19 de junho de 2009




O ator francês Gérard Depardieu nasceu em 27 de Dezembro de 1948 em Chateauroux. De origem humilde, fugiu de casa aos 13 anos e teve a juventude marcada pela delinquência. Foi tirado desta situação durante a adolescência por uma assistente social que o convenceu a tentar a carreira de ator. Depardieu começou a carreira no grupo de teatro Café de la Gare, junto comPatrick Dewaere e Miou-Miou.



Sua primeira experiência no cinema, ainda adolescente, foi no curta-metragem Le beatnik et le minet (1965). Depois de atuar em pequenos papéis, ganhou destaque em Os Corações Loucos.



Nos anos 80, consolidou-se como uma das estrelas mais brilhantes do cinema francês.



Seu tipo físico e seus respectivos quilos a mais favoreceram a sua interpretação do herói dos quadrinhos Obélix em Astérix e Obélix Contra César, adaptação para o cinema da obra de Goscinny e Uderzo.
O filme foi um enorme sucesso na França e no mundo, sendo continuado em 2002 por Astérix & Obélix: Missão Cleópatra e em 2008 Astérix nos Jogos Olímpicos.



Filmografia

2009 - Diamant 13

2008 - Les enfants de Timpelbach

2008 - Hello goodbye

2008 - Bouquet final

2008 - L'abolition (TV)

2008 - Inimigo público nº 1 - Instinto de morte (L'instinct de mort)

2008 - Missão Babilônia (Babylon A.D.)

2008 - Sans arme, ni haine, ni violence

2008 - Disco

2008 - Asterix nos jogos olímpicos (Astérix aux jeus olympiques)

2007 - Michou d'Auber

2006 - Piaf - Um hino ao amor (La môme)

2006 - Paris, eu te amo (Paris, je t'aime)

2006 - Amici miei '400

2006 - Quando eu era cantor (Quand j'étais chanteur)

2006 - As férias da minha vida (Last holiday)

2005 - Olé!
2005 - Combien tu m'aimes?

2005 - Les rois maudits (TV)

2005 - Je préfére qu'on reste amis

2005 - La vie de Michel Muller est plus belle que la vôtre

2004 - Les temps qui changent

2004 - 36 (36 quai des orfèvres)

2004 - O pecado da fé (Nouvelle France)

2004 - O sumiço do presidente (San Antonio)

2004 - RRRrrrr!!! - Na idade da pedra (RRRrrrr!!!)

2004 - La femme musketeer (TV)

2003 - Volpone (TV)

2003 - Les clefs de bagnole

2003 - Dupla confusão (Tais-toi)

2003 - Nathalie X (Nathalie...)

2003 - Viagem do coração (Bon voyage)

2003 - Crime spree

2003 - Le pacte du silence

2002 - Ruy Blas (TV)

2002 - Blanche

2002 - Meu pai, meu filho (Aime ton père)

2002 - I am Dina

2002 - Desejo de liberdade (Between strangers)

2002 - Asterix e Obelix: Missão Cleópatra (Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre)

2002 - Cidade fantasma (City of ghosts)

2001 - Streghe verso nord

2001 - CQ

2001 - Concorrência desleal (Concorrenza Sleale)

2001 - O closet (Le placard)

2001 - Vidocq (Vidocq)

2000 - Les misérables (TV)

2000 - Le secret de la femme blanche (TV)

2000 - Os 102 dálmatas (102 dalmatians)

2000 - Les acteurs1999 - Balzac (TV)

1999 - Bridge, The

1999 - Asterix e Obelix contra César (Astérix et Obélix contre César)

1999 - Mirka1999 - Passionnément

1999 - Wings against the wind

1998 - Bimboland

1998 - Notes of love

1998 - O homem da máscara de ferro (Man in the iron mask, The)

1997 - XXL

1996 - Hamlet (Hamlet)

1996 - Nosso professor é um herói (Le plus beau métier du monde)

1996 - O agente secreto (Secret agent, The)

1996 - Bogus - meu amigo secreto (Bogus)

1996 - De bem com a vida (Unhook the stars)

1995 - Le garçu

1995 - Les anges gardiens

1995 - Les cent et une nuits de Simon Cinéma

1995 - O cavaleiro do telhado e a dama das sombras (Horseman on the roof, The)

1995 - Elisa, em sua honra (Élisa)

1994 - Memórias do mal (La machine)

1994 - Coronel Chabert - Amor e mentiras (Colonel Chabert)

1994 - Uma simples formalidade (A pure formality)

1994 - Meu pai herói (My father, the hero)

1993 - Germinal (Germinal)

1993 - Hélas pour moi

1993 - François Truffaut: Portraits volés

1992 - 1492 - A conquista do paraíso (1492: Conquest of Paradise)

1992 - From time to time

1991 - Todas as manhãs do mundo (All the mornings of the world)

1991 - Mon père ce héros

1991 - Merci la vie1990 - Uranus

1990 - Cyrano (Cyrano de Bergerac)

1989 - Quero ir para casa (I want to go home)

1989 - Linda demais para você (Too beautiful for you)

1989 - Ele e ela (Deux)

1988 - Camille Claudel (Camille Claudel)

1988 - A strange place to meet

1987 - Sois le soleil de Satan

1986 - Les fugitifs

1986 - Rue du départ

1986 - I hate actors

1986 - Jean de Florette (Jean de Florette)

1986 - Ménage
1985 - A woman or two

1985 - Polícia (Police)

1984 - Rive droite, rive gauche
1984 - Le tartuffe

1984 - Forte Saganne (Fort Saganne)

1983 - Les compères

1983 - A lua na sarjeta (Moon in the gutter, The)

1982 - Le grand frère

1982 - Return of Martin Guerre, The

1981 - A mulher do lado (La femme d'à côté)

1981 - Choice of arms1981 - La chèvre

1980 - Loulou (Loulou)

1980 - O último metrô (Le dernier métro)

1980 - Inspecteur la bavure

1980 - I love you all

1980 - Meu tio da América (Mon oncle d'Amérique)

1979 - Buffet froid

1979 - Temporale Rosy

1978 - Les chiens

1978 - L'ingorgo - una storia impossibile

1978 - Preparem seus lenços (Préparez vos mouchoirs)

1978 - Le sucre

1977 - Le camion

1977 - Bye bye monkey

1977 - Dites-lui que je l'aime

1977 - Left-handed woman, The

1977 - La nuit tous les chats sont gris

1977 - Violanta

1976 - Barocco

1976 - 1900 (1900)

1976 - La dernière femme

1976 - Baxter - Vera Baxter

1976 - Mistress

1976 - Les plagues de l'Atlantique

1976 - René la canne

1975 - Sept morts sur ordennance

1975 - Cinema according to Bertolucci, The

1975 - I love you no more

1974 - Stravisky...

1974 - Pas si méchant que ça

1974 - Rough day for the queen

1974 - Going places

1974 - Vincent, François, Paul... et les autres

1973 - Two against the law

1973 - La femme du gange

1973 - Os alegres subterrâneos de Paris - Não entre pelo buraco (Les gaspards)

1972 - Le tueur

1972 - Le viager

1972 - L'affaire dominici

1972 - L'an 011972 - Lune lune coquelune

1972 - Nathalie Granger

1972 - La scoumoune

1971 - Un peu de soleil dans l'eau froide

1970 - Le cri du cormoran, le soir au-dessus des jonques

1965 - Le beatnik et le minet




Prêmios



Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, por "Cyrano" (1990).- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Comédia/Musical, por "Green Card - Passaporte para o Amor" (1990).

Recebeu 2 indicações ao BAFTA de Melhor Ator, por "Jean de Florette" (1986) e "Cyrano" (1990).

Recebeu 15 indicações ao Cesar de Melhor Ator, por "Sept Mors Sur Ordannance" (1975), "La Dernière Femme" (1976), "Dites-lui que Je L'aime" (1977), "Le Sucre" (1978), "O Último Metrô" (1980), "Danton - O Processo de Revolução" (1983), "Les Compères" (1983), "Forte Saganne" (1984), "Polícia" (1985), "Sois le Soleil de Satan" (1987), "Camille Claudel" (1988), "Linda Demais para Você" (1989), "Cyrano" (1990), "Coronel Chabert - Amor e Mentiras" (1994) e "Quando Eu Era Cantor" (2006).

Venceu por "O Último Metrô" e "Cyrano".

Recebeu uma indicação ao European Film Awards de Melhor Ator, por "Cyrano" (1990).

Ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, por "Cyrano" (1990).

Ganhou o Volpi Cup de Melhor Ator no Festival de Veneza, por "Polícia" (1985).-

Ganhou um Leão de Ouro honorário, em 1997, concedido pelos organizadores do Festival de Veneza em homenagem à sua carreira.




ASTÉRIX



O Gaulês mais famosos do mundo, Asterix (em francês Astérix), foi criado em 1959 na França pelo ilustrador Albert Uderzo e o escritor René Goscinny. Naquela época, os quadrinhos de super-heróis americanos faziam o maior sucesso na França. Por isso, Uderzo e Goscinny foram convidados por François Clotaud de revista chamada Pilote para criar uma história com personagens ligados a seu país. Para cumprir a tarefa, eles recorreram aos antigos habitantes da França, os gauleses.

Em 29 de outubro de 1959, foi editada na revista francesa de histórias em quadrinhos Pilote, desaparecida em 1989, os primeiros esboços do pequeno gaulês. Dois anos depois, a primeira história em quadrinhos das aventuras gaulesas vendeu apenas 6.000 exemplares. Porém, em 1963, a segunda, “A Foice de Ouro”, atingiu os 20 mil exemplares. Depois, as aventuras de Astérix foram conquistando cada vez mais adeptos.

Em 1967, aparece o primeiro longa de uma série de desenhos animados. A trama se passava no ano 50 a.C, onde toda a Gália (a atual França) tinha sido ocupada pelos romanos. Toda? Não! Uma aldeia, povoada por irredutíveis gauleses ainda resistia ao invasor. E a vida não era fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Babaorum, Aquarium, Laudanum e Petibonum. Para enfrentar essas legiões romanas, Asterix e sua turma contam com a ajuda de uma poção mágica, que lhes dá força sobre-humana, preparada pelo druida celta Panoramix. A exceção é a de Obelix, um escultor e distribuidor de menires, que caiu dentro de um caldeirão com a poção quando ainda era criança, e por isso adquiriu permanentemente a “super força”. Obelix tem como maior diversão atacar as legiões romanas causando enorme terror aos legionários. Seu maior prazer é comer javalis, que devora com enorme apetite. Desde o àlbum “Astérix e a volta à Gália” adotou Ideiafix, um cãozinho inteligente e ecologista.

Outros personagens da turma são: o bardo Chatotorix; Abracurcix, o chefe da vila, e sua mulher Naftalina; Veteranix, o guerreiro decano; Ornalfabetix, o peixeiro, e sua mulher, Yellowsubmarina; Automatix, o ferreiro; César, Brutus, Cleópatra e os azarados piratas, entre outros. Nas histórias ss nomes gauleses terminam todos em “ix” (Abracurcix, Veteranix, Chatotorix, Pneumatix, etc). Já os normandos (vikings) têm todos os nomes com “af” no final (Olaf, Epaf, Espirograf…), os romanos terminam em “us” e assim por diante. Após o falecimento de Goscinny em 1977, Uderzo deu continuidade ao trabalho, com a colaboração de Sylvie, filha de Uderzo.

Em 1989, foi inaugurado o parque temático Le Parc Asterix, à 30 quilômetros ao norte de Paris. Lá, foram erguidas edificações idênticas às casas da lendária vila gaulesa. Brinquedos como uma montanha-russa em que o carrinho atinge 80 km/h e um navio gaulês atraem mais público do que a Eurodisney. No ano de 2006 estreou o décimo primeiro filme de cinema, Astérix et les Vikings (Asterix e os Vikings).


Em seus mais de 40 anos de existência, Asterix já protagonizou 36 livros de histórias, inspiraram jogos de computador, CDs, uma peça de teatro, sete filmes de animação e três longas de sucesso (Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre, Astérix et Obélix contre César, tendo Gerard Depardieu, como Obélix, e Christian Clavier, e o mais recente Astérix et les Vikings). A página do personagem na Internet (http://www.asterix.tm.fr/) recebe mais de 40 mil visitas por dia.

CURIOSIDADE

* Desde sua primeira edição até hoje, cerca de 310 milhões de exemplares de álbuns do Asterix já foram vendidos. Traduzidas para 107 línguas e dialetos, suas aventuras ainda estão longe de acabar. Hoje, as últimas histórias do pequeno gaulês ultrapassam os dois milhões de exemplares vendidos. O recorde foi batido em 2001, com “Astérix e a Traviata”, publicado no mesmo dia em toda a Europa em oito milhões de exemplares, sendo três milhões na França e outros três na Alemanha, país onde Astérix é muito popular.

ÉMILE GALLÉ - O MAGO DOS VIDROS



Emile Gallé é considerado o mago do vidro. Oriundo de uma família em que lidar com o vidro e a cerâmica era uma tradição, com a sua obra ele marcou a Art Noveau como nenhum outro artista. A principal temática de seus artefatos são flores e folhagens, realizadas em camadas sobrepostas ao vidro, técnica por este desenvolvida, cujo nome em francês é "patê de verre", trabalhando com maestria a opacidade e translucidez do material. Uma produção de fins de século XIX e início do Século XX, traz específicamente paisagens tropicais, inspiradas no Rio de Janeiro, Brasil. A maior autoridade e colecionador destes exemplares é Marcio Roiter/RJ/Brasil, responsável também por boa parte da memória decô do período.

Trabalhando o vidro como forma de expressão, Gallé obtém uma unidade perfeita nas obras em que conjuga princípios estéticos, literários, da filosofia e da arte e, até mesmo das ciências naturais. Extremamente exigente com a qualidade técnica e artística - seja nos trabalhos de cerâmica ou de marchetaria - Gallé foi, sobretudo, o mestre inconfundível na arte do vidro. As produções nas oficinas de Gallé incluíram jarros, púcaros, compoteiras, garrafas, cálices, caixas, tinteiros, fruteiras, serviços de licor, candelabros, canecas de cerveja, cântaros, pitchers, e outros objetos utilitários e decorativos: principalmente os inigualáveis vasos e luminárias. Nestes últimos, à função primordial de iluminar - era o advento da luz elétrica - conjuga-se a criatividade impar do artista que mantém a individualidade em cada peça. São abajures, plafonnières, luminárias de teto e de mesa, entre os quais os conhecidos como cogumelos, que alcançam hoje preços fantásticos.

Os primeiros trabalhos de Gallé eram em cristal claro ou translucente (Clair-de-lune) e as formas usualmente clássicas. A decoração inspirava-se em temas populares da época: mitologia greco-romana, arabesco e caligrafias islâmicas, folclore medieval, paisagens holandesas do século XVII, icnografias egípcia e outras influências evidentes. Feita com a combinação de óxido de cobalto e potássio, "Clair-de-lune" era um azul pálido que tomava o tom de safira brilhante quando a luz refletia sobre ela.

Os últimos trabalhos eram opacos, multicoloridos, com formas naturalísticas que se adaptavam ao tema de que são exemplos os vasos-lírios.

A natureza era a grande fonte de expiração de Gallé: a flora, a zoologia, insetos, borboletas, motivos marinhos compõem decorações e ocupam assimetricamente as superfícies das peças. São desenhos que recriam a natureza de modo realístico, mas transfigurada pela sensibilidade do artista e que se apresenta em colorido vibrante ou se desdobra em nuances suaves revelando suas qualidades de excepcional colorista. O esmalte, a gravura, aplicações e esculturas foram técnicas empregadas isoladas ou conjuntamente por Gallé, além de montagens e bases em bronze e marfim. Os domínios de várias técnicas fazem de Gallé artista, decorador, colorista e paisagista sem igual. É com o processo marqueterie de verre que Gallé atinge a culminância da sua arte.

Emile Gallé nasceu em Nancy, 1846. E morreu na mesma cidade, em 1904. Seu pai Charles Gallé-Reinemer, era proprietário, desde 1845, da oficina de refinação de vidro em Nancy e da fábrica de fayence em Raon-l'Etapes e Saint-Clément. De 1826 a 1865 Emile Gallé faz estudos de Retórica, Filosofia e Botânica em Waimer e, de 1865 a 1866, de Mineralogia. Posteriormente, até fins de 1867, dedica-se à instrução teórica e prática na fábrica de vidro em Meisenthal, fornecedores de matéria prima para seu pai. Já em 1867, Gallé tem seu próprio laboratório para vidro naquele local. A partir de 1870, trabalha na fábrica de faiança do seu pai, em Saint-Clement. O ano de 1871 ele passa viajando entre Londres e Paris, onde visita museus e jardins botânicos.

Ao final da guerra franco-germânica em 1871, Meisenthal com a Alsácia-Lorena passa ao domínio da Alemanha. Em conseqüência, Gallé organiza uma pequena fábrica de vidro em Nancy e amplia a oficina de refinação da cidade. Quatro anos mais tarde também a fábrica de faiança de Saint-Clement é transferida para Nancy e Emile Gallé assume a direção. Em 1878, Gallé participa pela primeira vez da Exposição Mundial de Paris, apresentando vidros esmaltados e lapidados em estilo oriental. Tokouso Takashina, artista botânico japonês, passou os anos de 1885 a 1888 em Nancy, e Gallé recebeu do mestre oriental instruções sobre técnicas de pintura.

Na exposição Internacional de Paris, em 1878, quando recebeu quatro medalhas de ouro, pela primeira vez Gallé travou conhecimentos com seus contemporâneos. Foi lá que viu os primeiros vasos em cameo e conheceu as experiências em vidro de Eugene Rousseau, o vidro iridescente e as formas audaciosas produzidas pela cristallerie de Pantin.

Em 1883, ainda em Nancy, Gallé construiu uma nova e enorme fábrica tendo um grande estúdio para suas pesquisas e funda uma oficina para a fabricação de móveis com marchetaria. No ano seguinte ele apresenta na exposição Union Centrale des Arts Décoratifs, Paris, vidros parcialmente coloridos com decoração floral, conjugando lâminas de metal inclusas ou camadas de metal sobrepostas com pedaços de vidro colorido embutido. Gallé acentua a tendência simbólica de seus vidros com citações de poesia e literatura - verrerie parlante.

É a partir de 1897 que Gallé exibe seus primeiros objetos sobre os quais funde e introduz partes de vidro - marqueterie de verre.

As exposições mundiais de Paris em 1889 e 1900 representam a consagração definitiva de Emile Gallé, que recebe inúmeras medalhas de ouro, diversos Grand Prix e é nomeado Comandante da Legião de Honra. Estava com 51 anos de idade. Suas oficinas nessa época empregavam cerca de 300 artesãos. Apresentou na mostra inúmeros tipos novos de vidro, muitos vasos em "cameo" com motivos e desenhos copiados dos frisos egípcios, a série dos vasos "negros" onde se destacou o vaso "Orpheus" feito a partir de um desenho de Victor Prouve e com várias figuras esculpidas, inclusive a libélula com suas asas abertas. Este vaso encontra-se no Museu da Escola de Nancy. Outro vaso inovador (Museu do Conservatório de Artes e Ofícios de Paris) foi o "Papillons Blancs".

A mobília de Gallé foi mostrada pela primeira vez na exposição de 89, com grande impacto. Foram tantas as encomendas que precisou ampliar a fábrica. Fabricou mesas, cadeiras, escrivaninhas, estantes, mobília de quarto e de sala, tocheiros, porta bengalas, armações para espelho e até taco de bilhar.

Os Impressionistas tiveram grande influência sobre Gallé. "Sua rejeição pelo realismo pictórico em favor da 'impressão' passageira, nasceu do jogo de luzes e sombras e resultou em uma mudança da importância relativa ao artista e sua obra. As idéias sensíveis e criativas próprias do artista que era Gallé encontraram eco nas idéias impressionistas."

Nos anos de 1890 a fama do artista cresceu mais ainda. Tornou-se modismo oferecer vasos de Gallé como presente e Proust, Barão Rotschild, Germain Bapst, Montesquieu, políticos, as classes ricas e a nobreza, todos davam presentes de Gallé, inclusive a municipalidade de Paris freqüentemente encomendava vasos ao artista para presentear chefes de Estado e outros visitantes importantes.

Em 1901, Gallé funda a École de Nancy. Com sua morte - de leucemia, em 23 de setembro de 1904, seu genro, o historiador de arte Paul Perdrizet, assume a direção da empresa que passa a produzir em série os antigos modelos até 1931, quando se encerram as atividades.



Os primeiros vasos de Emile Gallé foram esmaltados e ele continuou a usar essa técnica até morrer. Os primeiros vasos datam de 1878 e foram executados em vidro transparente. A partir de 1880 ele passou a unir a técnica do esmalte com outras, como gravação em ácido e vidros esculpidos. Vidros Falantes foi o nome dado por Gallé aos vasos com inscrições. As peças que eram uma declaração simbolista ou impressionista receberam o nome de Poemas Vitrificados. Vasos Negros, também referência para os "verres hyalites" é a denominação de um grupo de vasos produzidos para a exposição internacional de Paris. A técnica consistia, grosso modo, em recobrir de negro ou marrom um vaso transparente e depois gravar com imagens. Vasos de Tristeza é um título genérico usado por Gallé para designar os vasos cujo clima evocasse pensamentos melancólicos, sentimentos de saudade, etc. Ele usava uma variedade de técnica e cores. Vidros Entalhados, Burilados: Gallé desenhava modelos florais e outros que eram gravados no vidro esmaltado, tantas vezes quanto necessário para revelar as cores do esmalte sob a superfície, obtendo uma enorme quantidade de nuances de cor e de efeitos.


Com raras exceções, os vidros produzidos pela Fábrica de Gallé eram assinados. A única exceção real eram os copos que faziam parte de um conjunto onde a assinatura ficava na peça maior.

18 de junho de 2009

TOUR DE FRANCE ETAPA - MONTELIMAR-MONT VENTOUX







Montélimar é uma região no sudeste da França A cidade de Montélimar foi habitada desde a época celta. Foi reconstruída durante o império romano incluindo uma basílica, aquedutos, termas e um fórum. A família Adhemar reinou sobre a cidade na Idade Média e construiu um castelo (Chateau dês Adhemar), que domina a silhueta da cidade até hoje.






Montélimar é considerada como a capital mundial do nougat. Fabricado desde a Antigüidade na Bacia Mediterrânea, o nougat chegou à França na Idade Média. A cidade de Montélimar se tornou a mais tradicional fabricante desse doce graças ao engenheiro-agrônomo Olivier de Serre, que desenvolveu a plantação de amendoeiras na região. Apesar das diferentes versões de nougat que existem no país, a receita original não mudou. O doce branco leva mel, açúcar, clara de ovos, amêndoa e pistache.



O nougat é mencionado na abertura da música dos Beatles – “Savoy Truffle”. Viajantes param para comprar o nougat de Montélimar a caminho para o sul da França. Desde a construção da rodovia A7 muitas fábricas de nougats foram obrigadas a fechar, pois os turistas já não param em Montélimar.


A nonagésima sexta edição da Tour de France, a mais tracional competição ciclística realizada na França, terá uma das etapas partindo de Montélimar. A prova está prevista para ser realizada entre os dias 4 a 26 de julho de 2009. O percurso Montelimar - Le Mont Ventoux será no dia 25 de julho. São 167 km de montanhas. Com 21,2 quilômetros de extensão a 7,6 % de inclinação média, o Mont Ventoux não recebe uma chegada do Tour desde 2002, tendo sido Richard Virenque o mais forte nessa ocasião.



O Mont Ventoux encontra-se na região de Provença. Geograficamente enquadrado nos Alpes, sempre foi considerado fora do maciço devido a sua solidão. Não há outras montanhas de sua magnitude nos arredores. Isso dá uma primeira pista para adivinhar de onde vem o seu mito. “O Gigante de Provença” é um sobrenome que o identifica muito bem.
Ventoux vem de “ventoso”, devido ao mistral que açoita seu cume em numerosas ocasiões e faz com que seja mais um dos fatores decisivos cada vez que uma corrida suba até o seu topo. Seu aspecto lunar, já que a parte mais alta carece de vegetação, vale outro de seus sobrenomes: “Monte Pelado” (essa falta de vegetação deve-se aos cortes realizados durante a Idade Média). Por último, os escritos históricos indicam que Petrarca foi o primeiro a subir ao Ventoux e deixar sua marca.





Assim encontramos muitas particularidades desta montanha mítica que a fazem única. E no mundinho cicilista? Por quê tem essa enorme fama?

O Mont Ventoux, curiosamente, foi pouco escalado em comparação a outros colossos míticos do Tour: somente em 13 ocasiões, embora tenha 3 variações: a de Bedoin (22Km a 7,6%) é a mais famosa, pois sempre subiu-se por ela, exceto na primeira vez, cuja subida foi por Malaucène.







Chico: Já viu o que você vai ter que pedelar, né?








16 de junho de 2009

CHRISTIAN DIOR


DIOR é um ícone da moda de alta-costura. Inventou o chamado “New Look”, que ao longo de sua história fez a própria tradução física dos sonhos e da fantasia humana através de seus vestidos.
A marca DIOR é, talvez, a mais influente, chique e glamurosa do fascinante e extravagante mundo da alta-costura. Fruto da cabeça criativa e inovadora, que adora romper e quebrar tendências, do estilista Christian Dior.


Considerado o new look da moda internacional até hoje, Christian Dior era uma pessoa de temperamento difícil, complicado, mas conhecia seu ofício quando desenhava seus croquis para a alta costura francesa. O estilista nasceu em Granville (cidade portuária de Mancha) em 21 de janeiro de 1905. Na época, a família Dior tinha uma boa situação financeira, o que lhe garantiu uma infância e juventude tranqüila. Mesmo com o grande interesse em artes, especialmente o desenho, estudou ciências políticas – por influência de seu pai –, com a intenção de seguir a carreira diplomática.
Após terminar o curso, gastou seu tempo viajando pela Europa, até que, em 1927, abriu uma galeria de artes, em sociedade com o amigo Jacques Bonjean. Chegaram a expor alguns trabalhos de amigos como Christian Bérard. Em meados de 1934, Dior enfrentou uma grave doença. E o que é pior, não podia contar mais com o dinheiro da sua família que, desde 1931, atravessava vários problemas financeiros.
Em 1935, recuperado e disposto, começou a desenhar croquis para o Figaro Illustre, jornal parisiense que os publicava semanalmente na seção de alta-costura. Depois de conseguir vender uma coleção de desenhos de modelos de chapéus, o inventivo Dior elaborou croquis de roupas e acessórios para várias maisons de Paris, até que, em 1938, ingressou de cabeça no mundo da alta costura com a função de ser assistente do estilista suíço Robert Piguet. Nesse ínterim, explodia a II Guerra Mundial na Europa e Dior foi convocado para a batalha, na qual atuou como soldado do corpo de engenheiros.-

Em 1941, já trabalhando na maison do estilista francês Lucien Lelong, conheceu o francês Pierre Balmain, que depois se tornaria um grande e importante estilista francês. Nessa altura, o estilista almejava ter a sua própria maison e conseguiu concretizar o sonho com a ajuda financeira do então magnata e empresário de tecidos, Marcel Boussac, em 1946 com a fundação da The House of Dior.
O lendário endereço, em Paris, o número 30 da Avenida Montaigne é o mesmo até os dias de hoje. No dia 12 de fevereiro do ano seguinte lançou sua primeira coleção chamada “Carolle Line” que contava com a revolucionária saia na altura do tornozelo, apelidada pela redatora da revista Harper's Bazaar americana, Carmel Snow, de “New Look” (novo visual).
Contendo inúmeras variações e novidades para época, a coleção se tornou um sucesso imediato, principalmente pelos ombros arredondados, cinturas acentuadas, saias rodadas, vestidos suntuosos, fartos, com cintura bem fininha e ombros à mostra que a coleção possuía em seus modelos. O modelo que se tornou o símbolo do “New Look” foi o tailleur Bar, um casaquinho de seda bege acinturado, ombros naturais e ampla saia preta plissada que vinha quase até a altura dos tornozelos. Luvas, sapatos de saltos altos e chapéu completavam o figurino. Além de causar fascínio pela sua elegância e luxo, o conceito do New Look vinha carregado de extravagância e exagero: vestidos tradicionalmente feitos com 5 metros de tecido, agora usavam até 40 metros. Ele conquistou de cara o mundo da alta-costura pela ousadia e por causar impacto com suas roupas – afinal, para ele, “as peças eram feitas não somente para serem bonitas, mas também para chocar”.
O estilista conseguiu mudar o conceito de praticidade e simplicidade das roupas femininas, até então uma necessidade dos tempos de guerra e uma tendência da moda criada por Chanel. Após alguns anos de reclusão, a mulher pós-guerra queria se sentir novamente feminina e estava ansiosa em recuperar a elegância e o luxo verdadeiro. Nos bailes, que à época se sucediam aos jantares, as mulheres ricas e célebres compareciam usando Dior.
O estilista acertou e criou modelos extremamente femininos, luxuosos, sofisticados e elegantes, inspirados na moda da segunda metade do século XIX. Os vestidos eram mais longos, o busto mais acentuado, a cintura bem marcada e as saias amplas.
Ainda em 1947 foi fundada a divisão de perfume (conhecida como Parfums Christian Dior) com o lançamento do Miss Dior, um verdadeiro clássico até os dias de hoje. Em apenas um ano, a coleção New Look teve mais de dez mil encomendas.
A volta por cima da beleza feminina fez a cabeça de mulheres célebres como Eva Perón, Grace Kelly e Marlene Dietrich. Em 1949, dois anos após a inauguração, a maison Dior já era responsável por mais de 5% das exportações francesas.
Nesta época, Christian Dior já tinha uma casa de prêt-à-porter de luxo em Nova York, além de estar bem estabelecido para assinar contratos de licenças com sociedades americanas. No ano de 1954, ele mudou tudo com a linha H (H de haricot vert, uma vagem comprida): chega de busto e cintura apertada. Dior inovou novamente ao imprimir estilo com vestidinhos tubulares que escondiam as formas.
O vestido-saco revolucionou de forma surpreendente cabeças e corpos. Também criou neste ano, modelos luxuosos com muita seda e tule bordado, além dos vestidos de tecidos transparentes, com saias sobrepostas e comprimentos dos mais diversos.

A linha Y surgiu em 1955 e mostrava um corpo longo com a parte superior mais pesada, com golas grandes que se abriam em forma de V. A linha A trouxe vestidos e saias que se abriam a partir do busto ou da cintura para formar os dois lados de um A.
Com apenas 52 anos de idade e dez anos depois de abrir a maison, Christian Dior morreu precocemente em 24 de outubro de 1957 após sofrer um ataque cardíaco. Deixou um verdadeiro império do luxo, com 28 ateliês e 1.200 empregados. Os números impressionam: em dez anos de existência, foram vendidos mais de 100 mil vestidos, um milhão e quinhentos mil metros de tecido decorados e 16 mil croquis realizados.
Para assumir a direção de criação da grife, após sua morte, foi escolhido o então jovem e talentoso Yves Saint-Laurent, que provocou protestos dos discípulos de Dior por ter criado peças poucos tradicionais para a marca, como jaquetas de couro e vestidos curtos. Em 1962, Saint-Laurent resolveu abrir sua própria maison, e em seu lugar assumiu Marc Bohan, um estilista francês mais experiente.
Seus modelos mais influentes foram apresentados em 1966, baseados no filme Dr. Jivago, com casacos amplos de cintura apertada, vestidos longos e botas. A partir de 1989, o italiano Gianfranco Ferré – em uma tentativa de renovação da Maison – foi escolhido como o novo nome Christian Dior.
Logo na primeira coleção ganhou o Dedal de Ouro oferecido pela companhia Helena Rubinstein ao melhor estilista de cada temporada.--Desde 1997, o inglês John Galliano é o designer da grife e nomeado o criador das coleções de alta-costura e prêt-à-porter feminino. E chegou para “incendiar” a maison. O estilista assumiu a marca com o respaldo de nada menos que Bernard Arnault, o todo-poderoso do grupo LVMH (Môet-Henessy Louis Vuitton), primeira empresa mundial do comércio do luxo, e que também detém os direitos dos perfumes Miss Dior e Poison, ambos da marca Christian Dior. Ao colocar Galliano – um rebelde, inglês e iniciante – à frente da Maison Dior, os franceses ficaram chocados. Porém, apenas um ano depois, a grife voltou a lucrar. John Galliano causou uma reviravolta na DIOR. Houve dois escândalos que fizeram com que a marca voltasse aos bons tempos: a simples contratação de John Galliano e a coleção dos mendigos, que causou frisson ao desfilar modelos vestidos como mendigos na passarela. O estilista é convencido de que o esquisito, mesmo chocante, vende. Já colocou nas passarelas trapezistas, acrobatas chineses, monges Shaolin, freiras e esfinges. Considerado um gênio rebelde, o estilista comandante da DIOR fala pouco em público, mas não precisa disso para virar notícia. Em um dos seus últimos desfiles de alta-costura, modelos exibiram vestidos em estilo império, recobertos de bordados preciosos. Enquanto isso, uma banda de hard rock tocava e destruía seus instrumentos a chutes e pauladas.


A marca no Brasil
A marca desembarcou no Brasil oficialmente em 1999 com a inauguração da loja na Rua Haddock Lobo em São Paulo. Com a abertura da Villa Daslu, a segunda butique da DIOR, também em São Paulo, foi inaugurada. O luxo está presente por todos os lados, a começar pelo mármore do piso, que veio da Turquia. Os móveis são italianos, o carpete é da Tailândia e o sofá e as poltronas são Luis XV, da França. A butique tem nada menos do que 190 metros quadrados e é a loja DIOR mais moderna do mundo.

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RONAN E ERWAN BOUROULLEC







Ronan e Erwan Bouroullec nasceram em Quimper, Bretanha, respectivamente em 1971 e 1976. Depois se licenciaram na “École Nationale de Arts Décoratifs” em Paris, Ronan começou a trabalhar por conta própria, assistido pelo irmão Erwan que estudava na “École de Beaux Arts” em Cergy Pontoise.
Os irmãos trabalham juntos desde 1999, e as suas obras são diálogos constantes entre duas personalidades diferentes, unidas por objetivos comuns. Os irmãos Bouroullec trabalham com diversos e prestigiados fabricantes de mobiliário, incluindo Vitra, Cappelline, Issey Mijake e Habitat.
Ao mesmo tempo têm desenvolvido outros projetos como o “Floating House”, um estúdio de artista encomendado pelo “Chateau Art Center” e desenhado em colaboração com os arquitetos Denis Daversin e Jean Marie Finot.
Foram eleitos Criadores do Ano no Salão de Móveis de Paris. Já ganharam diversos prêmios internacionais, como o “New Designer Award” na Feira Internacional do Mobiliário de Nova Iorque, o “Grand Prix” em Paris e o primeiro prêmio na Feira Bienal em Saint-Etienne. Em 2003 foram eleitos Designers do Ano da “Elle Decoration Japan”.
VEJA O SITE: WWW.BOUROULLEC.COM