15 de maio de 2009

MOSTARDA DIJON




História da Mostarda




O condimento já era utilizado por egípcios, gregos e romanos, esmagadas e salpicadas nas carnes e peixes. Estima-se que na idade média cozinheiros franceses foram os primeiros a elaborar o condimento, utilizando as sementes, rusticamente moidas e misturadas a mel e vinagre. Foi em Dijon que a Mostarda ganhou popularidade. Moinhos específicos serviam os mercadores e habitantes, da mesma forma que os moinhos de trigo, e sua mostarda se tornou comum, quase que obrigatória, nas mesas desta cidade. O registro mais antigo, datado de 1347, guarda informações sobre doze francos gastos com o envio de Mostarda a Rainha.
A mostarda de Dijon não é um condimento insípido, mas um condutor de apetite. Ela resulta da trituração dos grãos negros e marrons que, depois de passados em uma peneira, são misturados a uma emulsão de “verjus” (vinho branco bem verde). Os grãos vêm do Canadá e da Borgonha e quase toda a produção francesa de mostarda é feita em Dijon. Sua característica é de ser extremamente forte, bem diferente da dos hot-dogs americanos.



A mostarda pode ser misturada a diversos ingredientes como cassis, roquefort, pimenta etc. Mas a vedete das mostardas é a Moutarde à l’ancienne, sem ser peneirada, contendo os grãos inteiros.



TORTA FRANCESA DE CEBOLA

INGREDIENTES

Massa


350g Farinha de Trigo

100 g Manteiga

Sal a gosto

Água gelada para dar o ponto

Recheio


6 cebolas grandes

5 tomates maduros

Azeite

Sal a gosto

3 colheres de sopa de Mostarda Dijon

300 g de Queijo Ementhal francês ralado grosso para cobrir



Modo de Fazer


Massa


· Junte a farinha, a manteiga e o sal, utilize as pontas dos dedos para esfarelar.
· Acrescente a água aos poucos e vá unindo toda a massa até ficar homogênea.
· Deixe descansar por aproximadamente 20 minutos.
· Depois, forre uma assadeira redonda (30cm) e coloque para pré-assar.
· Em seguida, comece a fazer o recheio.


Recheio


· Corte 6 cebolas grandes em rodelas e abra todas elas.
· Em uma frigideira, refogue a cebola no azeite, depois acrescente os tomates cortados em tiras, sem pele e semente, e acrescente um pouco de sal, desligue o fogo.
· Por último, retire a massa pré-assada do forno, passe uma camada de Mostarda Dijon, coloque o recheio por cima e, por último, o Queijo Ementhal francês ralado e volte para o forno.
· Quando o queijo estiver derretido, retire do forno e sirva em seguida com um belo Bourdeaux.


14 de maio de 2009

CHRISTIAN LOUBOUTIN



Comecem a reparar nas fotografias tiradas nos “Red Carpets” ou os famosos tapetes vermelhos onde as celebridades param para ser clicadas. Reparem que as mulheres se viram de lado e erguem levemente o pé para mostrar um solado vermelho. Esta é a marca registrada que consagrou Christian Louboutin, um dos maiores designers de sapatos do momento. O francês é um dos nomes atuais que dita a moda nos pés das celebridades de Hollywood. E é fácil reconhecer à distância quem calça seus modelitos. Sola vermelha e saltos altíssimos aos quais nem Angelina Jolie, mesmo grávida, resiste. Além dela, a lista de clientes ilustres inclui a superfashion Victoria Beckham, Katie Holmes, Nicole Richie e Dita Von Teese. Todas mulheres lançadoras de tendências e que sabem se equilibrar com leveza em cima do salto.
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Antes que a maioria das mulheres comuns conseguisse decorar Manolo Blahnik, o peculiar nome que se transformou em sinônimo dos sapatos mais chiques do planeta, outro estilista, de nome mais complicado ainda, vai assumindo a posição de autor do salto agulha que toda consumidora louca por moda (e com a carteira recheada de dinheiro) precisa ter. Christian Louboutin, mistura de francês com vietnamita, não é novato no ramo, mas agora chegou ao topo, segundo as caprichosas preferências do mercado de luxo. Tem duas marcas registradas: o salto altíssimo (na faixa dos 12 a 13 centímetros) e a sola pintada de vermelho-sangue.-
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Em entrevista à apresentadora americana Oprah Winfrey, ele contou que a idéia de pintar a sola veio num momento em que ele achava que suas criações precisavam de um toque especial. “Uma funcionária minha sempre pintava as unhas. Um dia peguei o esmalte dela, passei na sola, e o sapato ganhou vida”. Depois disso, nunca mais os solados de um LOUBOUTIN passaram despercebidos. Em 1979, com apenas 15 anos, ele já conhecia a noite parisiense, as salas de música e teatro da cidade e, vidrado por esse universo sensual, decidiu criar sapatos para vender às dançarinas do Moulin Rouge e do Folies Bèrgere.--Fascinado por sapatos desde criança, o designer usou como base de suas primeiras coleções rascunhos de infância feitos em seus cadernos de escola. Sem loja, ele ia a cabarés e boates para vender seus sapatos. “As mulheres ficavam nuas, mas continuavam calçadas”, contou ele certa vez em uma entrevista à revista Marie Claire. Na época, porém, eram freqüentes os “nãos” de mulheres que alegavam não ter dinheiro. Ex-aprendiz do mestre Charles Jourdan (com ele aperfeiçoou os mais ou menos 100 passos para a confecção de um salto agulha perfeito) no começo da década de 80, Louboutin trabalhou para grandes grifes, como Christian Dior, Chanel e Yves Saint Laurent, e até como paisagista e colaborador da Vogue, antes de se estabelecer, com ajuda de dois amigos, por conta própria em Paris, no ano de 1992, com a inauguração de sua primeira loja na Galeria Vero-Dodat, uma elegante galeria parisiense próxima ao Museu do Louvre. -
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Um exemplar da sua primeira fornada foi direto para o acervo permanente do Instituto de Moda do Metropolitan Museum de Nova York. A segunda coleção, intitulada “Trash”, não tinha nada de lixo, mas utilizava como decoração bilhetes de ônibus, tampas de latinha de cerveja e outras traquitanas do cotidiano. Quatro meses após a inauguração da boutique, uma jornalista americana da W Magazine estava em Paris para descobrir novos endereços “trend” na cidade. Foi quando ela ouviu uma animada conversa de duas mulheres sobre os sapatos da boutique de Christian Louboutin; uma delas era a Princesa Caroline de Mônaco. A matéria foi publicada, o negócio decolou e o resto é história. -
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Os sapatos de Louboutin não são mesmo para qualquer uma. Dois anos mais tarde, em 1994, a grife inaugura uma loja na cidade de Nova York. Um modelo básico custa em torno de US$ 500, mas pode ultrapassar a cifra de US$ 1.000 dependendo do material com o qual é feito. O preço não é exatamente de obra de arte, mas o designer já transformou seus sapatos em peças dignas de exposição, literalmente. No ano passado, o cineasta David Lynch, de quem é amigo íntimo, fotografou os modelos e organizou uma mostra em Paris em 2007. Recentemente o estilista, famoso por seus sapatos de salto alto que viraram hit fashion, apresentou uma novidade que deixou muita gente surpresa: um tênis. O par de tênis, estampado e texturizado como um leopardo, estava a mostra em recente evento para a imprensa, organizado pela marca. -
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No dia 22 de abril de 2009, CHRISTIAN LOUBOUTIN inaugurou no shopping Iguatemi sua primeira loja na América Latina. Dividido em três salas, uma delas fechada por espelhos para atendimentos particulares, o novo local apresenta os sofisticados e inconfundíveis sapatos de solado vermelho-sangue. E, mesmo com a crise, o projeto de expansão iniciado em 2007 deve seguir em frente. Uma loja em Dubai, uma no Japão e outra em Miami estão nos planos de 2009. E uma segunda loja no Brasil nos próximos dois anos também não está descartada. Não à toa, que as exportações representam 95% de suas vendas, que, desde 2005, apresentam crescimento de 30% a 40% ao ano. Com perspectiva de aumentar ainda mais com o lançamento da linha de bolsas - cujo preço, na Europa, vai de 800 euros a 1,3 mil euros - e a previsão de inaugurar 15 lojas nos próximos três anos.-
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O estilista conquistou o mundo da moda com modelos completamente despojados, primando pelo design e pela combinação de cores e adornos arrojados, com saltos que já chegaram a 25 centímetros de altura, num modelo feito por encomenda. Nas lojas, o máximo à venda são 16 centímetros de altura, mas Louboutin revela que a média dos modelos fica com módicos sete ou oito centímetros. Há ainda, pasmem as apreciadoras das pequenas torres criadas pelo francês, os modelos rasteiros, totalmente no chão. Mas foi na esfera das festas, dos tapetes vermelhos, das ocasiões em que todo mundo comenta o que todo mundo usa que Louboutin se superou – como bem atestam freguesas fiéis como Caroline de Mônaco, Nicole Kidman e, surpresa, Sarah Jessica Parker. Seus sapatos são fabricados na Itália e criados no atelier do designer, em Paris. Seu modelo mais caro, chamado de Lady Rings, é de camurça com cristais, e tem preço de 1.290 euros (3.800 reais). O Pesce, fazendo jus ao nome, desenha com recortes de couro uma exótica carpa. O preço médio fica em torno dos 500 euros. Recentemente, dois modelos feitos em parceria com o bordador Jean-François Lesage, em homenagem a Maria Antonieta, prometem virar peça de museu. Produzidos em edição limitada de apenas 36 pares, as peças foram colocadas à venda por US$ 6.295 apenas na butique da Madison Avenue, em Nova York. -
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Dados corporativos
● Origem: França
● Fundação: 1992
● Fundador: Christian Louboutin
● Sede mundial: Paris, França
● Proprietário da marca: Christian Louboutin
● Capital aberto: Não
● CEO: Christian Louboutin
● Estilista: Christian Louboutin
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 17
● Presença global: 50 países
● Presença no Brasil: Sim (1 loja)
● Funcionários: 300
● Segmento: Moda
● Principais produtos: Sapatos e bolsas
● Ícones: As solas vermelhas dos sapatos
● Website: www.christianlouboutin.com
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A grife CHRISTIAN LOUBOUTIN possui atualmente 17 lojas próprias e 150 pontos de venda (localizados dentro de famosas lojas de departamento) em 50 países ao redor do mundo. Suas lojas estão localizadas em cidades cosmopolitas como Paris, Londres, Nova York, Los Angeles, Moscou, São Paulo, Cingapura, Hong Kong e Jacarta. Os Estados Unidos, onde a marca possui 5 lojas, é responsável por 40% de suas vendas.
Na pele da personagem Carrie Bradshaw, da série Sex and the City, a atriz americana se tornou a maior propagandista de Manolo Blahnik, mas se casou na vida real usando um LOUBOUTIN – de sola azul, a cor exclusiva dos sapatos de noiva da marca.-
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13 de maio de 2009

MARIA ANTONIETA - PARTE 2


Vinte e um de abril de 1770. Cinquenta e sete carruagens ricamente aparelhadas, conduzindo um número mais de duas vezes maior de dignitários e puxadas por um número seis vezes maior de cavalos, haviam enchido o majestoso pátio central do Hofburg (Áustria) desde o amanhecer.
Quando a família imperial saiu do palácio às nove horas, a multidão abriu caminho para Maria Teresa, a corpulenta imperatriz da Áustria e rainha da Hungria, de 52 anos que repetia a frase particular que Maria Antonieta já ouvira muitas vezes: "Que outras nações façam a guerra; tu, feliz Áustria, alcanças teus feitos pelo casamento".

O aforismo era perfeito para a ocasião dessa manhã, que celebrava um dos mais audaciosos feitos diplomáticos da Maria Teresa até então. Esse plano envolvia o casamento de Maria Antonieta com o delfim Luís Augusto, o neto de quinze anos do rei Luis XV da França e herdeiro do trono Bourbon.


O ministro mais confiável e influente de Luis XV, o duque de Choiseul, trabalhou diligentemente em apoio ao plano, e após anos de delicadas negociações os dois países concordaram formalmente com o casamento. Agora, nessa manhã de primavera, Maria Antonieta deveria partir para a França em triunfo, um emblema vivo da política exterior da mãe.


Uma bem vestida loura arruivada, com grandes olhos azuis, faces rosadas e porte gracioso, prejudicada apenas por um lábio inferior proeminente que a identificava como membro do clã Habsburgo, a futura noiva tentava conter as lágrimas ao se preparar para deixar sua família e seu lar, acotovelada por centenas de vienenses que, tendo vindo lhe desejar boa sorte, a cumulavam de buques e outras lembranças.


Desde o seu noivado, no verão anterior, ela vinha trabalhando intensamente com o legendário bailarino e teórico do balé francês Jean-Georges Noverre. Na corte de Versalhes, as damas não andam – elas deslizam. Os espartilhos de barbatana de baleia causam dor e os saltos dos sapatos são altos, mas elas flutuam como seus corpos não pesassem.


Mesmo para uma futura rainha, o enxoval que Maria Antonieta acumulou era espetacular. Suas sessões de provas com os fornecedores de moda parisienses baseavam-se no pressuposto que, na famosamente refinada e exigente corte de Versalhes, o vestuário era a moeda de aceitação social e sobrevivência política. Na verdade, ninguém menos que o duque de Choiseul, o mais forte defensor da união Habsburgo-Bourbon na França, que estipulara a inspeção do guarda-roupa da arquiduquesa como uma precondição para o casamento. O próprio Luis XV deixara claro que não faria uma proposta de casamento em nome do neto sem primeiro averiguar se Maria Antonieta era atraente o bastante para honrar sua corte. Como Choiseul sabia muito bem, o rei era um notório mulherengo, que havia negligenciado sua falecida esposa, Maria Leczinska, em favor de uma série de amantes chamativas.


A imperatriz não poupou nenhuma despesa para tornar a filha uma noiva Bourbon visivelmente digna. Numa época em que o guarda roupa de toda uma família francesa da classe trabalhadora tinha um valor médio de 30 libras, e em que um guarda-roupa coletivo de um rico casal aristocrático valia algo entre 2 a 5 mil libras, Maria Teresa gastou assombrosas 400.000 libras com o enxoval da filha caçula.Todas as peças compradas haviam sido confeccionadas na França.
Choiseul sugeriu também alterações no físico da arquiduquesa. Ele notou que os dentes da menina eram lamentavelmente tortos. Foi convocado um dentista francês para empreender as necessárias cirurgias orais. Embora as intervenções, realizadas sem anestesia, tenham sido extremamente dolorosas e exigido três longos meses para completar, a arquiduquesa foi recompensada com um sorriso “muito bonito e regular”.


Havia algo também a ser feito com o cabelo da princesa. A massa indisciplinada de cachos louro-avermelhados de Maria Antonieta era habitualmente puxada para trás da testa por uma áspera faixa de lã que se esgarçava contra o cabelo. Esta faixa estava começando a causar feias manchas calvas ao longo do contorno do couro cabeludo; o que era pior, ao criar uma alta “montanha de cachos” no alto da cabeça da menina, o penteado acentuava o que as autoridades francesas viam como uma testa inaceitavelmente alta. Para cuidar desses alarmantes problemas, Larsenneur, que servia como cabeleireiro da própria rainha de Luis XV, veio em seu socorro. Domou os cabelos da princesa em um penteado baixo, escovado para o alto da cabeça. A aparência resultante suavizou sua testa proeminente, salvou-a da progressão da calvície e alinhou-a imediatamente com as convenções de Versalhes.

Aos 13 anos, Maria Antonieta já se tornara uma lançadora de tendências da moda atentamente observada e avidamente copiada.

MARIA ANTONIETA - PARTE 1



Maria Antonieta Josefa Joana Von Habsburgo-Lorena (em francês: Marie Antoinette Josèphe Jeanne de Habsbourg-Lorraine; Viena, 2 de novembro 1755 - Paris, 16 de outubro 1793), arquiduquesa da Áustria e rainha consorte de França de 1774 até a Revolução Francesa, em 1789. Maria Antonieta era a filha mais nova de Maria Teresa de Habsburgo e de Francisco Estêvão de Lorena, respectivamente, rainha soberana da Áustria e imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Casou-se em 1770, aos catorze anos de idade, com o delfim francês Luís Augusto, que, em 1774, tornou-se o rei de França, com o nome de Luís XVI.
A infância de Maria Antonieta teve como cenário a corte de Viena. Ainda é conhecido hoje em dia o seu noivado com Mozart, o grande compositor, que, sendo então apenas uma criança de 5 anos, acreditava ingenuamente estar noivo da formosa filha dos soberanos do Sacro Império Romano-Germânico. Sua formação foi católica conservadora rígida.
A sua mãe, a Imperatriz Maria Teresa da Áustria, seguindo a prática dos soberanos da época, colocou o casamento dos seus filhos ao serviço da sua política externa. Sua filha Maria Cristina, regente dos Países Baixos desde 1681, pôde casar por amor com Alberto de Saxe, em 1776, mas tal não aconteceu com as outras filhas: Maria Amélia (1746-1804) casou com Fernando I, duque de Parma (1751-1802); Maria Carolina (1752-1814) casou com Fernando I, rei de Nápoles e das Duas-Sicílias (1751-1825). O casamento de Maria Antonieta com o delfim de França, Luís Augusto, futuro Luís XVI, foi o corolário de uma política que visava a reconciliação da Casa de Habsburgo com a Casa de Bourbon, limitando assim as ambições da Prússia e Inglaterra.
Sendo filha da Imperatriz da Áustria, Maria Antonieta estaria vocacionada a exercer alguma influência política na França. Casou em 1770, com apenas catorze anos, tornando-se rainha com dezoito anos ou seja quatro anos depois, quando o seu marido foi coroado rei Luís XVI.
No início da sua vida em Versalhes, num piscar de olhos, Maria Antonieta usou sua nova posição para criar uma certa "fantasia". Dispensou boa parte das damas de companhia, e povoou a corte de gente jovem e elegante. A Rainha adorava organizar corridas de cavalo, e se divertia em passeios de carruagem. Estas, por ordem dela, corriam a toda velocidade.
O que mais fascinava Maria Antonieta, entretanto, eram as festas das noites parisienses, e a animação das mesmas. Freqüentava óperas, teatros, e participava de bailes. Nestes, as mulheres compareciam mascaradas. Assim, podia se misturar com plebeus, sem ser, no entanto, reconhecida. Luís XVI não se incomodava em deixá-la ir se divertir sem ele. Maria Antonieta teve várias amigas, como a princesa de Lamballe e a duquesa de Polignac. Maria Antonieta, também, interessou-se pela filosofia política, história, e literatura, subsidiando autores como Mercier, um dos primeiros dramaturgos e teóricos do teatro romântico em França. O período antes da revolução foi de grande actividade literária, sem qualquer censura. Em 1788, a tortura chegou a ser abolida.


Em 1774, com a morte de Luis XV, seu marido Luís Augusto foi coroado como Luís XVI. O povo a amava mas ainda era vítima de piadas por não gerar um filho. Entretanto, em 1781 Maria Antonieta teve sua primeira filha, Maria Teresa Carlota.
Ao ter sua primeira filha, Luis XVI, seu esposo, deu-lhe de presente o célebre Petit Trianon, um palácio de pequenas dimensões nas imediações de Versalhes, o qual denominou "novo refúgio". Existindo, afinal, uma "mini-villa" campestre, onde havia vários animais do campo, uma horta e, obviamente, criados para a manutenção do espaço, Maria Antonieta tornou-se mais simples, algo notável nas suas roupas, que se tornavam agora menos complexas e luxuosas. Supostamente, ali terá conhecido o conde Fersen, com quem manteve um romance. Porém este tempo de paz veria o fim brevemente, após diversos escândalos do interior do palácio que viraram manchetes políticas, e de um Inverno rigoroso, que destronou a produção agrícola e emergiu a população num autêntico morticínio, devido à escassez de alimentos e ao frio e, consequentemente, à fome. Estava prestes a começar o declínio de Maria Antonieta.
Tendo desautorizado as reformas financeiras propostas por Turgot e Necker, os seus inimigos apelidaram-na de "a austríaca", "madame" ou "rainha do déficit". O escândalo provocado pelo” caso do colar de diamantes” e a campanha de panfletos denegrindo a sua imagem levou-a a um certo isolamento, deixando de receber audiências de nobres e literatos, o que a afastou ainda mais da alta sociedade francesa. Atribui-se, à Maria Antonieta, uma famosa frase: "Se não têm pão, que comam brioches", que teria sido proferida a uma de suas camareiras certa vez que um grupo de pobres foi ao palácio pedir pão para comer. No entanto, é consenso entre os historiadores que a rainha nunca disse a frase, que acabou sendo usada contra ela durante a Revolução Francesa. Os registros históricos mostram, claramente, que, na época de sua coroação, Maria Antonieta se angustiava com a situação dos pobres. Em uma de suas cartas à mãe, ela chega a comentar o alto preço do pão. Diz, também, o seguinte: "Tendo visto as pessoas nos tratarem tão bem, apesar de suas desgraças, estamos ainda mais obrigados a trabalhar pela felicidade deles".
Em 1789, a família real foi detida no Palácio de Versailles e levada pelos revolucionários para o Palácio das Tulherias. Ficou aí detida com seu marido e filhos, até que, em 1792, com o auxílio do conde Axel Fersen, foi tentada uma fuga, mas foram reconhecidos e detidos quando passavam em Varennes. Esse episódio ficou conhecido como a "Noite de Varennes".
Durante a revolução, os seus inimigos alegavam que ela recusava as possibilidades de acordo com os moderados, procurando que o rei favorecesse os extremistas para inflamar mais a batalha. Depois da fuga e prisão em Varennes, alegavam também que ela procurava romper um conflito bélico entre França e Áustria, esperando a derrota francesa.
Depois da execução de Luís XVI, Maria Antonieta ficou conhecida como "Viúva Capeto", sendo condenada à morte por traição, morrendo na guilhotina em 16 de Outubro de 1793.
Maria Antonieta sentou-se sobre um assento de madeira. Dois meses de Conciergerie haviam feito daquela rainha de 38 anos uma velha. Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar, com hemorragia e os seus cabelos loiros ficaram brancos. O presidente procedeu o interrogatório. Quando lhe foi perguntado seu nome, a acusada respondeu, com voz alta e clara: "Maria Antonieta da Áustria e da Lorena, trinta e oito anos, viúva do rei da França."
As perguntas sucederam-se de modo desordenado, algumas sem a menor importância. De repente, houve o testemunho sensacional de um sapateiro, um certo Simon: Maria Antonieta, durante seu cativeiro, teria submetido seu jovem filho a atos incestuosos. A acusada ficou pálida e visivelmente emocionada: "A natureza se recusa a permitir tal acusação feita a uma mãe", gritou ela: "Eu apelo a todas as mães que por ventura aqui estiverem". Esse tom sofrido produziu sobre todos uma forte impressão. As pessoas recusaram-se a acreditar em tamanha monstruosidade.
Em seguida, foi a vez das testemunhas. Quarenta e uma pessoas desfilaram por ali, sem fazer qualquer contribuição útil ao processo. No interrogatório, ela foi acusada de ser a instigadora da Guerra Civil. Depois veio a defesa e, então, Maria Antonieta foi condenada à morte e foi decapitada no dia 16 de outubro de 1793. Ela foi ao suplício numa gaiola (Luis XVI teve um carrossel). Seu corpo foi colocado numa fossa comum ao lado de seu marido e após o regresso dos Bourbons, após a derrota de Napoleão, os corpos foram sepultados na Basílica de Saint-Denis (perto de Paris) e no sítio da fossa comum foi edificada a "Capela Expiatoire".

12 de maio de 2009

Nossa fotos em Versalhes












































































































































































PALÁCIO DE VERSALHES - Parte 1


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Palácio de Versalhes (em
francês Château de Versailles) é um château real localizado na cidade de Versalhes, uma aldeia rural à época de sua construção, mas atualmente um subúrbio de Paris. Desde 1682, quando Luís XIV se mudou de Paris, até a família Real ser forçada a voltar à capital em 1789, a Corte de Versalhes foi o centro do poder do Antigo Regime na França.
—Antes um pavilhão de caças, o Palácio de Versailhes, ao longo das décadas seguintes expandiu-se até tornar-se no maior palácio do mundo. Versalhes é famoso não só pelo edifício, mas como símbolo da Monarquia absoluta, a qual Luís XIV sustentou.
--Considerado um dos maiores do mundo, o Palácio de Versalhes possui 2.000 janelas, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque. É um dos pontos turísticos mais visitados da França, recebe em média oito milhões de turistas por ano e fica a três quarteirões da estação ferroviária. Construído pelo rei Luís XIV, o Rei Sol, a partir de 1664, foi por mais de um século modelo de residência real na Europa, e por muitas vezes foi copiado.
--Incumbido da tarefa de transformar o que era o pavilhão de caça de Luís XIII, no mais opulento palácio da Europa, o arquiteto Louis Le Vau reuniu centenas de trabalhadores e começou a construir um novo edifício ao lado do já existente. Foram assim realizadas sucessivas ampliações - apartamentos reais, cozinhas e estábulos - que formaram o Pátio Real.
---Le Vau, não concluiu as obras. Após sua morte Jules Hardouin-Mansart tornou-se, em 1678, o arquiteto responsável por dar continuidade ao projeto de expansão do palácio. Foi quem construiu o Laranjal, o Grande Trianon, as alas Norte e Sul do Palácio, a Capela e a Galeria de Espelhos (onde foi ratificado, em 1919, o Tratado de Versalhes). A última, trata-se de uma sala com 73m de comprimento, 12,30m de altura e iluminada por dezessete janelas que têm a sua frente, espelhos que refletem a vista dos jardins.
--Em 1837 o castelo foi transformado em museu de história. O palácio está cercado por uma grande área de jardins, uma série de plataformas simétricas com canteiros, estátuas, vasos e fontes trabalhados, projetados por André Le Nôtre. Como o parque é grande, um trem envidraçado faz um passeio entre os monumentos,.--

Galerie des Glaces (Galeria dos Espelhos)


A construção da Galerie des Glaces — a Galeria dos Espelhos — começou em
1678. A principal característica da sala são os dezassete espelhos em arco que refletem as dezessete janelas igualmente arcadas que dão vista para os jardins. Cada arco contém vinte e um espelhos com um total de 357 espelhos no conjunto da decoração.
--No século XVII, os espelhos eram um dos mais dispendiosos elementos que se podia possuir e na época, a República de Veneza controlava o monopólio e a manufatura dos espelhos. Em ordem a manter a integridade da sua filosofia de mercantilismo, a qual requeria que todos os elementos usados na construção de Versalhes fossem feitos na França, Jean-Baptiste Colbert atraiu vários trabalhadores de Veneza para fazer espelhos na Fábrica Gobelins para uso em Versalhes.—A galeria situa-se entre o salon de la guerre (a Norte) e pelo salon de la paix (a Sul).


Durante o século XVII, a Galerie des Glaces foi usada diariamente por Luís XIV quando se deslocava dos seus aposentos privados para a capela.
--Nos reinados sucessivos de Luís XV e Luís XVI, a Galerie de Glaces continuou a servir para funções familiares e da Corte. Embaixadas, nascimentos e casamentos foram festejados nesta sala; de qualquer forma, talvez o mais célebre evento do século XVIII tenha ocorrido no dia 25 de Fevereiro de 1745: o celebrado Bal des Ifs (Baile dos Teixos). Foi durante este baile de fantasia que Luís XV, que estava vestido como um teixo, conheceu Jeanne-Antoinette Poisson d'Étiolles, que estava vestida como Diana, deusa da caça. Jeanne-Antoinette, que se tornaria amante de Luís XV, ficou mais conhecida na história como Madame de Pompadour.
--No século XIX, no desfecho da Guerra franco-prussiana, o Rei da Prússia, Guilherme I, foi declarado Imperador da Alemanha — estabelecendo desta forma o (segundo) Império Alemão — no dia 18 de Janeiro de 1871, na Galeria dos Espelhos. No dia 28 de Junho de 1919, Clemenceau escolheu a Galeria dos Espelhos para assinar o Tratado de Versalhes que terminou a Primeira Guerra Mundial. A Galeria dos Espelhos ainda é posta ao serviço em ocasiões de Estado da Quinta República Francesa, tais como recepções para chefes-de-estado em visita a Paris.