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20 de junho de 2009
FLOR DE LIS
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MOULIN ROUGE

Moulin Rouge (que em francês significa Moinho Vermelho) é um cabaré tradicional, construído no ano de 1889 por Josep Oller, que já era proprietário anteriormente do Paris Olympia. Situado na zona de Pigalle no Boulevard de Clichy, ao pé deMontmatre, em Paris. É famoso pela inclusão no terraço do seu edifício de um grande moinho vermelho. O Moulin Rouge é um símbolo emblemático da noite parisiense, e tem uma rica história ligada à boemia da cidade.
Há mais de cem anos que o Moulin Rouge é lugar de "visita obrigatória" para muitos turistas. O Moulin Rouge continua a oferecer na atualidade uma grande variedade de espetáculos para todos aqueles que querem evocar o ambiente boêmio da Belle Èpoque e que ainda está presente no interior da sala de espetáculos. Não obstante, o estilo e o nome do Moulin Rouge de Paris foram imitados por muitos clubes de variedades e salas de espetáculos em todo o m
undo.
A sala, as bailarinas e os seus frequentadores constituem um dos temas preferidos na obra do pintor Henri de Toulose-Lautrec.
Alguns centímetros de pernas femininas, logo acima dos joelhos, estão transformando Paris numa festa. As pernas são das dançarinas de cancã de um novo cabaré da cidade-luz, o Moulin Rouge (Moinho Vermelho), inaugurado com pompa e circunstância no mês passado. Não bastasse a já escandalosa coreografia da "quadrilha naturalista", como a dança também é conhecida, com seu ir e vir de pernas para o alto, deixando à mostra a roupa de baixo das bailarinas, o Moulin Rouge decidiu apimentar seus espetáculos acrescentando o precioso palmo de nudez de suas coristas. Bem ou mal, não se fala em outra coisa na capital francesa. A idéia dos donos do cabaré, os experientes empresários de espetáculos Charles Zidler e Joseph Oller, foi criar uma casa capaz de atrair a fina flor da elite parisiense para a marginalizada região de Montmartre.
Para tanto, precisavam de uma atração sem igual. Zidler se encarregou pessoalmente de descobrí-Ia. Atraído pela boa carreira que a quadrilha naturalista fazia no Elysée-Montmartre, o empresário não titubeou: abriu a carteira e, de uma só tacada, contratou todo o elenco do eventual concorrente - que agora está entregue exclusivamente a um balé de moscas. Com o incremento da nudez de centímetros, compreendidos entre o fim das meias pretas e a barra das calças brancas das dançarinas, o Moulin Rouge se tornou o senhor dos cabarés. Por conta dele, a noite parisiense está mais festiva do que nunca - e escandalosa também.
Até a reforma, o local onde hoje se ergue o bem freqüentado moinho, no Boulevard Clichy, era um ponto condenado - por ali passaria uma nova avenida. Em função disso, ninguém se preocupava sequer em limpar o “Rainha Branca”, um galpão de espetáculos de baixo nível que ocupava aquela área. O trajeto do leito carroçável, no entanto, foi alterado. A mudança foi decisiva para que Zidler e OlIer comprassem o terreno e construíssem o Moulin Rouge sobre os escombros do Rainha Branca, evitando que lá estivesse hoje um curral de vacas, como se chegou a propor. Em lugar disso, os parisienses ganharam uma casa decorada com gosto e ostentação, embelezada por um amplo e agradável jardim, onde está montado o gigan
tesco elefante de madeira há pouco exibido na Exposição Universal. Junto a ele, uma bailarina de formas exuberantes faz apresentações de dança do ventre, enchendo também os olhos dos freqüentadores do cabaré.
A grande estrela do Moulin Rouge, no entanto, é a dançarina Louise-Joséphine Weber, que toda a Montmartre chama de "La Goulue" (A Gulosa), apelido ganho na infância por causa de sua sofreguidão quando posava para os pintores, já deslumbrados com sua beleza. Aos 23 anos, mas famosa em toda a região, ela foi contratada por um salário mensal de 800 francos, cerca de 290 000 réis, quase o preço de uma passagem de ida e volta para Paris numa segunda classe. Traços finos, formas bem torneadas e uma elegância que não perde nem mesmo quando executa os movimentos mais ousados do cancã distinguem La Goulue de suas companheiras de palco.
A tradição da dançarina de encantar pintores continua. O mais novo talento a sucumbir aos seus encantos é ninguém menos do que o melhor pincel do submundo parisiense, o anão Henri de Toulouse-Lautrec, Famoso no Montmartre por seus criativos retratos de personagens da região. Lautrec freqüenta o Moulin Rouge desde sua inauguração. De origem aristocrática, o pintor sofreu um grave acidente aos 13 anos, que o deformou para sempre. Complexado por sua aparência física, Lautrec cedo se refugiou entre os marginais. Desenhista de incrível habilidade, ele tem se especializado desde então em traduzir para telas a vida dos marginais da capital francesa. "Quero pintar a verdade, e não o ideal", diz. Fascinado pela gravura, Lautrec vem desenvolvendo um belíssimo trabalho em cartazes para os shows do Moulin Rouge. Sua atração por La Goulue pode transformá-Ia na mais famosa dançarina de cabaré de todos os tempos, imortalizada nos traços de um artista raro, dono de uma obra absolutamente pessoal.
19 de junho de 2009
Filmografia
2009 - Diamant 13
2008 - Les enfants de Timpelbach
2008 - Bouquet final
2008 - L'abolition (TV)
2008 - Sans arme, ni haine, ni violence
2008 - Disco
2007 - Michou d'Auber
2006 - Amici miei '400
2005 - Olé!
2005 - Les rois maudits (TV)
2005 - Je préfére qu'on reste amis
2005 - La vie de Michel Muller est plus belle que la vôtre
2004 - Les temps qui changent
2004 - La femme musketeer (TV)
2003 - Volpone (TV)
2003 - Les clefs de bagnole
2003 - Crime spree
2003 - Le pacte du silence
2002 - Ruy Blas (TV)
2002 - Blanche
2002 - I am Dina
2002 - Desejo de liberdade (Between strangers)
2001 - Streghe verso nord
2001 - CQ
2000 - Les misérables (TV)
2000 - Le secret de la femme blanche (TV)
2000 - Les acteurs1999 - Balzac (TV)
1999 - Bridge, The
1999 - Mirka1999 - Passionnément
1999 - Wings against the wind
1998 - Bimboland
1998 - Notes of love
1997 - XXL
1996 - Nosso professor é um herói (Le plus beau métier du monde)
1996 - O agente secreto (Secret agent, The)
1996 - Bogus - meu amigo secreto (Bogus)
1996 - De bem com a vida (Unhook the stars)
1995 - Le garçu
1995 - Les anges gardiens
1995 - Les cent et une nuits de Simon Cinéma
1995 - O cavaleiro do telhado e a dama das sombras (Horseman on the roof, The)
1995 - Elisa, em sua honra (Élisa)
1994 - Memórias do mal (La machine)
1994 - Coronel Chabert - Amor e mentiras (Colonel Chabert)
1994 - Uma simples formalidade (A pure formality)
1993 - Germinal (Germinal)
1993 - Hélas pour moi
1993 - François Truffaut: Portraits volés
1992 - From time to time
1991 - Todas as manhãs do mundo (All the mornings of the world)
1991 - Mon père ce héros
1991 - Merci la vie1990 - Uranus
1990 - Cyrano (Cyrano de Bergerac)
1989 - Quero ir para casa (I want to go home)
1989 - Linda demais para você (Too beautiful for you)
1989 - Ele e ela (Deux)
1988 - Camille Claudel (Camille Claudel)
1988 - A strange place to meet
1987 - Sois le soleil de Satan
1986 - Les fugitifs
1986 - Rue du départ
1986 - I hate actors
1986 - Jean de Florette (Jean de Florette)
1986 - Ménage
1985 - Polícia (Police)
1984 - Rive droite, rive gauche
1984 - Forte Saganne (Fort Saganne)
1983 - Les compères
1983 - A lua na sarjeta (Moon in the gutter, The)
1982 - Le grand frère
1982 - Return of Martin Guerre, The
1981 - Choice of arms1981 - La chèvre
1980 - Loulou (Loulou)
1980 - O último metrô (Le dernier métro)
1980 - Inspecteur la bavure
1980 - I love you all
1980 - Meu tio da América (Mon oncle d'Amérique)
1979 - Buffet froid
1979 - Temporale Rosy
1978 - Les chiens
1978 - L'ingorgo - una storia impossibile
1978 - Preparem seus lenços (Préparez vos mouchoirs)
1978 - Le sucre
1977 - Le camion
1977 - Bye bye monkey
1977 - Dites-lui que je l'aime
1977 - Left-handed woman, The
1977 - La nuit tous les chats sont gris
1977 - Violanta
1976 - Barocco
1976 - 1900 (1900)
1976 - La dernière femme
1976 - Baxter - Vera Baxter
1976 - Mistress
1976 - Les plagues de l'Atlantique
1976 - René la canne
1975 - Sept morts sur ordennance
1975 - Cinema according to Bertolucci, The
1975 - I love you no more
1974 - Stravisky...
1974 - Pas si méchant que ça
1974 - Rough day for the queen
1974 - Going places
1974 - Vincent, François, Paul... et les autres
1973 - Two against the law
1973 - La femme du gange
1973 - Os alegres subterrâneos de Paris - Não entre pelo buraco (Les gaspards)
1972 - Le tueur
1972 - Le viager
1972 - L'affaire dominici
1972 - L'an 011972 - Lune lune coquelune
1972 - Nathalie Granger
1972 - La scoumoune
1971 - Un peu de soleil dans l'eau froide
1970 - Le cri du cormoran, le soir au-dessus des jonques
1965 - Le beatnik et le minet
Ganhou o Volpi Cup de Melhor Ator no Festival de Veneza, por "Polícia" (1985).-
Ganhou um Leão de Ouro honorário, em 1997, concedido pelos organizadores do Festival de Veneza em homenagem à sua carreira.
ASTÉRIX

Em 29 de outubro de 1959, foi editada na revista francesa de histórias em quadrinhos Pilote, desaparecida em 1989, os primeiros esboços do pequeno gaulês. Dois anos depois, a primeira história em quadrinhos das aventuras gaulesas vendeu apenas 6.000 exemplares. Porém, em 1963, a segunda, “A Foice de Ouro”, atingiu os 20 mil exemplares. Depois, as aventuras de Astérix foram conquistando cada vez mais adeptos.
Em 1967, aparece o primeiro longa de uma série de desenhos animados. A trama se passava no ano 50 a.C, onde toda a Gália (a atual França) tinha sido ocupada pelos romanos. Toda? Não! Uma aldeia, povoada por irredutíveis gauleses ainda resistia ao invasor. E a vida não era fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Babaorum, Aquarium, Laudanum e Petibonum. Para enfrentar essas legiões romanas, Asterix e sua turma contam com a ajuda de uma poção mágica, que lhes dá força sobre-humana, preparada pelo druida celta Panoramix. A exceção é a de Obelix, um escultor e distribuidor de menires, que caiu dentro de um caldeirão com a poção quando ainda era criança, e por isso adquiriu permanentemente a “super força”. Obelix tem como maior diversão atacar as legiões romanas causando enorme terror aos legionários. Seu maior
prazer é comer javalis, que devora com enorme apetite. Desde o àlbum “Astérix e a volta à Gália” adotou Ideiafix, um cãozinho inteligente e ecologista.Outros personagens da turma são: o bardo Chatotorix; Abracurcix, o chefe da vila, e sua mulher Naftalina; Veteranix, o guerreiro decano; Ornalfabetix, o peixeiro, e sua mulher, Yellowsubmarina; Automatix, o ferreiro; César, Brutus, Cleópatra e os azarados piratas, entre outros. Nas histórias ss nomes gauleses terminam todos em “ix” (Abracurcix, Veteranix, Chatotorix, Pneumatix, etc). Já os normandos (vikings) têm todos os nomes com “af” no final (Olaf, Epaf, Espirograf…), os romanos terminam em “us” e assim por diante. Após o falecimento de Goscinny em 1977, Uderzo deu continuidade ao trabalho, com a colaboração de Sylvie, filha de Uderzo.

Em 1989, foi inaugurado o parque temático Le Parc Asterix, à 30 quilômetros ao norte de Paris. Lá, foram erguidas edificações idênticas às casas da lendária vila gaulesa. Brinquedos como uma montanha-russa em que o carrinho atinge 80 km/h e um navio gaulês atraem mais público do que a Eurodisney. No ano de 2006 estreou o décimo primeiro filme de cinema, Astérix et les Vikings (Asterix e os Vikings).
Em seus mais de 40 anos de existência, Asterix já protagonizou 36 livros de histórias, inspiraram jogos de computador, CDs, uma peça de teatro, sete filmes de animação e três longas de sucesso (Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre, Astérix et Obélix contre César, tendo Gerard Depardieu, como Obélix, e Christian Clavier, e o mais recente Astérix et les Vikings). A página do personagem na Internet (http://www.asterix.tm.fr/) recebe mais de 40 mil visitas por dia.
CURIOSIDADE
* Desde sua primeira edição até hoje, cerca de 310 milhões de exemplares de álbuns do Asterix já foram vendidos. Traduzidas para 107 línguas e dialetos, suas aventuras ainda estão longe de acabar. Hoje, as últimas histórias do pequeno gaulês ultrapassam os dois milhões de exemplares vendidos. O recorde foi batido em 2001, com “Astérix e a Traviata”, publicado no mesmo dia em toda a Europa em oito milhões de exemplares, sendo três milhões na França e outros três na Alemanha, país onde Astérix é muito popular.
ÉMILE GALLÉ - O MAGO DOS VIDROS

Trabalhando o vidro como forma de expressão, Gallé obtém uma unidade perfeita nas obras em que conjuga princípios estéticos, literários, da filosofia e da arte e, até mesmo das ciências naturais. Extremamente exigente com a qualidade técnica e artística - seja nos trabalhos de cerâmica ou de marchetaria - Gallé foi, sobretudo, o mestre inconfundível na arte do vidro. As produções nas oficinas de Gallé incluíram jarros, púcaros, compoteiras, garrafas, cálices, caixas, tinteiros, fruteiras, serviços de licor, candelabros, canecas de cerveja, cântaros, pitchers, e outros objetos utilitários e decorativos: principalmente os inigualáveis vasos e luminárias. Nestes últimos, à função primordial de iluminar - era o advento da luz elétrica - conjuga-se a criatividade impar do artista que mantém a individualidade em cada peça. São abajures, plafonnières, luminárias de teto e de mesa, entre os quais os conhecidos como cogumelos, que alcançam hoje preços fantásticos.
Os primeiros trabalhos de Gallé eram em cristal claro ou translucente (Clair-de-lune) e as formas usualmente clássicas. A decoração inspirava-se em temas populares da época: mitologia greco-romana, arabesco e caligrafias islâmicas, folclore medieval, paisagens holandesas do século XVII, icnografias egípcia e outras influências evidentes. Feita com a combinação de óxido de cobalto e potássio, "Clair-de-lune" era um azul pálido que tomava o tom de safira brilhante quando a luz refletia sobre ela.
Os últimos trabalhos eram opacos, multicoloridos, com formas naturalísticas que se adaptavam ao tema de que são exemplos os vasos-lírios.
A natureza era a grande fonte de expiração de Gallé: a flora, a zoologia, insetos, borboletas, motivos marinhos compõem decorações e ocupam assimetricamente as superfícies das peças. São desenhos que recriam a natureza de modo realístico, mas transfigurada pela sensibilidade do artista e que se apresenta em colorido vibrante ou se desdobra em nuances suaves revelando suas qualidades de excepcional colorista. O esmalte, a gravura, aplicações e esculturas foram técnicas empregadas isoladas ou conjuntamente por Gallé, além de montagens e bases em bronze e marfim. Os domínios de várias técnicas fazem de Gallé artista, decorador, colorista e paisagista sem igual. É com o processo marqueterie de verre que Gallé atinge a culminância da sua arte.
Emile Gallé nasceu em Nancy, 1846. E morreu na mesma cidade, em 1904. Seu pai Charles Gallé-Reinemer, era proprietário, desde 1845, da oficina de refinação de vidro em Nancy e da fábrica de fayence em Raon-l'Etapes e Saint-Clément. De 1826 a 1865 Emile Gallé faz estudos de Retórica, Filosofia e Botânica em Waimer e, de 1865 a 1866, de Mineralogia. Posteriormente, até fins de 1867, dedica-se à instrução teórica e prática na fábrica de vidro em Meisenthal, fornecedores de matéria prima para seu pai. Já em 1867, Gallé tem seu próprio laboratório para vidro naquele local. A partir de 1870, trabalha na fábrica de faiança do seu pai, em Saint-Clement. O ano de 1871 ele passa viajando entre Londres e Paris, onde visita museus e jardins botânicos.
Ao final da guerra franco-germânica em 1871, Meisenthal com a Alsácia-Lorena passa ao domínio da Alemanha. Em conseqüência, Gallé organiza uma pequena fábrica de vidro em Nancy e amplia a oficina de refinação da cidade. Quatro anos mais tarde também a fábrica de faiança de Saint-Clement é transferida para Nancy e Emile Gallé assume a direção. Em 1878, Gallé participa pela primeira vez da Exposição Mundial de Paris, apresentando vidros esmaltados e lapidados em estilo oriental. Tokouso Takashina, artista botânico japonês, passou os anos de 1885 a 1888 em Nancy, e Gallé recebeu do mestre oriental instruções sobre técnicas de pintura.
Na exposição Internacional de Paris, em 1878, quando recebeu quatro medalhas de ouro, pela primeira vez Gallé travou conhecimentos com seus contemporâneos. Foi lá que viu os primeiros vasos em cameo e conheceu as experiências em vidro de Eugene Rousseau, o vidro iridescente e as formas audaciosas produzidas pela cristallerie de Pantin.
É a partir de 1897 que Gallé exibe seus primeiros objetos sobre os quais funde e introduz partes de vidro - marqueterie de verre.
As exposições mundiais de Paris em 1889 e 1900 representam a consagração definitiva de Emile Gallé, que recebe inúmeras medalhas de ouro, diversos Grand Prix e é nomeado Comandante da Legião de Honra. Estava com 51 anos de idade. Suas oficinas nessa época empregavam cerca de 300 artesãos. Apresentou na mostra inúmeros tipos novos de vidro, muitos vasos em "cameo" com motivos e desenhos copiados dos frisos egípcios, a série dos vasos "negros" onde se destacou o vaso "Orpheus" feito a partir de um desenho de Victor Prouve e com várias figuras esculpidas, inclusive a libélula com
suas asas abertas. Este vaso encontra-se no Museu da Escola de Nancy. Outro vaso inovador (Museu do Conservatório de Artes e Ofícios de Paris) foi o "Papillons Blancs".A mobília de Gallé foi mostrada pela primeira vez na exposição de 89, com grande impacto. Foram tantas as encomendas que precisou ampliar a fábrica. Fabricou mesas, cadeiras, escrivaninhas, estantes, mobília de quarto e de sala, tocheiros, porta bengalas, armações para espelho e até taco de bilhar.
Os Impressionistas tiveram grande influência sobre Gallé. "Sua rejeição pelo realismo pictórico em favor da 'impressão' passageira, nasceu do jogo de luzes e sombras e resultou em uma mudança da importância relativa ao artista e sua obra. As idéias sensíveis e criativas próprias do artista que era Gallé encontraram eco nas idéias impressionistas."
Nos anos de 1890 a fama do artista cresceu mais ainda. Tornou-se modismo oferecer vasos de Gallé como presente e Proust, Barão Rotschild, Germain Bapst, Montesquieu, políticos, as classes ricas e a nobreza, todos davam presentes de Gallé, inclusive a municipalidade de Paris freqüentemente encomendava vasos ao artista para presentear chefes de Estado e outros visitantes importantes.


Com raras exceções, os vidros produzidos pela Fábrica de Gallé eram assinados. A única exceção real eram os copos que faziam parte de um conjunto onde a assinatura ficava na peça maior.
18 de junho de 2009
TOUR DE FRANCE ETAPA - MONTELIMAR-MONT VENTOUX


Montélimar é considerada como a capital mundial do nougat. Fabricado desde a Antigüidade na Bacia Mediterrânea, o nougat chegou à França na Idade Média. A cidade de Montélimar se tornou a mais tradicional fabricante desse doce graças ao engenheiro-agrônomo Olivier de Serre, que desenvolveu a plantação de amendoeiras na região. Apesar das diferentes versões de nougat que existem no país, a receita original não mudou. O doce branco leva mel, açúcar, clara de ovos, amêndoa e pistache.
A nonagésima sexta edição da Tour de France, a mais tracional competição ciclística realizada na França, terá uma das etapas partindo de Montélimar. A prova está prevista para ser realizada entre os dias 4 a 26 de julho de 2009. O percurso Montelimar - Le Mont Ventoux será no dia 25 de julho. São 167 km de montanhas. Com 21,2 quilômetros de extensão a 7,6 % de inclinação média, o Mont Ventoux não recebe uma
chegada do Tour desde 2002, tendo sido Richard Virenque o mais forte nessa ocasião. O Mont Ventoux encontra-se na região de Provença. Geograficamente enquadrado nos Alpes, sempre foi considerado fora do maciço devido a sua solidão. Não há outras montanhas de sua magnitude nos arredores. Isso dá uma primeira pista para adivinhar de onde vem o seu mito. “O Gigante de Provença” é um sobrenome que o identifica muito bem.

Ventoux vem de “ventoso”, devido ao mistral que açoita seu cume em numerosas ocasiões e faz com que seja mais um dos fatores decisivos cada vez que uma corrida suba até o seu topo. Seu aspecto lunar, já que a parte mais alta carece de vegetação, vale outro de seus sobrenomes: “Monte Pelado” (essa falta de vegetação deve-se aos cortes realizados durante a Idade Média). Por último, os escritos históricos indicam que Petrarca foi o primeiro a subir ao Ventoux e deixar sua marca.
Assim encontramos muitas particularidades desta montanha mítica que a fazem única. E no mundinho cicilista? Por quê tem essa enorme fama?




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