13 de junho de 2009

COCO CHANEL








Um verdadeiro mito. Responsável por grande parte das principais mudanças no vestuário feminino ocorridas no século XX. Considerada uma das forças do movimento feminista do começo do século passado, Mademoiselle Coco Chanel criou uma moda atemporal e elegante, ostentada até os dias de hoje, fazendo de sua marca, sinônimo de elegância e conforto.

A estilista francesa, que se tornou símbolo de uma revolução nos costumes e na postura da mulher no cenário social, adquiriu a elegância e simplicidade como formas de sobrevivência. Mitômana, nunca quis admitir sua origem pobre. Foi apenas após a sua morte, em 1971, que os reais fatos de sua infância ficaram conhecidos do público.





Nascida no interior da França, na cidade de Saumur em 19 de agosto de 1883, Gabrielle Bonheur Chanel ficou órfã de mãe aos seis anos de idade. Seu pai, Albert Chanel, a mandou para um pensionato da cidade francesa de Auvergne, onde permaneceu até sua adolescência. Porém, a vida simples da cidade interiorana não condizia com a ânsia de Coco Chanel. Trabalhou como balconista e até em um cabaré, onde cantava a música ”Qui qu´a vu Coco dans le trocadero?” (de onde originou seu apelido Coco). Mas o intuito de vencer na vida era mais forte e, para isso, decidiu sair à caça de amantes, de preferência homens ricos, que pudessem lhe ajudar. Esse foi o primeiro grande confronto de Coco Chanel com a sociedade machista do início do século XX. O envolvimento com o milionário oficial de cavalaria Etienne Balsan levou-a a Paris, aos 16 anos, e a inseriu na alta sociedade da capital francesa. Com a ajuda do cobiçado playboy inglês Arthur Capel (que muitos dizem ter sido o grande amor da estilista e morreu jovem em um acidente automobilístico em 1924), montou sua primeira loja, a Casa Chanel (Chanel Modes) em 1910. No começo, vendia chapéus para mulheres. O estilo simples, sem grandes adornos de flores, encantou as parisienses que freqüentavam o jóquei clube da cidade. Quem era aquela mulher que ousava nos trajes simplistas, com misturas entre vestimentas femininas e masculinas? A partir desse momento, Chanel decidiu dedicar-se à costura.
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Seus cortes simples encantaram e, em 1913 (antes da 1ª Guerra Mundial) abre, simultaneamente, duas boutiques de moda, em Deauville (um dos elegantes centros da França na época) e em Paris. Em 1916, abre uma loja de Alta Costura em Biarritz e, em 1920, fixa-se definitivamente no n.º 31 da Rue Cambon, onde a Maison Chanel existe até hoje. Coco Chanel costumava dizer que no mundo da moda havia um excesso de homens que não sabiam como proporcionar o conforto às mulheres. Foi por isso que o estilo criado por ela revolucionou o século XX: ao libertar a mulher das faixas e corpetes apertados em saias com muitos babados, permitiu que a mulher se sentisse livre e poderosa vestida de maneira simples e prática. “Não há mulheres feias, há mulheres mal cuidadas”, costuma dizer.




Com essa filosofia, queria atingir o maior número de mulheres que pudesse, com roupas de cortes retos e elegantes. Não se importava em ser copiada por outros estilistas; o que mais a alegrava era ver mulheres vestindo suas inovações.


- - Jérsei, Cardigans, sapatos sem salto, vestidos de corte a direito e sem mangas, jaquetas, saias plissadas, tailleurs, bolsas com alça de corrente dourada: a renovação do guarda-roupa feminino, para servir ao bel-prazer da mulher de bom gosto e poucos recursos, estava disponível na criatividade de Chanel. Era o chic minimalista que seria adotado por aquelas que estavam cansadas dos costumes da Belle Epoque e do vestuário excessivamente ornamentado. O vestido preto (“Little Black Dress”) seria outra de suas grandes invenções que se tornaria célebre. Saindo das festas de gala e dos momentos de luto, se transformaria no curinga e, de antemão, marcaria o perfil da mulher moderna, preparada para ser uma profissional e parecer feminina e elegante em qualquer situação. Utilizado pela primeira vez em 1926, o modelo foi chamado pela Vogue como o ”Ford dos vestidos” (uma alusão aos carros da marca americana que eram vendidos em massa).


-- No auge de sua fama, durante a década de 30, empregou 4.000 funcionários e chegou a vender 28.000 peças em um único ano. O segredo do sucesso de Chanel era simples: apenas desenhava roupas que gostava de vestir. Não colocava seus esboços no papel, criava-os em cima do tecido, no corpo da modelo. Isso porque era a roupa que deveria se adequar ao corpo, e não ao contrário, como gostava de dizer. Neste período, Coco Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como: Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo. Seus modelos vestiram estrelas como a princesa Grace Kelly, atrizes como Marlene Dietrich e Ingrid Bergman, a primeira-dama americana Jacqueline Kennedy, entre outros grandes nomes. Durante a Segunda Guerra Mundial Chanel chegou a trabalhar como enfermeira, uma vez que os negócios relativos à moda estavam em baixa. Nesta época envolveu-se com um oficial nazista, o que lhe custou o exílio na Suíça. Em 1954 voltou a Paris e retomou seus negócios na alta costura. Sua carreira teve um renascimento nesta época. O Cardigan, o vestido preto e as pérolas tornaram-se marca registrada do estilo CHANEL. Quando apresentou a coleção de 1958, as francesas ficaram maravilhadas. A revista ELLE escreveu em destaque: “Dez milhões de mulheres votam CHANEL”. Suas inovações, de fato, retocaram toda a silhueta feminina. O novo comprimento de suas saias mostrou os tornozelos das mulheres, cujos pés passaram a contar com sapatos confortáveis de bicos arredondados. Pérolas em especial, e bijuterias em geral, ganharam lugar de destaque entre os acessórios, cachecóis enrolaram-se com classe nos pescoços das mulheres e seu corte de cabelo tornou-se simétrico, reto, mostrando a nuca - o eterno corte CHANEL.


- - No ano de sua morte, em 1971, aos 87 anos, no luxuoso Hotel Ritz de Paris, Coco Chanel ainda trabalhava ativamente, desenhando uma nova coleção. Assim como toda a história de sua vida, o momento da morte também foi marcado por glamour e boatos. Sozinha, no quarto do Hotel Ritz, onde viveu por cerca de 33 anos, a estilista teria dito a uma camareira que estava em seu quarto: “Vê? É assim que se morre. Sozinha, mas sempre chique”. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que vestiam suas roupas em sinal de homenagem. O ano de 1983 foi marcado pela chegada de Karl Lagerfeld à empresa como diretor artístico da marca tanto para a linha de alta-costura quanto para a de prêt-à-porter. O estilo clássico criado por mademoiselle Chanel, revitalizado por Lagerfeld, atravessou o século 20 e se tornou atemporal.







Vejam o trailer do filme que está para estrear nos cinemas



HÔTEL DES INVALIDES








Hôtel National des Invalides, ou Palácio dos Inválidos, é um enorme monumento parisiense, cuja construção foi ordenada por Luis XIV, em1670, para dar abrigo aos inválidos dos seus exércitos. Hoje em dia, continua acolhendo os inválidos, mas é também uma necrópole militar e sede de vários museus.


Entre as personalidades ilustres lá sepultadas encontra-se Napoleão Bonaparte.


O Rei Luís XIV precisou, tal como os seus predecessores Henrique III e Henrique IV, de assegurar auxílio e assistência aos soldados inválidos dos seus exércitos; para que "aqueles que expuseram as suas vidas, derramaram o seu sangue pela defesa da monarquia (...) passem o resto dos seus dias na tranquilidade (ceux qui ont exposé leur vie et prodigué leur sang pour la défense de la monarchie (...) passent le reste de leur jours dans la tranquillité), diz o édito Real de 1670.


No dia 15 de Julho de 1804 teve lugar na capela dos Invalides a primeira entrega das condecorações da Legião de Honra, por Napoleão Bonaparte, aos oficiais meritórios, numa faustosa cerimónia oficial.


O edifício foi dotado desde muito cedo de funções museográficas: Museu da Artilharia em 1872 e Museu Histórico dos Exércitos em 1896, reunidos como Museu do Exército (Musée de l'Armée) em 1905.


Hôtel des Invalides ainda acolhe presentemente uma centena de reformados e inválidos dos exércitos franceses. A administração encarregada desta missão é o Instituto Nacional dos Inválidos (Institut national des invalides).


A capela do Hôtel des Invalides, concebida para acolher os pensionistas dos Invalides, foi elevada à categoria de Cathédrale. É a sede do Bispo Católico dos Exércitos.


Napoleão I repousa sob a cúpula, na companhia dos seus dois irmãos, Joseph e Jérome Bonaparte, e do seu filho, o "Filhote de Águia".


A cúpula dourada dos Inválidos constitui um dos pontos de referência da paisagem parisiense.






O alinhamento dos canhões na esplanada é altamente simbólico. Esses canhões estão, efetivamente, apontados ao Palais de l'Élysée para lembrar ao seu locatário que na França o soberano é o povo, e que este pode a qualquer momento retomar as armas.







Napoleão Bonaparte foi sepultado no dia 15 de Dezembro de 1840, sob a Monarquia de Julho, cujos líderes procuravam reunir os partidários do Imperador defunto. As cinzas de Napoleão foram colocadas num monumental sarcófago, ele próprio colocado numa cripta construída no centro da capela Saint-Louis.


Curiosidade:

Napoleão foi enterrado sem o pênis, amputado horas depois de sua morte. Depois de 170 anos a exótica relíquia apareceu nos Estados Unidos, guardado por John Lattimer, professor de Urologia da Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque.

A amputação teria sido feita pelo médico francês Francesco Antommarchi, despachado para Santa Helena para cuidar da úlcera de estômago que acabou por matar Napoleão. Antommarchi, um anatomista que pouco entendia de doenças, irritou o intempestivo corso, que o recebia a cusparadas e insultos. "Foi a vingança do médico", disse Lattimer.

Embora seja provável, não está provado que tenha sido o médico que fez a
autópsia, Dr. Francesco Antommarchi, a subtrair o orgão genital de Napoleão. Na sala estavam presentes dezessete testemunhas, sete médicos ingleses, duas criadas de Napoleão, um padre de nome Vignali e ainda um servo árabe de nome Ali. Há, portanto, 29 suspeitos.

O seu filho François Bonaparte (igualmente chamado de Napoleãon II, "o filhote de Águia" ou Duque de Reichstadt) foi ali sepultado, em 1940, como presente de Adolf Hitler à França.


Joseph e Jérôme Bonaparte, irmãos do Imperador, foram enterrados em duas alcovas laterais.
Para conservar o traço das tradições do exército, os seus troféus e objetos de vida quotidiana dos soldados, foi criado em 1896 um Museu Histórico do Exército (Musée Historique de l'Armée). Este viria a ser fundido com o da Artilharia em 1905, formando o atual Museu do Exército (Musée de l'Armée).


Depois do final da
Segunda Guerra Mundial, durante a qual os Inválidos esconderam uma rede de resistência em 1942, o Museu foi aumentado com a Ordem da Libertação (Ordre de la Libération) e o Museu de História Contemporânea (Musée d’Histoire Contemporaine).

12 de junho de 2009

PANTHÉON







Uma enorme estrutura neo-clássica construída por Luis XV para ser o templo de Santa Genoveva, a padroeira de Paris.
Após à Revolução virou Mausoléu dos "Grandes Homens da França", como Mirabeau, Voltaire, Rousseau, Braille, Victor Hugo, Emile Zola e outros.

O Panthéon de Paris é um monumento em estilo neo-clássico situado no monte de Santa Genoveva, no 5.º arrondissement de Paris, em pleno Quartier Latin. À sua volta dispõem-se alguns edifícios de importância, como a igreja de Saint-Étienne-du-Mont, a Biblioteca de Santa Genoveva, a Universidade de Paris-I (Panthéon-Sorbone), a prefeitura do 5.º arrondissement e oLiceu Henrique IV. Da rua Soufflot consegue-se uma perspectiva favorável do Panthéon, a partir do Jardim do Luxemburgo.

Tem 110 metros de comprimento e 84 metros de largura. O edifício é coroado por uma cúpula de 83 metros de altura.

O Panthéon é, indubitavelmente, monumental. Iniciadas em 1764, as obras do edifício foram encomendadas pelo monarcaLuís XV, o qual, após recuperar-se de uma grave doença, ordenou ao arquiteto Soufflot o erguimento de uma basílica em tributo à Santa Genoveva, em substituição à antiga abadia ali existente.
Concluído em 1790, o edifício quedou-se pelos movimentos revolucionários burgueses, transformando-o em Panthéon nacional. Hoje, na cripta, 67 célebres personagens da história francesa repousam – tais como escritores, cientistas, generais e políticos –, motivo pelo qual o frontão contém, inscrito, o interessante brocardo “Aux grands hommes, la patrie reconnaissante”, junto ao interessante baixo-relevo, de David d’Angers, alusivo à homenagem da pátria francesa a seus imponentes heróis.

Soufflot baseou-se no Pantheón romano para o erguimento do pórtico, que contém 22 colunas coríntias; a cúpula, por sua vez, remonta à britânica Catedral de São Paulo (Londres) e ao Dôme des Invalides.

Algumas das Individualidades homenageadas ao serem sepultadas no Panteão

A primeira mulher a ser sepultada no Panteão de Paris foiSophie Berthelot, não pelo que fez em vida, mas para não separa-la do marido,Marcellin Berthelot. Os túmulos (67 até à data) situam-se na cripta do monumento.

Encontramos também no Panthéon:

Um pêndulo de Foucault assim chamado em referência ao físico francês Jean Bernard Léon Foucault, é uma experiência concebida para demonstrar a rotação da Terra em relação a um referencial, bem como a existência daforça de Coriolis.
A primeira demonstração data de1851, quando um pêndulo foi fixado ao teto do Panthéon deParis. A originalidade do pêndulo reside no fato de ter liberdade de oscilação em qualquer direção, ou seja, o plano pendular não é fixo. A rotação do plano pendular é devida (e prova) a rotação da Terra. A velocidade e a direção de rotação do plano pendular permitem igualmente determinar a latitude do local da experiência sem nenhuma observação astronômica exterior.

VICTOR HUGO





Victor Hugo, autor de "Os Miseráveis" e "O Corcunda de Notre Dame", entre outros, era filho de Joseph Hugo e de Sophie Trébuchet.
Nasceu em Besançon, mas passou a infância em Paris.Em 1819 fundou, com os seus irmãos, uma revista, o "Conservateur Littéraire" (Conservador Literário) e no mesmo ano ganhou o concurso da Académie des Jeux Floraux, instituição literária francesa fundada no século XIV.
Aos 20 anos publicou uma reunião de poemas, "Odes e Poesias Diversas", mas foi o prefácio de sua peça teatral "Cromwell" que o projetou como líder do movimento romântico na França.Victor Hugo casou-se com Adèle Foucher e durante a vida teve diversas amantes, sendo a mais famosa Juliette Drouet, atriz sem talento, a quem ele escreveu numerosos poemas.
O período 1829-1843 foi o mais produtivo da carreira do escritor. Seu grande romance histórico, "Notre Dame de Paris" - mundialmente conhecido como "O Corcunda de Notre Dame" - (1831), o conduziu à nomeação de membro da Academia Francesa, em 1841.
Criado no espírito da monarquia, o escritor acabou se tornado favorável a uma democracia liberal e humanitária. Eleito deputado da Segunda República, em 1848, apoiou a candidatura do príncipe Luís Napoleão, mas se exilou após o golpe de Estado que este deu em dezembro de 1851, tornando-se imperador.
Hugo condenou-o vigorosamente por razões morais em "Histoire d'un Crime".Durante o Segundo Império, em oposição a Napoleão III, viveu em exílio em Jersey, Guernsey e Bruxelas.
Foi um dos poucos a recusar a anistia decidida algum tempo depois.A morte da sua filha, Leopoldina, afogada por acidente no Sena, junto com o marido, fez com que o escritor se deixasse levar por experiências espíritas relatadas numa obra "Les Tables Tournantes de Jersey" (As Mesas Moventes de Jersey).
A partir de 1849, Victor Hugo dedicou sua obra à política, à religião e à filosofia humana e social. Reformista, desejava mudar a sociedade mas não mudar de sociedade. Em 1870 Hugo retornou a França e reatou sua carreira política. Foi eleito primeiro para a Assembléia Nacional, e mais tarde para o Senado.
Não aderiu à Comuna de Paris mas defendeu a anistia aos seus integrantes.De acordo com seu último desejo, foi enterrado em um caixão humilde no Panthéon, após ter ficado vários dias exposto sob o Arco do Triunfo.

PLACE DES VOSGES







A Place des Vosges é um lugar tranqüilo, um belo parque central rodeado por arcadas com lojas e cafés. Está situado no histórico distrito Marais, no 3 ºarrondissement, não muito longe da Place de la Bastille.

Endereço da aristocracia, a Place des Vosges foi construída por Henry IV, em 1609, e, até meados do século XVII, era palco de duelos. Chamava- se então Place Royale. Lindamente simétrica.
O Pavilhão do Rei olhando para o Pavilhão da Rainha - hoje o hotel Pavillon de la Reine, certamente um dos mais charmosos da cidade. Nas laterais, nove casas iguais e perfiladas, de tijolos vermelhos e com telhados de ardósia azul.

Se for procurar a casa de Victor Hugo pode acabar na discretíssima butique do estilista japonês Issey Miyake.

Se parar para ouvir um violinista, poderá se perder num antiquário. Resta, então, sentar-se numa das mesinhas do charmoso bistrô Ma Bourgogne, pedir uma tacinha de champanhe e suspirar.Porque é considerada a praça mais bonita de Paris

Diferente da Bastilha e da République, é uma praça de verdade, com jardim no meio, laguinho e crianças brincando. Como os quatro lados da Place des Vosges são praticamente idênticos (essa é a graça do lugar), preste atenção para não se confundir. Se for encontrar alguém, o melhor é combinar no centro da praça. Ou então em frente à casa onde morou o escritor Victor Hugo. Aos domingos é quando o Marais entra em ebulição. As lojas abrem, bons músicos de rua aparecem, é uma delícia, principalmente quando faz sol. A Place des Vosges fica no bairro do Marais. O acesso à praça se dá pelas ruas Franc Bourgeois, du Pas de la Mule ou de Birague, uma travessa da Rue Saint-Antoine.

11 de junho de 2009

O MUNDO É A NOSSA CASA




Mais de 500 horas de filmagens em 54 países resultaram em 90 minutos de um filme que retrata a Terra com imagens recolhidas do ar. No dia 05 de junho, Dia Mundial do Ambiente, marcou a estréia mundial de “Home – O Mundo É a Nossa Casa”, do fotógrafo francês Yann Arthus-Bertand. Nos cinemas, televisão e Internet.
Foram precisos 18 meses e 217 dias de filmagens em 120 locais para produzir este longa-metragem ecologista, de divulgação gratuita. “Vivemos tempos excepcionais.
Os cientistas dizem-nos que temos dez anos para alterar a forma como vivemos, para evitar o esgotamento dos recursos naturais e a catastrófica evolução do clima terrestre”, comenta Yann Arthus-Bertrand, o realizador, em comunicado divulgado no site do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnua). Em causa está o frágil equilíbrio do planeta, ameaçado por aquecimento global, espécies em perigo, esgotamento de recursos naturais.
O filme é visto por este fotógrafo como um caderno de viagens, que mostra paisagens captadas de cima. “O documentário apela para uma nova consciência, convidando o espectador a parar por um momento e olhar para o nosso planeta, para os seus tesouros e beleza”.“Tenho alimentado esta idéia nos últimos 15 anos. O que vi e aprendi ao sobrevoar a Terra mudou-me para sempre”, reconheceu o autor de “A Terra vista do Espaço”, livro que deu origem a uma exposição fotográfica que percorreu o mundo. Em 2008 tinha sido vista por 130 milhões de pessoas em todos os continentes.
O documentário foi apresentado oficialmente, numa cerimônia em Paris e depois em cerca de cem países. Está traduzido em mais de 20 línguas.

Yann, embaixador da Boa Vontade do Pnua, acredita “que temos a sabedoria coletiva para encontrar uma solução”. Até porque, como diz o filme, “é muito tarde para ser pessimista”.Em 2005, Yann criou a Good Planet, uma organização não lucrativa que se dedica a conscientizar as pessoas face à importância do desenvolvimento sustentável.

Apresento uma mostra do filme. Para quem quiser vê-lo por inteiro (o filme dura 1 hora e 58 minutos), acesse o link abaixo. A narração está em português.