da sua obra.

A Artifort, marca holandesa com quem este prestigiado designer colaborou ao longo dos últimos 50 anos, presta-lhe uma homenagem sem precedentes.

A verdade é que a Artifort deve a Pierre Paulin grande parte da sua consagração como marca, e pode dizer-se sem grande exagero que por muito tempo a sua imagem estará irremediavelmente ligada a ele.

Influenciado pelo seu tio Georges Paulin, engenheiro e designer notável que desenhou o primeiro carro sem capota para a Peugeot em 1931, Pierre Paulin interessa-se pelo design depois de um período de grande indecisão em que teria tentado estudar engenharia e mesmo escultura, a sua primeira paixão.

Nos anos 50 descobre o Design holandês, depois o design escandinavo e o seu raio de interesses alargam-se a Alvar Aalto; Saarinen e Charles and Ray Eames por cujo trabalho irá nutrir uma profunda admiração.

Pierre Paulin descobre nos Eames o poder da emoção irradiada por um novo design técnico e racional.

Começou por trabalhar com a Thonet e foi em 1958 que Hans Wagemans o convidou a fazer uma apresentação para a Artifort. Entre tantos outros designers, foi sobre Pierre Paulin que todas as atenções recaíram.

A colaboração que nesta fase se inicia com a Artifort, é o perfeito exemplo da melhor colaboração entre uma marca editora de design e um criador pioneiro da qualidade de um Pierre Paulin.

A Artifort permitiu a Pierre Paulin desenvolver uma aprofundada pesquisa sobre têxteis “stretch” em malha de Jersey, que teria permitido estofar os seus modelos inspirados em formas naturais, arredondadas e sensuais.

É desta época a edição da Oyster Chair, um verdadeiro ícone do design que se mantém em produção até hoje.

Segue-se a Orange Slice Chair.

Da observação de duas cascas de laranja nasce o que é hoje em dia uma das mais reconhecidas poltronas da Artifort.

A partir daí segue-se uma fase de grande fôlego criativo.

Entre inovação e provocação deliberada, surgem uns atrás dos outros os ícones que marcarão a associação à Artifort.

Modelos como a Mushroom Chair, a Rabino Chair ou a Tangue, são as versões mais aplaudidas entre tantas outras criações desta fase e fazem parte do portfólio da Artifort, ainda em produção aos dias de hoje.

Apesar da incontornável reputação como designer de produto, Pierre Paulin esteve sempre ligado a inúmeros e não menos importantes projetos de Design de Interiores.

Destacam-se o apartamento do presidente francês Georges Pompidou no Palais de L’Elysées ou os escritórios da Christian Dior.

O PEQUENO PRÍNCIPE - ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY


O Pequeno Príncipe é um livro escrito pelo autor, jornalista e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry. Foi escrito em 1943, um ano antes de sua morte. É sua obra mais conhecida.
É o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições. Do lado de fora parece ser um simples livro para crianças.
O Pequeno Príncipe é na verdade um livro profundo, escrito de forma enigmática e metafórica. Um livro poético e filosófico sem igual. Esse livro foi traduzido para muitas outras línguas, sendo seu original em francês. Também dele foram feitos histórias para serem ouvidas, filmes e desenhos animados, além de adaptações.


Apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geômetra, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O pequeno príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranqüilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu descobrir o segredo do que é realmente importante na vida.

É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias, nos tornamos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que fomos.

Antoine de Saint-Exupéry (1900 - 1944)

Antoine de Saint-Exupéry nasceu em Lyon, França em 29/06/1900 e morreu em 1944 (local ignorado). Foi aviador de profissão e escritor por devoção. Foi piloto do correio aéreo que na década de 30 voava das possessões francesas na África para Argentina e Chile, fazendo escala em Natal, o ponto sul-americano mais próximo do continente africano.
Um dos pioneiros da aviação comercial francesa. Organizou as linhas da Patagônia e empreendeu vôos de Paris à Saigon e de New York à Terra do Fogo. Atuou de maneira intensa durante a 2ª Guerra Mundial unindo-se à aviação Aliada em 1942. De espírito audaz, sentia-se melhor do que nunca quando estava no ar e, de preferência realizando os vôos mais arriscados. As experiências que viveu em suas missões heróicas, soube transportar para seus livros de maneira profunda. Seu livro mais conhecido O Pequeno Príncipe é um convite à reflexão para que as pessoas se humanizem, se cativem e se percebam.

Antoine foi oficialmente contra o governo nazista. Quando o Pequeno Príncipe foi publicado em 1943, a França estava ocupada pelo exército alemão. Saint-Exupéry foi muito ativo na Resistência Francesa, e seu livro "Flight to Arras" foi proibido na França, ocupada em 1942 pela Alemanha.

Exupéry enfrentou problemas delicados de saúde que o impediam de continuar voando. Mas para ele, não voar significava não viver. Contrariando ordens médicas, em 1944 decolou pela última vez rumo ao infinito. Deixou nosso planeta quando seu avião foi derrubado por um piloto alemão. Seu avião jamais foi encontrado.

Numa carta encontrada na sala de Antoine depois que seu avião desapareceu, ele tinha escrito o seguinte:

"Eu não me preocupo se eu morrer na guerra (...) Mas se eu voltar vivo desse 'trabalho' ingrato, mas necessário, haverá apenas uma questão para mim: O que dizer da humanidade? O que dizer para a humanidade?"

Na certa, as edições em alemão de O Pequeno Príncipe são parte das respostas para sua questão. Alguém tem que mostrar aos Homens o que é realmente importante, em qualquer língua, sendo que a língua e o país realmente não são o mais importante.

É apenas com o coração que se vê bem. O essencial é invisível aos olhos.
Antoine de Saint-Exupéry