21 de junho de 2009

MARIO VARGAS LLOSA





Esse post é em homenagem a Mario Vargas Llosa. Já sei o que vocês estão pensando...”Mas esse cara não é peruano?” Sim, ele é peruano, mas adora Paris.

Saint-Germain-des-Près e Quartier Latin são os seus dois bairros favoritos. Ao lado de École Militaire, onde o escritor morou assim que desembarcou na capital francesa, nos anos 60 - e onde Ricardo, o personagem principal de Travessuras da Menina Má, vive . Paris é o grande cenário desse romance.
Não poderia ser diferente. Os bairros guardam um certo frescor estudantil, e para os românticos, há cafés cheios de charme e história por toda parte.

Cafés, aliás, são um caso de amor - tanto na vida real quanto na ficção de Vargas Llosa. “Nesses cafés escrevi boa parte dos meus livros, são muito importantes na minha vida de escritor”, diz, e embala: “Sempre que estou em Paris, mesmo que por poucos dias, passo umas horas escrevendo nos cafés que me encantam”. Suas chances de dar de cara com o escritor num desses lugares aumentam consideravelmente a partir das dicas abaixo - todas tiradas do livro.

A idéia, então, é começar pelo começo de tudo, ou a partir do Le Procope, considerado o mais antigo de Paris, de 1686 - só para constar, o primeiro café da cidade foi aberto em 1672, próximo do Museu do Louvre, mas já não existe. O Le Procope sempre foi muito popular entre a classe artística e intelectual. Benjamin Franklin, Voltaire, Rousseau, Danton e Diderot passavam boas horas por lá. Com tanta história, até que o menu, a 46 por pessoa, não é tão caro assim...

Outro que merece uma visita é o Cafe de la Mairie, na Place Saint Sulpice. Charmoso, serve boa comida e é bem freqüentado. Precisa dizer mais alguma coisa? Ah, sim, é urgente que se prove o sanduíche de rosbife, por algo em torno de 9 euros. De lá, siga para um templo do existencialismo sartriano: Les Deux Magots, citado pelo menos duas vezes por Vargas Llosa. Inaugurado em 1884 na Place Saint-Germain, servia de reduto para intelectuais franceses, como, claro, Sartre. Hoje, é ponto certo para os turistas e, por isso, tem preços elevados. Uma taça de vinho tinto chega a 12 euros.

Ali pertinho, no número 166 do Boulevard Saint-Germain, está o La Rhumerie. Era Rhumerie Martiniquaise, mas tiraram o Martiniquaise. Já não é a casa de rum da Martinica, mas só a casa de rum, brinca Vargas Llosa. Nem por isso, a casa, inaugurada em 1932, perde seu charme. A especialidade é o rum - puro ou em forma de mojitos e outros drinques. Prove o Désirade, que leva rum, goiaba, curaçau e abacaxi, a 7,10.
Dos cafés, parta para alguns dos restaurantes descritos no livro com uma precisão invejável. São todos, digamos, standards franceses - e cenários importantíssimos para a história.

Comece pela Brasserie Lipp, também no Boulevard Saint-Germain, que, fazem questão de dizer os donos, não é um restaurante, mas uma brasserie, um lugar para sentar com os amigos, tomar um drinque, aproveitar a vida - e, claro, se deliciar com a cozinha alsaciana. Prove o arengue Bismark, especialidade criada em 1928 e desde então no cardápio. Ah, importantíssimo: o uso de telefones celulares por lá é estritamente proibido - dá em expulsão - e eles também não reservam mesa. Para ninguém. Afinal, desde a abertura, em 1880, a casa recebe artistas, políticos e intelectuais, como Marcel Proust e Albert Camus.
Outro oásis da cozinha francesa em Saint-Germain-des-Près atende pelo nome de Chez Allard. O molho de manteiga é uma das marcas registradas do lugar aberto em 1900 e que ainda conserva as características do começo do século passado. Lá, você deve gastar entre 30 e 60 por pessoa numa refeição completa.
Ainda na linha cozinha tradicional francesa há o Closerie des Lilas, aberto em 1847, e que exige reserva com até três dias de antecedência. Afinal, sua lista de antigos fãs inclui até Lenin e Trotsky! Mas os preços praticados não são para o proletariado: em média, 40 (prato principal). Em Montparnasse está La Coupole, mais uma instituição parisiense. Uma refeição sai por 30,50 por pessoa, sem bebidas. Experimente o celebrado carneiro ao curry...

Outros três endereços que merecem uma conferida: L’Acropole, La Petite Hostellerie e La Petite Périgourdine, todos na região da Universidade de Sorbonne. O primeiro, de cozinha grega, cobra, em média, 30 por pessoa.
É um lugar importante no romance: foi lá que, pela primeira vez, Ricardo e a menina má jantam juntos. Inaugurado em 1902, o La Petite Hostellerie vive lotado de gente atrás do coelho assado com molho de mostarda. Tem preço fixo: 20 por pessoa. O Petite Périgourdine serve a cozinha de Périgord, cidade no norte da França, com destaque para o foie gras.

O roteiro do casal não é somente gastronômico, claro. Ambos passeiam por Paris, vão ao Louvre, à Notre Dame e ao Panthéon, entre outros pontos mais manjados da capital. Passam também pelo L’Escale, atualmente uma casa de shows de salsa. Nesse lugar, na Rue Monsieur le Prince, o casal se beija pela primeira vez. A entrada custa 10.

E os dois acabam no Hotel le Sénat, em Saint-Germain-des-Près, a primeira moradia de Ricardo em Paris. Bom... além de estar no livro, não deixa de ser uma boa opção de hospedagem. Diárias a 184 no apartamento duplo.
Para encerrar o tour-menina-má por Paris, vá até a Ponte Mirabeau, no Rio Sena. Construída entre 1893 e 1896, é importantíssima para o desenrolar da história - se você já leu o livro, sabe do que estou falando. Se não leu... está esperando o quê?







CAFÉS E RESTAURANTES

L’Acropole: 3, École de Médecine; tel.: (00--33-1) 4354-2688
Brasserie Lipp: 151, Boulevard Saint-Germain;
www.brasserie-lipp.fr
Cafe de la Mairie: 8, Place Saint Sulpice; tel.: (00--33-1) 4326-6782
Chez Allard: 41, Rue Saint André des Arts; tel.: (00--33-1) 4326-4823
Closerie des Lilas: 171, Boulevard du Montparnasse; tel.: (00--33-1) 4051-3450
La Coupole: 102, Boulevard du Montparnasse; tel.: (00--33-1) 4320-1420;
www.lacoupoleparis.com
Les Deux Magots: 6, Place Saint-Germain-des-Près; tel.: (00--33-1) 4548-5525;
www.lesdeuxmagots.fr
La Petite Hostellerie: 35, Rue de la Harpe; tel.: (00--33-1) 4354-4712
La Petite Périgourdine: 39, Rue des Ecoles; tel.: (00--33-1) 4326-3335;
www.lapetiteperigourdine.com
Le Procope: 13, Rue de lAncienne Comédie; tel.: (00--33-1) 4046-7900;
www.procope.com
La Rhumerie: 166, Boulevard Saint-Germain; tel.: (00--33-1) 4354-2894;
www.larhumerie.com
CASA DE SHOWS

L’Escale: 15, Rue Monsieur le Prince; tel.: (00--33-1) 4354-6347


HOTEL

Hotel du Sénat: 10, Rue de Vaugirard; tel.: (00--33-1) 4354-5454; www.hotelsenat.com

LE PETITE PÉRIGOURDINE








Vocês lembram daquele restaurante que eu falei quase no último dia de viagem? Aquele que fomos almoçar e voltamos para jantar?






Pois é... é o LE PETIT PÉRIGOURDINE. Serve a cozinha de Périgord, cidade no norte da França, com o destaque para o foie gras. E para nós o aligot.


Eis o menu e um video do restauarante


Entrées


Foie gras maison 12,00 €
Gambas rôti sur guacamole gourmand 8,00 €
Croquant de chèvre sur cressonnette du jardin 7,00 €
Saladier niçois 8,00 €
Nos terrines du moment 8,00 €
salade de pousses d'épinard,gesier confits,foie gras poele 9,00 €
Planche de charcuteries 16,00 €
Mouillette Auvergnate 7,00 €

Plats Poissons

Bar portion rôti à la fleur de sel 15,00 €
cassolette de cabillaud a l'aïoli 16,00 €

Plats Viandes

Poulet rôti façon grand-mère 14,00 €
Tartare de boeuf 12,00 €
Cocotte d'agneau printanière 15,00 €
Côte de boeuf à la fleur de sel (pour 2 personnes) 48,00 €
Rognon de veau au porto 15,00 €
Mignon de porc sauce moutard,risotto au parmesan 15,00 €
Pavé de boeuf aligot 16,00 €

Sandwiches

Au choix: jambon, saucisson sec, emmental, camembert, terrine maison, Fritons 4,00 €
Mixte 4,50 €
Crudités jambon ou fromage 5,00 €
Jambon cru, ou chèvre cendré ou crudités ou cantal 5,00 €
Crudités thon 6,00 €

Fromages

Camembert/Emmental 7,00 €
Cantal,Roquefort,St-Nectaire,Chèvre cendré, Brie 7,00 €
Ronde des fromages 10,00 €

Desserts

Nage de rhubarbe, strate ivoire sorbet citron 6,00 €
Blanc mangé à la fraise 6,00 €
Pain perdu traditionnel caramel au beurre salé 6,00 €
Poêlée de mirabelles,caramel chaud,boule de glace vanille 6,00 €
fondant au chocolat 6,00 €



20 de junho de 2009

FLOR DE LIS





A Flor de Lis é simbolicamente identificada à Íris e ao Lírio. Luís VII, o Jovem (1147), teria sido o primeiro dos reis da França a adotar a íris como seu emblema e a servir-se da mesma para selar as suas cartas-patentes, e como o nome Luís se escrevia na época Loys ou Louis, esse nome teria evoluído de “fleur-de-louis” para “fleur-de-lis” (flor de lis), representando com as três pétalas a Fé, a Sabedoria e o Valor.
A verdade, mesmo observando a grande semelhança entre os perfis da íris e da flor de lis, é que o monarca francês apenas adotou o símbolo de grande antiguidade na heráldica da França (refere-se á ciência e a arte de descrever os brasões e escudos), pois que ele já aparece em 496 d.C., quando um Anjo apareceu a Clovis, rei dos Francos, e lhe ofereceu um lírio, acontecimento que concorreu para a sua conversão ao Cristianismo.
No ano 1125 a bandeira de França apresentava o seu campo semeado de flores de lis, o mesmo acontecendo com o seu brasão de armas até ao reinado de Carlos V (1364), quando passaram a figurar apenas três. Conta-se que este rei teria adotado oficialmente o símbolo como emblema para honrar a Santíssima Trindade. Mas o lírio estilizado flor de lis é planta bíblica, anda associada ao pendão do rei David e igualmente à pessoa de Jesus Cristo (“olhai os lírios do campo...”); também aparece no Egito associado à flor de lótus, e igualmente entre os assírios e os muçulmanos. Cedo se torna símbolo de poder e soberania, da Realeza que se faz por investidura Divina o que leva a também simbolizar a pureza do corpo e da alma. Por isto, os antigos reis europeus eram divinos por sagração direta da Divindade na pessoa da Autoridade Sacerdotal, e para o serem teriam, em princípio, que ser justos e perfeitos ou puros, como o foi a Virgem Maria, “Lírio da Anunciação e Submissão”.

No reinado de Luís XVI de França, a flor de lis dos Bourbons tornou-se o símbolo das prostitutas e ladrões, e quando algum malfeitor era preso, marcavam-no a fogo com esse símbolo.






O símbolo foi apresentado na moderna ficção sobre temas históricos e místicos, como no best-seller O Código Da Vinci e outros livros discutindo o Priorado de Sião. Ela repete na literatura francesa, onde exemplos bem conhecidos incluem a flor-de-lis em personagens de O Corcunda de Notre Dame de Victor Hugo, e de referência em Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas ao antigo costume de marcar com um sinal o criminoso.

MOULIN ROUGE







Moulin Rouge (que em francês significa Moinho Vermelho) é um cabaré tradicional, construído no ano de 1889 por Josep Oller, que já era proprietário anteriormente do Paris Olympia. Situado na zona de Pigalle no Boulevard de Clichy, ao pé deMontmatre, em Paris. É famoso pela inclusão no terraço do seu edifício de um grande moinho vermelho. O Moulin Rouge é um símbolo emblemático da noite parisiense, e tem uma rica história ligada à boemia da cidade.

Há mais de cem anos que o Moulin Rouge é lugar de "visita obrigatória" para muitos turistas. O Moulin Rouge continua a oferecer na atualidade uma grande variedade de espetáculos para todos aqueles que querem evocar o ambiente boêmio da Belle Èpoque e que ainda está presente no interior da sala de espetáculos. Não obstante, o estilo e o nome do Moulin Rouge de Paris foram imitados por muitos clubes de variedades e salas de espetáculos em todo o mundo.

A sala, as bailarinas e os seus frequentadores constituem um dos temas preferidos na obra do pintor Henri de Toulose-Lautrec.

Alguns centímetros de pernas femininas, logo acima dos joelhos, estão transformando Paris numa festa. As pernas são das dançarinas de cancã de um novo cabaré da cidade-luz, o Moulin Rouge (Moinho Vermelho), inaugurado com pompa e circunstância no mês passado. Não bastasse a já escandalosa coreografia da "quadrilha naturalista", como a dança também é conhecida, com seu ir e vir de pernas para o alto, deixando à mostra a roupa de baixo das bailarinas, o Moulin Rouge decidiu apimentar seus espetáculos acrescentando o precioso palmo de nudez de suas coristas. Bem ou mal, não se fala em outra coisa na capital francesa. A idéia dos donos do cabaré, os experientes empresários de espetáculos Charles Zidler e Joseph Oller, foi criar uma casa capaz de atrair a fina flor da elite parisiense para a marginalizada região de Montmartre.

Para tanto, precisavam de uma atração sem igual. Zidler se encarregou pessoalmente de descobrí-Ia. Atraído pela boa carreira que a quadrilha naturalista fazia no Elysée-Montmartre, o empresário não titubeou: abriu a carteira e, de uma só tacada, contratou todo o elenco do eventual concorrente - que agora está entregue exclusivamente a um balé de moscas. Com o incremento da nudez de centímetros, compreendidos entre o fim das meias pretas e a barra das calças brancas das dançarinas, o Moulin Rouge se tornou o senhor dos cabarés. Por conta dele, a noite parisiense está mais festiva do que nunca - e escandalosa também.

Até a reforma, o local onde hoje se ergue o bem freqüentado moinho, no Boulevard Clichy, era um ponto condenado - por ali passaria uma nova avenida. Em função disso, ninguém se preocupava sequer em limpar o “Rainha Branca”, um galpão de espetáculos de baixo nível que ocupava aquela área. O trajeto do leito carroçável, no entanto, foi alterado. A mudança foi decisiva para que Zidler e OlIer comprassem o terreno e construíssem o Moulin Rouge sobre os escombros do Rainha Branca, evitando que lá estivesse hoje um curral de vacas, como se chegou a propor. Em lugar disso, os parisienses ganharam uma casa decorada com gosto e ostentação, embelezada por um amplo e agradável jardim, onde está montado o gigantesco elefante de madeira há pouco exibido na Exposição Universal. Junto a ele, uma bailarina de formas exuberantes faz apresentações de dança do ventre, enchendo também os olhos dos freqüentadores do cabaré.

A grande estrela do Moulin Rouge, no entanto, é a dançarina Louise-Joséphine Weber, que toda a Montmartre chama de "La Goulue" (A Gulosa), apelido ganho na infância por causa de sua sofreguidão quando posava para os pintores, já deslumbrados com sua beleza. Aos 23 anos, mas famosa em toda a região, ela foi contratada por um salário mensal de 800 francos, cerca de 290 000 réis, quase o preço de uma passagem de ida e volta para Paris numa segunda classe. Traços finos, formas bem torneadas e uma elegância que não perde nem mesmo quando executa os movimentos mais ousados do cancã distinguem La Goulue de suas companheiras de palco.

A tradição da dançarina de encantar pintores continua. O mais novo talento a sucumbir aos seus encantos é ninguém menos do que o melhor pincel do submundo parisiense, o anão Henri de Toulouse-Lautrec, Famoso no Montmartre por seus criativos retratos de personagens da região. Lautrec freqüenta o Moulin Rouge desde sua inauguração. De origem aristocrática, o pintor sofreu um grave acidente aos 13 anos, que o deformou para sempre. Complexado por sua aparência física, Lautrec cedo se refugiou entre os marginais. Desenhista de incrível habilidade, ele tem se especializado desde então em traduzir para telas a vida dos marginais da capital francesa. "Quero pintar a verdade, e não o ideal", diz. Fascinado pela gravura, Lautrec vem desenvolvendo um belíssimo trabalho em cartazes para os shows do Moulin Rouge. Sua atração por La Goulue pode transformá-Ia na mais famosa dançarina de cabaré de todos os tempos, imortalizada nos traços de um artista raro, dono de uma obra absolutamente pessoal.





19 de junho de 2009




O ator francês Gérard Depardieu nasceu em 27 de Dezembro de 1948 em Chateauroux. De origem humilde, fugiu de casa aos 13 anos e teve a juventude marcada pela delinquência. Foi tirado desta situação durante a adolescência por uma assistente social que o convenceu a tentar a carreira de ator. Depardieu começou a carreira no grupo de teatro Café de la Gare, junto comPatrick Dewaere e Miou-Miou.



Sua primeira experiência no cinema, ainda adolescente, foi no curta-metragem Le beatnik et le minet (1965). Depois de atuar em pequenos papéis, ganhou destaque em Os Corações Loucos.



Nos anos 80, consolidou-se como uma das estrelas mais brilhantes do cinema francês.



Seu tipo físico e seus respectivos quilos a mais favoreceram a sua interpretação do herói dos quadrinhos Obélix em Astérix e Obélix Contra César, adaptação para o cinema da obra de Goscinny e Uderzo.
O filme foi um enorme sucesso na França e no mundo, sendo continuado em 2002 por Astérix & Obélix: Missão Cleópatra e em 2008 Astérix nos Jogos Olímpicos.



Filmografia

2009 - Diamant 13

2008 - Les enfants de Timpelbach

2008 - Hello goodbye

2008 - Bouquet final

2008 - L'abolition (TV)

2008 - Inimigo público nº 1 - Instinto de morte (L'instinct de mort)

2008 - Missão Babilônia (Babylon A.D.)

2008 - Sans arme, ni haine, ni violence

2008 - Disco

2008 - Asterix nos jogos olímpicos (Astérix aux jeus olympiques)

2007 - Michou d'Auber

2006 - Piaf - Um hino ao amor (La môme)

2006 - Paris, eu te amo (Paris, je t'aime)

2006 - Amici miei '400

2006 - Quando eu era cantor (Quand j'étais chanteur)

2006 - As férias da minha vida (Last holiday)

2005 - Olé!
2005 - Combien tu m'aimes?

2005 - Les rois maudits (TV)

2005 - Je préfére qu'on reste amis

2005 - La vie de Michel Muller est plus belle que la vôtre

2004 - Les temps qui changent

2004 - 36 (36 quai des orfèvres)

2004 - O pecado da fé (Nouvelle France)

2004 - O sumiço do presidente (San Antonio)

2004 - RRRrrrr!!! - Na idade da pedra (RRRrrrr!!!)

2004 - La femme musketeer (TV)

2003 - Volpone (TV)

2003 - Les clefs de bagnole

2003 - Dupla confusão (Tais-toi)

2003 - Nathalie X (Nathalie...)

2003 - Viagem do coração (Bon voyage)

2003 - Crime spree

2003 - Le pacte du silence

2002 - Ruy Blas (TV)

2002 - Blanche

2002 - Meu pai, meu filho (Aime ton père)

2002 - I am Dina

2002 - Desejo de liberdade (Between strangers)

2002 - Asterix e Obelix: Missão Cleópatra (Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre)

2002 - Cidade fantasma (City of ghosts)

2001 - Streghe verso nord

2001 - CQ

2001 - Concorrência desleal (Concorrenza Sleale)

2001 - O closet (Le placard)

2001 - Vidocq (Vidocq)

2000 - Les misérables (TV)

2000 - Le secret de la femme blanche (TV)

2000 - Os 102 dálmatas (102 dalmatians)

2000 - Les acteurs1999 - Balzac (TV)

1999 - Bridge, The

1999 - Asterix e Obelix contra César (Astérix et Obélix contre César)

1999 - Mirka1999 - Passionnément

1999 - Wings against the wind

1998 - Bimboland

1998 - Notes of love

1998 - O homem da máscara de ferro (Man in the iron mask, The)

1997 - XXL

1996 - Hamlet (Hamlet)

1996 - Nosso professor é um herói (Le plus beau métier du monde)

1996 - O agente secreto (Secret agent, The)

1996 - Bogus - meu amigo secreto (Bogus)

1996 - De bem com a vida (Unhook the stars)

1995 - Le garçu

1995 - Les anges gardiens

1995 - Les cent et une nuits de Simon Cinéma

1995 - O cavaleiro do telhado e a dama das sombras (Horseman on the roof, The)

1995 - Elisa, em sua honra (Élisa)

1994 - Memórias do mal (La machine)

1994 - Coronel Chabert - Amor e mentiras (Colonel Chabert)

1994 - Uma simples formalidade (A pure formality)

1994 - Meu pai herói (My father, the hero)

1993 - Germinal (Germinal)

1993 - Hélas pour moi

1993 - François Truffaut: Portraits volés

1992 - 1492 - A conquista do paraíso (1492: Conquest of Paradise)

1992 - From time to time

1991 - Todas as manhãs do mundo (All the mornings of the world)

1991 - Mon père ce héros

1991 - Merci la vie1990 - Uranus

1990 - Cyrano (Cyrano de Bergerac)

1989 - Quero ir para casa (I want to go home)

1989 - Linda demais para você (Too beautiful for you)

1989 - Ele e ela (Deux)

1988 - Camille Claudel (Camille Claudel)

1988 - A strange place to meet

1987 - Sois le soleil de Satan

1986 - Les fugitifs

1986 - Rue du départ

1986 - I hate actors

1986 - Jean de Florette (Jean de Florette)

1986 - Ménage
1985 - A woman or two

1985 - Polícia (Police)

1984 - Rive droite, rive gauche
1984 - Le tartuffe

1984 - Forte Saganne (Fort Saganne)

1983 - Les compères

1983 - A lua na sarjeta (Moon in the gutter, The)

1982 - Le grand frère

1982 - Return of Martin Guerre, The

1981 - A mulher do lado (La femme d'à côté)

1981 - Choice of arms1981 - La chèvre

1980 - Loulou (Loulou)

1980 - O último metrô (Le dernier métro)

1980 - Inspecteur la bavure

1980 - I love you all

1980 - Meu tio da América (Mon oncle d'Amérique)

1979 - Buffet froid

1979 - Temporale Rosy

1978 - Les chiens

1978 - L'ingorgo - una storia impossibile

1978 - Preparem seus lenços (Préparez vos mouchoirs)

1978 - Le sucre

1977 - Le camion

1977 - Bye bye monkey

1977 - Dites-lui que je l'aime

1977 - Left-handed woman, The

1977 - La nuit tous les chats sont gris

1977 - Violanta

1976 - Barocco

1976 - 1900 (1900)

1976 - La dernière femme

1976 - Baxter - Vera Baxter

1976 - Mistress

1976 - Les plagues de l'Atlantique

1976 - René la canne

1975 - Sept morts sur ordennance

1975 - Cinema according to Bertolucci, The

1975 - I love you no more

1974 - Stravisky...

1974 - Pas si méchant que ça

1974 - Rough day for the queen

1974 - Going places

1974 - Vincent, François, Paul... et les autres

1973 - Two against the law

1973 - La femme du gange

1973 - Os alegres subterrâneos de Paris - Não entre pelo buraco (Les gaspards)

1972 - Le tueur

1972 - Le viager

1972 - L'affaire dominici

1972 - L'an 011972 - Lune lune coquelune

1972 - Nathalie Granger

1972 - La scoumoune

1971 - Un peu de soleil dans l'eau froide

1970 - Le cri du cormoran, le soir au-dessus des jonques

1965 - Le beatnik et le minet




Prêmios



Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, por "Cyrano" (1990).- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Comédia/Musical, por "Green Card - Passaporte para o Amor" (1990).

Recebeu 2 indicações ao BAFTA de Melhor Ator, por "Jean de Florette" (1986) e "Cyrano" (1990).

Recebeu 15 indicações ao Cesar de Melhor Ator, por "Sept Mors Sur Ordannance" (1975), "La Dernière Femme" (1976), "Dites-lui que Je L'aime" (1977), "Le Sucre" (1978), "O Último Metrô" (1980), "Danton - O Processo de Revolução" (1983), "Les Compères" (1983), "Forte Saganne" (1984), "Polícia" (1985), "Sois le Soleil de Satan" (1987), "Camille Claudel" (1988), "Linda Demais para Você" (1989), "Cyrano" (1990), "Coronel Chabert - Amor e Mentiras" (1994) e "Quando Eu Era Cantor" (2006).

Venceu por "O Último Metrô" e "Cyrano".

Recebeu uma indicação ao European Film Awards de Melhor Ator, por "Cyrano" (1990).

Ganhou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, por "Cyrano" (1990).

Ganhou o Volpi Cup de Melhor Ator no Festival de Veneza, por "Polícia" (1985).-

Ganhou um Leão de Ouro honorário, em 1997, concedido pelos organizadores do Festival de Veneza em homenagem à sua carreira.




ASTÉRIX



O Gaulês mais famosos do mundo, Asterix (em francês Astérix), foi criado em 1959 na França pelo ilustrador Albert Uderzo e o escritor René Goscinny. Naquela época, os quadrinhos de super-heróis americanos faziam o maior sucesso na França. Por isso, Uderzo e Goscinny foram convidados por François Clotaud de revista chamada Pilote para criar uma história com personagens ligados a seu país. Para cumprir a tarefa, eles recorreram aos antigos habitantes da França, os gauleses.

Em 29 de outubro de 1959, foi editada na revista francesa de histórias em quadrinhos Pilote, desaparecida em 1989, os primeiros esboços do pequeno gaulês. Dois anos depois, a primeira história em quadrinhos das aventuras gaulesas vendeu apenas 6.000 exemplares. Porém, em 1963, a segunda, “A Foice de Ouro”, atingiu os 20 mil exemplares. Depois, as aventuras de Astérix foram conquistando cada vez mais adeptos.

Em 1967, aparece o primeiro longa de uma série de desenhos animados. A trama se passava no ano 50 a.C, onde toda a Gália (a atual França) tinha sido ocupada pelos romanos. Toda? Não! Uma aldeia, povoada por irredutíveis gauleses ainda resistia ao invasor. E a vida não era fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Babaorum, Aquarium, Laudanum e Petibonum. Para enfrentar essas legiões romanas, Asterix e sua turma contam com a ajuda de uma poção mágica, que lhes dá força sobre-humana, preparada pelo druida celta Panoramix. A exceção é a de Obelix, um escultor e distribuidor de menires, que caiu dentro de um caldeirão com a poção quando ainda era criança, e por isso adquiriu permanentemente a “super força”. Obelix tem como maior diversão atacar as legiões romanas causando enorme terror aos legionários. Seu maior prazer é comer javalis, que devora com enorme apetite. Desde o àlbum “Astérix e a volta à Gália” adotou Ideiafix, um cãozinho inteligente e ecologista.

Outros personagens da turma são: o bardo Chatotorix; Abracurcix, o chefe da vila, e sua mulher Naftalina; Veteranix, o guerreiro decano; Ornalfabetix, o peixeiro, e sua mulher, Yellowsubmarina; Automatix, o ferreiro; César, Brutus, Cleópatra e os azarados piratas, entre outros. Nas histórias ss nomes gauleses terminam todos em “ix” (Abracurcix, Veteranix, Chatotorix, Pneumatix, etc). Já os normandos (vikings) têm todos os nomes com “af” no final (Olaf, Epaf, Espirograf…), os romanos terminam em “us” e assim por diante. Após o falecimento de Goscinny em 1977, Uderzo deu continuidade ao trabalho, com a colaboração de Sylvie, filha de Uderzo.

Em 1989, foi inaugurado o parque temático Le Parc Asterix, à 30 quilômetros ao norte de Paris. Lá, foram erguidas edificações idênticas às casas da lendária vila gaulesa. Brinquedos como uma montanha-russa em que o carrinho atinge 80 km/h e um navio gaulês atraem mais público do que a Eurodisney. No ano de 2006 estreou o décimo primeiro filme de cinema, Astérix et les Vikings (Asterix e os Vikings).


Em seus mais de 40 anos de existência, Asterix já protagonizou 36 livros de histórias, inspiraram jogos de computador, CDs, uma peça de teatro, sete filmes de animação e três longas de sucesso (Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre, Astérix et Obélix contre César, tendo Gerard Depardieu, como Obélix, e Christian Clavier, e o mais recente Astérix et les Vikings). A página do personagem na Internet (http://www.asterix.tm.fr/) recebe mais de 40 mil visitas por dia.

CURIOSIDADE

* Desde sua primeira edição até hoje, cerca de 310 milhões de exemplares de álbuns do Asterix já foram vendidos. Traduzidas para 107 línguas e dialetos, suas aventuras ainda estão longe de acabar. Hoje, as últimas histórias do pequeno gaulês ultrapassam os dois milhões de exemplares vendidos. O recorde foi batido em 2001, com “Astérix e a Traviata”, publicado no mesmo dia em toda a Europa em oito milhões de exemplares, sendo três milhões na França e outros três na Alemanha, país onde Astérix é muito popular.