16 de junho de 2009

CHRISTIAN DIOR


DIOR é um ícone da moda de alta-costura. Inventou o chamado “New Look”, que ao longo de sua história fez a própria tradução física dos sonhos e da fantasia humana através de seus vestidos.
A marca DIOR é, talvez, a mais influente, chique e glamurosa do fascinante e extravagante mundo da alta-costura. Fruto da cabeça criativa e inovadora, que adora romper e quebrar tendências, do estilista Christian Dior.


Considerado o new look da moda internacional até hoje, Christian Dior era uma pessoa de temperamento difícil, complicado, mas conhecia seu ofício quando desenhava seus croquis para a alta costura francesa. O estilista nasceu em Granville (cidade portuária de Mancha) em 21 de janeiro de 1905. Na época, a família Dior tinha uma boa situação financeira, o que lhe garantiu uma infância e juventude tranqüila. Mesmo com o grande interesse em artes, especialmente o desenho, estudou ciências políticas – por influência de seu pai –, com a intenção de seguir a carreira diplomática.
Após terminar o curso, gastou seu tempo viajando pela Europa, até que, em 1927, abriu uma galeria de artes, em sociedade com o amigo Jacques Bonjean. Chegaram a expor alguns trabalhos de amigos como Christian Bérard. Em meados de 1934, Dior enfrentou uma grave doença. E o que é pior, não podia contar mais com o dinheiro da sua família que, desde 1931, atravessava vários problemas financeiros.
Em 1935, recuperado e disposto, começou a desenhar croquis para o Figaro Illustre, jornal parisiense que os publicava semanalmente na seção de alta-costura. Depois de conseguir vender uma coleção de desenhos de modelos de chapéus, o inventivo Dior elaborou croquis de roupas e acessórios para várias maisons de Paris, até que, em 1938, ingressou de cabeça no mundo da alta costura com a função de ser assistente do estilista suíço Robert Piguet. Nesse ínterim, explodia a II Guerra Mundial na Europa e Dior foi convocado para a batalha, na qual atuou como soldado do corpo de engenheiros.-

Em 1941, já trabalhando na maison do estilista francês Lucien Lelong, conheceu o francês Pierre Balmain, que depois se tornaria um grande e importante estilista francês. Nessa altura, o estilista almejava ter a sua própria maison e conseguiu concretizar o sonho com a ajuda financeira do então magnata e empresário de tecidos, Marcel Boussac, em 1946 com a fundação da The House of Dior.
O lendário endereço, em Paris, o número 30 da Avenida Montaigne é o mesmo até os dias de hoje. No dia 12 de fevereiro do ano seguinte lançou sua primeira coleção chamada “Carolle Line” que contava com a revolucionária saia na altura do tornozelo, apelidada pela redatora da revista Harper's Bazaar americana, Carmel Snow, de “New Look” (novo visual).
Contendo inúmeras variações e novidades para época, a coleção se tornou um sucesso imediato, principalmente pelos ombros arredondados, cinturas acentuadas, saias rodadas, vestidos suntuosos, fartos, com cintura bem fininha e ombros à mostra que a coleção possuía em seus modelos. O modelo que se tornou o símbolo do “New Look” foi o tailleur Bar, um casaquinho de seda bege acinturado, ombros naturais e ampla saia preta plissada que vinha quase até a altura dos tornozelos. Luvas, sapatos de saltos altos e chapéu completavam o figurino. Além de causar fascínio pela sua elegância e luxo, o conceito do New Look vinha carregado de extravagância e exagero: vestidos tradicionalmente feitos com 5 metros de tecido, agora usavam até 40 metros. Ele conquistou de cara o mundo da alta-costura pela ousadia e por causar impacto com suas roupas – afinal, para ele, “as peças eram feitas não somente para serem bonitas, mas também para chocar”.
O estilista conseguiu mudar o conceito de praticidade e simplicidade das roupas femininas, até então uma necessidade dos tempos de guerra e uma tendência da moda criada por Chanel. Após alguns anos de reclusão, a mulher pós-guerra queria se sentir novamente feminina e estava ansiosa em recuperar a elegância e o luxo verdadeiro. Nos bailes, que à época se sucediam aos jantares, as mulheres ricas e célebres compareciam usando Dior.
O estilista acertou e criou modelos extremamente femininos, luxuosos, sofisticados e elegantes, inspirados na moda da segunda metade do século XIX. Os vestidos eram mais longos, o busto mais acentuado, a cintura bem marcada e as saias amplas.
Ainda em 1947 foi fundada a divisão de perfume (conhecida como Parfums Christian Dior) com o lançamento do Miss Dior, um verdadeiro clássico até os dias de hoje. Em apenas um ano, a coleção New Look teve mais de dez mil encomendas.
A volta por cima da beleza feminina fez a cabeça de mulheres célebres como Eva Perón, Grace Kelly e Marlene Dietrich. Em 1949, dois anos após a inauguração, a maison Dior já era responsável por mais de 5% das exportações francesas.
Nesta época, Christian Dior já tinha uma casa de prêt-à-porter de luxo em Nova York, além de estar bem estabelecido para assinar contratos de licenças com sociedades americanas. No ano de 1954, ele mudou tudo com a linha H (H de haricot vert, uma vagem comprida): chega de busto e cintura apertada. Dior inovou novamente ao imprimir estilo com vestidinhos tubulares que escondiam as formas.
O vestido-saco revolucionou de forma surpreendente cabeças e corpos. Também criou neste ano, modelos luxuosos com muita seda e tule bordado, além dos vestidos de tecidos transparentes, com saias sobrepostas e comprimentos dos mais diversos.

A linha Y surgiu em 1955 e mostrava um corpo longo com a parte superior mais pesada, com golas grandes que se abriam em forma de V. A linha A trouxe vestidos e saias que se abriam a partir do busto ou da cintura para formar os dois lados de um A.
Com apenas 52 anos de idade e dez anos depois de abrir a maison, Christian Dior morreu precocemente em 24 de outubro de 1957 após sofrer um ataque cardíaco. Deixou um verdadeiro império do luxo, com 28 ateliês e 1.200 empregados. Os números impressionam: em dez anos de existência, foram vendidos mais de 100 mil vestidos, um milhão e quinhentos mil metros de tecido decorados e 16 mil croquis realizados.
Para assumir a direção de criação da grife, após sua morte, foi escolhido o então jovem e talentoso Yves Saint-Laurent, que provocou protestos dos discípulos de Dior por ter criado peças poucos tradicionais para a marca, como jaquetas de couro e vestidos curtos. Em 1962, Saint-Laurent resolveu abrir sua própria maison, e em seu lugar assumiu Marc Bohan, um estilista francês mais experiente.
Seus modelos mais influentes foram apresentados em 1966, baseados no filme Dr. Jivago, com casacos amplos de cintura apertada, vestidos longos e botas. A partir de 1989, o italiano Gianfranco Ferré – em uma tentativa de renovação da Maison – foi escolhido como o novo nome Christian Dior.
Logo na primeira coleção ganhou o Dedal de Ouro oferecido pela companhia Helena Rubinstein ao melhor estilista de cada temporada.--Desde 1997, o inglês John Galliano é o designer da grife e nomeado o criador das coleções de alta-costura e prêt-à-porter feminino. E chegou para “incendiar” a maison. O estilista assumiu a marca com o respaldo de nada menos que Bernard Arnault, o todo-poderoso do grupo LVMH (Môet-Henessy Louis Vuitton), primeira empresa mundial do comércio do luxo, e que também detém os direitos dos perfumes Miss Dior e Poison, ambos da marca Christian Dior. Ao colocar Galliano – um rebelde, inglês e iniciante – à frente da Maison Dior, os franceses ficaram chocados. Porém, apenas um ano depois, a grife voltou a lucrar. John Galliano causou uma reviravolta na DIOR. Houve dois escândalos que fizeram com que a marca voltasse aos bons tempos: a simples contratação de John Galliano e a coleção dos mendigos, que causou frisson ao desfilar modelos vestidos como mendigos na passarela. O estilista é convencido de que o esquisito, mesmo chocante, vende. Já colocou nas passarelas trapezistas, acrobatas chineses, monges Shaolin, freiras e esfinges. Considerado um gênio rebelde, o estilista comandante da DIOR fala pouco em público, mas não precisa disso para virar notícia. Em um dos seus últimos desfiles de alta-costura, modelos exibiram vestidos em estilo império, recobertos de bordados preciosos. Enquanto isso, uma banda de hard rock tocava e destruía seus instrumentos a chutes e pauladas.


A marca no Brasil
A marca desembarcou no Brasil oficialmente em 1999 com a inauguração da loja na Rua Haddock Lobo em São Paulo. Com a abertura da Villa Daslu, a segunda butique da DIOR, também em São Paulo, foi inaugurada. O luxo está presente por todos os lados, a começar pelo mármore do piso, que veio da Turquia. Os móveis são italianos, o carpete é da Tailândia e o sofá e as poltronas são Luis XV, da França. A butique tem nada menos do que 190 metros quadrados e é a loja DIOR mais moderna do mundo.

Acesse o site abaixo para assistir o desfile de outono/inverno 2008/2009

RONAN E ERWAN BOUROULLEC







Ronan e Erwan Bouroullec nasceram em Quimper, Bretanha, respectivamente em 1971 e 1976. Depois se licenciaram na “École Nationale de Arts Décoratifs” em Paris, Ronan começou a trabalhar por conta própria, assistido pelo irmão Erwan que estudava na “École de Beaux Arts” em Cergy Pontoise.
Os irmãos trabalham juntos desde 1999, e as suas obras são diálogos constantes entre duas personalidades diferentes, unidas por objetivos comuns. Os irmãos Bouroullec trabalham com diversos e prestigiados fabricantes de mobiliário, incluindo Vitra, Cappelline, Issey Mijake e Habitat.
Ao mesmo tempo têm desenvolvido outros projetos como o “Floating House”, um estúdio de artista encomendado pelo “Chateau Art Center” e desenhado em colaboração com os arquitetos Denis Daversin e Jean Marie Finot.
Foram eleitos Criadores do Ano no Salão de Móveis de Paris. Já ganharam diversos prêmios internacionais, como o “New Designer Award” na Feira Internacional do Mobiliário de Nova Iorque, o “Grand Prix” em Paris e o primeiro prêmio na Feira Bienal em Saint-Etienne. Em 2003 foram eleitos Designers do Ano da “Elle Decoration Japan”.
VEJA O SITE: WWW.BOUROULLEC.COM