16 de junho de 2009

CHRISTIAN DIOR


DIOR é um ícone da moda de alta-costura. Inventou o chamado “New Look”, que ao longo de sua história fez a própria tradução física dos sonhos e da fantasia humana através de seus vestidos.
A marca DIOR é, talvez, a mais influente, chique e glamurosa do fascinante e extravagante mundo da alta-costura. Fruto da cabeça criativa e inovadora, que adora romper e quebrar tendências, do estilista Christian Dior.


Considerado o new look da moda internacional até hoje, Christian Dior era uma pessoa de temperamento difícil, complicado, mas conhecia seu ofício quando desenhava seus croquis para a alta costura francesa. O estilista nasceu em Granville (cidade portuária de Mancha) em 21 de janeiro de 1905. Na época, a família Dior tinha uma boa situação financeira, o que lhe garantiu uma infância e juventude tranqüila. Mesmo com o grande interesse em artes, especialmente o desenho, estudou ciências políticas – por influência de seu pai –, com a intenção de seguir a carreira diplomática.
Após terminar o curso, gastou seu tempo viajando pela Europa, até que, em 1927, abriu uma galeria de artes, em sociedade com o amigo Jacques Bonjean. Chegaram a expor alguns trabalhos de amigos como Christian Bérard. Em meados de 1934, Dior enfrentou uma grave doença. E o que é pior, não podia contar mais com o dinheiro da sua família que, desde 1931, atravessava vários problemas financeiros.
Em 1935, recuperado e disposto, começou a desenhar croquis para o Figaro Illustre, jornal parisiense que os publicava semanalmente na seção de alta-costura. Depois de conseguir vender uma coleção de desenhos de modelos de chapéus, o inventivo Dior elaborou croquis de roupas e acessórios para várias maisons de Paris, até que, em 1938, ingressou de cabeça no mundo da alta costura com a função de ser assistente do estilista suíço Robert Piguet. Nesse ínterim, explodia a II Guerra Mundial na Europa e Dior foi convocado para a batalha, na qual atuou como soldado do corpo de engenheiros.-

Em 1941, já trabalhando na maison do estilista francês Lucien Lelong, conheceu o francês Pierre Balmain, que depois se tornaria um grande e importante estilista francês. Nessa altura, o estilista almejava ter a sua própria maison e conseguiu concretizar o sonho com a ajuda financeira do então magnata e empresário de tecidos, Marcel Boussac, em 1946 com a fundação da The House of Dior.
O lendário endereço, em Paris, o número 30 da Avenida Montaigne é o mesmo até os dias de hoje. No dia 12 de fevereiro do ano seguinte lançou sua primeira coleção chamada “Carolle Line” que contava com a revolucionária saia na altura do tornozelo, apelidada pela redatora da revista Harper's Bazaar americana, Carmel Snow, de “New Look” (novo visual).
Contendo inúmeras variações e novidades para época, a coleção se tornou um sucesso imediato, principalmente pelos ombros arredondados, cinturas acentuadas, saias rodadas, vestidos suntuosos, fartos, com cintura bem fininha e ombros à mostra que a coleção possuía em seus modelos. O modelo que se tornou o símbolo do “New Look” foi o tailleur Bar, um casaquinho de seda bege acinturado, ombros naturais e ampla saia preta plissada que vinha quase até a altura dos tornozelos. Luvas, sapatos de saltos altos e chapéu completavam o figurino. Além de causar fascínio pela sua elegância e luxo, o conceito do New Look vinha carregado de extravagância e exagero: vestidos tradicionalmente feitos com 5 metros de tecido, agora usavam até 40 metros. Ele conquistou de cara o mundo da alta-costura pela ousadia e por causar impacto com suas roupas – afinal, para ele, “as peças eram feitas não somente para serem bonitas, mas também para chocar”.
O estilista conseguiu mudar o conceito de praticidade e simplicidade das roupas femininas, até então uma necessidade dos tempos de guerra e uma tendência da moda criada por Chanel. Após alguns anos de reclusão, a mulher pós-guerra queria se sentir novamente feminina e estava ansiosa em recuperar a elegância e o luxo verdadeiro. Nos bailes, que à época se sucediam aos jantares, as mulheres ricas e célebres compareciam usando Dior.
O estilista acertou e criou modelos extremamente femininos, luxuosos, sofisticados e elegantes, inspirados na moda da segunda metade do século XIX. Os vestidos eram mais longos, o busto mais acentuado, a cintura bem marcada e as saias amplas.
Ainda em 1947 foi fundada a divisão de perfume (conhecida como Parfums Christian Dior) com o lançamento do Miss Dior, um verdadeiro clássico até os dias de hoje. Em apenas um ano, a coleção New Look teve mais de dez mil encomendas.
A volta por cima da beleza feminina fez a cabeça de mulheres célebres como Eva Perón, Grace Kelly e Marlene Dietrich. Em 1949, dois anos após a inauguração, a maison Dior já era responsável por mais de 5% das exportações francesas.
Nesta época, Christian Dior já tinha uma casa de prêt-à-porter de luxo em Nova York, além de estar bem estabelecido para assinar contratos de licenças com sociedades americanas. No ano de 1954, ele mudou tudo com a linha H (H de haricot vert, uma vagem comprida): chega de busto e cintura apertada. Dior inovou novamente ao imprimir estilo com vestidinhos tubulares que escondiam as formas.
O vestido-saco revolucionou de forma surpreendente cabeças e corpos. Também criou neste ano, modelos luxuosos com muita seda e tule bordado, além dos vestidos de tecidos transparentes, com saias sobrepostas e comprimentos dos mais diversos.

A linha Y surgiu em 1955 e mostrava um corpo longo com a parte superior mais pesada, com golas grandes que se abriam em forma de V. A linha A trouxe vestidos e saias que se abriam a partir do busto ou da cintura para formar os dois lados de um A.
Com apenas 52 anos de idade e dez anos depois de abrir a maison, Christian Dior morreu precocemente em 24 de outubro de 1957 após sofrer um ataque cardíaco. Deixou um verdadeiro império do luxo, com 28 ateliês e 1.200 empregados. Os números impressionam: em dez anos de existência, foram vendidos mais de 100 mil vestidos, um milhão e quinhentos mil metros de tecido decorados e 16 mil croquis realizados.
Para assumir a direção de criação da grife, após sua morte, foi escolhido o então jovem e talentoso Yves Saint-Laurent, que provocou protestos dos discípulos de Dior por ter criado peças poucos tradicionais para a marca, como jaquetas de couro e vestidos curtos. Em 1962, Saint-Laurent resolveu abrir sua própria maison, e em seu lugar assumiu Marc Bohan, um estilista francês mais experiente.
Seus modelos mais influentes foram apresentados em 1966, baseados no filme Dr. Jivago, com casacos amplos de cintura apertada, vestidos longos e botas. A partir de 1989, o italiano Gianfranco Ferré – em uma tentativa de renovação da Maison – foi escolhido como o novo nome Christian Dior.
Logo na primeira coleção ganhou o Dedal de Ouro oferecido pela companhia Helena Rubinstein ao melhor estilista de cada temporada.--Desde 1997, o inglês John Galliano é o designer da grife e nomeado o criador das coleções de alta-costura e prêt-à-porter feminino. E chegou para “incendiar” a maison. O estilista assumiu a marca com o respaldo de nada menos que Bernard Arnault, o todo-poderoso do grupo LVMH (Môet-Henessy Louis Vuitton), primeira empresa mundial do comércio do luxo, e que também detém os direitos dos perfumes Miss Dior e Poison, ambos da marca Christian Dior. Ao colocar Galliano – um rebelde, inglês e iniciante – à frente da Maison Dior, os franceses ficaram chocados. Porém, apenas um ano depois, a grife voltou a lucrar. John Galliano causou uma reviravolta na DIOR. Houve dois escândalos que fizeram com que a marca voltasse aos bons tempos: a simples contratação de John Galliano e a coleção dos mendigos, que causou frisson ao desfilar modelos vestidos como mendigos na passarela. O estilista é convencido de que o esquisito, mesmo chocante, vende. Já colocou nas passarelas trapezistas, acrobatas chineses, monges Shaolin, freiras e esfinges. Considerado um gênio rebelde, o estilista comandante da DIOR fala pouco em público, mas não precisa disso para virar notícia. Em um dos seus últimos desfiles de alta-costura, modelos exibiram vestidos em estilo império, recobertos de bordados preciosos. Enquanto isso, uma banda de hard rock tocava e destruía seus instrumentos a chutes e pauladas.


A marca no Brasil
A marca desembarcou no Brasil oficialmente em 1999 com a inauguração da loja na Rua Haddock Lobo em São Paulo. Com a abertura da Villa Daslu, a segunda butique da DIOR, também em São Paulo, foi inaugurada. O luxo está presente por todos os lados, a começar pelo mármore do piso, que veio da Turquia. Os móveis são italianos, o carpete é da Tailândia e o sofá e as poltronas são Luis XV, da França. A butique tem nada menos do que 190 metros quadrados e é a loja DIOR mais moderna do mundo.

Acesse o site abaixo para assistir o desfile de outono/inverno 2008/2009

RONAN E ERWAN BOUROULLEC







Ronan e Erwan Bouroullec nasceram em Quimper, Bretanha, respectivamente em 1971 e 1976. Depois se licenciaram na “École Nationale de Arts Décoratifs” em Paris, Ronan começou a trabalhar por conta própria, assistido pelo irmão Erwan que estudava na “École de Beaux Arts” em Cergy Pontoise.
Os irmãos trabalham juntos desde 1999, e as suas obras são diálogos constantes entre duas personalidades diferentes, unidas por objetivos comuns. Os irmãos Bouroullec trabalham com diversos e prestigiados fabricantes de mobiliário, incluindo Vitra, Cappelline, Issey Mijake e Habitat.
Ao mesmo tempo têm desenvolvido outros projetos como o “Floating House”, um estúdio de artista encomendado pelo “Chateau Art Center” e desenhado em colaboração com os arquitetos Denis Daversin e Jean Marie Finot.
Foram eleitos Criadores do Ano no Salão de Móveis de Paris. Já ganharam diversos prêmios internacionais, como o “New Designer Award” na Feira Internacional do Mobiliário de Nova Iorque, o “Grand Prix” em Paris e o primeiro prêmio na Feira Bienal em Saint-Etienne. Em 2003 foram eleitos Designers do Ano da “Elle Decoration Japan”.
VEJA O SITE: WWW.BOUROULLEC.COM

15 de junho de 2009

LE CREUSET






Le Creuset, uma empresa francesa nascida em 1925 para fabricar panelas de ferro fundido esmaltadas, sobreviveu a incontáveis avanços tecnológicos dentro do mundo culinário – e ainda hoje é sinônimo de paixão para quem cozinha por profissão ou por puro amor.

Mas é um relacionamento curioso. O motivo principal é que não basta achar bonitas as cores laranja, vermelhona, azul profundo (ou a ainda sequer lançada cor-de-rosa) dos utensílios Le Creuset e decidir ter uma dessas. É preciso pagar por ela. E uma das primeiras coisas que se fica sabendo sobre essa simples panela, além de seus inúmeros pontos positivos, é seu preço.
Vamos devagar, para não assustar: acha bonitinha uma panelinha com 10 centímetros de diâmetro, perfeita para cozinhar uma porção individual? Ela sai por cerca de R$ 80. Prefere uma maior, digamos uma caçarola média ou uma panela de fato, com 33 centímetros? Se paga algo em torno de R$ 700 pela primeira e mais de R$ 1.000 pela segunda.

Depois de achar a panela uma graça, a maioria dos mortais recolhe o sorriso e vocifera contra o absurdo desses preços. É impossível para o público comum entender por que uma simples panela custaria o preço de uma geladeira. Chefs de cozinha, por outro lado, compreendem. Ou ao menos tentam.

O fabricante se apressa em explicar que toda panela Le Creuset segue rigorosíssimos padrões de qualidade – desde a escolha da matéria-prima até a produção, esmaltação e até na embalagem final.
Os utensílios, para se ter uma ideia, não têm qualquer ponto de solda. Cada peça passa pelas mãos de cerca de 30 artesãos até ganhar vida – e a performance que é esperada dessa “Ferrari das panelas”. Além disso, uma Le Creuset apresenta rigorosamente a mesma espessura nas laterais, no fundo e na tampa da panela, o que é garantia do cozimento mais uniforme possível.

A distribuição de calor já faz um efeito por si só, o de engrandecer o sabor e o aroma dos alimentos. Também por causa desse cozimento altamente uniforme, carnes, legumes etc. não perdem líquidos e propriedades, um belo ganho nutricional. E, para sacramentar, o esmalte vitrificado do interior da panela facilita muito a limpeza após o preparo das refeições.

O bom é que, com o passar das décadas, todo esse preciosismo na arte de fazer utensílios não parou na área das panelas para a Le Creuset. Hoje a marca já fabrica (na cidade de Fresnoy Le Grand, França) também frigideiras, conjuntos para fondue, molheiras, travessas, réchauds. Linhas de acessórios para cozinha, como espátulas, colheres, batedores e formas de silicone, além de badaladas chaleiras e de artigos têxteis, saem dos fornos nos Estados Unidos e na Tailândia.

Mas todos os tecnicismos a respeito da Le Creuset perdem força quando comparados à paixão que ela provoca. Destinada a um público específico, amante da boa mesa e disposto a pagar o preço, qualquer panela ou travessa da marca não fica escondida em armários, mas sim é bem destacada – até por ser 100% apropriada para ir do fogão ou forno para a mesa (as tampas, por exemplo, possuem cabos também resistentes às altas temperaturas).

E, ao falar dessa devoção de chefs profissionais e amadores, é impossível não citar uma tal tradição francesa: em certas famílias, quando há um casamento, a noiva deve ganhar de presente da mãe ou da sogra uma Le Creuset, já usada. Seria um desejo de boa sorte. E vale dizer que ser um presente usado não muda em nada já que – preparados? – todos os produtos Le Creuset têm garantia de 100 anos. Um presente que poucos podem ter, mas muitos gostariam.

Flávia Pegorin – do site: http://gourmet.ig.com.br

13 de junho de 2009

CHANEL N0. 5



O perfume mais famoso do mundo foi criado por Ernest Beaux, famoso perfumista da época, a pedido de Coco Chanel, que sugeriu: “Um perfume de mulher com cheiro de mulher”. Dentro de um frasco art déco (feito em cristal, retangular, com uma espécie de selo identificador, quase como se fosse uma etiqueta), que foi incorporado à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York em 1959, o Chanel nº 5 foi o primeiro perfume sintético a levar o nome de um estilista. Revolucionando o mundo das fragrâncias, o perfumista utilizou em sua fórmula corpos sintéticos em proporções inéditas até então: eram mais de 65 substâncias em sua composição entre elas rosas, jasmins de Grasse, flores raras do oriente e sândalo, além da luxuosa essência do pau-rosa, árvore tropical ameaçada de extinção e que encantou os europeus desde o século XVIII por sua fragrância. O cinco era o seu número da sorte, tanto que Coco apresentou o perfume no dia 5 de maio de 1921, até hoje o perfume mais vendido em todo o mundo, comercializado em cerca de 140 países. Outra história conta que a estilista escolheu o número, pois entre 10 amostras preparadas pelo perfumista a que mais lhe agradou foi a cinco.

O perfume alavancou seus negócios e se tornou legendário. Mas foi Marilyn Monroe quem tornou o perfume um verdadeiro sucesso. Ao ser entrevistada, perguntaram o que vestia para dormir. Marilyn respondeu: “Apenas algumas gotas de Chanel nº 5”. A composição da fragrância permaneceu praticamente inalterada ao longo de mais de meio século de existência, algo incomum mesmo entre marcas de prestígio. Grande parte dos jasmins e rosas de maio utilizados na produção do perfume ainda é cultivada pelas mesmas famílias de floricultores do sul da França, com custos de produção até 30% maiores do que seus equivalentes chineses. Para a empresa, no entanto, transferir o local de produção dessas flores significa comprometer o aroma do perfume, e isso está simplesmente fora de questão.

Em 2004, foi lançada a nova campanha do perfume estrelada pela atriz Nicole Kidman, o novo rosto do Chanel nº 5 para encarnar a elegância e modernidade do produto. A campanha contou ainda com um mini filme de 2 minutos dirigidos pelo renomado Baz Luhrmann, de “Moulin Rouge”, que contava com Nicole Kidman e o brasileiro Rodrigo Santoro. O filme, orçado em US$ 20 milhões, conta a história de uma atriz que foge de fotógrafos em uma première e termina nos braços de um estranho escritor. Tudo embalado ao som da Orquestra Sinfônica de Sydney, que toca uma versão de “Clair De Lune” do compositor Claude Debussy.




Em 2009 mais um comercial, chamado "Trem de Nuit", da Coco Chanel, com a atriz francesa Audrey Tautou foi lançado. Dirigido por Jean-Pierre Jeunet (Amelie), o comercial foi filmado no famoso Orient Express. "Sempre amei trens noturnos e sua magia: a sua a oportunidade perfeita para criar um encontro num tempo suspenso”, afirmou Jeunet. E acrescentou: gosto da idéia de unir desta forma o homem e a mulher. Gosto de jogar com destinos e coincidências ...”. De bom gosto.

COCO CHANEL








Um verdadeiro mito. Responsável por grande parte das principais mudanças no vestuário feminino ocorridas no século XX. Considerada uma das forças do movimento feminista do começo do século passado, Mademoiselle Coco Chanel criou uma moda atemporal e elegante, ostentada até os dias de hoje, fazendo de sua marca, sinônimo de elegância e conforto.

A estilista francesa, que se tornou símbolo de uma revolução nos costumes e na postura da mulher no cenário social, adquiriu a elegância e simplicidade como formas de sobrevivência. Mitômana, nunca quis admitir sua origem pobre. Foi apenas após a sua morte, em 1971, que os reais fatos de sua infância ficaram conhecidos do público.





Nascida no interior da França, na cidade de Saumur em 19 de agosto de 1883, Gabrielle Bonheur Chanel ficou órfã de mãe aos seis anos de idade. Seu pai, Albert Chanel, a mandou para um pensionato da cidade francesa de Auvergne, onde permaneceu até sua adolescência. Porém, a vida simples da cidade interiorana não condizia com a ânsia de Coco Chanel. Trabalhou como balconista e até em um cabaré, onde cantava a música ”Qui qu´a vu Coco dans le trocadero?” (de onde originou seu apelido Coco). Mas o intuito de vencer na vida era mais forte e, para isso, decidiu sair à caça de amantes, de preferência homens ricos, que pudessem lhe ajudar. Esse foi o primeiro grande confronto de Coco Chanel com a sociedade machista do início do século XX. O envolvimento com o milionário oficial de cavalaria Etienne Balsan levou-a a Paris, aos 16 anos, e a inseriu na alta sociedade da capital francesa. Com a ajuda do cobiçado playboy inglês Arthur Capel (que muitos dizem ter sido o grande amor da estilista e morreu jovem em um acidente automobilístico em 1924), montou sua primeira loja, a Casa Chanel (Chanel Modes) em 1910. No começo, vendia chapéus para mulheres. O estilo simples, sem grandes adornos de flores, encantou as parisienses que freqüentavam o jóquei clube da cidade. Quem era aquela mulher que ousava nos trajes simplistas, com misturas entre vestimentas femininas e masculinas? A partir desse momento, Chanel decidiu dedicar-se à costura.
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Seus cortes simples encantaram e, em 1913 (antes da 1ª Guerra Mundial) abre, simultaneamente, duas boutiques de moda, em Deauville (um dos elegantes centros da França na época) e em Paris. Em 1916, abre uma loja de Alta Costura em Biarritz e, em 1920, fixa-se definitivamente no n.º 31 da Rue Cambon, onde a Maison Chanel existe até hoje. Coco Chanel costumava dizer que no mundo da moda havia um excesso de homens que não sabiam como proporcionar o conforto às mulheres. Foi por isso que o estilo criado por ela revolucionou o século XX: ao libertar a mulher das faixas e corpetes apertados em saias com muitos babados, permitiu que a mulher se sentisse livre e poderosa vestida de maneira simples e prática. “Não há mulheres feias, há mulheres mal cuidadas”, costuma dizer.




Com essa filosofia, queria atingir o maior número de mulheres que pudesse, com roupas de cortes retos e elegantes. Não se importava em ser copiada por outros estilistas; o que mais a alegrava era ver mulheres vestindo suas inovações.


- - Jérsei, Cardigans, sapatos sem salto, vestidos de corte a direito e sem mangas, jaquetas, saias plissadas, tailleurs, bolsas com alça de corrente dourada: a renovação do guarda-roupa feminino, para servir ao bel-prazer da mulher de bom gosto e poucos recursos, estava disponível na criatividade de Chanel. Era o chic minimalista que seria adotado por aquelas que estavam cansadas dos costumes da Belle Epoque e do vestuário excessivamente ornamentado. O vestido preto (“Little Black Dress”) seria outra de suas grandes invenções que se tornaria célebre. Saindo das festas de gala e dos momentos de luto, se transformaria no curinga e, de antemão, marcaria o perfil da mulher moderna, preparada para ser uma profissional e parecer feminina e elegante em qualquer situação. Utilizado pela primeira vez em 1926, o modelo foi chamado pela Vogue como o ”Ford dos vestidos” (uma alusão aos carros da marca americana que eram vendidos em massa).


-- No auge de sua fama, durante a década de 30, empregou 4.000 funcionários e chegou a vender 28.000 peças em um único ano. O segredo do sucesso de Chanel era simples: apenas desenhava roupas que gostava de vestir. Não colocava seus esboços no papel, criava-os em cima do tecido, no corpo da modelo. Isso porque era a roupa que deveria se adequar ao corpo, e não ao contrário, como gostava de dizer. Neste período, Coco Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como: Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo. Seus modelos vestiram estrelas como a princesa Grace Kelly, atrizes como Marlene Dietrich e Ingrid Bergman, a primeira-dama americana Jacqueline Kennedy, entre outros grandes nomes. Durante a Segunda Guerra Mundial Chanel chegou a trabalhar como enfermeira, uma vez que os negócios relativos à moda estavam em baixa. Nesta época envolveu-se com um oficial nazista, o que lhe custou o exílio na Suíça. Em 1954 voltou a Paris e retomou seus negócios na alta costura. Sua carreira teve um renascimento nesta época. O Cardigan, o vestido preto e as pérolas tornaram-se marca registrada do estilo CHANEL. Quando apresentou a coleção de 1958, as francesas ficaram maravilhadas. A revista ELLE escreveu em destaque: “Dez milhões de mulheres votam CHANEL”. Suas inovações, de fato, retocaram toda a silhueta feminina. O novo comprimento de suas saias mostrou os tornozelos das mulheres, cujos pés passaram a contar com sapatos confortáveis de bicos arredondados. Pérolas em especial, e bijuterias em geral, ganharam lugar de destaque entre os acessórios, cachecóis enrolaram-se com classe nos pescoços das mulheres e seu corte de cabelo tornou-se simétrico, reto, mostrando a nuca - o eterno corte CHANEL.


- - No ano de sua morte, em 1971, aos 87 anos, no luxuoso Hotel Ritz de Paris, Coco Chanel ainda trabalhava ativamente, desenhando uma nova coleção. Assim como toda a história de sua vida, o momento da morte também foi marcado por glamour e boatos. Sozinha, no quarto do Hotel Ritz, onde viveu por cerca de 33 anos, a estilista teria dito a uma camareira que estava em seu quarto: “Vê? É assim que se morre. Sozinha, mas sempre chique”. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que vestiam suas roupas em sinal de homenagem. O ano de 1983 foi marcado pela chegada de Karl Lagerfeld à empresa como diretor artístico da marca tanto para a linha de alta-costura quanto para a de prêt-à-porter. O estilo clássico criado por mademoiselle Chanel, revitalizado por Lagerfeld, atravessou o século 20 e se tornou atemporal.







Vejam o trailer do filme que está para estrear nos cinemas



HÔTEL DES INVALIDES








Hôtel National des Invalides, ou Palácio dos Inválidos, é um enorme monumento parisiense, cuja construção foi ordenada por Luis XIV, em1670, para dar abrigo aos inválidos dos seus exércitos. Hoje em dia, continua acolhendo os inválidos, mas é também uma necrópole militar e sede de vários museus.


Entre as personalidades ilustres lá sepultadas encontra-se Napoleão Bonaparte.


O Rei Luís XIV precisou, tal como os seus predecessores Henrique III e Henrique IV, de assegurar auxílio e assistência aos soldados inválidos dos seus exércitos; para que "aqueles que expuseram as suas vidas, derramaram o seu sangue pela defesa da monarquia (...) passem o resto dos seus dias na tranquilidade (ceux qui ont exposé leur vie et prodigué leur sang pour la défense de la monarchie (...) passent le reste de leur jours dans la tranquillité), diz o édito Real de 1670.


No dia 15 de Julho de 1804 teve lugar na capela dos Invalides a primeira entrega das condecorações da Legião de Honra, por Napoleão Bonaparte, aos oficiais meritórios, numa faustosa cerimónia oficial.


O edifício foi dotado desde muito cedo de funções museográficas: Museu da Artilharia em 1872 e Museu Histórico dos Exércitos em 1896, reunidos como Museu do Exército (Musée de l'Armée) em 1905.


Hôtel des Invalides ainda acolhe presentemente uma centena de reformados e inválidos dos exércitos franceses. A administração encarregada desta missão é o Instituto Nacional dos Inválidos (Institut national des invalides).


A capela do Hôtel des Invalides, concebida para acolher os pensionistas dos Invalides, foi elevada à categoria de Cathédrale. É a sede do Bispo Católico dos Exércitos.


Napoleão I repousa sob a cúpula, na companhia dos seus dois irmãos, Joseph e Jérome Bonaparte, e do seu filho, o "Filhote de Águia".


A cúpula dourada dos Inválidos constitui um dos pontos de referência da paisagem parisiense.






O alinhamento dos canhões na esplanada é altamente simbólico. Esses canhões estão, efetivamente, apontados ao Palais de l'Élysée para lembrar ao seu locatário que na França o soberano é o povo, e que este pode a qualquer momento retomar as armas.







Napoleão Bonaparte foi sepultado no dia 15 de Dezembro de 1840, sob a Monarquia de Julho, cujos líderes procuravam reunir os partidários do Imperador defunto. As cinzas de Napoleão foram colocadas num monumental sarcófago, ele próprio colocado numa cripta construída no centro da capela Saint-Louis.


Curiosidade:

Napoleão foi enterrado sem o pênis, amputado horas depois de sua morte. Depois de 170 anos a exótica relíquia apareceu nos Estados Unidos, guardado por John Lattimer, professor de Urologia da Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque.

A amputação teria sido feita pelo médico francês Francesco Antommarchi, despachado para Santa Helena para cuidar da úlcera de estômago que acabou por matar Napoleão. Antommarchi, um anatomista que pouco entendia de doenças, irritou o intempestivo corso, que o recebia a cusparadas e insultos. "Foi a vingança do médico", disse Lattimer.

Embora seja provável, não está provado que tenha sido o médico que fez a
autópsia, Dr. Francesco Antommarchi, a subtrair o orgão genital de Napoleão. Na sala estavam presentes dezessete testemunhas, sete médicos ingleses, duas criadas de Napoleão, um padre de nome Vignali e ainda um servo árabe de nome Ali. Há, portanto, 29 suspeitos.

O seu filho François Bonaparte (igualmente chamado de Napoleãon II, "o filhote de Águia" ou Duque de Reichstadt) foi ali sepultado, em 1940, como presente de Adolf Hitler à França.


Joseph e Jérôme Bonaparte, irmãos do Imperador, foram enterrados em duas alcovas laterais.
Para conservar o traço das tradições do exército, os seus troféus e objetos de vida quotidiana dos soldados, foi criado em 1896 um Museu Histórico do Exército (Musée Historique de l'Armée). Este viria a ser fundido com o da Artilharia em 1905, formando o atual Museu do Exército (Musée de l'Armée).


Depois do final da
Segunda Guerra Mundial, durante a qual os Inválidos esconderam uma rede de resistência em 1942, o Museu foi aumentado com a Ordem da Libertação (Ordre de la Libération) e o Museu de História Contemporânea (Musée d’Histoire Contemporaine).