8 de junho de 2009

CAFÉ SERRÉ

Este é um curta de animação em 3D criado e produzido pelos estudantes da faculdade francesa Supinfocom Valenciennes et Arles School (Vincent E Sousa, Bertrand Avril, Yann de Préval e Denis Bouyer). A história gira em torno de um policial e sua rosquinha.

É bem engraçadinho.....

CHOCOLATES VALRHONA




Criada em 1922, por um artesão pâtissier na cidade de Tain L' Hermitage, na França, a marca Valrhona especializou-se no segmento para uso gastronômico e seus chocolates são utilizados como insumo em novas criações.
Em pesquisas realizadas pela Universidade Hospital Colônia, na Alemanha, detectou-se que o consumo rotineiro de chocolate amargo reduz os níveis da pressão arterial, além de ser rico em flavonóides, que tem ação antioxidante e contém substâncias que agem nas plaquetas, ajudando na prevenção de doenças cardiovasculares. Além disso, a manteiga de cacau, responsável pelo ponto de fusão do chocolate, é rica em ácido esteárico, que não aumenta o colesterol.





Alexandre Boyer, diretor da Valrhona para a América Latina relata: "O cacau fino costuma ser cultivado em pequenas quantidades. Há controle periódico de fermentação e horários específicos para a secagem das sementes ao sol. Estes processos são responsáveis por parte de seus aromas, que serão desenvolvidos na torra. Mas o DNA do fruto também é importante. Por isso é que chocolates de denominação de origem controlada (D.O.C.) passaram a ser tão cultuados".

Ele diz ainda que o produto final - a mistura do cacau, da sua manteiga e do açúcar - passa por processos que determinam sabores, texturas e consistências. "A conchagem”, ou seja, a agitação a uma determinada temperatura concede um toque aveludado.





A Valrhona produz sete mil toneladas do chocolate mais cultuado do mundo. Custa cinco vezes mais caro que os produtos de difusão e quase sempre vem com indicações da procedência, Quito, Caracas, Gayaquil, Guanaja, Caribe, Madagascar, entre outros.

Um informativo publicado por Luciana Fróes em 27 de novembro de 2008, onde ela afirma ser os Chocolates Valrhona a Tiffany's dos Chocolates.


"Valrhona quer dizer Vale do Rhone, de onde saem anualmente as sete mil toneladas do chocolate mais cobiçado do mundo. Sete mil toneladas não é nada se comparado com a produção de outras marcas de chocolate famosas. Tudo no Tain L´Hermitage, onde o Valrhona é feito, é diferenciado. A começar pelo preço, três ou quatro vezes mais caro que o mais caro do mercado. De amargar.

Durante a visita dos espanhóis, fiquei sabendo que a marca hoje já conta com uma representação em São Paulo. Não sabia. Ou seja, já temos a belga Callebaut e a francesa Valrhona no pedaço.
A Valrhona existe desde 1922 e já foi familiar. Hoje, é do grupo Bongrain, muito mais forte na produção de queijos do que de chocolate. São 400 profissionais selecionando os melhores grãos do mundo (zero de Brasil!). A marca é a preferida de mestres como Jean Paul Hevin, Michel Chaudun, Marcolini, Pierre Hermé, Pralus…Provei um exemplar e acho que é uma das raras versões doces, ao leite, da marca. É o tanariva, leva apenas 33% de cacau e tem gostinho de caramelo. Era o único com esse teor de cacau. O restante era de 60% prá cima. "

7 de junho de 2009

CHOCOLATES DEBAUVE & GALLAIS






Este post é em homenagem a Marcella Ceva.




Debauve & Gallais, diferente de outros fabricantes, vem mantendo a tradição de confeccionar chocolates com muito pouco açúcar, relevando a qualidade do cacau. Eles muito se orgulham dos ingredientes superiores usados em seus produtos.

Debauve & Gallais usa somente o mais saboroso grãos de cacau, avelãs de Piedmont, nozes de Perigord, passas turcas, amêndoas espanholas, e o rum das Antilhas. Não usam preservativos, ou outros aditivos.

Em 1800 Sulpice Debauve, um farmacêutico do Rei Luis XVI, abriu sua primeira loja de chocolate em Paris, a margem esquerda do Sena em Saint-Germain. O chocolate de Debauve foi imediatamente apreciado pelas pessoas mais influentes da França.

Em 1816 Debauve foi designado o único fornecedor de chocolate das famílias reais francesas. A loja aberta em 1819 situada na Rue Saints Pères é, hoje em dia, um monumento histórico.

Debauve rapidamente expandiu e em 1804 já possuía 60 lojas pela França. Em 1823, ele se uniu ao seu sobrinho e a empresa passou a se chamar Debauve & Gallais.

Debauve & Gallais foi designado como o chocolateiro oficial de Luis XVIII, Charles X e Louis Philippe. Eles também abasteciam a corte russa, os czares preferiam os chocolates 99% amargos que saboreavam acompanhados de uma forte vodka.

Os chocolates em forma de moeda foram desenvolvidos para a Rainha Maria Antonieta para amenizar o gosto ruim dos remédios. Ela ficou tão agradecida que autorizou Debauve a confeccionar chocolates com o seu nome.

Debauve & Gallais é ainda um dos poucos antigos fornecedores da realeza da França. A família opera até hoje o negócio. Em 1989, Madame Paule Cuvelier assumiu o estabelecimento da Debauve & Gallais. Com a ajuda de seu filho, Bernard Poussin, Debauve & Gallais já expandiu seus negócios em todo o mundo: Nova York, Seul, Atenas, Dubai, Hong Kong, Pequim, Nanjing, Xangai, Chengdu.

EDITH PIAF




Édith Piaf nasceu em Paris, França no dia 19 de dezembro de 1915 e faleceu em Grasse, França no dia 10 de outubro de 1963. Foi uma cantora francesa de música de salão e variedades, mas foi reconhecida internacionalmente pelo seu talento no estilo francês da chanson.
Seu canto expressava claramente sua trágica história de vida. Entre seus maiores sucessos estão "La vie en rose" (1946), "Hymne à l'amour" (1949), "Milord" (1959), "Non, je ne regrette rien" (1960).
Participou de peças teatrais e filmes. Em junho de 2007 foi lançado um filme biográfico sobre ela, chegando ao cinemas brasileiros em agosto do mesmo ano com o título "Piaf - Um Hino Ao Amor" (originalmente "La Môme", em inglês "La Vie En Rose"), direção de Olivier Dahan.

Édith Piaf está enterrada na mais célebre necrópole parisiense, o cemitério do Père-Lachaise. Seu sepultamento foi acompanhado por uma multidão poucas vezes vista na capital francesa. Hoje, seu túmulo é um dos mais visitados por turistas do mundo inteiro.

Édith Giovanna Gassion nasceu em Belleville, um bairro de imigrantes da capital francesa. Sua mãe Annetta Giovanna Maillard, era de descendência italiana e cantava nas ruas e em cafés com o pseudônimo de Line Marsa. Seu pai Louis-Alphonse Gassion trabalhava no circo como contorcionista e tinha um passado teatral. Quando pequena, Édith foi deixada por sua mãe, por um curto período, com sua avó materna. Pouco tempo depois seu pai, voltando da guerra, encontrou-a enferma. Ele procurou sua mãe e pediu pra ela cuidar da Édith para ele poder voltar a servir o Exército Francês (em 1916).
A avó paterna de Édith na época trabalhava em um bordel, o que fez com que Édith tivesse contato com prostitutas e seus clientes, tornando-se ela mesma prostituta e o que ocasionou nela um profundo impacto em sua personalidade e visão sobre a vida. Aos seus 7 ou 8 anos, ela perde momentaneamente sua visão por razão de uma queratite.

Em 1919, quando seu pai volta da guerra, ele a busca e retoma sua vida artística como contorcionista. Édith o acompanha ajudando-o nas ruas e mais tarde em pequenos circos itinerantes. Não demorou muito ela já estava cantando pelas ruas sozinha. Aos 17 anos, Édith se apaixonou por Louis Dupont com quem teve uma filha, Marcelle, que morreu de meningite aos dois anos de idade.

Em 1935, ela conhece Louis Leplée, dono do cabaré Le Gerny's, situado na avenida Champs Élysées, em Paris. Foi ele quem a iniciou na vida artística e a batizou de "la Môme Piaf", uma expressão francesa que significa "pequeno pardal" ou "pardalzinho", pois ela tinha uma estatura baixa. Lepleé, vendo o quão nervosa Piaf ficava ao cantar, começou a ensinar-lhe como se portar no palco e disse-lhe para começar a usar um vestido preto quando se apresentasse, vestuário que mais tarde se tornou sua marca registrada como roupa de apresentação. Ele também fez enorme campanha para a noite de estréia de Piaf no Le Gerny's, o que resultou na presença de várias celebridades, como o ator Maurice Chevalier. Sua apresentação em cabarés possibilitou-lhe gravar seus dois primeiros discos naquele mesmo ano, um deles escrito por Marguerite Monnot, que Piaf acabou conhecendo no cabaré de Leplée e que se tornou sua parceira e grande e fiel amiga por toda sua vida.

No ano seguinte (1936), Piaf assina contrato com a Polydor e lança seu primeiro disco "Les Mômes de la Cloche", que se torna sucesso imediato. Mas em abril desse mesmo ano, Leplée é assassinado em seu domicílio. Piaf é interrogada e acusada de cúmplice, mas acabou sendo absolvida mais tarde. Ele foi morto por bandidos que tiveram, num passado não muito distante, laços com Piaf, o que gerou uma atenção negativa sobre ela por parte da mídia, ameaçando, assim, sua carreira. Para reerguer sua imagem, ela recrutou Raymond Asso, com quem, mais tarde, ela também viria a se envolver romanticamente. Foi ele quem mudou o nome artístico dela de "La Môme Piaf" para "Édith Piaf" e encomendou a Monnot canções que tratassem unicamente do passado de Piaf nas ruas.

Em março de 1937, Édith estréia sua carreira de cantora de música de salão, e se torna imediatamente uma grande vedete da chanson francesa, adorada pelo público e difundida pela rádio.

Ainda no fim dadécada de 30, Piaf triunfa na Bobino, famoso music-hall parisiense, assim como no teatro em 1940 na peça de Jean Cocoteau, Le Bel Indifférent, escrita especialmente para ela, e que a fez contracenar com seu então companheiro, o ator Paul Meurisse. Ela começa aí a conhecer pessoas famosas como o poeta Jacques Borgeat.

Na primavera de 1944 em Paris, ela descobre o jovem cantor Yves Montand que viria a ser seu parceiro e amante. Dentro de um ano ele se torna um dos cantores mais famosos da França. Piaf acaba desfazendo o relacionamento quando ele está perto de alcançar o mesmo sucesso dela.

Ainda em 1944 o pai de Piaf morre, e, no ano seguinte, ela também perde sua mãe.

Édith começa a escrever canções, sendo auxiliada por compositores na parte musical. Contudo, em 1945, Piaf escreveu, sem a ajuda de quem quer que seja, um de seus primeiros títulos: "La Vie en Rose" (gravada em 1946), é a canção mais célebre dela e tornou-se um clássico.

Durante esse tempo Piaf estava fazendo muito sucesso em Paris e em toda França. Após a guerra, tornou-se famosa internacionalmente, excursionando pela Europa, Estados Unidos e América do Sul. Entretanto, de início ela se deparou com pouco sucesso entre o público norte-americano. Mas, após a publicação de brilhante matéria de proeminente crítico de Nova Iorque, Piaf viu seu sucesso crescer ao ponto de sua popularidade levá-la a se apresentar oito vezes no Ed Sullivan Show e duas vezes no Carnegie Hall (1956 e 1957).

Vida amorosa

Édith Piaf teve vários romances. Os mais conhecidos foram com Marlon Brando, Yves Montand, Charles Aznavour, Théo Sarapo, Georges Moustaki e Marcel Cerdan.

Em uma turnê em Nova Iorque, em 1948, conhece o pugilista francês Marcel Cerdan, com quem inicia um tórrido romance. Marcel Cerdan vivia em Marrocos e morreu em acidente de avião em 28 de outubro de 1949 em um vôo de Paris para Nova Iorque, onde a iria reencontrar. Arrasada pelo sofrimento, Édith Piaf aplica-se fortes doses de morfina. Seu grande sucesso Hymne à l'amour e Mon Dieu, foram cantados por Édith em sua memória. Marcel Cerdan é tido como o grande amor da sua vida.

Em 1951, o jovem cantor Charles Aznavour converte-se em seu secretário, assistente, chofer e confidente. Ela ajudou a decolar sua carreira, levando-o em turnê pelos EUA e pela França e gravando algumas de suas músicas.

Em setembro de 1952 casa-se com o célebre cantor francês Jacques Pills, do qual se divorcia em 1956.

Começa uma história de amor com Georges Moustaki ("Jo"), que Édith lança para a música. Ao seu lado sofreu um grave acidente automobilístico no ano de 1958, e piora seu já deteriorado estado de saúde e sua dependência em morfina. Édith grava novo sucesso, a canção Millord, da qual Moustaki é o autor.




Já perto do final de sua vida, Piaf se casaria com Theophanis Lamboukas, um jovem grego, cabeleireiro de senhoras num salão familiar. Ela estava com 46 anos e ele apenas 23. Segue então um período em que as internações tornam-se constantes. Uma cura estava fora de cogitação. O fígado estava por demais enfraquecido e ela pesava apenas 34 quilos.




Aos quarenta e sete anos, Piaf aparentava ter mais de sessenta - a vida desregrada, as doenças e muito sofrimento haviam lhe cobrado um alto preço. Na quarta-feira, 9 de outubro, dia do aniversário de casamento com Theo, vertigens e calafrios obrigaram-na a ficar na cama até a hora do almoço. Voltou a deitar-se pouco depois, e não voltaria a descer mais.


Édith Piaf morreu em 10 de outubro de 1963 na localidade de Grasse aos 47 anos, com a saúde abalada pelos excessos, pela morfina e todo o sofrimento de uma vida. O transporte de seu corpo a Paris foi feito clandestina e ilegalmente e seu falecimento foi anunciado oficialmente em 11 de outubro em Paris. Édith faleceu no mesmo dia que seu amigo Jean Cocteau. Édith foi enterrada no cemitério do Père-Lachaise.





Não deixem de entar no site: www.bibi-piaf.com/

GALETTE DES ROIS




Na França, existe um costume antigo de consumir uma espécie de torta doce e recheada, a "Galette des Rois", em todo o mês de janeiro, e principalmente no primeiro domingo de janeiro, Dia de Reis.

Ao comprar a Galette em "Boulangeries" (padarias) ou "Pâtisseries" (docerias), o francês ganha duas coroas de papel. Essa tradição vem desde a época dos romanos, quando se colocava uma "fève" (fava) seca ou grãos de feijão dentro da torta para se escolher o "Rei do Dia". Quem encontrar a fava na sua fatia é eleito rei por um dia e tem até o direito de escolher a sua rainha. Atualmente, essa fava seca foi substituída por uma figura de porcelana.

É, com certeza, uma comemoração muito popular que faz a alegria de crianças e adultos.

A "Galette des Rois" francesa é preparada com massa folheada e recheada com um "Crème Frangipane" (creme de amêndoas), muito perfumado e delicioso, receita criada pelo pâtissier francês Pascal Regnault, especialista também em crepes, galettes e outras delícias francesas.

GALETTE DES ROIS

Ingredientes :

2 Massas folhadas,
200 gr de amêndoa em pó
100 gr de manteiga amolecida,
50 gr de açúcar
2 Ovos batidos
1/2 Cálice de rum (facultativo)
3/4 gotas de aroma de amêndoa.

Preparo:
Misturar a manteiga amolecida juntamente com a amêndoa em pó,

Juntar o açúcar e os ovos batidos e mexer bem,

Acrescentar o rum (facultativo) e as gotas de aroma de amêndoa, e misturar.

Colocar no congelador por 30 minutos.

Ligar o forno a 180º.

Estender uma massa folhada no tabuleiro do forno, deixando por baixo a folha de papel vegetal.

Misturar 1 gema de ovo com 50 ml de leite,

Com um pincel de cozinha, pincelar a massa folhada à volta (a largura da pincelada deve de ser de 2 cm.)

Espalhar o preparado no centro da massa até chegar ao nível das pinceladas,

Colocar uma fava ou um brinde.

Colocar a outra massa folhada por cima,

Fazer um buraquinho no centro (para a massa não estufar),

Pincelar com a restante mistura de gema de ovo e leite, com um garfo unir as 2 massas em toda a volta.

Fazer uma decoração com uma faca ou um garfo.

Levar ao forno por 30 mm.

Depois é só eleger a rainha ou o rei da noite !!!!

MUGUET




Na França é tradição no dia 1º de Maio oferecer aos amigos e familiares "un brin de Muguet" que segundo reza a lenda dá sorte a quem o receber. Esta flor também esta associada desde o século xx, às manifestações do 1º de Maio e não há desfile que se preze sem a florzinha na lapela.



É a flor emblema da Maison Dior.




Grace Kelly casou com um buquê de Muguet.




Cheirosa formada por cachinhos de pequenos e delicados sinos entre uma grande folhagem verde. Ela brota nos bosques franceses nos meses de Maio e Junho.

A crença que a flor do Muguet traz felicidade, surgiu no povo Celta. Para eles, o primeiro de Maio era o inicio do primeiro semestre do ano e era de bom agouro enfeitar-se com as flores colhidas no mesmo dia.


Na Idade Média os apaixonados pregavam Muguet nas portas da suas amadas. E durante a Renascença, o Muguet tornou-se o "portador de felicidade” nacional da França.

Nos dias de hoje, as manifestações dos operários, na Festa do Trabalho, popularizam ainda mais
essa tradição, fazendo da flor de Muguet um simbolo de esperança de melhores condições de vida.