19 de julho de 2009

ART NOUVEAU


A designação Art-Nouveau apareceu em 1895, como nome de um estabelecimento comercial especializado nas últimas criações do novo estilo que regia à severidade do estilo vitoriano conhecido na França como Luís Felipe e Napoleão III. O nome da casa era "La Maison de L'Art-Nouveau e se localizava na Rue de Provence, 22 - tendo como proprietário Samuel Bing.
Em 1889, comemorando o centenário da Revolução Francesa, foi montada em Paris a "L'Exposition Universale", inaugurando-se nesta data, além da Torre Eiffel. O Palácio de Belas Artes e o das Artes Liberais, a Galeria das Indústrias, a Galeria das Máquinas, toda de ferro e vidro, e o Palácio da Eletricidade. O período que vai da Exposição Universal até a década de 20 do século passado é conhecido como Art-Nouveau.

Marcel Proust descreve em seus livros com detalhes a vida e os ambientes com a fidelidade de um fotógrafo. Na literatura poética, aparece Paul Verlaine, Rimbaud e Mallarmèe. Na pintura, o italiano Giovanni Boldini retrata todas as figuras da sociedade, sempre com espírito Art-Nouveau. Na arte do vidro, Emile Gallé, Peynaud e Daum fazem escola na cristaleria de Nancy. Esse período Art-Nouveau também é conhecido como Belle Époque e na França ainda seria chamado de style metro, devido às guarnições de ferro floral que decoram as entradas de várias estações do metrô. A fase final deste período é conhecida como Liberty, sobrenome de Arthur Liberty, dono da firma Liberty Company, que vendia as únicas novidades do mobiliário e objetos de moda pertencente ao estilo Art-Nouveau, devido a criações inglesas, onde as formas curvas foram substituídas por motivos geométricos, que influenciarão o estilo que se segue - o estilo Art Déco.

TOUR DE FRANCE - DÉCIMA QUINTA ETAPA


Contador destrói rivais no Verbier e é o novo líder do Tour
Com uma incrível demonstração de força na última subida do dia, o espanhol Alberto Contador venceu com autoridade neste domingo a 15ª etapa do Tour de France e assumiu a liderança na classificação geral da prova.
A performance fez o espanhol da Astana colocar quase 1min40s de vantagem em cima do maior rival, o norte-americano Lance Armstrong. Depois de uma semana morna dentro da pista e muito quente fora dela – com direito a ciclistas baleados por uma espingarda de ar e a morte de uma espectadora atropelada por uma moto da Guarda Nacional -, o estágio deste domingo era muito aguardado pelos espectadores do Tour de France 2009. Nos 207,5km entre Pontarlier e Verbier, seis metas de motanha para testar a capacidade dos escaladores, incluindo uma chegada em subida, numa escalada de categoria 1.
O perfil da etapa prometia grandes alterações na classificação geral e se desenhava como um grande teste para os candidatos ao título da Volta da França.Uma fuga de dez atletas comandou a prova nas primeiras cinco subidas do dia, enquanto a equipe Astana ditava o ritmo do pelotão. Os escapados chegaram a ter uma vantagem de cinco minutos sobre o grupo do camisa amarela, Rinaldo Nocentini, situação que daria a liderança na classificação geral ao espanhol Mikel Astarloza. Integrante da fuga, o espanhol da Euskatel-Euskadi começou o estágio deste domingo a 3min02 de Nocentini na soma dos tempos.
Antes da última subida, o pelotão começou a diminuir a distância para a fuga, liderado principalmente pelas equipes Astana e Liquigas. Enquanto o time cazaque tinha interesse em neutralizar os escapados para que Alberto Contador e Lance Armstrong ficassem bem posicionados na briga pela camisa amarela, a equipe italiana trabalhava por três de seus ciclistas: Franco Pellizotti na disputa dos montanhistas e Roman Kreuziger e Vincenzo Nibali na batalha pela camisa branca, de melhor ciclista jovem do Tour. Quando a vantagem da fuga foi reduzida para 2min30s, houve um ataque na fuga, a 22km da chegada.
O esloveno Simon Spilak, um dos destaques da nova geração – nono colocado no Tour de Flandres – tentou uma arrancada cerca de dez quilômetros antes da subida do Verbier. Aos poucos, o pelotão liderado por Liquigas e Milram foi tirando a diferença.No meio da subida final do estágio, as expectativas se confirmaram e houve muitos ataques entre os principais candidatos ao título. A menos de 6km da linha de chegada, Alberto Contador arrancou de maneira espetacular, mostrando porque é considerado por muitos o melhor escalador do mundo na atualidade e grande favorito à vitória no Tour 2009. O único que ainda esboçou alguma reação foi o luxemburguês Andy Schleck. Enquanto isso, um grupo que tinha Lance Armstrong, Cadel Evans, Carlos Sastre, Bradley Wiggins e Vincenzo Nibali não mostrou força para tentar uma resposta.
A esta altura, o italiano Rinaldo Nocentini, que defendia a camisa amarela, já tinha ficado para trás. Mesmo com todo o time AG2R-La Mondiale para ajudar, Nocentini não foi capaz de acompanhar o ritmo dos líderes e sentia a cada pedalada que sua liderança geral no Tour estava chegando ao final.Dois quilômetros após iniciar o ataque final, Contador já tinha 22 segundos de vantagem para Andy Schleck e 40 segundos de frente para o grupo onde estava Lance Armstrong. Enquanto o norte-americano sofria para vencer a última escalada, ajudado pelo companheiro de Astana Andreas Kloden, Contador não diminuía o ritmo, parecendo fazer questão de mostrar a sua força. Os demais favoritos ao título também aceleraram no fim, deixando o heptacampeão para trás.
O espanhol cruzou a linha de chegada sorrindo, batendo no peito e apontando para o céu, com o tempo de 5h03min58s. Andy Schleck foi o segundo, 43s atrás. Depois vieram Nibali, Frank Schleck, Bradley Wiggins e Carlos Sastre. Lance Armstrong fechou o estágio em nono lugar, a 1min35s de Contador. Desde o início do Tour, o espanhol vem sendo questionado sobre seu potencial, em razão da presença de Lance Armstrong no mesmo time. Sem polemizar nas declarações, Alberto tem dado a resposta na pista: nos três confrontos diretos mais importantes entre ele e Lance até aqui, o espanhol venceu todos – o contra-relógio de abertura do Tour em Mônaco e as duas etapas de montanha que terminaram em subida. A uma semana do fim da Volta da França, Contador deixou a impressão de que o reinado de Lance Armstrong vai acabar em 2009.

18 de julho de 2009

CARÊME



O homem que foi muito mais que um cozinheiro da elite. Reverenciado por Napoleão Bonaparte e pelo czar Alexandre I, da Rússia, Carême tinha trânsito livre entre os Rothschilds, famosos milionários da época que entretinham seus salões com figuras como o escritor Victor Hugo e o músico Chopin. Enquanto saciava o paladar da nobreza, Carême criou clássicos da gastronomia: vol-au-vent, merengues, suflês e alguns molhos básicos, como o bechamel. Fora os conhecimentos técnicos e a experiência com a química dos ingredientes, ele tinha uma visão da cozinha como um todo, dos bastidores ao serviço.
Defensor de melhores condições de trabalho junto ao fogão estendia suas preocupações à higiene. Introduziu a roupa branca e o conhecido chapéu de chef, hoje uniforme obrigatório nas cozinhas do mundo inteiro.
O mais desconcertante na história de Carême é sua origem. Abandonado pelo pai nas ruas de Paris aos 8 anos, começou como auxiliar numa taberna pouco recomendável. Aos 15, passou a ajudante de cozinha e, aos 17, ingressou como aprendiz na Chez Bailly, a mais importante pâtisserie da cidade. A casa era freqüentada pelo príncipe de Talleyrand, ministro de Relações Exteriores de Napoleão, que se encantou com seus dotes. Daí à fama tudo aconteceu muito rápido. Num tempo em que as viagens não faziam parte do cotidiano dos chefs, Carême era quase um globe-trotter: serviu a monarquia inglesa, o arquiduque da Rússia, organizou banquetes memoráveis em palácios. De quebra, ainda escreveu cinco livros. O mais importante, L’Art de la Cuisine au XIXe Siècle (A Arte da Cozinha no Século XIX), tem três volumes e é uma espécie de bíblia da alta cozinha. Morreu aos 49 anos, vítima de doenças respiratórias provocadas por fogões a carvão e, ironicamente, das más condições de trabalho que combatia.



Esse delicado quitute é um cilindro de massa folhada recheado com uma guarnição ligada com um molho. Em termos de confeitaria, essa massa é uma das mais leves e difíceis de fazer. Sua base é de farinha de trigo, água, sal e manteiga. Dizem que, ao adaptar uma antiga receita medieval e obter impressionante leveza, Carême gritava 'Elle volle, elle volle' – daí o nome 'voa ao vento', vol-au-vent.

INGREDIENTES:
2 colheres de sopa de cebola picada
1 colher de sopa de azeite de oliva
45g de tomate sem pele e sem sementes picado
1 colher de sopa de salsinha picada
1/2 colher de chá de coentro picado
40g de cogumelo fresco em fatias finas
100g de camarão pequeno limpo
1/2 colher de sopa de suco de limão
1 colher de sopa de farinha de trigo
120ml de leite
1/2 colher de chá de sal
2 vol-au-vent assados (60g)
MODO DE PREPARO:
Refogue a cebola no azeite, em fogo baixo, mexendo às vezes, até ficar macia. Acrescente o tomate, a salsinha e o coentro e refogue, mexendo às vezes, até o tomate ficar tenro. Junte o cogumelo, o camarão e o suco de limão e cozinhe, mexendo às vezes, até o camarão ficar rosado. Dissolva a farinha de trigo no leite, junte ao creme de camarão, tempere com o sal e cozinhe, mexendo sempre, até engrossar um pouco. Transfira para um refratário pequeno, espere esfriar, cubra com filme plástico e reserve na geladeira. Na hora de servir, aqueça o forno a 180ºC. Distribua o recheio entre os vol-au-vents e leve-os numa assadeira pequena ao forno até aquecer bem.

TOUR DE FRACE - DÉCIMA QUARTA ETAPA


Russo leva 14ª etapa do Tour de France e Nocentini segue em 1º no geral
O ciclista russo Serguei Ivanov faturou a 14ª etapa do Tour de France, entre as cidades de Colmar e Besançon, e o italiano Rinaldo Nocentini permanece com a liderança. Ivanov, da equipe Katusha, fez os 199 quilômetros do estágio deste sábado em 4h37min47s, superando um pelotão que fechou 16 segundos atrás, com o francês Nicolas Roche (AG2R-La Mondiale) em segundo e o neozelandês Hayden Roulston, da Cervelo, na terceira posição. Rinaldo Nocentini foi apenas o 46º colocado, mas seguiu com a camisa amarela de líder geral. Ele está com um tempo total de 58h13min52s e ganhou um novo perseguidor imediato: o americano George Hincapie, da Team Columbia, a cinco segundos. O espanhol Alberto Contador, campeão do Tour em 2007, caiu para terceiro, a seis segundos, enquanto o americano Lance Armstrong está em quarto, a oito. Ambos são da Astana.
Neste domingo acontece a 15ª etapa, uma das mais esperadas da edição 2009 do Tour. O pelotão chega aos Alpes Franceses. O percurso de 207,5 quilômetros entre Pontarlier e Verbier tem muitos trechos em subida e termina em uma escalada difícil. Os especialistas apostam em grandes mudanças na classificação geral em virtude do perfil do estágio.

17 de julho de 2009

ATELIER POPULAIRE




Em Maio de 1968, Paris assistiu a uma revolução de trabalhadores e estudantes contra o poder instituído e contra um sistema de educação tradicionalista.

Os estudantes da Escola de Belas Artes juntaram-se em greve sobe o nome de Atelier Populaire. Produziram imensos cartazes colocando-os nas ruas como forma de protesto.



Os cartazes foram produzidos em vários ateliers (anonimamente) através de técnicas como o stencil, a litografia e a serigrafia. Estas técnicas permitiram a produção em grande número por um preço reduzido.
São cartazes de grande vitalidade plástica e conceitual. As ilustrações são simples localizando-se em manchas de cor. Existe a utilização de uma tipografia baseada em fonts existentes assim como a utilização de uma tipografia manual.
Os slogans aparecem sempre em caixa alta, de forma a chamar mais atenção ao espectador.

São cartazes cromáticamente restritas onde é utilizado só uma cor (igual para a ilustração e para o texto) como o vermelho, o azul e o negro sobre um fundo branco.

O objetivo principal deste Atelier era a rejeição da cultura burguesa e o desenvolvimento de uma cultura artistica ao serviço da sociedade.
Crédito ao blog: Sebenta de Design

TOUR DE FRANCE - DÉCIMA TERCEIRA ETAPA


Haussler vence 13ª etapa
Com uma determinação impressionante, o alemão Heinrich Haussler venceu nesta sexta-feira a 13ª etapa do Tour de France 2009, disputada debaixo de chuva. Foi a primeira vitória da carreira de Haussler na Volta da França e a segunda da equipe Cérvelo no Tour 2009, depois do triunfo de Thor Hushovd no estágio entre Girona e Barcelona.O estágio desta sexta-feira foi disputado quase todo sob chuva e, ao contrário do que estava programado, foi permitido o uso de rádios para a comunicação entre ciclistas e equipes – a UCI voltou atrás ontem, depois do protesto dos ciclistas durante a etapa da última terça-feira. Integrante de uma fuga de sete atletas desde o terceiro quilômetro da etapa, Haussler conseguiu se manter entre os ponteiros quando o mau tempo e as dificuldades de relevo dos 200km entre Vittel e Colmar começaram a fazer estragos. Depois de três metas de montanha, incluindo uma difícil subida de categoria 1, só Haussler e o francês Sylvain Chavanel continuaram escapados. A 44km da chegada, o ciclista da Cervelo deixou seu companheiro de fuga para trás e foi para o ataque solitário, tendo outras duas escaladas ainda pela frente. Haussler não se intimidou, foi mais rápido que o pelotão nas duas subidas e fez sua vantagem para o pelotão subir de 5min para 7min a 20km do final. Alguns atletas ainda tentaram uma perseguição, como Brice Feillu e Amets Txurruka, mas sem sucesso. O esforço recompensado fez Heinrich Haussler cruzar a linha de chegada chorando. Quem mais lucrou no estágio foi o italiano Franco Pellizotti, da Liquigas. Lado a lado com o rival Egoi Martinez na maioria das subidas da etapa, Pelizotti deixou o adversário para trás na última escalada do dia e acumulou pontos suficientes para tomar do espanhol da Euskatel-Euskadi a liderança na classificação dos montanhistas – o placar agora aponta 98 a 95 para o italiano. Como os quilômetros finais da etapa foram em descida, houve condição de recuperação para aqueles que fraquejaram nas subidas. A AG2R protegeu muito bem o italiano Rinaldo Nocentini, que chegou junto com o pelotão e manteve por mais um dia a camisa amarela de líder na classificação geral. Sua vantagem segue inalterada em relação aos principais concorrentes, que também chegaram juntos no estágio desta sexta-feira.

Ruim para Lance - Se em termos de resultado na etapa nada mudou para a Astana, antes da largada o time teve uma má notícia, que doeu principalmente em Lance Armstrong: o também norte-americano Levi Leipheimer, abandonou o Tour depois de sofrer um tombo ontem a poucos quilômetros da chegada. Nesta manhã, Leipheimer passou por exames que diagnosticaram uma fratura no escafóide, o osso do punho – lesão idêntica à que tirou do brasileiro Murilo Fisher as chances de ser escalado pela Liquigas para participar da prova deste ano. Com isso, Levi foi obrigado a abandonar o Tour e Lance vai ter que encarar o trecho mais difícil da Volta da França sem o seu principal braço direito.